Trailers TV Revista de Cinema — 31 outubro 2019
A Vida Invisível
© Bruno Machado

Concorrendo a uma vaga no Oscar para representar o Brasil, A Vida Invisível, o sétimo longa-metragem da carreira do diretor cearense Karim Aïnouz, entra em cartaz no circuito comercial a partir de 31 de outubro, com distribuição conjunta da Vitrine Filmes e Sony Pictures.

Vencedor do Grand Prix da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, dos prêmios do público de Melhor Filme e do júri de Melhor Fotografia, no Festival de Cinema de Lima, e do CineCoPro Award, no Festival de Munique, o longa-metragem já tem exibição garantida em mais de 30 países, como Grécia; França; Polônia; China; Hungria; Eslovênia; Croácia; Luxemburgo; Bélgica; Holanda; Sérvia; Argélia; Egito; Iran; Israel; Jordânia; Líbia; Marrocos; Emirados Árabes; Reino Unido; Portugal; Itália; Coréia do Sul; Rússia; Cazaquistão; Ucrânia; Taiwan; Suíça; Espanha e Turquia.

O filme se tornou o primeiro título latino-americano a ganhar distribuição pela Amazon Studios nos cinemas dos Estados Unidos. A negociação foi realizada pela alemã The Match Factory em parceria com a Creative Artists Agency (CAA), maior agência de talentos do mundo, que representa Aïnouz e o produtor Rodrigo Teixeira no país norte-americano.

A colaboração de Rodrigo Teixeira com Karim começou nas origens do projeto. Ao receber o manuscrito de Martha Batalha, o produtor pensou imediatamente no diretor, não apenas pelo estilo de sua filmografia, mas também pela interseção entre o livro e a história familiar do diretor, onde observou a invisibilidade das mulheres conduzidas por uma geração machista.

O longa-metragem traz no elenco Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Fernanda Montenegro, como atriz convidada.

Livre adaptação do romance de Martha Batalha, A Vida Invisível é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

Definido pelo cineasta como um melodrama tropical, a obra apresenta nos papeis principais duas jovens estreantes no cinema. Tanto Carol Duarte, reconhecida por seu trabalho na TV aberta, como Julia Stockler, experiente atriz de teatro, foram escolhidas após participarem de um concorrido teste com mais de 300 candidatas.

As irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda – irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar com um príncipe encantado e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sozinha, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa – ambientado majoritariamente na década de 50 – foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão.

A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, que assina seu primeiro longa brasileiro e acumula trabalhos importantes na carreira, como os filmes Pina, de Wim Wenders; The Smell of Us, de Larry Clark; As Praias de Agnès, de Agnès Varda; e Lázaro Feliz, de Alice Rohwacher, entre outros. A alemã Heike Parplies, responsável pela edição do longa-metragem Toni Erdmann, da diretora Maren Ade, indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, assina a montagem.

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