Perspectiva 2021
“O Auto da Boa Mentira”, de José Eduardo Belmonte

Por Maria do Rosário Caetano

Quais são as perspectiva para o cinema brasileiro nesse ano de 2021, que se inicia sob as perturbações de uma segunda onda de contágio pela Covid-19, e sob o desmonte de políticas públicas de fomento ao audiovisual?

Há produção brasileira suficiente para alimentar o circuito exibidor, caso a vacinação seja iniciada e, de forma eficiente, distribuída em todo todo território nacional?

Nesse momento em que o Governo Bolsonaro estuda a fusão da Ancine (Agência Nacional de Cinema) com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a produção vive, além dos estragos causados pela pandemia, a incerteza de acesso aos mecanismos de fomento, há razão para algum otimismo?

Ou as salas de exibição e festivais correm o risco de passar por situação semelhante à verificada em 1990, quando o Governo Collor fechou a Embrafilme e o Concine (Conselho Nacional de Cinema)? Há que se destacar que, há exatos 30 anos, a produção nacional caiu de média anual de 100 filmes para cinco ou seis.

A Revista de CINEMA conversou com o distribuidor Bruno Wainer, criador e diretor da Downtown, uma das empresas mais eficientes e ativas na distribuição de filmes brasileiros (seja em caráter solo ou potencializada por parceria com a Paris Filmes, dirigida por Márcio Fraccaroli). E preparou lista com alguns filmes que aguardam o momento de chegar às telas de quase 3.000 cinemas.

Wainer conta que reservou quatro filmes para lançamento no circuito exibidor ao longo desse ano de 2021: “Tô Ryca 2”, com Samantha Schmütz , “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio, “O Palestrante”, estrelado pelo Fábio Porchat, e “Pluft, o Fantasminha”, de Rosane Svartman. E mais: “tenho outros seis filmes prontos, mas provavelmente eles passarão rapidamente pelos cinemas, com destino ao streaming”.

O distribuidor avisa que está enumerando apenas “os filmes em que a Downtown é líder” (ou seja, distribuidora majoritária). Ele não fala, portanto, pelos filmes da cartela da Paris. Caso de “Marighella”, de Wagner Moura, cuja estreia comercial está prevista para 15 de abril.

“Pluft, o Fantasminha”, de Rosane Svartman

Tudo indica que ainda há número significativo de filmes brasileiros para lançamento ao longo desse ano. Já para 2022, ano do bicentenário da Independência, a situação se desenha bem mais complicada. “Por causa da pandemia” – conta Wainer –, “só tenho um projeto que ainda não foi para o set de filmagem”. Já, “por causa da situação da Ancine, tenho cinco projetos aguardando liberação dos recursos”, o que configura “situação absurda e surreal”.

O titular da Downtown confirma que “ainda há produção brasileira para se colocar no circuito exibidor”. Mas, pondera, “sem cota de tela, com dezenas de lançamentos das majors represados, e com a situação desesperadora dos exibidores”, o quadro é preocupante”. Ele prevê “imensas dificuldades para os filmes brasileiros acessarem os circuitos exibidores e garantirem sua manutenção em cartaz”.

“Em março do ano passado” – lembra o distribuidor –, “fui o único que intuiu que não haveria cinema” e que a interrupção da atividade se daria “por tempo que não podíamos precisar”. Por isso – avisa –, “continuo na defensiva”. Wainer, como se vê, não está otimista. Está, isto sim, preocupado com o ano cinematográfico que acaba de começar.

Se a vacinação for iniciada em solo brasileiro, no final deste mês de janeiro, mais tardar em fevereiro, o quadro poderá se mostrar mais promissor?

A resposta de Wainer se faz acompanhar de nova indagação: “quanto tempo demorarão no Brasil e, sobretudo, no mundo, a vacinação e a queda nos números de contaminados? Ninguém pode afirmar ao certo”.

Com o agravamento da pandemia em 2020, Bruno Wainer foi obrigado a lançar alguns de seus filmes (caso de “No Gogó do Paulinho”) direto no streaming. Que procedimento adotará, nesse e nos próximos anos? O modelo híbrido (salas de cinema + streaming praticamente ao mesmo tempo) chegou para ficar? Esta se tornará prática definitiva de agora em diante?

Bruno lembra que “as salas de cinema constituem o espaço mais nobre para um filme”. Mas, “cada vez mais, apenas os filmes-evento ou de ‘nicho’ terão a honra de ser exibidos nas salas físicas”. Por isso, ele espera continuar a “ajudar na criação de filmes com essas características”. Por outro lado – entende o distribuidor –, “o streaming significa para a TV o mesmo que significou a chegada dos multiplex para os cinemas”.

Wainer avalia que “os acordos de aquisição das TVs (‘pay’ e ‘free’), antes sequestrados pelos ‘output deals’ por parte das majors foram exterminados”. O distribuidor brasileiro se refere à venda de pacotes fechados de filmes, incluindo alguns títulos fortes e muitos de segunda ou terceira linha.

Frente a esse quadro, Wainer vê “uma chance de ouro para o audiovisual brasileiro”. Mas – avisa – “sem uma política audiovisual atuante, vamos desperdiçar uma oportunidade histórica”.

O distribuidor faz questão de lembrar que “há um bilhão de reais disponíveis pelo mecanismo das chamadas do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), referentes a 2017/2018, esperando para serem liberados pela Ancine”. E mais “600 milhões para novas chamadas. A única razão para voltarmos à indigência da era Collor se dará se a Ancine continuar emperrada”. Afinal, “não se produz sem dinheiro, mesmo com as facilidades oferecidas pela tecnologia digital. Ainda são necessários equipe, elenco, cenografia etc.”.

O Boletim Filme B, editado pelo cineasta e produtor Paulo Sérgio Almeida, mostrou as reduzidas bilheterias de filmes como “10 Horas para o Natal”, com potencial para um milhão de ingressos (fez apenas 32 mil e foi direto para o streaming). “Pacarrete”, que poderia fazer 100 mil espectadores, não atingiu nem um vigésimo dessa meta.

O ano foi desastroso para o cinema como um todo, até para Hollywood (exceção para China, Coreia do Sul e Japão). No Brasil, a situação agravou-se, pois deu-se a tempestade perfeita: a pandemia somou-se à má vontade do Governo Bolsonaro com o audiovisual”.

Wainer faz questão de deixar claro que “os resultados de venda de ingresso são explicados exclusivamente pela pandemia” e que “a calamidade teve alcance mundial”. Para, em seguida, alertar: “a crise do Governo com o setor cultural se fará sentir se a Ancine continuar parada. Aí, sim, vai faltar filme brasileiro a partir de 2022”.

Sobre o esperado lançamento de “Marighella”, agendado para 15 de abril, mês em que, excepcionalmente, se realizará a cerimônia de entrega do Oscar, Bruno prefere não opinar. Nem conjecturar sobre a data de chegada do filme ao streaming (quantas semanas depois do lançamento nas salas físicas?).

Quem comanda o lançamento do longa de estreia do diretor Wagner Moura é a Paris Filmes. “A Downtown” – reafirma – “é apenas codistribuidora”. Mas, escaldado pelas agruras de 2020 e por este início de 2021, Bruno Wainer pondera: “por hora, não devemos confiar 100% em nenhuma data anunciada para lançamento de filmes”.

Mesmo com as indefinições do calendário de vacinação e as dificuldades de acesso ao circuito exibidor, agravadas pela cautela de parte da população (recolhida em casa em respeito à quarentena), alguns produtores e diretores seguem, dentro das regras sanitárias, finalizando seus filmes. Alguns deles adiantam à Revista de CINEMA em que etapa estão suas produções, iniciadas em 2019 ou 2020.

José Eduardo Belmonte segue como um dos mais dinâmicos realizadores do cinema brasileiro. Na fila de lançamento, ele tem “O Auto da Boa Mentira”, inspirado na obra de Ariano Suassuna. “Os produtores” – conta – “querem lançar o filme primeiro nos cinemas, só depois no streaming”.

O Boletim Filme B, que fornece serviço digital com o calendário de lançamentos (internacionais e brasileiros) em nosso mercado, coloca o “Auto da Boa Mentira” para o dia 11 de março. Prudente, o diretor brasiliense-paulista prefere dizer que “a data está indefinida, mas será sim nesse ano”.

Belmonte, que os amigos têm como um profissional que trabalha “como remador de Ben-Hur”, está cuidando da finalização de dois filmes – “As Verdades” e “O Pastor e o Guerrilheiro”. Ambos “serão finalizados nesses primeiros meses de 2021 e devem começar suas trajetórias pelo circuito de festivais. Pensamos seus lançamentos só para 2022”. Quanto a “Alemão 2”, sequência do bem-sucedido “Alemão” (quase um milhão de ingressos vendidos) – adianta Belmonte –, “está montado, mas não iniciei a finalização”. Os produtores têm como meta lançar o filme no início do segundo semestre.

“Estou montando em casa um filme de terror, ‘Aurora’, que rodei em 2016 e ficou parado”, conta Belmonte. E prossegue: “vou iniciar a montagem de um documentário que venho rodando desde 2016, sobre a obra da artista plástica Rita Wainer. Esses dois títulos não têm previsão de lançamento”. Às produções acima, Belmonte pretende acrescentar um projeto de alcance internacional: “dependendo das condições da pandemia, devo rodar em Detroit, nos EUA, o filme “Casi Desierto”, com o ator argentino Leonardo Sbaraglia, roteiro do uruguaio Pablo Stoll e produção da Acere”.

Fernando Meirelles, da produtora O2 Filmes, conta que, em 2020, “só rodamos ’7 Escravos’ (nome provisório), para a Netflix, com direção de Alex Morato (o mesmo de “Sócrates”) e elenco encabeçado pelo mesmo Christian Malheiros e com Rodrigo Santoro”. O novo filme foi feito com mais recursos financeiros que “Sócrates”.

“7 Escravos” – conta Meirelles – “iria para a plataforma em agosto passado, mas a Netflix gostou do resultado e resolveu segurá-lo até o final deste ano para que, antes, cumpra a temporada de festivais (o circuito Telluride, Toronto etc.) e prêmios. No Brasil, gostaríamos de estreá-lo na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro”.

Fora a O2, Meirelles destaca parceria com o produtor indiano Ramin Bahrani, que está lançando “White Tiger”, filme que provavelmente também entrará na corrida por prêmios.

O baiano Aly Muritiba, que vive entre Rio, São Paulo e Curitiba, prepara o lançamento de “Jesus Kid”, ficção de 88 minutos, fruto de adaptação do livro homônimo de Lourenço Mutarelli. A trama gira em torno de Eugênio, um escritor de westerns, cujo personagem mais famoso, Jesus Kid, está indo mal de vendas. Então, aparece o que poderia ser sua salvação: ele é contratado para escrever o roteiro de um filme. À frente do elenco, Paulo Miklos e Sergio Marone. Produção da Grafo, Muritiba Filmes e SPM.

O diretor de “Para minha Amada Morta” assina outro filme, “Deserto Particular”, com Antonio Saboia e Pedro Fasanaro, uma ficção com 125 minutos. Daniel é um policial exemplar, mas acaba cometendo erro que coloca sua carreira e honra em risco. Não vendo mais sentido em continuar vivendo em Curitiba, ele parte em busca de Sara, a mulher com quem se relaciona virtualmente. Produção da Grafo, Muritiba Filmes e Fado Filmes.

A produtora Mariza Leão continua empenhada em viabilizar a cinebiografia do empresário Eike Batista, a partir do livro de Malu Gaspar. Frente ao momento que estamos vivendo, ela redesenhou o projeto, adequando-o a orçamento menos complexo. Enquanto não se iniciam as filmagens de “Eike”, ela lança, em fevereiro, “Depois a Louca Sou Eu”, dirigido por Júlia Rezende, e protagonizado por Débora Falabella. O filme foi apresentado no Festival do Rio e na Mostra Internacional de São Paulo.

O cearense Wolney Oliveira lembra que, “por incrível que pareça, nesse tempo de pandemia, estamos concluindo dois longas-metragens”. Ambos documentais. “Lampião – O Governador do Sertão” – detalha – “é o primeiro documentário de longa-metragem a resgatar a história de Virgulino Ferreira da Silva , vulgo Lampião (1898-1938). Autor de ótimo e premiado documentário sobre “Os Últimos Cangaceiros” (Duvinha e Moreno), Wolney constatou que “apesar de ser um dos temas mais recorrentes do cinema brasileiro, não existe nenhum longa documental sobre o Rei do Cangaço. O nosso será o primeiro”.

O outro filme dirigido (em parceria com Joe Pimentel) e produzido por Wolney, coordenador do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Fortaleza, é “ Vozão, Coração do meu Povão”. O filme resgata os 107 anos de história do Ceará Sporting Clube, “time que tem uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Nordeste” e está na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Wolney Oliveira (de chapéu), em set de “Lampião – O Governador do Sertão”

O cineasta mineiro, Helvécio Ratton lançará, ao longo desse ano, com distribuição da CineArt Filmes, a ficção “Lodo”, baseada em conto do escritor mineiro Murilo Rubião, considerado por Antonio Candido “o mestre da literatura fantástica no Brasil”. À frente do elenco, muitos atores do inventivo Grupo Galpão de Teatro. Está nos planos de Ratton mostrar “O Lodo” em festivais internacionais.

O produtor Leonardo Mecchi cuidará, ao longo desse ano, do lançamento comercial do filme “A Morte Habita à Noite”, de Eduardo Morotó, exibido no Festival de Roterdã, na Holanda, e no Cine Ceará. Neste festival, ganhou o prêmio de melhor ator (para Roney Villela). E assina a produção de “Rejeito”, do mineiro Pedro de Filippis, documentário apoiado pelo Instituto Sundance, que deve ser finalizado esse ano. Se der tudo certo, Mecchi pretende mostrar “Rejeito”, registro da crise das barragens em Minas Gerais, na edição 2022 do festival norte-americano, criado por Robert Redford.

A Revista de CINEMA elaborou lista com novos filmes brasileiros, que têm lançamentos agendados no circuito exibidor (a partir das próximas semanas) ou devem figurar nas programações dos festivais cinematográficos:

. “Callado”, documentário de Emília Silveira, sobre o escritor fluminense Antonio Callado (21 de janeiro)

. “Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar”, documentário de Cláudio Manoel e Micael Langer (dia 28 de janeiro)

. “Dente por Dente”, de Julio Talbkin e Pedro Arantes. Com Juliano Cazarré, Paola Oliveira e Renata Sorrah (28 de janeiro)

. “Veneza”, ficção de Miguel Falabella. Com Carmen Maura, Dira Paes, Daniela Winittis e Eduardo Moscovis (dia 4 de fevereiro)

. “Mangueira em Dois Tempos”, documentário de Ana Maria Magalhães (dia 11 de fevereiro)

.”Amarração de Amor”, de Carolina Fioratti, comédia com Cacau Protásio (dia 25 de fevereiro)

. “Intervenção”, ficção de Caio Cobra (dia 11 de março)

. “Chão”, documentário de Camila Freitas sobre assentamento do MST, em Goiás (11 de março)

. “O Auto da Boa Mentira”, de José Eduardo Belmonte ( 11 de março)

. “45 do Segundo Tempo”, de Luiz Villaça, com Tony Ramos

. “Marighella”, de Wagner Moura (14 de abril)

. “A Garota da Moto”, versão cinematográfica da série de TV (21 de abril)

. “Dois Mais Dois”, de Marcelo Saback (29 de abril)

. “Virando a Mesa”, de Caio Cobra (maio)

. “A Suspeita”, de Pedro Peregrino, com Glória Pires (13 de maio)

. “Abe”, de Fernando Grodstein (Brasil/EUA) (27 de maio)

. “4 x 100 – Correndo por um Sonho”, de Tomás Portella (3 de junho)

. “Nada é por Acaso”, de Márcio Trigo (10 de junho)

. “Turma da Mônica 2 – Lições”, de Daniel Rezende (24 de junho)

. “Juntos e Enrolados”, de Eduardo Vaisman (15 de julho)

. “Nas Ondas da Fé”, de Felipe Joffily (15 de julho)

. “Livro dos Prazeres”, de Marcela Lordy. Baseado em livro de Clarice Lispector (02 de setembro)

. “A Sogra Perfeita”, de Chris D’Amatto (02 de setembro)

. “L.O.C.A”, de Claudia Jouvin (dia 16 de setembro)

. “Diário de Intercâmbio”, de Bruno Garotti, com Larissa Manoela ( 07 de outubro)

. “Combinado Não Sai Caro”, comédia (21 de outubro)

. “Uma Fada Veio me Visitar”, baseado em livro de Thalita Rebouças (18 de outubro)

. “Silvio Santos, o Sequestro”, produção da Paris Filmes (9 de dezembro)

COM DATA A DEFINIR:

. “Predestinado” (sobre o medium José Arigó), de Gustavo Fernandez, com Danton Mello e Juliana Paes

. “Pedro”, de Laís Bodanzky (sobre o imperador Dom Pedro I, com fama de mulherengo, interpretado por Cauã Reymond). Locações no Brasil e em Portugal

. “Tarsilinha”, de Célia Katunda e Kiko Mistrorigo, animação baseada na vida e obra da pintora Tarsila do Amaral

. “A Paixão de G.H”, de Luiz Fernando Carvalho, baseado em livro de Clarice Lispector

. “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio. Com Alice Braga e Gabriel Leone, a partir de música de Renato Russo

. “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos. Adaptação da peça “Namíbia, Não!”, de Aldri Assunção

. “O Silêncio da Chuva”, de Daniel Filho, baseado em livro homônimo de Luiz Alfredo Garcia-Roza

. “Alvorada”, documentário de Anna Muylaert e Lô Politi, sobre os últimos dias de Dilma Roussef no Palácio da Alvorada, em Brasília

. “O Sol”, ficção de Lô Politi

. “Madalena”, de Madiano Marchetti (selecionado para o Festival de Roterdã)

. “Carro Rei”, de Renata Pinheiro, com Matheus Nachtergaele (selecionado para o Festival de Roterdã)

. “Clube dos Anjos”, de Angelo Defanti

. “Diário de Viagem”, Paula Kim

. “Amigas de Sorte”, de Homero Olivetto, com Arlete Salles, Suzana Vieira, Otávio Augusto e Rosi Campos

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(3) Comente

  1. O cinema autoral brasileiro está bem representado. Falta o cinema comercial! Cinema de gênero!

  2. Parem de culpar o presidente Bolsonaro! É a categoria que não sabe se organizar!

    • Meu carro Ivan, pra alguém falar o que você disse a pessoa precisa estar muito mal informada, ou muito mal intencionada, ou as duas coisas…

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