Trailers TV Revista de Cinema — 27 fevereiro 2019
Tá Rindo de quê?

O documentário “Tá Rindo de quê? – Humor e Ditadura”, de Claudio Manoel, Álvaro Campos e Alê Braga, que tem data de estreia nacional para 28 de fevereiro, foi exibido no Festival do Rio, na Mostra Première Brasil Retratos, e chega agora ao circuito comercial. O filme está previsto para entrar em cartaz nas seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Belo Horizonte.

“Tá Rindo de quê?” traça um panorama da produção humorística nacional realizada, principalmente, no período de 1964 a 1985, quando toda atividade artística estava submetida à censura da ditadura militar. O humor serviu como arma de resistência, mas também como válvula de escape, criou formas de driblar os censores, revolucionou linguagens, criou, debochou, divertiu, foi perseguido, proibido, encarcerado e, ainda bem, riu por último.

O filme aborda desde a precursora revista “Pif-paf”, criada por Millôr Fernandes, passando pelo “Pasquim”, que se consagraram com a irreverência crítica com que trataram a política, e vai até o grupo teatral cômico e anárquico “Asdrúbal Trouxe o Trombone”. Programas de TV como o primeiro seriado brasileiro de sucesso “Família Trapo”, e os humorísticos de Chico Anysio, Jô Soares, Trapalhões também se destacam.

Com mais de 20 depoimentos de personalidades que atuaram nas duas décadas sob o olhar da censura, o documentário também reúne cenas e entrevistas de arquivo, além de charges memoráveis.

“Tá Rindo de quê? – Humor e Ditadura” é uma produção Emoções Baratas, Homem de Lata e 2Moleques. A coprodução é assinada pela Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil, uma parceria que prevê que o filme seja lançado em circuito comercial e posteriormente seja exibido na TV nos canais coprodutores. A distribuição nos cinemas será da Bretz Filmes.

O trio de diretores continua a investigação sobre o humor no Brasil em outro documentário que estreará em breve: “Rindo à Toa – Humor sem Limites”, que analisa o período de 1988, após a reabertura polícia, até os anos 2000.

 

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