David di Donatello tem dois brasileiros na competição: Walter Salles e Caetano Veloso. E Sorrentino como favorito por “A Graça”
Foto: “A Graça”, de Paolo Sorrentino
Por Maria do Rosário Caetano
O David di Donatello, o “Oscar Italiano”, realizará sua septuagésima-primeira edição, no próximo dia seis de maio, no Teatro 23 do complexo Cinecittà Studio, com dois brasileiros na lista de competidores, o cineasta Walter Salles e o cantor Caetano Veloso.
WSJr disputa o “David” com “Io Sono Ancora Qui” (“Ainda Estou Aqui”), na categoria melhor filme internacional. E Caetano é um dos responsáveis por um dos mais badalados candidatos a melhor canção, o longa “Queer”, de Luca Guadagnino. É do baiano a voz que interpreta “Vaster than Empires”, composição de Trent Reznor e Articus Ross.
Quem esperava que o representante do Brasil na disputa do “David” de melhor produção internacional fosse “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, descuidou-se das regras da Academia Italiana de Cinema, responsável pelo terceiro prêmio mais antigo do mundo (só perde para o Oscar, que ano que vem chega à sua edição de número 100, e para o Bafta britânico, com 79 edições realizadas). Rezam os estatutos da instituição italiana que só podem concorrer ao “David” filmes que tenham estreado nos cinemas peninsulares no ano anterior. O longa de WSJr, cineasta que já disputou o troféu italiano com “Central do Brasil”, cumpriu a exigência. O de KMF não e, por isso, só poderá disputar o “Oscar peninsular” em 2027.
Na mesma situação de “Ainda Estou Aqui” encontra-se o épico “O Brutalista”, Brady Corbet, representante do Reino Unido. Com importante sequência filmada na italiana Carrara, famosa pela beleza de seus mármores, o filme estreou na Península depois do prazo que o colocaria na competição do ano passado. No Oscar de Hollywood, seu protagonista, Adrien Brody, conquistaria a estatueta de melhor ator.
Os outros três candidatos internacionais pertencem à safra do Oscar 2026 – o tunisiano “A Voz de Hind Rajab”, de Kaouther Ben Hania, o iraniano (sob bandeira francesa) “Foi Apenas um Acidente”, de Jafar Panahi, e o norte-americano “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson. Parada dura para o representante brasileiro. Nunca é demais lembrar que “Ainda estou Aqui” triunfou na cerimônia do Oscar 2025.
No David di Donatello do ano passado, Paolo Sorrentino, detentor de Oscar de melhor filme internacional por “A Grande Beleza” (2014), destacou-se, na arrancada, com “Parthenope – Os Amores de Nápoles”, recordista absoluto de indicações (15). Saiu, porém, de mãos abanando. Os troféus mais importantes foram atribuídos a “Vermiglio”, de Maura Delpero. Não sobrou uma estatueta que fosse para o extravagante filme do diretor napolitano.
Esse ano, porém, Sorrentino pode levar alguns “David” para casa, pois “A Graça”, em cartaz nos cinemas brasileiros, vem obtendo acolhida em tudo oposta à do pretensioso “Parthenope”. Mais uma vez, o cineasta recebeu generoso número de indicações (14). Terá, porém, que enfrentar concorrente que a todos vem surpreendendo — “A Última Rodada” (“Le Città di Piannura”). Trata-se do segundo longa do jovem Francesco Sossai. Um filme que caiu no gosto dos italianos e, principalmente, dos associados da vetusta Accademia, que, afinal, o brindou com 16 indicações.
“A Graça” e “A Última Rodada” têm mais três concorrentes de peso, todos dirigidos por nomes bem conhecidos dos cinéfilos brasileiros – Paolo Virzì (com “Cinco Segundos”, uma das atrações do Festival Europeu de Cinema Imovision), Mario Martone (com “Fuori”) e Silvio Soldini (com “Le Assaggiatrici”, entre nós “As Provadoras de Hitler”).

A Revista de CINEMA assistiu aos cinco concorrentes a melhor filme. “A Graça”, protagonizado pelo astro pensinsular Toni Servillo, melhor ator em Veneza, ano passado, ainda parece o franco favorito. A ameaçá-lo, apenas o surpreendente “A Última Rodada”. Não por ter recebido duas indicações a mais que “A Graça”, mas sim por sua estranha originalidade e por injetar sangue novo ao cinema italiano. A Itália, nunca é demais lembrar, já produziu um dos melhores cinemas do mundo, mas anda sumida dos circuitos internacionais. Até no futebol o país assiste a momento desolador. Tetracampeã, a Azzura foi, pela terceira vez consecutiva, eliminada da Copa do Mundo.
“A Última Rodada” lembra, em certa medida, um clássico do cinema italiano – “Il Sorpasso” (“Aquele que Sabe Viver”, Dino Risi, 1962). Neste filme, um bon-vivant (Vittorio Gassman) sai, pelas estradas italianas, na companhia de um jovem inexperiente (Jean-Louis Tritgnant), em busca dos prazeres da vida. Em “La Città di Pianura”, dois estróinas, calibrados por infinitas doses etílicas e em busca, sem trégua, da “última rodada”, também vivem um road movie que vai nos conquistando aos poucos. Acabarão envolvendo um jovem recém-formado em Arquitetura na louca peregrinação de bar em bar. Ou de qualquer festa onde possam encontrar algum tipo de bebida. Desde que contenha boa dosagem de álcool.
Os dois “bebuns” – interpretados brilhantemente por Pierpaolo Capovilla e Sergio Romano – são candidatos a melhor ator. Terão, porém, que derrotar o detentor da Copa Volpi Toni “Il Divo” Servillo.
O ator-fetiche de Sorrentino, o magistral Servillo, é pura sutileza em “La Grazia”. Ele interpreta um presidente da República italiana, o ficctício Mariano De Sanctis, na fase derradeira de seu mandato e instado a tomar decisões das mais difíceis para um católico: aprovar a eutanásia ou conceder indulto a quem cometeu assassinato. Para ajudá-lo, conta com o apoio da filha, sua “secretária” ultraprestativa, mas o avançar da idade, a solidão e a agonia de ver seu cavalo prestes a ser sacrificado são demais para il signore De Sanctis.
“Cinco Segundos”, de Paolo Virzì, acompanha Adriano (Valerio Mastrandea, que concorre a melhor ator), um cinquentão rabugento e solitário, que passou por situação difícil (que só conheceremos quando ele for submetido a julgamento judicial) e, depois do acontecido, decidiu isolar-se em estábulos reformados de propriedade em ruínas na Toscana.
Em busca de uma nova rotina, Adriano irá se deparar com incômoda vizinhança. Um grupo de jovens idealistas, liderado pela ‘condessina’ Matilde (Galatea Bellugi), experimenta existência ecologicamente correta em mansão abandonada, justo ao lado da nova morada do solitário em busca de sossego. A trupe, meio hippie, pretende revitalizar os vinhedos da região, na base do manejo livre de agrotóxicos. Adriano se irrita com o barulho e as atitudes da moçada. Mas acabará atraído pela energia daqueles jovens e estabelecerá vínculo especial com Matilde, grávida e predisposta a um parto natural e doméstico.
“Fuori” (“Fora” ou “A Margem”, sem título em português), de Mario Martone (“Morte de um Matemático Napolitano”) baseia-se no livro “L’Università di Rebibbia”, de Goliarda Sapienza (1928-1996). A escritora vivia em situação de desespero e angústia, pois seu primeiro romance, “A Arte da Alegria”, de quase mil páginas, lhe consumira dez anos de trabalho e fora rejeitado por todo mercado editorial italiano.
Num ato de desespero, Goliarda, interpretada por Valeria Golino, decide furtar joias na mansão de pessoa conhecida. O furto a levará para o cárcere, em La Rebibbia, onde conviverá com prostitutas, dependentes químicas e presas por razões políticas (La Rebibbia, lembremos, foi cenário do incontornável “César Deve Morrer”, dos Irmãos Taviani, Urso de Ouro em Berlim, 2012).
Após sua libertação do cárcere, Goliarda Sapienza continuará em contato com muitas das mulheres com quem conviveu atrás das grades (na cama e no relacionamento cotidiano). Suas memórias dos tempos de reclusão serão, posteriormente, reunidas no livro “L’Università di Rebibbia”, organizado por Angelo Pellegrino e publicado em 2016.
“Fuori” disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Quem quiser conhecer a obra da escritora, poderá ler “A Arte da Alegria”, recém-lançado no Brasil pela Autêntica Contemporânea, com robustas 648 páginas. Quando editado na Itália, em 1983, o romance perdeu 55 de seus 94 capítulos, considerados excessivos e eróticos em demasia. Quinze anos depois, o viúvo de Sapienza editou a versão integral do romance, que se transformaria em sensação editorial.
Valéria Golino, apaixonada pela obra dessa escritora maldita, transformou seu livro de culto, “L’Arte della Gioia”, em série de seis episódios, exibida no Sky Atlantic, em 2025, e resumida em filme que concorreu ao David di Donatello, ano passado.
Silvio Soldini, que os brasileiros conhecem pelo simpático e envolvente “Pães e Tulipas”, participa da cerimônia dos “David” com “Le Assaggiatrici”, entre nós, “As Provadoras de Hitler”. Exibido no Brasil pelo Festival do Rio, no qual foi representado pela roteirista Doriana Leondelff, o filme regressa aos tempos da Segunda Guerra Mundial para narrar a história de Rosa e suas companheiras de infortúnio. Elas vivem em vilarejo próximo à Toca do Lobo, um dos redutos de segurança do líder nazista, e devem provar todos os alimentos servidos ao fuhrer (para comprovar que não foram envenenados).
O longa baseia-se em livro de Rossella Postorino, escrito a partir de testemunho de Margot Volk, que teria sido a única sobrevivente do grupo de mulheres obrigadas a atuar “provadoras de Hitler”.
A Revista de CINEMA assistiu a outros filmes que disputarão, nesse seis de maio, o Prêmio David Di Donatello – “Duse”, de Pietro Marcelo, sobre a diva Eleonora Duse (1858-1924), interpretada com paixão por Valeria Bruni Tedeschi, “Queer”, de Luca Guadagnino (5 indicações), “La Città Proibitta”, de Gabriele Mainetti, um wuxia-kung fu (filme de artes marciais), realizado à moda italiana (8 indicações), “Diva Futura”, de Giulia Louise Steigerwaldt (outro participante do Festival de Cinema Europeu Imovision), e os longas documentais “Roberto Rossellini – Mais que uma Vida”, de Ilaria de Laurentiis, Andrea Massara e Raffaelle Brunetti (disponível no Belas Artes à la Carte), e “Pompéia, sob as Nuvens”, de Francesco Rosi (disponível na Mubi).
Os outros três concorrentes na categoria longa documental são “Toni Mio Padre”, de Anna Negri (sobre o filósofo Toni Negri, mentor intelectual das Brigadas Vermelhas), “Bobò”, de Pippo Delbono, e Ferdinando Scianna, Il Fotografo dell’Ombra”, de Roberto Ando.
Houve um tempo em que divas italianas como Sophia Loren, hoje com 91 anos, Gina Lollobrigida (1927-2023), Claudia Cardinale (1938-2025) causavam furor entre o público brasileiro. Hoje, isto não acontece mais. Mesmo que, na Europa (em especial na Península), duas atrizes continuem causando sensação a cada novo filme – as Valerias Bruni Tedeschi e Golino. Ambas estão duplamente indicadas ao David di Donatello. Valéria Bruni Tedeschi como protagonista, por “Duse”, e como coadjuvante, por “Cinco Segundos”. Golino, por “Fuori”, no qual tem papel dos mais desafiadores, e por “Breve Storia d’Amore” (neste como coadjuvante).
A terceira atriz peninsular com dupla indicação aos “David” é Barbara Ronchi, que atuou em filmes de Marco Bellocchio (“O Sequestro do Papa” e “Belos Sonhos”). Ela acaba de visitar o Brasil como convidada de Jean-Thomas Bernardini, diretor do Festival de Cinema Europeu. Nessa edição do “Oscar italiano”, ela concorre a atriz protagonista com “Elisa” e a coadjuvante, por “Diva Futura”, drama erótico sobre o tempo em que Cicciolina reinava como modelo e atriz de filmes picantes.
O desinteresse pelo cinema italiano, entre nós (e pelos nossos meios de comunicação impressos e digitais), é tamanho, que Barbara Ronchi passou praticamente incólume pela maratona Rio-Niterói-São Paulo na segunda edição do Festival Europeu.
A cerimônia romana dos David di Donatello entregará troféu especial, por sua trajetória, ao cineasta Gianni Amelio, de 81 anos, diretor de “Ladrão de Criança”, sua homenagem ao Neo-Realismo italiano e ao filme de Vittorio De Sicca, “América, o Sonho de Chegar” e “Assim é que se Ria” (“Così Ridevano”), os três com seu ator-fetiche, Enrico Lo Verso. Depois de causar sensação junto à cinefilia brasileira e visitar a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o cineasta e seus muitos filmes sumiram de nossos festivais e de nosso circuito exibidor.
Confira os finalistas:
MELHOR FILME
. “A Graça”, de Paolo Sorrentino
. A Última Rodada” (“Le Città di Pianura”), de Francesco Sossai
. “Cinco Segundos”, de Paolo Virzì
. “Fuori”, Mario Martone
. “As Provadoras de Hitler” (“Le Assaggiatrici”), de Silvio Soldini
MELHOR DIRETOR
. Paolo Sorrentino (A Graça)
. Mario Martone (Fuori)
. Silvio Soldini (“As Provadoras de Hitler”)
. Francesco Sossai (“A Última Rodada”)
. Gabriele Mainetti (La Città Proibita)
MELHOR FILME INTERNACIONAL
. “Ainda Estou Aqui (“Io Sono Ancora Qui”), de Walter Salles (Brasil)
. “A Voz de Hind Rajab”, Kaouther Ben Hania (Tunísia)
. “Foi Apenas um Acidente”, Jafar Panahi (França)
. “ Uma Batalha Após a Outra”, Paul Thomas Anderson
. “O Brutalista”, Brady Corbet (Reino Unido)
MELHOR LONGA DOCUMENTAL
. “Roberto Rossellini – Mais Que Uma Vida”, de Ilaria de Laurentiis, Andrwa P. Massara e Raffaelle Brunetti
. “Pompéia, Sob as Nuvens”, de Francesco Rosi
. “Toni Mio Padre”, de Anna Negri
. “Bobò”, de Pippo Delbono
. Ferdinando Scianna, Il Fotografo dell’Ombra”, de Roberto Ando
FILME DE DIRETOR ESTREANTE
. “Breve Storia d’Amore”, de Ludovica Rampoldi
. “Verão na Sicília”, de Margherita Spampinato
. “Irmãos” (“La Vita da Grandi”), de Greta Scarano
. “Paternal Leave”, de Alissa Jung
. “Tienimi Presente”, de Alberto Palmiero
MELHOR ATRIZ
. Valeria Bruni Tedeschi (“Duse”)
. Barbara Ronchi (“Elisa”)
. Valeria Golino (“Fuori”)
. Aurora Quattrocchi (“Verão na Sicília” – “Gioia Mia”)
. Anna Ferzetti (“A Graça”)
. Tecla Insolia (“Primavera”)
MELHOR ATOR
. Toni Servillo (“A Graça”)
. Valerio Mastandrea (“Cinco Segundos”)
. Claudio Santamaria (“Il Nibbio”)
. Pierpaolo Capovilla (“A Última Rodada”)
. Sergio Romano (“A Última Rodada”)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
. Valeria Golino (“Breve Storia d’Amore)
. Valeria Bruni Tedeschi (“Cinco Segundos”)
. Barbara Ronchi (“Diva Futura”)
. Matilda De Angelis (“Fuori”)
. Milvia Marigliano (“A Graça”)
. Silvia D’Amico (Tre Ciotole – Três Despedidas”)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
. Roberto Citran (“A Última Rodada – Le Città di Pianura”)
. Andrea Pennacchi (“A Última Rodada – Le Città di Pianura”)
. Fausto Russo Alesi (“Duse”)
. Francesco Gheghi (“40 Segundos”)
. Vinicio Marchioni (“Verdadeiras Memórias de um Assassino Profissional”)
MELHOR CASTING
. “A Graça” (Anna Maria Sambuco)
. “Verão na Sicília – Gioia Mia” (Margherita Spampinato e Giulia Tarquini)
. “As Provadoras de Hitler” (“Le Assaggiatrici”) – (Laura Muccino e Liza Stuzky)
. “A Última Rodada – Le Città di Pianura” (Adriano Candiago)
. “40 Segundos” (Marco Matteo Donat-Cattin e Federica Baglioni)
ROTEIRO ORIGINAL
. “A Graça” (Paolo Sorrentino)
. “A Última Rodada – Le Città di Pianura” (Francesco Sossai, Adriano Candiago)
. “Cinco Segundos” (Francesco Bruni, Carlo Virzì, Paolo Virzì)
. “Duse” (Letizia Russo, Guido Silei, Pietro Marcello)
. “Verão na Sicília” (Margherita Spampinato)
ROTEIRO ADAPTADO
. “Fuori” (Mario Martone, Ippolita Di Majo)
. “Primavera” (Ludovica Rampoldi)
. “40 Segundos” (Vincenzo Alfieri, Giuseppe Stasi)
. “Elisa” (Leonardo Di Costanzo, Bruno Oliviero, Valia Santella)
. “As Provadoras de Hitler” – roteiro de Doriana Leondeff, Silvio Soldini, Lucio Ricca, Cristina Comencini, Giulia Calenda, Ilaria Macchia
MELHOR PRODUÇÃO
. “A Última Rodada”
. “Duse”
. Verão na Sicília”
. “Bravo Bene”
. “As Provadoras de Hitler”
MELHOR FOTOGRAFIA
. Daria D’Antonio (“A Graça”)
. Marco Graziaplena (“Duse”)
. Renato Berta (“As Provadoras de Hitler”)
. Massimiliano Kuveiller (“A Última Rodada”)
. Paolo Carnera (“La Città Proibita”)
DAVID GIOVANI (PRÊMIO DA JUVENTUDE)
. “A Graça”, de Paolo Sorrentino
. “A Última Rodada – Le Città di Pianura”, de Francesco Sossai
. “As Provadoras de Hitler” (“Le Assaggiatricci”), de Silvio Soldini
. “40 Segundos”, de Vicenzo Alfieri
. “Per Te”, de Alessandro Aronadio
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
. “Vaster than Empires”, de Trent Reznor e Atticus Rossa (interpretada por Caetano Veloso) – Filme: “Queer”
. “Lasciare Qualque Scia”, de Vicenzo Leuzi (interpretada por Otto Ohm) – Filme: “Nonostante”
. “La Prostata Enflamada”, de Luca Medici e Antonio Iammarino (interpretada por Checco Zalone) – Filme: “Buen Camino”
. “Follemente”, de Claudia Lagona (interpretada por Levante) – Fime: “Follemente”
. “Ti”, de Marco Spigariol (interpretada por Krano) Filme: “La Città di Pianura”

Maravilha de matéria e pesquisa
E memória .