“A Margem do Rio” vence o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno

Foto: o ator Caique Copque, os diretores Matheus Farias e Enock Carvalho e o produtor Maurício Macêdo

A produção brasileira “A Margem do Rio” conquistou o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Locarno, onde fez sua estreia mundial nesta semana. O filme marca a estreia de Matheus Farias e Enock Carvalho na direção de longas-metragens. Os júri oficial divulgou a justificativa do prêmio: “Uma jornada cheia de paciência, solidariedade, atração, violência, corpos, sexo. Um horror erótico e mágico enraizado na tradição política do cinema brasileiro. Uma energia pulsante que só um primeiro longa pode ter”.

Estrelado por Caique Copque (“Mapas”) e Ítalo Martins (“O Agente Secreto”, “Guerreiros do Sol”), “A Margem do Rio” revela um Brasil fragmentado, onde identidade e religiosidade pautam conflitos individuais e sociais. Na trama, Izaquiel (Caique Copque) trabalha como auxiliar de serviços gerais no Recife, cidade entrecortada por rios e manguezais. À noite, ele se aventura perigosamente em busca de encontros secretos no mangue. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele cruza o caminho de Jeremias (Ítalo Martins), um pescador intrigante e magnético. À medida que uma ameaça externa invade o lugar trazendo violência, Jeremias conduz Izaquiel numa jornada rumo às profundezas do coração do manguezal. O elenco conta ainda com Robério Diógenes e Carlos Francisco (“O Agente Secreto”), Renna Costa (“Paloma”), Enio Cavalcanti (“Cangaço Novo” e “ Guerreiros do Sol”), Artia e Isis Broken (“Apolo”).

A première mundial do filme, no dia 11 de agosto, e a sessão seguida de debate, no dia 12, no Festival de Locarno, contaram com a presença dos diretores Matheus Farias e Enock Carvalho; dos atores Caique Copque, Ítalo Martins, Robério Diógenes, Artia e Renna Costa; produtores Maurício Macêdo e Flavia Oertwig; e da diretora de fotografia Luciana Baseggio.

“A Margem do Rio” é uma coprodução entre Gatopardo Filmes, Moçambique Audiovisual e Vitrine Filmes (Brasil), em parceria com a Tama Filmproduktion (Alemanha). O filme foi realizado com recursos da Ancine e do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio do BRDE, e do Funcultura, contando ainda com o apoio do Projeto Paradiso, do World Cinema Fund e do Hubert Bals Fund. A distribuição no Brasil é da Vitrine Filmes.

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