Começa hoje o Festival de Curtas de São Paulo

O 23º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que acontece de 23 a 31 de agosto, aposta na diversidade de olhares e discursos em suas mostras principais – a Mostra Internacional, a Mostra Latino-americana e os Programas Brasileiros.

Mostra Internacional traz 60 filmes de 40 países, escolhidos a partir de mais de 2.500 curtas inscritos e distribuídos em 10 programas. Para ter uma ideia, há exatos dez anos, o Festival teve 609 filmes internacionais inscritos.

O aumento reflete não só o crescimento da produção, mas também a ampliação do acesso proporcionada pela internet. Hoje os filmes são inscritos remotamente e também assistidos diretamente pelo sistema online de inscrições.

Os destaques este ano são as produções selecionadas do Oriente Médio e norte da África. Entre os filmes, está o turco Silêncio (Sessiz/Be Deng), de L. Rezan Yesilbas, vencedor da Palma de Ouro de melhor curta-metragem em Cannes este ano.

Outro é Café Regular, Cairo, um filme de coprodução indiana e egípcia, que mostra a discussão de um casal dividido entre o amor e as tradições. Esse questionamento está presente também em Comoção, de Leyla Bouzid (França/Tunísia), que mostra a reação de uma família tunisiana burguesa diante de uma tragédia.

O Festival mantém a tradição de prestigiar a carreira de diretores que já passaram por aqui. Em 2009, o diretor João Salaviza apresentou Arena, vencedor da Palma de Ouro daquele ano. Agora, ele volta com Rafa, uma nova produção que arrebatou o Urso de Ouro em Berlim.

O romeno Viraremos Petróleo, de Mihal Grecu, premiado no Festival de Tampere como melhor animação, mostra uma dança destrutiva de helicópteros explodindo e petróleo em chamas, chamando a atenção para o consumo insaciável de combustíveis fósseis.

Narrativas se complementam com experimentações, tanto de linguagem como de técnica. No curioso Apneia, de Harald Hunt (Áustria) uma história simples ganha encanto filmada totalmente debaixo d’água.

No divertido Cupido, do norte-americano John Dion, um cupido alcoólatra está totalmente desmotivado porque todos os casamentos que provoca acabam em separação. Outra comédia dramática norte-americana – Para o Mundo que Eu Quero Descer, de Alexander Gaeta – reflete o momento de crise por que passa o país com a história de Marcy, uma mulher endividada recém-divorciada, que apela para um programa de TV para tentar escapar de sua situação.

Mostra Latino-americana vem com 27 produções, de 10 países, organizadas em cinco programas. Enquanto alguns deles celebram a identidade étnica e cultural do continente, outros a questionam. Aspectos da realidade de povos nativos estão presentes, por exemplo, em Paal, documentário mexicano sobre um garoto de origem maia que atravessa uma floresta para chegar à escola. As ainda profundas diferenças de classe estão presentes em Quando Eu Crescer, da Guatemala, em que uma garota descobre que sua melhor amiga foi paga pela família para lhe fazer companhia. Em Éguas e Papagaios, da argentina Natalia Garagiola, os caprichos da aristocracia portenha às vésperas de uma cerimônia de casamento.

A produção peruana vem com duas obras fortes. Enquanto em Going Kinski um improvável e debochado filho fictício de Klaus Kinski nos leva por um passeio em seu mototáxi pelas ruas de Iquitos, na mesma Amazônia peruana, onde Werner Herzog filmou Fitzcarraldo, a cineasta Claudia Llosa projeta o carinhoso e investigativo olhar feminino de seus longas-metragens Madeinusa e La Teta Asustada dentro do difícil e violento universo travesti de Lima em Loxoro, filme premiado com o Teddy Bear no Festival de Berlim.

A maior representação vem da Argentina. Três filmes – O Amor MudaNoemia Pude Ver um Puma – foram os premiados no Bafici, o festival de cinema independente de Buenos Aires. O país também está representado nos Programas Especiais, na mostra que homenageia os 20 anos da Universidad del Cine, escola de cinema localizada no histórico bairro de San Telmo, em Buenos Aires, de onde saíram diretores como Pablo Trapero, representado aqui com o curta Negócios. A mostra traz dois programas, com uma amostra dos mais de 2 mil curtas já produzidos pela escola, muitos deles com passagens de destaque pelo Festival de Cannes.

Como já é tradição, os curtas brasileiros compõe um panorama da produção do país na Mostra Brasil, em 53 filmes que serão exibidos em 10 programas. Os filmes privilegiam os olhares muito particulares de seus diretores, mesclando visões de mundo de estreantes e veteranos.

O que não significa simplesmente uma questão de gerações: realizadores que já aventuraram no longa voltam ao curta, como Claudia Priscila, que traz o filme Vestido de Laerte, estrelado pelo cartunistas Laerte Coutinho, e Clarissa Campolina, codiretora do longa Girimunho, que apresenta o curta Odete, premiado no Festival de Oberhausen. Gregório Graziosi, premiado com seus curtas em diversos festivais importantes, prepara seu primeiro longa, mas estreia no Festival Monumento, uma experimentação sobre o Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret, um dos marcos da paisagem paulistana.

Destaque para o novo curta de Jorge Furtado, Até a Vista, que mostra um jovem cineasta à procura de uma história para seu primeiro longa-metragem, e Elogio da Graça, de Joel Pizzini, narrado por Maria das Graças Sucksdorff, esposa brasileira do naturalista e cineasta sueco Arne Sucksdorff, que ministrou a famosa oficina de cinema que teve como alunos o jornalista Vladimir Herzog, o diretor de fotografia Dib Lutfi e os diretores Orlando Senna e Antonio Carlos Fontoura.

Grandes atores também estarão nas telas dos filmes brasileiros. Fernanda Montenegro é a protagonista de A Dama do Estácio, curta do carioca Eduardo Ades, que conta a história de uma velha prostituta que acorda, um dia, obcecada com a idéia de que vai morrer. Osmar Prado está em Amores Passageiros, do gaúcho Augusto Canani. Ele é um limpador de bueiros que encontra o corpo de uma mulher e decide levá-lo para casa. Hermila Guedes é a mãe de Quinha, no filme homônimo de Caroline Oliveira, diretora paulista que mora em Nova York e filmou em Pernambuco – a quantidade de coproduções tanto em filmes brasileiros como nos internacionais mostra a mobilidade dos cineastas, que hoje se comunicam e atuam em rede com grupos de outros locais. O próprio filme de Clarissa Campolina é resultado de um trabalho conjunto entre o coletivo mineiro Teia e o cearense Alumbramento.

No Panorama Paulista, a produção do estado traz 28 curtas em cinco programas. A cidade é personagem de vários deles, como Aluga-se, de Marcela Lordy, a história de um homem e uma mulher diante da verticalização caótica da cidade, e Desacerto, de Rodrigo T. Marques e Eduardo Consonni, um filme sobre a solidão. As relações de amor e ódio que a cidade desperta também estão em Isso Não É o Fim, de João Gabriel Leite, que conta a história de um homem que aluga banheiros para os mais diversos frequentadores que povoa a Rua Augusta, e Corpo Cidade, de Gabriela Greeb, uma experimentação sobre o centro da cidade. Verdadeiras crônicas paulistanas, um gênero que tem tudo a ver com a cidade.

O Festival este ano reintroduz a mostra Cinema em Curso, em novo formato. Os filmes foram indicados por seis escolas paulistas de audiovisual (ECA-USP – Curso Superior de Audiovisual, FAAP – Cinema, UFSCar – Imagem e Som, Unicamp – Midialogia, Anhembi-Morumbi – Cinema, Centro Universitário Senac – Audiovisual e Universidade Metodista de São Paulo – Cinema Digital). São 14 filmes, distribuídos em três programas, que pretendem suscitar discussões sobre os métodos e propostas do ensino do audiovisual. A programação se completa com o debate que reunirá representantes das escolas, no dia 27 de agosto, às 18h, na Cinemateca Brasileira.

Temporada 2012 das Oficinas Kinoforum traz as produções de quatro oficinas realizadas desde o início do ano. São 15 filmes, fruto do trabalho dos alunos de três edições do Módulo 1 – duas patrocinadas pelo NET Comunidade (no bairro do Cambuci e em Campinas) e outra patrocinada pela Fundação Stickel na Brasilândia – e de uma edição do Módulo 2 patrocinada pelo NET Comunidade no Cambuci.

O Festival também lançará um livro comemorativo dos 10 anos das Oficinas Kinoforum, que nesse período já apresentou o fazer e o pensar audiovisual a mais de 1,3 mil jovens de vários bairros de São Paulo e cidades próximas. Vi Vendo… – História e histórias de 10 anos das Oficinas Kinoforum traz reflexões sobre o projeto, depoimentos dos jovens e uma sistematização da metodologia e dos dados desse período. O lançamento acontece no sábado, dia 25 de agosto, às 18h30 na Cinemateca Brasileira.

Mostra Online KinoOikos reúne as produções desenvolvidas em oficinas e projetos de inclusão audiovisual realizadas em todo o Brasil. São 53 curtas de nove estados brasileiros, que podem ser assistidos no site www.kinooikos.org a partir do dia 24 de agosto. O projeto, que derivou da sessão Formação do Olhar do Festival de Curtas, propõe também um debate sobre Educação Audiovisual, que reunirá representantes de vários projetos participantes, com mediação de Vincent Carelli, criador do projeto Vídeo nas Aldeias. O debate acontece na Cinemateca Brasileira no sábado, 25 de agosto, às 16 horas.

A programação do 23º Festival se completa com os Programas Especiais, resultado de parcerias como a feita com a Semana da Crítica do Festival de Cannes, que há mais de dez anos apresenta uma seleção especial dos filmes apresentados em Cannes no Festival de Curtas. Entre eles está O Duplo, de Juliana Rojas, que recebeu uma menção honrosa na prestigiosa seleção da crítica internacional.

Uma das grandes atrações deste ano também vem da França, com o apoio da Embaixada e do Consulado da França: o performer, curador, restaurador e cineasta francês Serge Bromberg se apresenta ao vivo no piano criando a trilha para os filmes da mostra Retour de Flamme, com algumas pérolas de seu acervo composto por mais de 40 mil rolos de películas antigas – filmes e trechos de filmagens que ele reúne em sua produtora, a Lobster Films, há mais de 20 anos.

Outra participação multimídia será a do duo mineiro O Grivo, que trabalha não só na composição de trilhas sonoras, mas em toda a sonorização de filmes desde o som direto. Autores da ambiência de muitos filmes premiados e caracterizados pelo cuidado com a banda sonora, eles estarão presentes em uma mostra de filmes especialmente selecionados para representar seu trabalho e em várias atividades sediadas no Museu da Imagem e do Som (MIS). No dia 29 de agosto, às 19h, apresentam um workshop, no qual revelam ao público seu processo criativo. E no dia 30 de agosto, às 21h, um concerto ao vivo. A dupla também desenvolveu uma instalação, que poderá ser visitada durante todo o período do Festival no MIS (Museu de Imagem e Som).

Sempre muito carinhosos com o curta-metragem brasileiro, dois grandes mestres são homenageados nesta edição. O grande Carlos Reichenbach, inspiração de várias gerações de realizadores, recebe uma versão em curta-metragem da Sessão do Comodoro, que fez história no CineSesc. O cineasta Gustavo Dahl, protagonista de grandes decisões na política audiovisual brasileira e sempre um defensor do formato de curta duração, também será homenageado, com o lançamento da Coleção CTAv de DVDs.

O Festival enfatiza também a discussão feminina e plural com uma mostra sobre o trabalho da mulher, com filmes de várias épocas e diretores que provocam um questionamento: afinal, o trabalho liberta ou cansa? A sessão Feminino Plural traz três programas. O primeiro – “Trabalhando desde Sempre” – traça um histórico bem humorado do tema, começando em 1964 com o clássico “A Velha a Fiar”. O programa também traz Mulheres do Cinema, da atriz e diretora Ana Maria Magalhães, com montagem de Gustavo Dahl e o aclamado Três Minutos, de Ana Luiza Azevedo, que esteve na seleção oficial de Cannes. No programa “Tempo, tempo, tempo…” o trabalho da mulher  é visto em paralelo com outras atividades que tradicionalmente cabem ao feminino, como o cuidado com a família. E em “E para o amor, nada?”, uma discussão sobre amor, trabalho e relacionamento.

A sessão Cinema & Psicanálise, parceria entre a Sociedade Brasileira de Psicanálise e a Cinemateca Brasileira, aproveita o tema para exibir o longa-metragem “Trabalhar Cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, seguido de debate.

A sessão do Cachaça Cinema Clube – grupo carioca que promove sessões muito inspiradas no Cine Odeon no Rio de Janeiro – comemora uma década de dedicação, pesquisa e celebração do cinema brasileiro. Nesta edição comemorativa, alguns clássicos do cinema nacional em curta metragem, como Arraial do Cabo, obra prima de Mario Carneiro e Paulo César Saraceni, e Perigo Negro, curta pouco conhecido de Rogério Sganzerla.

A seleção para as mostras principais do Festival sempre motiva a criação de programas temáticos. Alguns já viraram tradição no Festival, como o Dark Side, sessão dedicada aos amantes do horror. Este ano, a mostra tem a curadoria do diretor Marco Dutra, que selecionou curtas brasileiros e estrangeiros para que ninguém saia da sala sem passar por uma boa dose de calafrios.

Outra sessão com presença garantida é a Mostra Infanto-juvenil, que este ano apresenta dois programas infantis, para todas as idades, e dois programas para jovens a partir de 10 anos. A Mostra se completa com uma atividade especial, a Oficina de Cinema em flipbook “Das cavernas para as telas: uma ideia na cabeça e um bloquinho na mão”. A atividade acontece após as sessões da Mostra Infantil na Cinemateca (dias 25 e 26 de agosto a partir das 15h00).

Entre as mostras fomentadas pelos filmes inscritos, temos Por uns minutos a mais, três filmes que fugiam à duração exigida pelo regulamento do Festival, mas que valem cada minuto extra. Um dos grandes destaques da Quinzena dos Realizadores este ano em Cannes, Os Vivos Também Choram, do diretor luso-suíço Basil da Cunha, é um deles. Sucesso no Vietnã, da jovem Mati Diop, recebeu o Tiger Award do Festival de Roterdã, prêmio que a diretora levou pela segunda vez (em 2010, já tinha recebido a distinção com Atlantiques, exibido na Mostra Internacional do Festival de Curtas). Retorno a Mandima, por sua vez, é a sequência  do curta Adeus, Mandima, do suíço Robert Jan-Lacombe, que o apresentou pessoalmente no ano passado no Festival de Curtas. No primeiro, ele trabalha com fotografias da infância para falar do período em que viveu com a família na África. Agora, volta para descobrir o que aconteceu com seus amigos.

Homofobia – Os outros somos nós é uma coletânea de curtas que discute a questão da homofobia, em vários locais e contextos. O tema não poderia ser mais candente. No Brasil, a violência homofóbica cresce de forma cada vez menos silenciosa. Como justificar casos reais documentados, como a aeromoça espancada num ponto de ônibus por ser confundida com um travesti, ou o pai que teve uma orelha arrancada por estar abraçado com o filho na rua?

Entre os filmes selecionados estão Joelma, de Edson Bastos, sobre um transexual que sai do interior da Bahia e faz a cirurgia de redesignação sexual em Salvador, e Spasibo, um filme gravado em segredo em San Petersburgo, que mostra um ator francês gay que chega à cidade e percebe que ninguém consegue vê-lo. A diretora francesa Anaïs Sartini fez o filme em represália a um episódio vivido por ela anos antes, quando um outro curta seu foi selecionado para o festival local e não pode ser exibido por contrariar uma lei anti-homossexual do país.

Os Programas Especiais se completam com a Mostra Midiativista, com vídeos produzidos pela Equipe Midialivrista Fora do Eixo, rede de coletivos, parceira do Festival. São vídeos captados no calor de diversas manifestações e protestos recentes, um exemplo de como o acesso cada vez maior aos meios de produção e a distribuição pela internet está promovendo a mobilização cidadã. O Festival também propôs o Desafio Midiativista, incentivando os internautas a enviar seus vídeos – os cinco finalistas também compõem a Mostra.

Uma série de atividades fora das telas complementa nossa programação, aproximando os realizadores do público. Todas as manhãs, a partir das 11 horas, os realizadores presentes se encontram na Cinemateca Brasileira para uma série de debates, que se estende até às 15 horas, entre os dias 25 e 31 de agosto. Os debates com cada realizador com filme no Festival (mais de 100 encontros) serão mediados por realizadores e parceiros do Festival. Fernando Coimbra e Tetê Mattos serão os anfitriões dos debates com realizadores brasileiros. Camila Moraes estará à frente dos debates com realizadores latino-americanos. E Duda Leite mediará os debates com realizadores internacionais dos demais continentes.

Para quem não puder estar presente, os encontros serão transmitidos pela equipe do coletivo Fora do Eixo ao vivo em streaming no site do Festival (www.kinoforum.org/curtas/2012) e no portal PosTV (http://postv.com). Uma edição dos debates será exibida no SESCTV entre os dias 28 e 31 de agosto.

A nova edição dos encontros profissionais do Curta & Mercado discute os caminhos econômicos do formato, e se complementa com as discussões propostas pelo tradicional Encontro de ABDs. Uma discussão sobre as mudanças na Lei Rouanet também se apresenta, proposta pela Secretaria do Audiovisual.

Reforçando a parceria entre o Festival e as escolas de audiovisual, o Festival traz várias atividades. Uma delas é a Noite de Kino, um desafio proposto a alunos das escolas. No sábado, dia 26, eles recebem o tema dos vídeos, que são captados e finalizados até o dia 30 de agosto, quando são exibidos na Cinemateca Brasileira. O projeto Crítica Curta, em sua sétima edição, propõe uma maratona de críticas cinematográficas aos alunos das escolas. Durante o Festival, eles assistem aos filmes e escrevem críticas para um jornal tablóide que é distribuído na noite de encerramento. Os alunos que já participaram das edições anteriores escrevem para o blog http://kinoforum.org/criticacurta. O projeto é coordenado pelo crítico Sergio Rizzo.

Em parceria com o Coletivo Santa Madeira e o Senac, o Festival promove também uma atividade ao ar livre, a Cine-cicletada. Os ciclistas cinéfilos se reúnem na Praça do Ciclista – no encontro entre Av. Paulista e Rua da Consolação – e partem de bicicleta até o Museu da Imagem e do Som, onde assistem a uma sessão ao ar livre. Dali, novamente em suas bikes vão até a Cinemateca Brasileira para curtir uma festa com Discotecagem do DJ Gigante – Doce Babado.

Parte da programação também é levada a comunidades, cidades do interior de São Paulo e Curitiba. Como parte das atividades do Ponto de Cultura Audiovisual Kinoforum, serão realizadas sessões em parceria com os coletivos Ecoinformação (18 de agosto, na Vila Prudente) e Brasilândia em Cores (24 de agosto, na Brasilândia) e a ONG Capão (30 e 31 de agosto e 1 de setembro, no Capão Redondo). Mostras itinerantes, com destaques da programação, acontecem em Sorocaba, São Carlos e Ribeirão Preto e Curitiba (veja abaixo).

O Festival de Curtas não é um evento competitivo, mas conta com a participação do público para eleger os filmes favoritos de sua programação. Com o objetivo de valorizar nossas parcerias, apoiadores e patrocinadores oferecem uma ampla gama de incentivos, prêmios e troféus; entre eles, os prêmios de aquisição para TV e internet, que destacam a importância da difusão do curta-metragem em outros meios.

Este ano, o destaque é o Prêmio Itamaraty para o Curta-metragem Brasileiro, um prêmio no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para um curta de até 15 minutos, finalizado em 2012, participante da Mostra Brasil.

O tradicional Prêmio Revelação, que tem como objetivo incentivar os jovens talentos do audiovisual brasileiro é realizado em parceria com empresas atuantes no setor audiovisual e oferece ao diretor vencedor, serviços e insumos para a produção de seu próximo filme. Este ano, o Festival exibe Serra do Mar, de Iris Junges, que venceu o Prêmio Revelação de 2011.

 

A programação completa do festival pode ser conferida no site www.kinoforum.org.

 

Endereços das Salas de Exibição

Cinemateca Brasileira Sala Petrobras (220 lugares) e Sala BNDES (104 lugares)
Largo Senador Raul Cardoso 207, Vila Clementino – (11) 3512.6111

CineSESC (329 lugares)
Rua Augusta 2075, Cerqueira Cesar – (11) 3087.0500

Museu da Imagem e do Som (178 lugares)
Av Europa 158 – Jardim Europa – (11) 2117.4777

Espaço Itaú Augusta – Sala 4 (107 lugares)
Rua Augusta 1470, Cerqueira Cesar – (11) 3288.6780

Cine Olido (236 lugares)
Av São João 473 – Centro – (11) 3331.8399 / 3397.0171

Cinusp “Paulo Emílio” (100 lugares)
Rua do Anfiteatro 181, Favo 4, Colméia, Cidade Universitária – (11) 3091.3540

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