Andrucha Waddington lança seu primeiro suspense sobrenatural
"O Juízo" © Dan Behr / Clique na foto para assistir ao trailer

Por Maria do Rosário Caetano

O cineasta carioca Andrucha Waddington fará 50 anos em janeiro vindouro. Antes, porém, de tornar-se um cinquentão, lançará “O Juízo”, seu décimo-quarto longa-metragem, projeto que une dois clãs artísticos (o Montenegro Torres e o dele próprio, os Popow Waddington). O filme chega aos cinemas na quinta-feira, 5 de dezembro.

“O Juízo”, que Andrucha prefere definir como um mix de “suspense sobrenatural com drama psicológico” (ao invés de “um filme de horror”) foi escrito por Fernanda Torres, sua mulher, e tem no elenco sua sogra, Fernanda Montenegro, e um de seus filhos, Joaquim Torres Waddington. Com sua calma costumeira, ele pondera: “não fiz um filme de sustos, mas de atmosfera e, por ser considerado de gênero, ele fica meio sem lugar na prateleira”.

A trama, centrada num acerto de contas que leva mais de duzentos anos para se concretizar, tem como cenário principal uma fazenda. Uma bela fazenda, outrora produtiva graças à exploração abundante de mão de obra escrava. Dois séculos depois, pouco resta da imponente casa grande. Ela encontra-se em franca decadência. O herdeiro Augusto Menezes (Felipe Camargo) vive crise no casamento com Tereza (Carol Castro). Ao perder o emprego na cidade grande, ele resolve regressar à propriedade familiar para, ali, enfrentar o alcoolismo e recolocar sua vida nos eixos. Com o casal, segue, a contragosto, o filho adolescente, Marinho (Joaquim Torres Waddington, em sua estreia no cinema). Só que o lugar carrega uma maldição e, por isto, uma história de traição e vingança vai transtornar ainda mais a vida do casal.

Workholic assumido, Andrucha já está ocupado com mais quatro projetos. Além de sequenciar a bem-sucedida série “Sob Pressão”, ele prepara um documentário sobre a artista plástica Adriana Varejão, vai dirigir série em dez capítulos, fruto de adaptação do romance “Fim”, de Fernanda Torres, e fará longa ficcional ambientado na região atingida pela tragédia (humana e ecológica) de Mariana, em MG. Como ele consegue levar tantos projetos adiante? A resposta é simples: “trabalhando em equipe”. Nesta entrevista à Revista de CINEMA, realizada no Café Fellini, no anexo do Espaço Augusta, durante a maratona da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Andrucha fez questão de citar os nomes, ao menos, de seus principais colaboradores. Roteiristas, então, ele valoriza a mais não poder.

Andrucha Waddington

Você trabalha sempre com roteiros escritos por terceiros. Não gosta de escrever?

Gosto mesmo é de dirigir. Gosto, também, de apresentar argumentos e histórias a roteiristas. E, quando o roteiro já está estruturado, gosto de discuti-los com seus autores. Aí, sim, me sinto pronto para dar pitaco, editar, fazer sugestões. Os dez episódios de “Fim” foram escritos pela Nanda (Fernanda Torres), sob supervisão de Maria Camargo. O “Sob Pressão” foi escrito, nas três primeiras temporadas, por equipe coordenada por Jorge Furtado. Agora, o texto final é de Lucas Paraízo, em parceria com Márcio Alemão, André Seringuelo, Flávio Araújo e Pedro Righetti.

Por que Fernanda Torres, autora do roteiro de “O Juízo”, não interpreta a esposa de Augusto, a personagem de Felipe Camargo? Em busca de diálogo com o público, você rejuvenesceu seus protagonistas?

Talvez porque eu tenha sido pai muito novo. Meu filho mais velho tem 22 anos. O personagem Augusto é impulsivo, foi pai cedo e estava se acabando na bebida. Na casa do 40 anos, ele é casado com Tereza (Carol Castro), um pouco mais nova. Têm um filho, Marinho, na casa dos 16, 17 anos, idade que Joaquim tinha quando filmamos. Achei que as idades ideais para os personagens eram estas.

Fernanda Montenegro está no elenco de “O Juízo”. Antes, vocês trabalharam juntos em “Gêmeas” e “Casa de Areia”. Na condição de genro, como você viu as agressões a ela dirigidas por encenador teatral, na época diretor de Artes Cênicas da Funarte?

Só posso definir como infeliz o ataque desse sujeito, que prefiro não nominar. Antes de tudo, lembro que Fernanda Montenegro é uma atriz impecável, uma operária. Ela é um exemplo num set de filmagem. Quando realizamos “Casa de Areia”, com filmagens nos Lençóis Maranhenses, ela não bebia água para não ser obrigada a ir ao banheiro. Ela se hidratava em determinados horários, em especial na hora de almoço, para não prejudicar o plano de filmagem. Isto é a maior prova do quanto ela ama e respeita seu ofício e o trabalho em equipe. Fernanda tem uma longa trajetória, vem do tempo da novela de rádio, do teatro ao vivo na TV, fez muito cinema, muitas telenovelas. Ela e Lima Duarte são contemporâneos. Em “O Juízo”, ela interpreta a espírita Marta Amarantes, e ele, o joalheiro Costa Breves, em participações especiais. E os dois se dedicaram de forma exemplar. Eu devia um novo trabalho ao Lima, desde “Eu Tu Eles”, no qual interpretou um dos maridos de Darlene, personagem da Regina Casé. Ele fez um trabalho fabuloso naquela ocasião e agora também. Fernanda Montenegro e Lima Duarte são grandes atores de uma geração que se formou nas radionovelas e no teleteatro ao vivo. Merecem todo nosso respeito.

A fazenda que ambienta “O Juízo” é muito bonita, cercada de mata densa. Você a encontrou daquele jeito ou usou recursos digitais ao caracteriza-la?

A Nanda (Fernanda Torres) já escreveu o roteiro de olho naquela fazenda, uma construção do final do século XVIII, início do XIX. Ela integra o Caminho do Ouro. O Rio de Janeiro não tinha diamantes, nem minas de ouro. O que chegava até lá vinha de Minas Gerais e da Bahia. Tudo desembocava em Paraty e vilarejos próximos. Então, o diamante do escravo fugitivo, fundamental na nossa história, é algo real, plausível. A fazenda, que foi nossa locação, fica na região de Barra do Piraí e Ipiabas. Lá, funciona uma film commission, coordenada por Roberto Monzo, que nos ajudou muito. Só houve necessidade de apagar uma estrada e uma ponte que ficava a 800 metros da sede. A fazenda é quase um “personagem” no filme, pois ela prende aquelas pessoas, as enreda com seus espaços e mistérios. O Augusto é um marido e pai que mente para a mulher e o filho. Diz que tem luz elétrica lá, e não tem. Tereza vai se angustiando com as mentiras do marido, ele tem uma agenda secreta, não divide nada com ela. Faz promessas que não cumpre.

E o Criolo? Por que você o escolheu para interpretar o escravo Couraça?

Porque sou muito fã dele. Fiz a aposta. Eu já tinha trabalhado com Luiz Melodia e Seu Jorge em “Casa de Areia” e gostado muito. Há cantores que são atores, principalmente aqueles que são ótimos intérpretes. Claro que há outros que não têm o dom da performance. Pois o Criolo tem. Além de ótimo compositor, ele é uma pessoa fenomenal, tem uma facilidade imensa de lidar com o palco. Foi uma aposta segura. Ele tem uma interpretação naturalista, muito boa. Gostou tanto de trabalhar no filme, que parou de fazer shows para dedicar-se por inteiro a “O Juízo”. Eu ganhei um amigo e o cinema ganhou um ator.

Seus filmes passam por muitos caminhos, estilos, propostas. Se há algo que parece recorrente em sua trajetória é a paixão pela MPB. Você fez muitos documentários sobre compositores e grandes intérpretes, caso de Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil. E nas suas ficções há músicos e muita música.

Escuto muita música brasileira. Aliás, ouço pouca música estrangeira. Em casa, desde cedo, junto com meus irmãos, ouvíamos, curtíamos grandes nomes de nossa música popular. Natural, portanto, que a MPB fosse vindo para o meu trabalho audiovisual. Quando comecei, a Embrafilme estava nos seus extertores. Veio o Collor e acabou de vez com ela. Passei quatro anos vendo nosso audiovisual ser varrido do mapa. Naquele momento, a MTV entrou no Brasil e começou a divulgar videoclipes e documentários musicais. Nossa indústria fonográfica estava no auge, nossos artistas também. O jeito foi adiar o sonho do cinema e partir para os documentários com grandes nomes de nossa música. De 1990 a 1995, foi aquele vácuo, aquele desalento. Aí, a Carla Camurati fez “Carlota Joaquina” e lançou o filme de praça em praça, de um jeito muito especial. Deu muito certo. Foi um estímulo. As coisas começavam a fazer sentido. Novos mecanismos de fomento ao audiovisual foram recriados e vieram mais filmes. Em 1999, depois de alguns documentários musicais, estreei na ficção com “Gêmeas”.

Seu filme mais bem-sucedido é “Eu Tu Eles”, uma comédia dramática que vendeu mais de 700 mil ingressos e ganhou vários prêmios, a maioria no exterior. Este é seu filme preferido?

Na verdade, são dois: “Eu Tu Eles”, uma comédia dramática, e “Casa de Areia”, um drama, pois ambos falam muito do Brasil…

Mas “Casa de Areia” não alcançou sucesso comercial…

Nem a crítica o recebeu bem. Foi um filme mal compreendido, que não achou seu espaço nem aqui, nem na Europa, mas que foi bem nos EUA, onde ficou 18 semanas em cartaz. São estes mistérios que a gente não sabe explicar. Você estava no Festival de Recife, e sabe como foi massacrante a coletiva de imprensa. Até me avisou, bem cedo, no elevador, que eu me preparasse. Foi um choque. Levamos quatro anos levantando a produção de “Casa de Areia”, realizando e finalizando o filme. E fomos destruídos em uma hora. Quando a coletiva acabou, eu fui chorar no quarto. Três anos antes, “Viva São João” fora muito bem recebido no mesmo Festival de Recife, ganhou o prêmio de melhor filme. Mas eu entendi que faz parte do jogo. Não fazemos filmes para agradar aos outros, mas sim para colocar para fora uma história que nos motiva. E acredito, hoje, que a gente aprende mais com os fracassos que com os sucessos.

Como você situa a superprodução “Lope” na sua filmografia?

Como um aprendizado. Cresci como diretor ao trabalhar fora do meu país, da minha casa, fui reaprendendo relações. Era um projeto muito ambicioso, sobre o grande poeta e dramaturgo Lope de Vega (1562-1635). Um capa e espada, gênero que nunca imaginara dirigir. Foi um convite internacional, com história e elenco (em maioria) espanhóis. Havia brasileiros, como Sonia Braga, Selton Mello. Gostei da experiência, saí dela mais maduro.

E de seus documentários? Qual deles é o melhor?

Ih, são dois também: “Viva São João” e “Bethânia – Pedrinha de Aruanda”. Aliás, são três, pois gosto demais de “Tempo Rei”. Ah, tenho outro xodó: a versão de duas horas, editada a partir de série de cinco episódios que fiz com André Midani. Um grande cara, que contou de forma envolvente a história de nossa música popular, dos anos 1950 até os 2000. Ele era uma pessoa muito influente na indústria fonográfica e fez tudo para que nossa música tivesse a difusão merecida. Gostei demais de fazer este trabalho. Mas claro que os dois primeiros são meus xodós especiais. “Viva São Joaão”, porque me permitiu visitar o Brasil profundo. Já “Pedrinha de Aruanda” é um caso especial na minha trajetória como documentarista. Na Conspiração, nossa produtora, tínhamos uma “geladeira” na qual guardávamos negativos consignados pela Kodak. Quando Bethânia e Caetano foram para Santo Amaro da Purificação, eu peguei um “cooler” e enchi com negativos (super 16 milímetros) e fui atrás. Seriam apenas quatro dias de filmagem. E o que aconteceu? Ali, naquele encontro dos filhos com Dona Canô, veio o inesperado, a história maravilhosa daquela família contada numa varanda. Uma coisa mágica. O documentário tem isto. A ficção também. Você programa uma coisa e o ator chega, cria algo e muda tudo. Mas o documentário é ainda mais livre. Por mais que você queira interferir, quem manda é a realidade. Você pensa que virá algo semelhante ao que planejou antes e aparecem surpresas maravilhosas. Por isto que a ficção, aquela que se alimenta do documentário, é também tão instigante.

Voltando ainda ao “Eu Tu Eles”, sucesso de público e seu filme mais premiado. Regina Casé faz pouco cinema, mas quando faz, costuma manter bom diálogo com os espectadores. Como foi trabalhar com ela?

Foi maravilhoso, pois ela é uma atriz iluminada. Foi premiada no Festival de Havana. Ganhamos melhor filme e melhor atriz. O filme recebeu um prêmio na Mostra Un Certain Régard, em Cannes, ganhou o prêmio principal em Cartagena (Colômbia), Karlovy-Vary (República Tcheca) e Lima (no Peru).

Você teve mais reconhecimento externo que interno.

Aqui, ganhamos melhor direção no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. E tivemos uma ótima bilheteria. A gente faz filme sempre pensando em manter um bom diálogo com o público. Quando este diálogo se dá, a gente fica muito feliz. Nos sentimos privilegiados. Mas nunca parei para pensar: vou fazer este filme deste jeito ou daquele para ganhar prêmio e para ter milhares de espectadores. Até porque tudo é muito imprevisível. Cinema não é uma ciência exata.

“Chacrinha, o Velho Guerreiro” deve tê-lo deixado tonto. Você esperava bilheteria tão reduzida?

Foi um tombo. Fiquei desnorteado. Lançar um filme virou uma roleta russa… No caso do “Chacrinha”, até hoje, continuo perplexo.

Você não formulou alguma explicação para atenuar sua decepção?

Creio que o filme foi lançado na hora errada. A eleição tinha acabado de acontecer e o país estava dividido, polarizado. Talvez, se “Chacrinha” tivesse sido lançado seis meses depois, sua recepção fosse melhor. Realizamos uma pré-estreia em São Paulo, com público, e a recepção foi das mais calorosas. As pessoas se divertiram muito. Tive, naquele momento, a sensação de que o filme ia voar. Aí, veio o tombo. Como “Os Penetras” havia chegado perto dos três milhões de ingressos, pensei que “Velho Guerreiro” ficaria entre 800 mil e um milhão. Não chegou a 200 mil.

A comédia “Os Penetras 2” também não deu muito público.

Foi diferente. Não tínhamos, com ele, a mesma expectativa que envolveu “Chacrinha”. E o filme teve um desempenho médio, na faixa dos 600 mil espectadores. Nosso consolo é a TV. Quando nossos filmes passam em redes abertas, eles atingem milhões de espectadores (30 milhões, 40 milhões). No caso do “Velho Guerreiro”, preparamos uma minissérie em quatro capítulos, que vai ao ar, na Globo, nas férias de janeiro. Haverá acréscimos com intervenções documentais, registros dos vários momentos da trajetória de Chacrinha, dos tempos do rádio até a TV a cores.

A Conspiração tem se dedicado muito à produção para TV. E o sucesso de “Sob Pressão”, na TV aberta, é dos mais expressivos.

Isto era inevitável. Com a chegada do streaming, então, a demanda cresceu muito. Hoje, temos a TV a cabo, a TV aberta e o streaming. Com a Lei do Cabo, que abre espaço para a produção nacional na TV por assinatura, temos produzido bastante. O caso “Sob Pressão” é especial. Nasceu como filme, que fez sua carreira nos cinemas e teve boa aceitação social. Vimos que poderíamos realizar série que aprofundasse questão vital como a saúde pública. Os personagens, como no filme que deu origem à série, não são maniqueístas. São falhos, tortos. As três primeiras temporadas foram um sucesso e já estamos realizando a quarta e a quinta.

Você só supervisiona a produção desta série ou tem envolvimento prático?

Envolvimento total. Não deixo de dirigir pelo menos a metade dos episódios. Adoro trabalhar. Me identifico muito com Fernanda Montenegro no gosto pelo meu ofício: sou um operário do audiovisual. Gosto de dirigir e de produzir, gosto da arquitetura da produção. Por isto, me defino como um diretor-produtor.

Hoje a Conspiração está em suas mãos, nas de seu cunhado Claudio Torres, do cineasta Arthur Fontes e do produtor Leonardo Monteiro de Barros?

Do grupo original, só saíram o José Henrique Fonseca e o Lula Buarque de Holanda. Somos uma produtora que soma muitas forças. Os fundadores (Arthur Fontes e Cláudio Torres) e nós que chegamos nos primeiros anos (Pedro Buarque, Breno Silveira, Leonardo Monteiro de Barros, eu) recebemos valiosos aportes de Carolina Jabor, Minie Kertie, Eliana Soárez, Toni Vanzolini, Marcos Penido, Cris Lopes, Renata Brandão. E do Banco Icatu e do (fundo de investimento) Investimagem. A chegada do Icatu nos ajudou muito em termos de governança corporativa. Contamos com um conselho de sete membros e uma diretora-executiva, a Renata Brandão, que tornam tudo mais dinâmico. Temos nos dedicado mais ao cinema, TV e streaming, que à publicidade.

Você é filho de pai inglês e mãe judia? De onde vem seu apelido, que você adotou como nome artístico?

Sou bisneto de inglês e filho de mãe ucraniana, grego-ortodoxa. Eu fui batizado na Igreja Ortodoxa. Minha mãe (a psicanalista Irene Popow) saiu da União Soviética (Ucrânia) com oito, nove anos, passou por campos de concentração e chegou ao Brasil aos 16 anos. Daí, o apelido Andrucha (para o nome civil Andrew Waddington). Minha mãe escreveu um livro no qual narra a história de sua família ucraniana, chamado “Adeus Stálin!” (Editora Objetiva, 2011).

Você já pensou em transformar este livro em um filme ou minissérie? Esta ideia agradaria sua mãe?

Ela, que está ativa e lúcida ao 86 anos, ia adorar ver sua história familiar contada num filme. O projeto, porém, é muito complexo, já que se passa em tempos da Segunda Guerra Mundial, envolve campo de concentração. Seria um épico do tipo “Dr Jivago”. Penso sim, em um dia adaptar o livro.

Como você está vendo o momento vivido pelo Audiovisual brasileiro? O novo Governo vem desidratando os organismos de fomento à produção e distribuição. Você está preocupado?

Estamos vivendo num país dividido. Temos um governo que, gostemos dele ou não, foi eleito pelo voto popular. A situação do Audiovisual é instável, a Ancine passa por um momento de muita indefinição. Por sorte, temos uma regulamentação de mercado que veio da TV (exibir 3% de programação brasileira nas emissoras a cabo e por assinatura). Esta legislação trouxe uma demanda que vem fazendo o mercado se equilibrar e não tombar, não sofrer paralisia.

 

O Juízo
Brasil, 90 minutos, 2019
Direção: Andrucha Waddington
Roteiro: Fernanda Torres
Elenco: Felipe Camargo, Carol Castro, Joaquim Torres Waddington, Criolo, Kênia Barbosa, Fernando Eiras, Fernanda Montenegro e Lima Duarte
Fotografia: Azul Serra
Produção: Conspiração e Globo Filmes
Distribuição: Downtown e Paris

 

FILMOGRAFIA

1996 – “Tempo Rei” (doc, codireção de Lula Buarque)
1998 – “Paralamas em Close-Up” (doc)
1999 – “Gêmeas” (ficção)
2000 – “Eu Tu Eles” (ficção)
2002 – “Viva São João” (doc)
2005 – “Casa de Areia” (ficção)
2007 – “Bethânia – Pedrinha de Aruanda” (doc)
2010 – “Lope” (ficção – Espanha-Brasil)
2012 – “Os Penetras” (ficção)
2013 – “Rio, Eu Te Amo” (episódio)
2015 – “Os Penetras 2 – Quem Dá Mais” (ficção)
2015 – “Sob Pressão” (ficção)
2016- “ André Midani do Vinil ao Download (doc)
2017 – “Chacrinha, o Velho Guerreiro” (ficção)
2019 – “Juízo” (ficção)

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