Almanaque da Rosário — 30 novembro 2016

Alguns filmes brasileiros lançados recentemente tiveram bilheterias aquém do esperado. Caso das comédias “Um Namorado para minha Mulher” (menos de 700 mil), “Tô Ryca” (menos de 1 milhão), “Desculpe o Transtorno” e “Entre Idas e Vindas” (ambos com menos de 200 mil). Tiveram bons desempenhos o juvenil “É Fada!” (que passou de 1 milhão de espectadores em duas semanas) e “Aquarius”, de Kleber Mendonça (350 mil). O distribuidor Bruno Wainer, da Downtown, parceira da Paris Filmes, tem dois títulos com grande potencial de público para lançar até dezembro – “Minha Mãe É uma Peça 2” e “Elis”. Mas, realista, ele reconhece que, “com a enxurrada de filmes-franquia derivados das HQs, vindos de Hollywood, e a crise econômica, alguns filmes nacionais tiveram seu potencial comercial afetado”. Isto porque “o grosso do público do cinema nacional vem das classes populares, as mais afetadas pela crise, sem orçamento para consumir tudo que lhes é oferecido”. Com o adiamento do lançamento de dois candidatos a blockbuster (“Os Penetras 2” e “TOC”), que deveriam engrossar o market share brasileiro, as expectativas se concentram na sequência de “Minha Mãe É uma Peça”. Afinal, o primeiro chegou a quase 5 milhões de ingressos. Espera-se que, este ano, filmes brasileiros vendam 25 milhões de ingressos. Destes, mais de 11 milhões pertencem a um único título, “Os 10 Mandamentos”.

Nessa hora, analisa Wainer, “filmes ‘fora da caixinha’, como o épico bíblico, são muito bem-vindos, pois são prova de criatividade e diversidade do setor (sorry, críticos!) e garantem crescimento ao cinema nacional mesmo em tempos de crise”.

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