“Deserto Particular” é consagrado melhor filme do Cine PE
© Felipe Souto Maior

A 25ª edição do Cine PE chegou ao fim na noite desta sexta-feira (26), no Teatro do Parque, e consagrou o romance “Deserto Particular” como o Melhor Longa-Metragem escolhido pelo Júri Oficial do evento. O filme de Aly Muritiba reflete sobre os afetos masculinos no Brasil contemporâneo, através da história de Daniel (Antonio Saboia), um policial que acaba cometendo um erro que põe em risco sua carreira e honra.

A ficção distópica “Nada de Bom Acontece Depois dos 30”, de Lucas Vasconcelos, ganhou o prêmio de Melhor Curta Nacional, enquanto que na Mostra Competitiva de Curtas Pernambucanos o vencedor foi o filme “Terceiro Andar”, que ainda abocanhou as Calungas de Prata de Melhor Direção e Melhor Roteiro para Deuilton B. Júnior.

O Júri Oficial do Cine PE foi formado pela cineasta Deby Brennand; a cineasta Kátia Mesel; o ator de teatro e cinema Sérgio Fidalgo; a jornalista e comentarista de cinema Silvana Marpoara; o publicitário e produtor Mario Nakamura; Keyti Souza, diretora-executiva da Têm Dendê Produções; e Edison Martins, publicitário.

O curta-metragem pernambucano “Playlist”, de Pedro Melo, também foi um dos grandes destaques desta edição, levando para casa cinco Calungas de Prata, incluindo as de Melhor Direção Arte, Melhor Fotografia, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Trilha Sonora.

Para o público, o melhor curta pernambucano foi “Inocentes”, de Pedro Ferreira, enquanto “O Resto”, de Pedro Gonçalves Ribeiro, foi eleito o melhor curta nacional. O melhor longa-metragem, para o Júri Popular, foi “Receba!”, do diretor Pedro Perazzo.

Composto por Francisco Carbone, Camila Henriques e Júlio Cavani, a crítica especializada concedeu a Calunga de Melhor Longa para “Deserto Particular”. O prêmio de Melhor Curta Nacional foi para “O Resto”, de Pedro Gonçalves Ribeiro.

Com júri formado por Cauê Petito, do site Cinemação; Vitor Búrigo, do CineVitor; Francisco Carbone, do site Cenas de Cinema; e Nathalie Alves do Escrocríticas, o Prêmio Canal Brasil elegeu como melhor curta “Aurora – A Rua que Queria Ser Rio”, de Radhi Meron. Com o objetivo de estimular a nova geração de cineastas, o Canal Brasil oferece um troféu e R$ 15 mil para o melhor filme de curta-metragem, que também é exibido em sua grade de programação.

A Fort Filmes e a Kuarup Produções elegeu o longa-metragem “Ainda Estou Vivo”, de André Bonfim, como o melhor filme do Cine PE 2021 e premiará com um contrato de distribuição para prestação de serviços de assessoria de imprensa no valor R$30 mil, numa parceria com a empresa Fato Relevante – Agência de Comunicação.

Confira lista completa de premiados:

PRÊMIO CANAL BRASIL

Melhor Curta Nacional – “Aurora – A Rua Que Queria Ser Rio”, de Radhi Meron

PRÊMIO DA CRÍTICA – ABRACCINE

Melhor Curta Nacional – “O Resto”, de Pedro Gonçalves Ribeiro
Melhor Longa-Metragem – “Deserto Particular”, de Aly Muritiba

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

Melhor Filme – “Terceiro Andar”, de Deuilton B. Junior
Melhor Diretor – Deuilton B. Junior (“Terceiro Andar”)
Melhor Roteiro – Deuilton B. Junior (“Terceiro Andar”)
Melhor Fotografia – Pedro Melo e Enzo Ferrano (“Playlist”)
Melhor Montagem – Manuela Ferrão e Pedro Ferreira (“Inocentes”)
Melhor Edição de Som – Diego Melo (“Cannabis Medicinal no Brasil: A Guerra pelo acesso”)
Melhor Direção de Arte – Nathalia Monteiro (“Playlist”)
Melhor Trilha Sonora – (“Playlist”)
Melhor Ator – Gabriel Gomes (“Playlist”)
Melhor Atriz – Julyana Batista (“Playlist”)
Menção Honrosa – “Entremarés”, de Anna Andrade. Pela luta e resistência das mulheres em acompanhar a maré e fazer dela sua vida.

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

Melhor Filme – “Nada de Bom Acontece Depois dos 30”, de Lucas Vaconcelos
Melhor Diretor – Lucas Vasconcelos (“Nada de Bom Acontece Depois dos 30”)
Melhor Roteiro – Thiago Foresti (“Algoritmo”)
Melhor Fotografia – Pedro Gabriel Miziara (“Nada de Bom Acontece Depois dos 30”)
Melhor Montagem – Daniel Sena (“Algoritmo”)
Melhor Edição de Som – Micael Guimarães e Ipê Amarelo Filmes (“Algoritmo”)
Melhor Direção de Arte – Erick Souza (“Aurora – A rua que queria ser um rio”)
Melhor Trilha Sonora – Alohamath, Mathias Froes (“Sonho de Verão”)
Melhor Ator – Pedro Nercessian (“Nada de bom acontece depois dos 30”)
Melhor Atriz – Agda Couto (“Algoritmo”)
Menção Honrosa  - “Áurea”, de Hewelin Fernandes. Pela valorização da tradição ancestral realizada pelas parteiras
Menção Honrosa  - “Corpo Mudo”, de Marcela Schield. Pela importância do tema abordado

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme – “Deserto Particular”, de Aly Muritiba
Melhor Diretor – André Bomfim (“Ainda Estou Vivo”)
Melhor Roteiro – Luiz Antonio Pilar e Luis Alberto de Abreu (“Lima Barreto ao Terceiro dia”)
Melhor Fotografia – Matheus da Rocha Pereira (“Os ossos da Saudade”)
Melhor Montagem – Bruna Carvalho Almeida (“Ainda estou vivo”)
Melhor Edição de Som – Napoleão Cunha (“Receba!”)
Melhor Direção de Arte – Doris Rollemberg, por (“Lima Barreto ao Terceiro dia”)
Melhor Trilha Sonora – Felipe Ayres (“Deserto Particular”)
Melhor Ator Coadjuvante – Luthero Renato de Almeida (“Deserto Particular”)
Atriz Coadjuvante – Zezita Matos (“Deserto Particular”)
Ator – Antonio Saboya e Pedro Fasanaro (“Deserto Particular”)
Atriz – Evelin Buchegger (“Receba!”)

Menção Honrosa – A comissão julgadora do 25º Cine PE concede menção honrosa pela luta, resistência e memória afetiva, retratados no documentário “Muribeca”.

Menção Especial – A comissão julgadora do 25º Cine PE oferece uma menção especial pela importante iniciativa de ressocialização e principalmente pela disponibilidade e entrega do elenco do documentário “Ainda Estou Vivo”.

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