Museu da Pessoa abre ao público quatro masterclasses gratuitas de roteiro, documentário, pesquisa e montagem
Como se escreve um roteiro de documentário? Como se pesquisa um acervo? O que muda quando alguém monta um filme a partir da vida de outra pessoa? Essas e outras perguntas guiaram as quatro masterclasses gratuitas do Ciclo Formativo da Mostra Audiovisual EmVelhoSer, do Museu da Pessoa, realizadas em setembro. Os encontros estão disponíveis para o público no canal do museu no YouTube.
Cada masterclass tratou de uma etapa da criação: o roteiro, a trajetória de quem faz documentário, a pesquisa em acervo e a montagem.
A cineasta e roteirista Eliane Caffé abriu o ciclo, em 4 de setembro, com a aula “Criação de roteiros para documentários”. Formada em Psicologia pela PUC-SP, Eliane construiu uma trajetória entre o cinema e as questões sociais brasileiras. Dirigiu “Narradores de Javé”, um de seus longas mais premiados, “Era o Hotel Cambridge”, docuficção sobre refugiados e pessoas em situação de rua que dividem um prédio ocupado no centro de São Paulo, e “Filhos do Mangue”, lançado em 2025. A aula está disponível neste link.
Em 11 de setembro, Joel Zito Araújo falou sobre sua “Trajetória no cinema e documentários”. Cineasta, pesquisador, escritor e roteirista, é uma referência do cinema negro brasileiro e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. Entre suas obras estão “A Negação do Brasil”, documentário sobre a presença de personagens negros nas telenovelas, tema que também investigou em livro, e “As Filhas do Vento”, que recebeu oito prêmios no Festival de Gramado de 2004. A aula está disponível neste link.
Já a historiadora e pesquisadora audiovisual Eloá Chouzal conduziu, em 18 de setembro, a masterclass “Pesquisa em acervo para documentários”. Graduada em História pela FFLCH-USP e pós-graduada em cinema-documentário pela Fundação Getulio Vargas, atua há mais de 30 anos na pesquisa de conteúdo, personagens, imagens e acervos. Sua trajetória inclui documentários, séries, filmes, museus e exposições, como a equipe de pesquisa do Museu da Língua Portuguesa e a coordenação de pesquisa do Museu Cais do Sertão. A aula está disponível neste link.
Fechando o ciclo, Cristina Amaral ministrou, em 25 de setembro, a aula “Montagem audiovisual”. Formada em Cinema pela ECA-USP, construiu sua carreira na montagem de filmes de diferentes gerações do cinema brasileiro. Montou obras de Andrea Tonacci e Carlos Reichenbach, entre eles “Serras da Desordem” e “Alma Corsária”, e hoje trabalha também com realizadores mais jovens, como Adirley Queiroz. A aula está disponível neste link.
Todos os encontros contaram com a participação e mediação da jornalista Joyce Pais, fundadora do Cinemascope, que está há dez anos no ar com site, canal, redes sociais e plataforma de educação. Pós-graduada em Mídias Digitais, ela é membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e do Coletivo Elviras, de mulheres críticas de cinema, e atuou no jornal O Estado de S. Paulo e no próprio Museu da Pessoa.
O Ciclo Formativo faz parte da Mostra Audiovisual EmVelhoSer, que convidou o público a escolher uma entre as 200 histórias de vida selecionadas do acervo do museu e transformá-la em vídeo de 90 segundos a 4 minutos, a partir da pergunta “Como nos relacionamos com o tempo?”. A mostra tem as categorias Livre, Novos Talentos (até 25 anos) e Criadores 60+, novidade desta edição. Serão premiados dez vídeos, com R$4 mil cada. Agora, já com as inscrições encerradas, os inscritos têm até 15 de outubro para enviar o vídeo para a seleção final.
Quem já escolheu sua história tem até 15 de outubro para enviar o vídeo. O anúncio dos vencedores e o lançamento da mostra estão previstos para a segunda quinzena de novembro, em São Paulo, com transmissão pelo canal do Museu da Pessoa no YouTube e exibição aberta ao público no Cine Petrobras em São Paulo/SP.
