Estão abertas as inscrições de filmes – longas, médias e curtas – para seleção da mostra A Cidade em Movimento, que integra a programação da 14ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, que acontece de 29 de outubro a 2 de novembro, em ambiente digital, no site cinebh.com.br. Podem participar filmes de qualquer gênero (documentário, ficção, experimental, animação etc.), produzidos dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 21 de setembro, às 23h59 (horário de Brasília), pelo site cinebh.com.br.

Com curadoria assinada pela pesquisadora, produtora e ativista Paula Kimo, a mostra A Cidade em Movimento leva em conta o cenário imposto pela pandemia do novo Coronavírus para pensar a temática desta edição. Em tempos em que se é orientado o confinamento social e, com isso, são criados novos fluxos e rotinas com a cidade, bem como um olhar para o seu interior. Assim, os sonhos passaram a inundar noites e dias, tanto o sonho onírico, aquele que nos leva aos confins do inconsciente, regido por elementos invisíveis e espirituais, quanto o sonho em vigília, aquele nos leva a acreditar em algum futuro, a projetar alguma utopia que nos desloque desse lugar de impotência diante de um inimigo invisível (e outros bastante visíveis).

Nesse sentido, em 2020, a temática da mostra A Cidade em Movimento será ”Sonhar a cidade”, com a proposta de pensar a relação entre a cidade e o sonho. Qual cinema é produzido quando se parte desse lugar do sonho, tanto aquele que conduz de forma onírica e inconsciente, quanto aquele que é possível produzir e fabricar na tentativa de imaginar o amanhã? O que o cinema é capaz de produzir quando se é provocado a pensar os desafios da cidade na perspectiva do sonho? Se é impedido de vivenciar a rua, a cidade, como é possível experimentá-la através do sonho? Que cidade se pode sonhar, experimentar e debater por meio das imagens? Por meio dessas questões, a mostra A Cidade em Movimento convida o envio de vídeos e filmes que possam instigar uma reflexão sobre a cidade que se sonha (ou que foi sonhada por outros, criando lacunas e exclusões) ontem, hoje e nos tempos por vir.

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