37º Kinoforum anuncia vencedores em cerimônia na Cinemateca Brasileira

A 37ª edição do Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo anunciou, na última sexta-feira (28), seus vencedores, em cerimônia realizada na Cinemateca Brasileira. Apresentado por Adriana Couto, o evento reuniu realizadores e profissionais do audiovisual para celebrar os destaques da programação de 2026, que exibiu 211 filmes de mais de 50 países.

Entre as novidades desta edição está a criação do Prêmio Zita Carvalhosa, em homenagem à fundadora do festival e produtora Zita Carvalhosa. O júri formado por Deborah Osborn, Lilian Solá Santiago e Luciana Rodríguez escolheu, entre as produções nacionais inéditas no Brasil, inscritas nas diversas mostras do evento, o curta paraibano “Imagem Imaginada” (foto), de Diego Benevides, que recebeu R$ 20 mil, oferecidos pela Associação Cultural Kinoforum, organizadora do festival. A premiação também concedeu Menção Honrosa a “Mira”, de Daniella Saba.

Destinado a cineastas de produções realizadas em cursos e oficinas audiovisuais e exibidas nas mostras Brasil e Cinema em Curso, o Prêmio Revelação foi conquistado por “Diálogo Bulbul”, de Nicole Mendes, Bruno Churuska, Gledson Augusto, Yan Altino e Zimá Domingos. Formado por Caio Lazaneo, Lara Lima e Raphael Camacho, o júri reconheceu o projeto, que tem como objetivo incentivar jovens talentos do audiovisual brasileiro na realização de sua próxima obra, da filmagem à finalização de um curta-metragem de até 15 minutos. Viabilizado por parcerias com empresas do setor, o trabalho desenvolvido a partir do Prêmio Revelação tem o compromisso de estrear no Curta Kinoforum.

Nos Prêmios de Aquisição, o Canal Brasil de Curtas, no valor de R$ 15 mil e com contrato de licenciamento para o melhor título dos Programas Brasileiros, foi para “Morto Não”, de Alex Reis. Pela Seleção Especial SescTV, voltada a diretores estreantes e que contempla uma produção brasileira e outra estrangeira com R$ 6 mil cada, além de licenciamento por dois anos, foram escolhidos “Astronauta”, de Giorgio Giampà, e “O Mapa em que Estão meus Pés”, de Luciano Pedro Jr.

O Prêmio TV Cultura, no valor de R$ 5 mil e destinado a curtas produzidos no estado de São Paulo que passarão a integrar a programação da emissora, contemplou “Theo”, de Monica Palazzo e Jo Galvv, e “Entre Mães”, de V Magalhães. Já o Prêmio Canal Curta!/Porta Curtas, voltado ao licenciamento de uma produção brasileira para exibição e votação on-line na plataforma durante o período do evento, selecionou “O Mapa em que Estão meus Pés”.

O Prêmio Aquisição Spcine Play contemplou “Os Dias com Ela”, de Lina Nonato Montanari, e “Brasa”, de Diane Maia, com contrato de R$ 5 mil para exibição na plataforma por 12 meses, sem exclusividade. A escolha foi feita pela equipe curatorial da Difusão da Spcine entre produções paulistas dos Programas Brasileiros que se destacaram pelo mérito e pela adequação ao recorte curatorial da plataforma.

Já o CineSolar, primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, escolheu “Theo” para integrar, durante um ano, seu circuito de exibição. Pela participação não exclusiva, a obra receberá R$ 3 mil. O circuito promove sessões gratuitas de cinema em diferentes regiões do país, com o objetivo de democratizar o acesso às produções audiovisuais, promover ações e práticas sustentáveis, incentivar a inclusão social e difundir a tecnologia de geração de energia solar.

Entre os troféus e reconhecimentos da edição, o Prêmio Abraccine – Melhor Filme, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema ao melhor primeiro ou segundo trabalho entre os selecionados para a Mostra Brasil, ficou com “Diu”, de Camila Schincaglia. A Menção Honrosa foi atribuída a “Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?”, de Gustavo Caboco Wapixana.

O Troféu Borboleta de Ouro – Destaque LGBT+, selecionado pela equipe do Cineclube LGBTQIAP+, reconheceu “Morfeu e Caronte”, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian, como destaque brasileiro, e “Bolero Rojo”, de Angel Molina, como destaque estrangeiro. O Prêmio Especial foi para Lorre Motta, pelo trabalho em “Revelação”, de Gabriela I. Gaia. Na animação, o Troféu Kaiser – Destaque ABCA para Melhor Animação, promovido pela Associação Brasileira de Cinema de Animação, foi entregue a “El Jardín”, de Carolina Charadán e Miguel Machado.

Pelo Prêmio API, concedido pela Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, “Raidinalha”, de Marco Arruda, foi reconhecido como Melhor Filme da Mostra Limite, enquanto “ReplikkA”, de Heloisa Passos e Piratá Waurá, recebeu Menção Honrosa. Na Mostra Latino-Americana, o reconhecimento principal ficou com “Ixquic”, de Elvis Caj, e a Menção Honrosa foi para “Todos os Nomes Começam com M”, de Carla Scolari.

O Destaque de Trilha Sonora AudioVibes foi concedido a “Kakxop Pahok: As Crianças Cegas”, de Charles Bicalho e Cassiano Maxakali. Voltada aos curtas da Mostra Brasil que se destacam pela trilha sonora, a premiação ofereceu ao vencedor um troféu e dez horas de supervisão musical para o próximo projeto do realizador. Os cinco finalistas receberam certificado e participação em um workshop de supervisão musical. Além da obra vencedora, também estiveram entre os finalistas “Barulho”, de Karen Suzane; “Samba Infinito”, de Leonardo Martinelli; “A Ascensão da Cigarra”, de Ana Clara Ribeiro Lages; e “O Véu”, de Gabriel Motta.

A cerimônia também anunciou os vencedores dos programas do Kinoforum Labs. Na Incubadora Kino, foi premiado o projeto “Vida Eterna”, de Clari Ribeiro, que receberá todos os apoios de produção previstos no Prêmio Revelação. “Lembrar de Mim”, de Bárbara Bárcia, venceu o Kinoforum Labs – Do Curta ao Longa, com apoio do Projeto Paradiso, e receberá uma mentoria integral em produção e direção, conduzida pelo diretor e produtor geral do Territorio LABEX, Bernabé Demozzi, por meio de três encontros virtuais personalizados.

Durante a mentoria, serão trabalhados aspectos como design, plano de desenvolvimento, abordagem criativa, viabilidade e posicionamento para futuras instâncias de circulação, além de incentivos de pós-produção oferecidos pela Stone Milk. Já “Feito Tatu”, de Larissa Barbosa, venceu o WIPKINO – Laboratório de Montagem, recebendo também incentivos de pós-produção oferecidos pela Stone Milk.

O público também escolheu seus favoritos entre as obras exibidas nas mostras Limite, Internacional, Latino-Americana e Programas Brasileiros. Os dez curtas brasileiros e os dez estrangeiros mais votados foram anunciados em ordem alfabética durante a cerimônia e serão reexibidos no último fim de semana do evento.

Entre os títulos brasileiros escolhidos pelo público estão “Brasa”, de Diane Maia; “Comunhão”, de Pétala Lopes; “Kika Não Foi Convidada”, de Juraci Júnior; “Morfeu e Caronte”, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian; “Morto Não”, de Alex Reis; “Mulher Papaya”, de Camila Tarifa; “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique; “Passado e Presente”, de Filipe Barbosa; “Recife Tem um Coração”, de Rodrigo Sena; e “Valsa para Maria Domingas”, de Eugênia Santana.

Entre os estrangeiros, os mais votados foram “Meu Irmão Lyosha e Eu”, de Lena Tronina, do Cazaquistão; “Nascida Soldado”, de Sahara Moeini, da França; “O Último Jogo”, de Daniel Chile, de Cuba; “Os Mentirosos”, de Eduardo Braun Costa, da Argentina/Brasil; “Para os Oponentes”, de Federico Luis, do México/Chile/França/Reino Unido; “Por Favor”, de Anna Mantzaris, da Suécia; “Ruído das Ondas”, de Tomasz Wrobel, da Polônia; “Trio”, de Fridtjof Stensæth Josefsen e Morten Borgestad, da Noruega; “Um Lobo nos Subúrbios”, de Amélie Hardy, do Canadá; e “Vida que Segue”, de Daniel Audritt e Kathryn Butterfield, do Reino Unido.

Realizado pela Associação Cultural Kinoforum, sob direção de Vânia Silva e Marcio Miranda Perez, o festival conta com parceria da Cinemateca Brasileira, Museu da Imagem e do Som e Sesc São Paulo, além do patrocínio de Itaú Unibanco, Spcine e Prefeitura de São Paulo e do apoio do ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura.

Confira a lista de filmes e projetos premiados do Curta Kinoforum 2026:

PRÊMIO ZITA CARVALHOSA

Imagem Imaginada, de Diego Benevides (PB)

PRÊMIO ZITA CARVALHOSA | MENÇÃO HONROSA

Mira, de Daniella Saba (SP)

PRÊMIO REVELAÇÃO

Diálogo Bulbul, de Nicole Mendes, Bruno Churuska, Gledson Augusto, Yan Altino e Zimá Domingos (RJ)

10+ BRASIL | FAVORITOS DO PÚBLICO

Brasa, de Diane Maia (SP)
Comunhão, de Pétala Lopes (SP)
Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (RO)
Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian (RJ)
Morto Não, de Alex Reis (SP)
Mulher Papaya, de Camila Tarifa (SP)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Passado e Presente, de Filipe Bispo Barbosa (SP)
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN)
Valsa para Maria Domingas, de Eugênia Santana (SP)

10+ ESTRANGEIROS | FAVORITOS DO PÚBLICO

Meu Irmão Lyosha e Eu (Я и мой брат Лёша), de Lena Tronina (Cazaquistão)
Nascida Soldado (Je suis née soldat), de Sahara Moeini (França)
O Último Jogo (El último juego), de Daniel Chile (Cuba)
Os Mentirosos (Los Mentirosos), de Eduardo Braun Costa (Argentina/Brasil)
Para os Oponentes (Para los contrincantes), de Federico Luis (México/Chile/França/Reino Unido)
Por Favor (Please), de Anna Mantzaris (Suécia)
Ruído das Ondas (Szum fal), de Tomasz Wrobel (Polônia)
Trio, de Fridtjof Stensæth Josefsen e Morten Borgestad (Noruega)
Um Lobo nos Subúrbios (A Wolf in the Suburbs), de Amélie Hardy (Canadá)
Vida que Segue (Life Goes On), de Daniel Audritt e Kathryn Butterfield (Reino Unido)

DESTAQUE LGBTQIA+ | TROFÉU BORBOLETA DE OURO

Brasileiro: Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian (RJ)
Estrangeiro: Bolero Vermelho (Bolero Rojo), de Angel Molina (Paraguai/Nicarágua/França)
Prêmio Especial: Lorre Motta, por Revelação

PRÊMIO ABRACCINE | Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Melhor Filme: Diu, de Camila Schincaglia (SP)
Menção Honrosa: Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapixana (PR)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS

Morto Não, de Alex Reis (SP)

DESTAQUE ABCA | MELHOR ANIMAÇÃO | TROFÉU KAISER

Melhor Filme: O Jardim (El Jardin), de Carolina Charadán e Miguel Machado (Cuba/Canadá/México)

PRÊMIO API

Mostra Latino-Americana | Melhor Filme: Ixquic, de Elvis Caj (Guatemala)
Menção Honrosa: Todos os Nomes Começam com M (Todos los nombres empiezan con M), de Carla Scolari (Argentina/Uruguai)
Mostra Limite | Melhor Filme: Raidinalha, de Marco Arruda (RS)
Menção Honrosa: Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT)

PRÊMIO Audiovibes | MELHOR TRILHA SONORA

Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Finalistas: Barulho, de Karen Suzane (RJ), Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ), A Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO) e O Véu, de Gabriel Motta (RS)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | PORTA CURTAS + CANAL CURTA!

O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | Spcine Play

Os Dias com Ela, de Lina Montanari (SP)
Brasa, de Diane Maia (SP)

SELEÇÃO ESPECIAL SESC TV

Nacional: O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)
Estrangeiro: Astronauta, de Giorgio Giampà (Itália/França/Guatemala/México)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | TV CULTURA

Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (SP)
Entre Mães, de V Magalhães (SP)

MENÇÃO TV CULTURA PARA NOVOS OLHARES

Entre Mães, de V Magalhães (SP)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | CineSolar

Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (SP)

KINOFORUM LABS | DO CURTA AO LONGA

Lembrar de Mim, de Bárbara Bárcia

WIPKINO | Laboratório de Montagem

Feito Tatu, de Larissa Barbosa

INCUBADORA KINO

Vida Eterna, de Clari Ribeiro

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