Festival Varilux exibe “Ilusões Perdidas” e presta tributo a Belmondo
“Ilusões Perdidas”, de Xavier Giannoli © Roger Arpajou

Por Maria do Rosário Caetano

Os herdeiros dos Irmãos Lumière vão morrer em combate cinematográfico. Ou seja, lutando pela preservação das salas físicas como espaço de exibição de filmes. O Festival de Cannes continua avesso ao streaming e o Festival Varilux do Cinema Francês, que acontece há 12 anos em dezenas de cidades brasileiras, também.

A partir dessa quinta-feira, 25 de novembro – e até dia 8 de dezembro –, telas de 49 municípios brasileiros serão vitrine de 17 filmes franceses inéditos no circuito comercial. O Varilux prestará tributo ao astro Jean-Paul Belmondo, que partiu meses atrás, e contará com delegação de atores, diretor e roteiristas que aqui desembarcarão para divulgar a cultura do país de Balzac, Godard, Catherine Deneuve e Gérard Depardieu.

Dos filmes programados, os cinéfilos paulistanos conhecem apenas “Titane”, de Julia Ducournau, vencedor de Cannes e uma das sensações da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Os outros 16 títulos são 100% inéditos. Um deles é a pepita de ouro da edição do Varilux 2021 e carrega nome mítico – “Ilusões Perdidas”. Trata-se de adaptação da mais respeitada obra do prolífico Honoré de Balzac (1799-1850). Flaubert alfinetava: “que grande escritor Balzac seria, se soubesse escrever”. Em vão. A posteridade fez do autor da monumental “Comédia Humana” um dos maiores prosadores franceses e de “Ilusões Perdidas” sua obra-prima. Nessa condição, a mantinham o próprio Balzac, Marcel Proust, Karl Marx, Engels e Lukács, que escreveu: “’Ilusões Perdidas’ é o ‘Dom Quixote’ das ilusões burguesas”.

Ao comentar a grande obra de Balzac, Frederich Engels não economizou: “Apesar de todas as suas opiniões reacionárias, Balzac vale mil Zolas com toda a imagem democrática que dele se fazia. Balzac nos ensina muito mais sobre a sociedade francesa do que todos os historiadores, economistas e estatísticos profissionais do período juntos”.

Em seu livro “O Espetáculo Interrompido – Literatura e Cinema de Desmistificação” (Paz e Terra, 1981), Robert Stam, pesquisador e professor da Universidade de Nova York, coloca “Ilusões Perdidas” em linhagem nobre que vem de Cervantes (“Dom Quixote”), Henry Fielding (“Tom Jones”) e Lawrence Sterne (“Tristran Shandy”). Para lembrar que “o tema central de ‘Ilusões Perdidas’ é a degradação da literatura e sua transformação em mercadoria na sociedade burguesa”. Afinal, “ao tentar vender seu romance, Lucien (Rubempré) enfrentará os problemas criados pela capitalização da literatura”.

Pois foi esse livro monumental (de 700 páginas), considerado a obra-prima de Balzac, que Xavier Giannoli, atreveu-se a levar ao cinema. Logo ele, que a crítica francesa (Cahiers du Cinéma à frente) considera um mero artesão.

Relembremos a carreira de Giannoli. Nascido há 49 anos, em Neuilly-sur-Seine, ele começou no cinema dirigindo curtas-metragens e em funções de produtor (de, entre outros, “Clean”, de Olivier Assayas). Estreou no longa com obras de relativa expressão e impacto. Chamou atenção com dois filmes – “Quando Estou Amando”, com Dépardieu, Cécile de France e Mathieu Amalric, e, principalmente, “Marguerite” (com Catherine Frot), sobre a pior cantora lírica do mundo (história filmada também, e depois, pelos americanos, com Meryll Streep – Florence – Quem É Essa Mulher?).

Como diretor tão pouco festejado se atreveria a filmar o mais importante livro de Balzac? Pois Giannoli não se fez de rogado. Por sorte, escolheu só uma das três partes do caudaloso romance e justo a mais importante, fertilizadora e estudada (inclusive por Walter Benjamin): “Um Grande Homem de Província em Paris”. E em diálogo ferino com nossos tempos de fake news. Mesmo que a história se passe na primeira metade do século XIX.

O poeta Lucien Chardon (o ator Benjamin Voisin), que prefere ser chamado de Lucien de Rubempré, sobrenome da mãe, de suposta origem nobre, chega a Paris, vindo da província, sob proteção da Condessa Louise de Bargeton (Cécile de France). Ele, que trabalhava numa gráfica, carrega suas ilusões românticas de reconhecimento e êxito, muito êxito. Espera editar seus versos, escrever grandes romances, ser respeitado. Quem sabe até agregado à nobreza, já que houvera a Restauração da monarquia.

Sem perceber, Lucien será apanhado por engrenagem que soma o mundo editorial, no qual reina o editor Dauriat (Depardieu), o corrompido meio jornalístico (território do sarcástico Etiénne Lousteau – Vincent Lacoste, roubando a cena) e o também escritor (e aliciante narrador) Raoul Nathan (Xavier Dolan, o cineasta e ator canadense). Conhecerá a Marquesa d’Esard (Jeanne Balibar), que olhará com estranho desprezo para aquele jovem de trajes provincianamente ridículos.

Lucien acabará por envolver-se com uma jovem e roliça atriz de espetáculos populares, Coralie (Salomé Dewaels), de sedutoras meias escarlates. Os dois sonharão juntos. Ela em ser uma respeitada intérprete de Racine. Ele um escritor de primeira grandeza.

Os bastidores do teatro, a compra de críticas e aplausos (teatrais e, também, literários) se fará presente na narrativa de Giannoli de forma avassaladora. Um personagem sórdido, Singali (Jean-François Stévenin) comandará claques teatrais, que despejarão vaias (ou cobrirão de flores) as atrizes, dependendo do valor do pagamento. Quem se dispuser a gastar mais recursos, triunfará.

O resultado da adaptação da segunda parte, a mais substantiva de “Ilusões Perdidas”, resultou de altíssima qualidade fílmica. “Ilusões Perdidas” participou da competição do Festival de Veneza, em setembro último, e foi derrotado por uma compatriota de Giannoli – Audrey Diwan, diretora de “L’Événement”. A melhor direção coube a outra mulher (Jane Campion, por “Ataque de Cães”). E o Leão de Prata ficou com Paolo Sorrentino e “A Mão de Deus”, seu filme sobre a Nápoles de sua juventude, quando Maradona era o rei da cidade e de seu clube futebolístico.

É chegada, nos festivais, a hora das mulheres, que estão realizando filmes poderosos. “Titane” está aí para causar espanto e surpresa, com sua criatividade intencionalmente desconcertante. Um filme que parece iniciar-se no diapasão do brutalismo estéril (e insuportável), mas vai transmutando-se em fábula futurista sobre a maternidade e a paternidade, com dois atores tomados de paixão e fúria – a jovem Aghate Rousselle e o veterano Vincent Lindon. Um dos grandes momentos do Varilux.

Voltemos às “Ilusões Perdidas”. Como a França recebeu o filme balzaquiano do “artesão” Giannoli?

Muito bem. Até a arredia Cahiers du Cinéma atribuiu-lhe três estrelas. Positif, cinco. Band à Part, L’Humanité (do Partido Comunista), Le Figaro (da direita), Le Monde, Le Nouvel Observateur, Le Point, Paris Match, Télerama, entre outros, quatro. Libération, como Cahiers, três. Só Les Inrock cravou estrela solitária. Curioso que o Libé tenha atacado, no filme, o que ele tem de mais instigante – um olhar cruel sobre a mídia de outrora (e isto está em Balzac) e na de hoje. Escreveu o crítico do jornal francês: “O realizador (Giannoli) adapta o clássico do escritor (Balzac) com êxito e excelente casting, mas perde-se ao injetar crítica raivosa à nossa época”.

Outras iguarias cinematográficas serão servidas pelo Festival Varilux. Uma delas traz a grife François Ozon – “Está Tudo Bem”. Uma das melhores realizações do diretor parisiense, de 54 anos. Depois dos fascinantes “Frantz”, “Graças a Deus” e “Verão de 85”, Ozon baseia-se em caso real para erguer seu vigésimo longa (o vigésimo-primeiro – “Peter von Kant” já está a caminho).

Quando o filme começa, nada vai muito bem. Um industrial, colecionador de arte (André Dussolier, soberbo) está entre a vida e a morte, no leito de um hospital. Aproxima-se dos 85 anos. Ao dar sinais de alguma melhora avisa às filhas que quer morrer. Pede a elas, em especial à mais decidida (Sophie Marceau, também em estado de graça), que o ajude.

O filme participou da competição de Cannes, esse ano, e trata, com imensa complexidade, de temas como amores filiais e homoafetivos, rancores conjugais e direito à eutanasia. Além dos desempenhos de Sophie e Dussollier (ele, um dos atores preferidos de Resnais), “Está Tudo Bem” conta, ainda, com Charlotte Rampling, Géraldine Pailhas, Éric Caravaca e a fassbinderiana Hanna Schygulla (no papel de um sereno anjo da morte).

“Está Tudo Bem”, de François Ozon © Carole Bethuel

Do também parisiense Jacques Audiard, 69 anos, autor do notável “O Profeta” e do superestimado “Dheepan”, o Varilux mostrará “Paris, 13º Distrito”, outro título que passou pela seleção de Cannes. O curioso é que o cineasta buscou, para ajudá-lo na construção do roteiro, a jovem realizadora Céline Sciamma, de “Garotas” e “Retrato de uma Jovem em Chamas”. E voltou seu olhar para a Chinatown parisiense – o décimo-terceiro distrito (Les Olympiades), onde vivem imigrantes e seus descentes, em maioria asiáticos. Audiard também morou no local.

A narrativa, em preto-e-branco e com evocações nouvelle-vaguianas, começa quando Émilie (Lucie Zhang) conhece o professor afro-francês Camille (Makita Samba), quando os dois passam a dividir o mesmo apartamento e acabam envolvendo-se. Fazem sexo com imenso prazer, mas sem compromisso. As relações vão se complicando. E surgem Nora (Noémie Merlant) e Amber (Jehnny Beth). Um filme delicado e amoral, como é do feitio (e gosto) da pátria de Brigitte Bardot.

Festival francês sem Catherine Deneuve e sem Gérard Depardieu parece incompleto. O astro tem papel secundário em “Ilusões Perdidas”. Secundário, mas arrasador. Enche a tela quando aparece. Interpreta um editor que não sabe ler, nem escrever, mas tem o dom de somar e subtrair. Ou seja, é o craque das contas, o homem dos negócios, das transações. Até o rigoroso crítico Jean-Michel Frodon encontrou espaço em sua acurada análise de “Ilusões Perdidas” para enaltecer o ator.

A diva de Demy, Polanski, Buñuel, Truffaut e Téchiné está no elenco de “Enquanto Vivo”, de Emmanuelle Bercot, atriz e cineasta, e interpreta mãe que enfrenta a doença incurável do filho (Benoît Magimel, o herdeiro bastardo do prefeito interpretado por Depardieu na adrenalinada série “Marseille”).

Entre os franceses que visitarão o Brasil para acompanhar o Festival Varilux estão Benjamin Voisin, o protagonista de “Ilusões Perdidas”, Sami Outalbali e Olivier Rabourdin. O cineasta Philippe Le Guay também integra a delegação e, como os atores, apresentará seu filme em sessões, seguidas de debate, e manterá encontros com a imprensa.

Benjamin Voisin fará 25 anos nas vésperas do Natal. É surpreendente que Xavier Giannoli o tenha escolhido para protagonizar a monumental adaptação de “Ilusões Perdidas”. Afinal, o ator se destacara, para valer, apenas em “Verão de 85”, de Ozon. Por sorte, se saiu bem no filme balzaquiano, mesmo dividindo a cena com feras como Depardieu, Jeanne Balibar e Jean-François Stévenin.

O jovem ator faz sua primeira visita ao Brasil e tem muito o que contar sobre o poeta provinciano Lucien Rubempré e suas aventuras nesse filme que despeja olhar corrosivo sobre a sociedade do espetáculo.

Quem, também, faz sua primeira viagem ao Brasil, é o ator Sami Outalbali. Ele vem debater sua participação no filme “Um Conto de Amor e Desejo”, de Leyla Bouzid. A diretora e o jovem ator foram escolhidos comos os melhores do Festival de Cinema Francófono de Angoulême. Sami interpreta Ahmed, um jovem crescido no subúrbio parisiense que, na universidade, conhece Farah, jovem tunisiana cheia de energia e recém-chegada da África. Ao descobrir uma coletânea de literatura árabe sensual e erótica, Ahmed apaixona-se perdidamente pela jovem e, apesar de tomado pelo desejo, tenta resistir.

O experiente ator Olivier Rabourdin, que aparece nos créditos de mais de 70 filmes (inclusive de Luc Besson), estará no Brasil para representar o thriller “Caixa Preta”. Ele já marcou presença nas telas do Varilux em filmes como “A Última Loucura de Claire Darling” e “O Poder de Diana”, mas esta será sua primeira visita ao Brasil.

“Caixa Preta” conquistou o prêmio do público no 38º Festival de Cinema Polar de Reims (dedicado a filmes policiais e assemelhados). Este thriller investiga o que se passou a bordo do voo Dubai-Paris antes que a aeronave batesse em maciço nos Alpes. E o faz empreendendo minuciosa análise das caixas pretas do avião.

Philippe Le Guay soma mais de 27 anos de carreira como ator, roteirista e realizador. Ele vem ao Brasil apresentar o longa “Um Intruso no Porão”, do qual é diretor e roteirista. Ele já esteve no Varilux, em 2016, para debater “A Viagem de Meu Pai”, também de sua autoria.

“Um Intruso no Porão”, protagonizado por François Cluzet, o milionário paraplégico de “Intocáveis”, mostra um homem de passado conturbado, que transforma a vida de um casal ao comprar um porão de um imóvel na cidade de Paris.

A delegação francesa se completa com equipe de roteiristas (Claire Barré, Corinne Klomp e Didier Lacoste), que participará do 4º Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros, coordenado por François Sauvagnargues, especialista de ficção e ex-diretor geral do FIPA, o Festival Internacional de Programação Audiovisual (Biarritz). Junto a profissionais brasileiros, eles vão “explorar fundamentos e metodologias de construção dramática aplicados ao desenvolvimento de projetos de roteiros” para ficção cinematográfica e séries de TV.

17 PRODUÇÕES CONTEMPORÂNEAS

. “@Arthur Rambo – Ódio nas Redes”, de Laurent Cantet – Quem é Karim D.? Um jovem escritor em busca de sucesso? Ou seu pseudônimo (arthur rambô/arthur rimbaud), que espalha mensagens de ódio em suas redes sociais? Do mesmo diretor de filmes notáveis como “Entre os Muros da Escola” (Palma de Ouro em Cannes 2008), “Recursos Humanos” e “Em Direção ao Sul”. 87 minutos.

. “Delicioso: da Cozinha para o Mundo”, de Eric Besnard (filme de época sobre as origens da culinária francesa, famosa no mundo inteiro, e restaurante pioneiro, anterior à Revolução Francesa). 117 minutos

. “Um Intruso no Porão”, de Philippe Le Guay. Com Jerémie Renier e François Cluzet. Este ator vive um homem de passado conturbado que transforma e transtorna a vida de casal parisiense ao comprar deles um porão inabitado. 114 minutos.

. “Adeus Idiotas”, de Albert Dupontel (comédia que vendeu mais de um milhão de ingressos na França). Com Virginie Efira (a Benedetta, de Verhoeven) e Albert Dupontel. 87 minutos.

. “A Travessia”, animação de Florence Miaihe, destaque no Festival de Annecy. Menção Especial do Júri.

. “Caixa Preta”, thriller psicológico de Yann Gozlan (sobre acidente aéreo na rota Dubai-Paris). Com Pierre Niney e André Dussollier. 129 minutos.

. “Nosso Planeta, Nosso Legado”, de Yann Arthus-Bertrand – Documentário sobre o planeta Terra e as ameaças que o cercam. E sobre uma humanidade desorientada que parece incapaz de levar tal ameaça a sério. 100 minutos.

. “Madrugada em Paris”, drama de Elie Wajeman (a saga de um médico interpretado pelo ator Vincent Macaigne). Com Sara Giraudeau e Pio Marmai. 82 minutos.

. “Mentes Extraordinárias”, de Bernard Campan. Comédia dramática com Bernard Campan, Alexandre Jollien e Marilyne Canto. Dois homens dirigem-se, num carro funerário, de Lausanne, na Suíça, até o sul da França. 91 minutos.

. “Tralala”, comédia musical de Arnaud e Jean Marie Larrieu, protagonizada por Mathieu Amalric, Josiane Balasko e Mélanie Thierry. 120 minutos.

. “Um Conto de Amor e Desejo”, drama de Leyla Bouzid, diretora nascida na Tunísia. O filme participou da Semana da Crítica, em Cannes, e mostra o desejo de um estudante argelino por uma jovem tunisiana, que se conhecem numa universidade francesa. 102 minutos.

. “Pequena Lição de Amor”, comédia de Eve Deboise. Uma jovem se abriga num café para escapar da chuva e encontra provas de matemática e uma carta de amor. 87 minutos.

. “Titane”, de Julia Ducournau (108 minutos).

. “Enquanto Vivo”, de Emmanuelle Bercot (120 minutos).

. “Ilusões Perdidas”, de Xavier Giannoli (149 minutos).

. “Está Tudo Bem”, de François Ozon (112 minutos).

. “Paris, 13 Distrito”, de Jacques Audiard (105 minutos).

DOIS FILMES DO NÚCLEO HISTÓRICO

. “As Coisas da Vida” (1970), de Claude Sautet. Com Romy Schneider, Michel Piccoli, Lea Massari, Jean Bouisse. Palma de Ouro em Cannes 1970. Baseado em livro de Paul Guimard. O filme vendeu 2.959.682 ingressos na França.

. “O Magnífico”, de Philippe de Broca (1973). Comédia aventureira e satírica, com Jean-Paul Belmondo, Jacqueline Bisset, Vittorio Caprioli, Jean Lefebvre. Filmada em Acapulco e Puerto Vallarta (com direito a mariachis), no México, entre outras locações. Trinuto a Belmondo (1995 minutos.

(*) Mais quatro filmes com Belmondo

(Só em algumas cidades) – “O Demônio das Onze Horas” (1965), de Godard, “O Homem do Rio” (1964), de Philippe de Broca, “Técnica de um Delator” (1963), e “Léon Morin, o Padre” (1961), ambos de Jean-Pierre Melville.

 

XII Festival Varilux de Cinema Francês
Data: 25 de novembro a 8 de dezembro
Exibição de 17 filmes inéditos e dois títulos no núcleo histórico (“As Coisas da Vida” e “O Magnífico”). Em sessões somente presenciais em 50 cidades brasileiras.
Informações sobre locais, horários e preços de ingressos: http://variluxcinefrances.com

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