“Feito Pipa” recebe dois prêmios na 41ª edição do Festival de Guadalajara

Foto © Gonzalo Chalo García

Uma semana depois de receber o prêmio de melhor interpretação para Yuri Gomes, o longa-metragem brasileiro “Feito Pipa”, dirigido pelo cearense Allan Deberton, acaba de ganhar mais dois prêmios na 41ª edição do Festival de Guadalajara, no México: melhor filme e melhor interpretação para Teca Pereira e Yuri Gomes, na seção Maguey, que reúne longas-metragens de ficção e documentários de todo o mundo que abordam temas queer relacionados à comunidade LGBTQ+.

O júri justificou o prêmio com a seguinte declaração: “Este filme nos mostra a magia, a inocência e o amor por meio de seus personagens. O filme constrói uma história universal a partir do ponto de vista de um personagem, complementada pelo design de produção, pelas atuações e pela cinematografia. E, especialmente, nos convida a trabalhar e a construir em espaços seguros para as identidades queer e para as pessoas que amamos.”

“Feito Pipa” abre amanhã o 26º FICPV – Festival Internacional de Cine en Puerto Vallarta, no México, e Allan Deberton e Marcelo Pinheiro seguem acompanhando a trajetória do filme. Após abrir o Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI), que marcou a estreia latino-americana, o filme foi premiado na 65ª edição do evento, com Yuri Gomes ganhando o prêmio de melhor interpretação na mostra competitiva Cine de los Barrios, mostra competitiva que leva o cinema a diferentes territórios da cidade, ampliando o acesso do público às produções exibidas no festival. O troféu é o primeiro de Yuri Gomes, jovem ator baiano de 12 anos, que fez sua estreia no cinema no longa, ao lado de Teca Pereira e Lázaro Ramos, Carlos Francisco e Georgina Castro.

Antes disso, “Feito Pipa” teve uma passagem pela Berlinale 2026, onde conquistou o Urso de Cristal de melhor filme (Júri Jovem) e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus.

O filme acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma (Teca Pereira), que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a saúde de Dilma se fragiliza, ele tenta esconder a situação para evitar ser separado dela e precisar ir morar com o pai, interpretado por Lázaro Ramos. Rodado em Quixadá, no interior do Ceará, o longa constrói uma narrativa sensível sobre amadurecimento, pertencimento e afeto.

Produzido pela Deberton Filmes e Biônica Filmes, em coprodução com a Warner Bros., “Feito Pipa” tem distribuição no Brasil pela Paris Filmes e vendas internacionais pela M-appeal. O projeto conta ainda com produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso, por meio da Incubadora Paradiso. É uma realização com apoio do PNAB, PNAB CE, Governo do Ceará, BRDE, FSA, ANCINE e Ministério da Cultura.

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