Mostra Tiradentes presta homenagem à Grace Passô
Grace Passô © Leo Lara

Nesta sexta-feira, 18 de janeiro, a Mostra de Cinema de Tiradentes dá início à sua 22ª edição com homenagem à atriz, dramaturga e diretora mineira Grace Passô. Além de receber o Troféu Barroco, Grace mostrará ao público seu primeiro filme como diretora, o média-metragem “Vaga Carne”, fruto de parceria com o cineasta Ricardo Alves Jr, que a dirigiu no longa “Elon Não Acredita na Morte”. Este filme também será apresentado ao público, junto com “Temporada”, de André Novais Oliveira, com o qual ela conquistou o Troféu Candango de melhor atriz no Festival de Brasília. Grace fará, ainda, performance teatral inédita, “Grão da Imagem”, com a qual descreve cenas reais e cinematográficas, tentando fazê-las visíveis sem projetá-las no espaço.

Até 26 de janeiro, portanto ao longo de nove dias, a XXII Mostra Tiradentes vai apresentar 108 filmes (28 longas, dois médias e 78 curtas-metragens), promover 30 debates e encontros, além de performances artísticas, oficinas, lançamentos de livros, apresentações musicais e mostra com filmes infantis. Todas as atividades têm entrada gratuita.

Este ano, a equipe de curadores do festival mineiro, que acontece na região do ouro de Minas Gerais, definiu “Corpos Adiante” como sua temática. O conceito fundamenta-se “a partir do desejo de valorizar a presença física, tanto no interior de uma sala de cinema, quanto no espaço público e também como projeção do futuro”, buscando “encontrar, tanto nas representações estéticas do audiovisual, quanto nos acontecimentos recentes do noticiário brasileiro e mundial, as relações possíveis entre corpos que ocupam os espaços que o tempo contemporâneo lhes oferece e, muitas vezes, tenta lhes atribuir”.

“Antes do corpo no cinema” – destacam os curadores – “o corpo está em todo lugar, primeiro como matéria de carne, ossos, sangue, pele, cérebro e músculos, capacidades sensoriais, intelectuais e emocionais, aparência e superfície. Depois, vem o corpo como sujeito, agente, escolha existencial”.

Com tal conceito, os curadores pretendem “chegar à arte como exaltadora do corpo ao discutir as questões não apenas dentro do cinema e das imagens em movimento, mas também por meio de outras manifestações artísticas, como as artes visuais, o teatro e a performance”.

A Mostra Aurora selecionou sete filmes para concorrer ao Prêmio da Crítica: o mineiro “A Rainha Nzinga Chegou”, de Junia Torres e Isabel Casimira, o cearense “Tremor Iê”, de Elena Meirelles e Lívia de Paiva, o goiano “Vermelha”, de Getúlio Ribeiro, o paraibano “Desvio”, de Arthur Lins, o carioca “Um Filme de Verão”, de Jo Serfaty, e os paulistanos “A Rosa Azul de Novalis”, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, e “Seus Ossos e seus Olhos”, de Caetano Gotardo.

A Mostra Praça apresentará (e debaterá) os longas “Bando, um Filme de”, dos baianos Lázaro Ramos e Thiago Gomes (documentário sobre o Bando de Teatro Olodum), os cariocas “Clementina”, de Ana Rieper (sobre a cantora Clementina de Jesus), e “Meu Nome é Daniel”, de Daniel Gonçalves (que representou o Brasil no Festival de Documentários de Amsterdã), o acriano “Empate”, de Sérgio de Carvalho, e o paulista “Para’í”, de Vinicius Toro.

A Mostra Olhos Livres reúne filmes que serão avaliados pelo Júri Jovem. O melhor receberá o Troféu Carlos Reichenbach. Os selecionados são o pernambucano “Superpina: Gostoso é Quando a Gente Faz!”, de Jean Santos, o cearense “Currais”, de David Aguiar e Sabina Colares, o goiano “Parque Oeste”, de Fabiana Assis, e os cariocas “Trágicas”, de Aída Marques, “Carmen ou Corpo Impossível”, de Felipe Bragança e Catarina Wallenstein, e “Calypso”, de Rodrigo Lima e Lucas Parente.

No segmento Corpos Adiante, eixo curatorial da mostra deste ano, os selecionados em longa e média-metragem são o acreano “Bimi, Shu Ikaya”, de Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Zezinho Yube, o paulista “Corpo Quilombo”, de Leonel Costa, o baiano “Ilha”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, e o cearense “Inferninho”, de Guto Parente e Pedro Diógenes.

Dois filmes marcarão a noite de encerramento e premiação do festival mineiro: “Depois da Farsa”, direção coletiva de Cristiano Burlan, Dellani Lima, Frederico Machado e Taciano Valério, e “Os Sonâmbulos”, de Tiago Mata Machado.

Relacionados

Compartilhe

(0) Comente

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>