Brasília premia “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, “Cana” e “Onde Moram os Irmãos”, em longa noite de troféus pulverizados

Por Maria do Rosario Caetano, de Brasília (DF)

O longa mineiro “Se Eu Fosse Vivo…. Vivia”, de André Novais Oliveira, conquistou o principal prêmio da quinquagésima-nona edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, encerrada com longuíssima cerimônia de premiação, que durou mais de três (arrastadas) horas. Será que um dia o comando do festival limitará o tamanho dos discursos de agradecimento?

O realizador mineiro, um dos esteios da produtora Filmes de Plástico, de Contagem, tornou-se — com essa nova conquista — um dos poucos cineastas brasileiros detentor de dois troféus Candango de “melhor filme”, já que, em 2018, triunfou com “Temporada”.

O longa mineiro recebeu, ainda, os troféus de melhor roteiro, do próprio André Novais, figurino, atribuído à baiana Diana Moreira, e menção especial para os atores Norberto Novais Oliveira e Conceição Evaristo, protagonistas desse delicado drama familiar, que dialoga com a ficção científica.

Nenhum dos longas da principal competição do Festival de Brasília conseguiu fazer a “tríplice coroa”. Ou seja, arrebatar os prêmios do júris Oficial, do Público e da Crítica. O que parecia que chegaria mais perto — o goiano (de Catalão) “Pequenas Tragédias”, de Daniel Nolasco — recebeu cinco prêmios do júri oficial (direção, ator, para Guilherme Théo, atriz coadjuvante, para Aivan, montagem e trilha sonora) e o Prêmio da Crítica (Abraccine). Seis troféus, no total. Mas, embora parecesse o favorito, perdeu o prêmio principal. E “assustou” o público com suas ousadias homoeróticas.

Tanto que o público preferiu o documentário carioca “Tudo é Tempo”, de Marcos Guttmann. Sinal de que temas políticos ainda mobilizam a plateia do festival candango, que construiu fama como “a mais politizada do país”. O filme de Guttmann derrotou cinco ficções e uma animação. Quem acompanhou o festival inteiro, percebeu o calor das palmas da plateia. “Tudo é Tempo” somou, ainda, o Prêmio Especial do Júri e o Troféu São Saruê, da equipe cultural do Correio Braziliense.

No palco, o documentarista carioca prometeu, adornado com vistoso cheque (no valor de R$30 mil) recebido da Petrobras, sequenciar a saga política de seus quatro personagens, os eleitores Cristiane Rosa, Fernando Pereira, Carlos Ibrahim e Heber Cunha. Depois de acompanhá-los ao longo de 20 anos, em diversas eleições, Guttmann quer reencontrar seus personagens nessa eleição presidencial em curso, registrar suas emoções e percepções deste país fraturado entre os líderes das pesquisas (Lula e um dos filho de Jair Bolsonaro).

O júri oficial do Festival de Brasilia — formado com a atriz Simone Spoladore, a montadora Karen Akerman, a preservadora Débora Butruce e os cineastas Jom Tob Azulay e Daniel Bandeira — atribuiu três prêmios a “Privadas de suas Vidas”, terror gore dirigido por Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner. Um deles resultou inquestionável — o de melhor atriz para a paulistana Martha Nowill.

Aos 45 anos, Nowill, dotada de recursos dramáticos e comediante de primeira, arrasa na pele de uma mãe com os nervos à flor da pele. Ela perdeu um de seus filhos (gêmeos) e não entende a opção do outro, de nome Luara, que exige nova identificação (Gênesis) e tratamento neutro, por assumir-se como pessoa binária.

Nunca, em 61 anos de história (e 59 edições), o festival e sua vibrante plateia haviam assistido, em seu templo sagrado, o Cine Brasília, a um filme com tanto sangue, vísceras e doses homéricas de escatologia. Houve quem fosse embora, indignado com a escolha desse “terror gore”, que tem “privadas assassinas” como instrumento de extermínio de boa parte de seu elenco. O júri oficial reconheceu, ainda, o trabalho da atriz Olívia Torres (melhor coadjuvante, ex-aqueo) e direção de arte para Juliana Lobo.

André Novais Oliveira com o troféu de melhor roteiro por “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, que ainda foi premiado como melhor filme, figurino e menção especial

Já o ousado longa brasiliense “Sabes de Mim, Agora Esqueça”, de Denise Vieira, teve que contentar-se com apenas dois prêmios técnicos – melhor fotografia (Victor de Melo) e edição de som (Lucas Coelho). Com muitas cenas de sexo (inclusive explícito) e censura 18 anos, o longa feminista, ambientado em puteiro localizado numa Ceilândia futurista, causou impressões diversas. Alguns vibraram com a trama que antagoniza putas vigiadas por homens “Lanternas”, que caçam estas lascivas “servas de Satã”. Outras deploraram o uso de sexo explícito. Goste-se, ou não, uma coisa é certa: o filme constituiu uma das experiências mais radicais da competição candanga. E, em certa medida, sequenciou o longa erótico pernambucano “Salomé”, dirigido por André Antônio e premiado em 2024.

“Sabes de Mim, Agora Esqueça” foi prestigiado pela maior plateia das nove noites do festival. Mas não recebeu o esperado reconhecimento do público. Decerto, em ano eleitoral, este estava mais interessado em narrativas políticas, como a mostrada por “Tudo é Tempo”, que na “putaria sensorial” de Denise Vieira e suas atrizes, em maioria profissionais do sexo.

Para “Todo o Sentimento”, da dupla baiana Ary Rosa e Glenda Nicácio, coube prêmio merecido — o de melhor ator coadjuvante para o jovem Lucas Leto, oriundo do Bando de Teatro Olodum. Ele vem chamando atenção em telenovelas, palcos musicais e filmes, situados além das fronteiras de sua Salvador natal.

A animação mineira “Ana, en Passant”, de Fernanda Salgado, não recebeu prêmio do júri oficial, mas conquistou o Trofeu Zózimo Bulbul, da APAN (Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro). Foi devidamente saudado como “a primeira animação brasileira em longa-metragem dirigida por uma realizadora negra”.

Se no terreno do longa-metragem nenhum dos sete concorrentes fez “barba, cabelo e bigode”, no terreno do curta, um filme, “Cana”, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro, vindo do interior profundo (Assis, sede do Polo de Cinema do Velho Oeste) quase chegou lá.

História densa e sacudida, ambientada em território sob domínio do agronegócio e protagonizada por jovens negros-periféricos, “Cana” poderia ter vivido noite de glória na Festa dos Candangos. Mas perdeu o Prêmio do Júri Popular para uma bela e muito bem-narrada animação cearense, “Lagoa do Abandono”, de Diego Maia.

O filme realizado em Fortaleza foi ignorado pelo júri oficial (formado com Vivi Pistache, Marina Person, Noá Bonoba, Monique Boutteville e Tiago Aragão), mas emocionou a imensa plateia do Cine Brasília. Cativou a todos com a história de duas garças que lutam para construir um ninho nas cercanias da lagoa de Messejana (onde nasceu José “Iracema” de Alencar).

A lagoa, que Diego Maia vê todos os dias, situa-se no bairro de Messejana, está degradada até mais não poder pelo “progresso” poluidor-predatório. Vale lembrar que é muito comum, em festivais e mostras brasileiros, ouvirmos comentários do tipo: “nossa que desenho lindo, mas não entendi nada; faltou roteiro!”. No caso de “Lagoa do Abandono”, Diego Maia e sua companheira, Natália Parente, capricharam na construção da história. E os desenhos são lindíssimos.

Outra animação, a mineira “Fundura”, de Catapreta, dividiu com “Cana” (cinco Troféus Candango), os principais prêmios da noite: melhor direção, melhor direção de arte (do próprio Catapreta) e edição de som (Daniel Nunes).

O artista, formado pela Escola de Belas Artes da UFMG, é um esteta. Seus desenhos extasiam nossos olhos. A abertura de “Fundura” compõe-se com quadros visuais de tirar o fôlego. Sem diálogos, o filme aposta todas as suas fichas no sensorial. Habitué nas competições do Festival de Brasília (e detentor de muitos troféus Candango), Catapreta nunca priorizou a narrativa tradicional. Não está preocupado em contar histórias com começo, meio e fim. Prefere praticar um cinema que busca o êxtase pela beleza dos desenhos e ousadias sonoras.

O júri de curtas analisou 12 filmes. E mostrou-se decidido a não promover misericordiosa “reforma agrária” de troféus. Concentrou-se, além de “Cana” e “Fundura”, em apenas dois títulos (“Futuro Decadence”, do alagoano Leviathan, e “Gastronomia do Olho”, do brasiliense Nicolau). E atribuiu menção honrosa ao potiguar “Mariposa”, de Alexandre Américo e Pedro Vítor. Este filme foi reconhecido, também, pela APAN (Associação de Profissionais do Audiovisual Negro), que lhe atribuiu o emblemático Troféu Zózimo Bulbul.

Quem causou frisson no júri (e, também, no público) foi a alagoana Leviathan. Drag queen, de apenas 24 anos, a jovem chamou atenção desde que ocupou, pela primeira vez, o palco do Cine Brasília. Estava montada como uma figura coberta em negro e com vistosos chifres. E cercada de travestis e drags vindas do estado nordestino. Causou! No dia seguinte, no Hotel Ramada, palco dos debates festivaleiros, Leviathan estava irreconhecível. Com óculos de grau e vestida com elegante sobriedade (suéter, saia semilonga e botinhas pretas). Parecia uma professora universitária. E, para espanto de todos, mostrou sólida argumentação (para pessoa tão jovem). E contou histórias envolventes.

Autodidata, Leviathan passou a dominar ofícios (como escrever roteiro, construir figurinos, editar e dirigir filmes) nos duros anos da pandemia. “Ficava no computador editando performances visuais, me exercitando”. Quanto aos exuberantes figurinos que cria para si e para seus personagens, ela esclareceu: “sou costureira, adoro criar modelos”.

Resumo da ópera: Leviathan regressa a Maceió com três troféus Candango, todos dela: melhor atriz, figurinista e montadora (editora). A multiartista vai longe, pois é estudiosa e muito atenta a desafios audiovisuais. Em seu “Futuro Decadence”, documentário de 21 minutos, ela resgata a esquecida história das noites homoafetivas da capital alagoana. Aos documentos de arquivo, acrescentou performances ficcionalizadas. Na que mais chamou atenção, ela recria figura trans que fez história em palcos (inclusive alagoanos): o homem-terror da serra elétrica. Com faíscas verdadeiras. Portanto, sem recorrer a efeitos especiais.

Além de suas duas principais competições, a de longas e curtas brasileiros, o Festival de Brasília realiza mais duas mostras dignas de atenção. A primeira, já tradicional e próxima das 30 edições, avalia filmes de curta e longa-metragem produzidos no Distrito Federal. O faz em parceria com a Câmara Legislativa do DF e distribuiu robustos prêmios (13, no total), garantidos por lei, para fomentar a produção audiovisual brasiliense.

A outra mostra, bem mais recente (a Caleidoscópio), destina-se a filmes mais autorais e, em maioria, de baixíssimo orçamento. E só distribuiu dois prêmios. Um, atribuído pela Crítica Internacional (Fipresci), e outro pelo Júri Jovem, formado por estudantes da UnB. Este último carrega o nome do saudoso professor (da UnB e da USP), pesquisador, escritor, diretor, ator e pensador Jean-Claude Bernardet (1936-2025).

A Fipresci se fez representar, este ano, pela alemã Maja Korbecka, pelo espanhol Héctor Llanos Martínez e pelo brasileiro Helvécio Parente. O trio elegeu “Os Fantasmas Gentis”, de Caetano Gotardo.

No palco, o cineasta, roteirista, ator e músico paulistano lamentou a falta de atenção dos críticos para com os ousados filmes da Caleidoscópio (com sessões diárias, no Cine Brasília, às 15h).

O protesto é justo e injusto. Afinal, o Festival de Brasília, que historicamente concentrava-se em sua competição nacional, depois acrescida com a Mostra Brasília, adquiriu proporções babilônicas. Há atividades matinais, vespertinas e noturnas. Jornalistas exaustos correm dos debates para coletivas de imprensa, das coletivas para sessões que começam no início da tarde e só terminam à meia-noite. Comer, tomar banho, fazer um sonhado (mesmo que breve) descanso transformam-se em sonho de uma noite de verão. Escrever só em nesgas de tempo.

O filme da Caleidoscópio eleito pelo Júri Jovem foi “Mulheres do Bando”. A baiana Thamires Vieira, formada pela UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), documenta a trajetória de grandes atrizes negras, oriundas do Bando de Teatro Olodum. Muitas delas brilham, além dos palcos, em filmes (muitos deles da dupla Glenda Nicácio e Ary Rosa) e telenovelas. Caso de Luciana Souza, Edvana Carvalho, Arlete Dias e Valdineia Soriano.

A Mostra Brasília cresce a cada ano e enche de orgulho a Câmara Legislativa do DF e a comunidade artística brasiliense. A competição — iniciada 29 anos atrás (sofreu breve solução de continuidade) com um único longa-metragem e alguns curtas —, nessa edição, apresentou quatro longas e onze curtas.

O grande vencedor foi o cativante “Onde Moram os Irmãos”, de Marisa Mendonça. Foi eleito como o melhor longa-metragem pelo Júri Oficial e pelo Popular. Um filme feito de surpresas, com ótimo elenco e pegada capaz de evocar o cinema subjetivo da Nouvelle Vague (Eric Rohmer, em especial) com pitadas da liberdade narrativa de John Cassavetes. Sua protagonista Lívia (Liliane Rovaris) perambula pelo Plano Piloto, buscando inquilinos para apartamentos da família, enlutada pela perda de um filho.

A irmã do jovem morto não tem nenhuma aptidão para gerir os imóveis da família. E, para piorar, ainda se envolve, de forma invasiva, e até emocionalmente, com alguns dos inquilinos. A diretora, formada pela UnB, não pôde participar do festival, pois cuida, em cidade distante de Brasília, da pré-produção de novo longa-metragem. Se fez representar pela atriz Paula Freitas (a mãe da desastrosa agente imobiliária) e por integrantes da equipe técnica.

No campo do curta-metragem, o grande destaque foi “Dora”, de Murilo Abreu. Foi eleito o melhor curta brasiliense e teve sua atriz, Micheli Santini, reconhecida com imenso entusiasmo pelo Júri Oficial e pelo Público. Elétrica, como a mãe solteira assoberbada pelos cuidados com um filho pequeno e trabalho exaustivo numa lanchonete, ela subiu ao palco sob saraivada de aplausos. Derrotou outra “doidinha”, esta bem slow motion, a impagável Liliana Rovaris.

O júri candango subestimou o curta “A Arte Perdida da Lombada”, de Helena Sarmento e Gabriel Brito, reduzido a um prêmio técnico (melhor montagem). Não premiaram o excelente ator Wellington Abreu, revelado pelos filmes de Adirley Queirós. Decerto, entenderam que o ator já foi bastante premiado. Seria um veterano, detentor de um Candango de melhor protagonista pelo longa “Pacto da Viola” e pelo mobilizador curta “Escola sem Sentido” (somado a “Manual da Pós-Verdade”). Três filmes brasilienses. Mas o ator ceilandense merece mais. Muito mais.

Um registro final: merecidíssimo o prêmio Marco Antônio Guimarães atribuído ao longa documental “Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha”, de Luiz Abramo e Pedro Rossi. O Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB) não poderia ter feito melhor escolha. Trata-se de belíssimo resgate da trajetória do cineasta, poeta, roteirista e artista plástico baiano, diretor de filmes como “Ladrões de Cinema” e “O Mágico e o Delegado”. Ambos com históricas passagens pelo festival candango. E tributo a um grande artista que trabalhou com o arquiteto e urbanista Lúcio Costa.

Confira os vencedores:

LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

. “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, de André Novais Oliveira (MG) – melhor filme e roteiro (André Novais Oliveira), figurino (Diana Moreira) e menção especial para os atores Norberto Novais Oliveira e Conceição Evaristo

. “Pequenas Tragédias”, de Daniel Nolasco (Goiás) – melhor direção, melhor ator (Guilherme Théo), atriz coadjuvante (Aivan, ex-aqueo), montagem (Luciano Carneiro), trilha sonora (Daniel Nolasco e equipe) e Prêmio da Crítica (Abraccine)

. “Tudo É Tempo”, de Marcos Gutmann (RJ) – melhor filme do Júri Popular, Prêmio Especial do Júri e Prêmio Saruê do Correio Braziliense

. “Privadas de suas Vidas”, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (SP) – melhor atriz (Martha Nowill), melhor coadjuvante (Olívia Torres, ex-aqueo) e direção de arte (Juliana Lobo)

. “Sabes de Mim, Agora Esqueça”, de Denise Vieira (DF) – melhor fotografia (Victor de Melo) e edição de som (Lucas Coelho)

. “Todo o Sentimento”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (Bahia) – melhor ator coadjuvante (Lucas Leto)

. “Ana, en Passant”, de Fernanda Salgado (MG) – Prêmio Zózimo Bulbul da APAN (Associação de Profissionais do Audiovisual Negro)

CURTA-METRAGEM BRASILEIRO

. “Cana”, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP, interior) – melhor filme pelo Júri Oficial, pela Crítica (Abraccine) e pelo Júri do Canal Brasil, ator (Gerin Black) e trilha sonora (Daniel Rone e Guilherme Xavier)

. “Fundura”, de Catapreta — melhor direção, melhor direção de arte (Catapreta) e edição de som (Daniel Nunes)

. “Lagoa do Abandono”, de Diego Maia (Ceará) – melhor curta pelo Júri Popular

. “Futuro Decadance”, de Leviathan (Alagoas) — melhor atriz, montagem e figurino (todos para Leviathan)

. “Gastronomia do Olho”, de Nicolau (DF-SP) – melhor roteiro (Nicolau) e fotografia (Gabriel Lucena)

. “Mariposa”, de Alexandre Américo e Pedro Vítor (RN) – Menção Especial do Júri e Prêmio Zózimo Bulbul da APAN (Associação de Profissionais do Audiovisual Negro)

. “Tiró e a Onça”, de Wera Poty (SP) – Prêmio Codipir de melhor filme de temática afirmativa

MOSTRA CALEIDOSCÓPIO (longas experimentais)

. “Os Fantasmas Gentis”, de Caetano Gotardo (SP) – melhor filme pelo Júri Fipresci (Federação Internacional de Críticos Cinematográficos)

. “Mulheres do Bando”, de Thamires Vieira (Bahia) – Prêmio Bernardet atribuído pelo Júri Universitário (estudantes da UnB)

MOSTRA BRASÍLIA (Prêmio Câmara Legislativa do DF)

. “Onde Moram os Irmãos”, de Marisa Mendonça – melhor longa-metragem pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular

. “Mapas”, de Rafael Lobo — melhor diretor, direção de arte (Lucas Gehre e Nadine Diel)

. “Dora”, de Murilo Abreu – melhor curta, melhor atriz (Micheli Santini)

. “Hacker Leonilia”, de Gustavo Fontele Dourado- melhor filme pelo Júri Popular

. “Impostor” – melhor ator (Lupe Leal)

.
“Madre” – melhor roteiro (Talita Carvalho)

. “Ar-Dor” – melhor fotografia (Petrônio Neto e Nicolau) e edição de som (Bernardo Paixão)

. “A Arte Perdida da Lombada” – melhor montagem (Arthur Gonzaga)

. “Nem Todos Sabem” – melhor trilha sonora (João Tomé)

PRÊMIO ESPECIAL

. “Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha”, longa documental de Luiz Abramo e Pedro Rossi (RJ) – Prêmio Marco Antônio Guimarães atribuído pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB)

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