Cine Ceará anuncia longas e curtas-metragens selecionados para as Mostras Competitivas
Era uma Vez na Venezuela © John Marquez

Foi divulgada a lista dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem do 30º Cine Ceará, que acontece de 5 a 11 de dezembro. Devido à pandemia de Covid-19, o festival vai exibir, em formato presencial, em Fortaleza, e online no Canal Brasil – no serviço de streaming Canais Globo –, 22 longas e curtas em competição. Realizado anualmente e de forma ininterrupta desde 1991, o evento cultural mais tradicional do estado do Ceará comemora três décadas em 2020.

Foram escolhidos sete longas-metragens inéditos no Brasil, sendo cinco com passagens por importantes festivais do mundo e dois brasileiros em première mundial. Dos oito diretores da mostra, quatro são mulheres, com destaque para o premiado A Meia Voz (La Media Voz), de Patricia  Pérez Fernández e Heidi Hassan, documentário autobiográfico, vencedor de um dos principais festivais de documentário do mundo, o IDFA, na Holanda, e que conquistou também o prêmio de melhor filme no Festival de Havana, e de direção, no Festival de Málaga.

Outro longa reconhecido internacionalmente que está na lista é a coprodução Chile-Espanha-França-Alemanha Branco no Branco (Blanco en Blanco), de Théo Court, que garantiu prêmios nos festivais de Veneza, Toulouse, Havana e Minsk (Bielorrússia). Já o documentário Era uma Vez na Venezuela (Érase una vez en Venezuela), de Anabel Rodríguez, coprodução Venezuela-Reino Unido-Áustria-Brasil, passou pelos festivais de Sundance, Miami, Venezuela, Toronto e pelo HotDocs (Canadá), e chega agora ao Brasil. Assim como o argentino As Boas Intenções (Las Buenas Intenciones), de Ana García Blaya, exibido no Festival de Toronto e vencedor de prêmios nos festivais de San Sebastián e Havana.

Representando o Brasil, está o longa A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó, que terá sua primeira exibição no país, depois de participar do  Festival de Rotterdam. Além de dois filmes em première mundial, o documentário Nazinha Olhai por Nós, de Belisario  Franca (“Menino 23”), coprodução GloboNews e Globo Filmes, sobre presidiários que aguardam um indulto para celebrar o Círio de Nazaré, e a ficção Última Cidade, de Victor Furtado, do Ceará. A curadoria da competitiva de longas ficou a cargo de Margarita Hernandez, diretora de programação do evento. O cineasta Wolney Oliveira é o Diretor Executivo do festival desde 1993.

Para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem, os curadores Mariana Medina e Telmo Carvalho selecionaram 15 filmes dentre os 900 inscritos. Foram escolhidos representantes de nove estados do Brasil, dos 25 que enviaram seus curtas. Entre os filmes, estão dois pernambucanos, o premiado Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho, com Luciana Souza (“Bacurau”) e A Nave de Mané Socó, de Severino Dadá. Os cearenses A Beleza de Rose, de Natal Portela, e o documentário Não te Amo Mais, de Yasmin Gomes, também concorrem.

Representando o Rio de Janeiro, estão Nós, de Hugo Moura e Ricardo Burgos, e o documentário O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch. De São Paulo, participam os filmes 5 Estrelas, de Fernando Sanches, A Volta pra Casa, de Diego Freitas, com Lima Duarte, e Desaparecido, de Gabriel Calamari. Do Rio Grande do Sul, estão na disputa o experimental Magnética, de Marco Arruda e Vista para Dias Nublados, de Ana Luísa Moura. Completam a lista, o documentário O Sal da Vida, de Danilo Carvalho, do Piauí, O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader, do Amazonas, Parabéns a Você, de Andreia Kaláboa, do Paraná, e o paraibano Quitéria, de Tiago A Neves, premiado em diversos festivais.

LONGAS DA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA

A Meia Voz (A Media Voz). Direção: Patricia  Pérez Fernández e Heidi Hassan. Documentário. 80 min. Espanha-França-Suíça-Cuba. 2019. Livre. Première Brasil

A Morte Habita à Noite. Direção: Eduardo Morotó. Ficção. 94 min. Brasil. 2020. 12 anos. Première Brasil

Última Cidade. Direção: Victor Furtado. Ficção. 70 min. Brasil. 2020. Livre. Première Mundial

Branco no Branco (Blanco en Blanco). Direção: Théo Court. Ficção. 100 min. Chile-Espanha-França-Alemanha. 2019. 12 anos. Première Brasil

Era uma vez na Venezuela (Érase una vez en Venezuela). Direção: Anabel Rodríguez. Documentário. 90 min. Venezuela-Reino Unido-Áustria-Brasil. 2020. 12 anos. Première Brasil

As Boas Intenções (Las Buenas Intenciones) Direção: Ana García Blaya. Ficção. 83 min. Argentina. 2020. Livre. Première Brasil

Nazinha Olhai Por Nós. Direção: Belisario  Franca. Documentário. 87min. 2020. Brasil. 12 anos. Première Mundial

CURTAS DA COMPETITIVA BRASILEIRA

5 estrelas. Direção: Fernando Sanches. Ficção. 15 min. São Paulo. 2020.

A beleza de Rose. Direção: Natal Portela. Ficção. 20 min. Ceará. 2020.

A Nave de Mané Socó. Direção: Severino Dadá. Ficção. 18 min. Pernambuco. 2019.

A volta pra casa. Direção: Diego Freitas. Ficção. 16 min. São Paulo. 2019.

Desaparecido. Direção: Gabriel Calamari. Ficção. 21 min. São Paulo. 2020.

Inabitável. Direção: Matheus Farias & Enock Carvalho. Ficção. 20 min. Pernambuco. 2020.

Magnética. Direção: Marco Arruda. Experimental. 16 min. Rio Grande do Sul. 2020.

Não te amo mais. Direção: Yasmin Gomes. Documentário. 10 min. Ceará. 2020.

Nós. Direção: Hugo Moura e Ricardo Burgos. Ficção. 9 min. Rio de Janeiro. 2019.

O Babado da Toinha. Direção: Sérgio Bloch. Documentário. 13 min. Rio de Janeiro. 2020.

O Barco e O Rio. Direção: Bernardo Ale Abinader. Ficção. 17 min. Amazonas. 2020.

O sal da vida. Direção: Danilo Carvalho. Documentário. 3 min. Piauí. 2020.

Parabéns a Você. Direção: Andreia Kaláboa. Ficção. 19 min. Paraná. 2019.

Quitéria. Direção: Tiago A Neves. Ficção. 14 min. Paraíba. 2019.

Vista para dias nublados. Direção: Ana Luísa Moura. Ficção. 11 min. Rio Grande do Sul. 2019.

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