Trailers TV Revista de Cinema — 24 março 2018
Soldados do Araguaia

O documentário Soldados do Araguaia, de Belisario Franca (Menino 23), estreou esta semana, no Rio de Janeiro, São Paulo e Belém. O longa, que participou da 41ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo, conta a história dos soldados de baixa patente enviados para o interior da selva amazônica, com a missão de exterminar a Guerrilha do Araguaia, movimento de oposição à Ditadura Militar no país. Quarenta anos depois do fim da guerra, eles descrevem, pela primeira vez, a sua versão dos fatos. A produção é da Giros Produtora e a distribuição é da Urca Filmes. O documentário foi realizado com o apoio do canal CineBrasilTV.

O filme, roteirizado por Belisario Franca e Ismael Machado, retrata uma guerra sem vencedores. Rejeitados pela História por sua filiação ao Exército e pelos próprios militares por suas denúncias contra a corporação, os soldados não trouxeram para casa nada além de cicatrizes e traumas do horror que testemunharam.

Soldados do Araguaia dá sequência à “trilogia do silenciamento”, um projeto de Belisario Franca que promete recuperar histórias e personagens brasileiros que vivem à margem da historiografia nacional. O primeiro filme da trilogia foi o premiado Menino 23, lançado em 2016.

Para garantir que o filme seja um dispositivo para gerar reflexões e debates a partir dele, em um momento que a sociedade brasileira se prepara para discutir mais uma vez nas urnas o seu futuro, foi elaborado um plano de impacto para Soldados do Araguaia. A estratégia de impacto tem foco na difusão e acesso do filme junto às diversas camadas da sociedade (ONG’s, comunidades, ativistas, formadores de opinião, movimentos sociais, universidades, entre outros) e na construção de relacionamento com esse público antes e depois do lançamento comercial do filme.

Algumas exibições estratégicas já foram realizadas e outras estão a caminho, com destaque para as ações em parceria com o projeto Clínicas do Testemunho em Marabá, Belém e Rio, com a UERJ, UFRJ, UNICAMP e com a OAB/RJ, através das Comissões da Reparação da Escravidão Negra no Brasil e Direitos Humanos.

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