A 12ª Goiânia Mostra Curtas abre, no dia 21 de agosto (terça-feira), inscrições para quatro oficinas, um seminário, uma palestra e para o Encontro Ancine. São oferecidas gratuitamente as oficinas O documentário sob o risco do curta-metragem, com a professora e pesquisadora Patricia Rebello; Direção – do roteiro à pós-produção, com a cineasta Juliana Rojas; Formatação de projetos e produção executiva, com o produtor Helio Pitanga; e Criação de Vídeo-poemas, com o arte-educador Igor Amin e a educadora física Bruna Carvalho. Também serão oferecidos o seminário Pós-produção na Era Digital, com o produtor e professor José Augusto de Blasiis; a palestra Vivências de escritor e roteirista profissional, com o roteirista, dramaturgo e escritor Fernando Bonassi; e o Encontro Ancine: Audiovisual – novas perspectivas para a produção regional, com o diretor-presidente da agência, Manoel Rangel.

As inscrições para as oficinas, seminário, palestra e Encontro Ancine vão até dia 17 de setembro e podem ser feitas pelo site www.goianiamostracurtas.com.br. As vagas serão distribuídas, preferencialmente, entre os candidatos residentes no Estado de Goiás, onde se realiza o festival.

O resultado da seleção de participantes das oficinas será divulgado no site do festival (www.goianiamostracurtas.com.br) no dia 18 de setembro. Os selecionados deverão validar a inscrição no escritório do Icumam entre 18 e 22 de setembro (até as 12 horas), e somente aqueles escolhidos para as oficinas deverão pagar uma taxa simbólica de 15 reais (para a oficina Criação de Vídeo-poemas, a taxa é de 20 reais). A seleção para as oficinas terá como critério a análise curricular dos candidatos.

Caso não sejam confirmados todos os selecionados, será elaborada, a partir do dia 22 de setembro, às 13 horas, a lista de espera para o preenchimento das vagas ociosas. Os nomes chamados da lista de espera deverão confirmar sua inscrição entre os dias 24 e 25 de setembro.

Para o seminário, palestra e Encontro Ancine, a participação é gratuita e não há necessidade de confirmar a inscrição. Em caso de lotação do local da atividade, os inscritos que chegarem pontualmente terão prioridade nos assentos.

Oficinas

O documentário sob o risco do curta-metragem

A professora e pesquisadora Patricia Rebello é a instrutora da oficina O documentário sob o risco do curta-metragem, cujo programa de 12 horas/aula – de 3 a 5 de outubro, para 25 alunos, traz o curta-metragem como território de resistência ideológica e de expansão de linguagem na história do documentário através da identificação dos principais mecanismos pelos quais esse processo se realiza. A oficina será realizada das 14 às 18 horas, em sala do Centro Cultural UFG.

Patricia Rebello é doutora e mestra em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pesquisa orientada para o campo do cinema documentário. Membro do comitê de seleção de curta-metragens do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade.

Direção – do roteiro à pós-produção

A cineasta Juliana Rojas traz para a oficina Direção – do roteiro à pós-produção, a ser realizada entre 5 e 7 de outubro para 25 alunos, um conteúdo programático de 9 horas/aula. A análise e a reflexão sobre os diferentes estágios da produção de um filme, com base na experiência prática da ministrante como diretora, roteirista e montadora, serão contemplados durante os três encontros. A oficina será realizada das 9 às 12 horas, em sala do Centro Cultural UFG.

Juliana Rojas é graduada pelo Curso Superior de Cinema e Vídeo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), com especialização em montagem, roteiro e som. Como diretora e roteirista, atuou nos longas Trabalhar Cansa e Desassossego; no média Sinfonia da Necrópole (em pré-produção) e nos curtas O Duplo, Para eu dormir tranquilo, Um ramo, O lençol branco, entre outras obras premiadas. Montou os filmes O que se Move (Caetano Gotardo), Irina (Sabrina Greve), Corpo Presente (Marcelo Toledo e Paolo Gregori), Pulsações (Manoela Ziggiatti) entre outros dirigidos por ela própria. Entre 2003 e 2005, trabalhou no estúdio Effects Filmes, onde realizou, sob a supervisão de Miriam Biderman e Ricardo Reis, a edição de som dos longas Do luto à luta (Evaldo Mocarzel) e Doutores da Alegria (Mara Mourão). Foi assistente de edição de obras como Contra Todos, Casa de Areia, Vinícius, Quanto Vale ou é por quilo?, Noel – O poeta da vila e Carandiru – A Série. Atualmente desenvolve os projetos dos longas Cidade; Campo e As boas maneiras (em parceria com Marco Dutra).

Formatação de projetos e produção executiva

O produtor Helio Pitanga é o instrutor da oficina Formatação de projetos e produção executiva, com programa de 12 horas/aula – de 3 a 5 de outubro, para 25 alunos. A atividade busca a compreensão das funções do departamento de Produção Executiva, que formata projetos audiovisuais e estuda custos; planeja prazos; promove parcerias e co-produções em cinema e TV, oficializando atos legais e jurídicos; controla receitas e despesas. A produção executiva planeja, administra e executa todos os processos produtivos – na preparação dos projetos, produção, finalização, comercialização do produto audiovisual. A oficina será realizada das 9 às 13 horas, no Centro Cultural Caravídeo.

Produtor carioca e sócio da Bossa Produções, Helio Pitanga tem formação acadêmica na área de comunicação social e MBA em TV Digital & Novas Mídias (UFF – 2009). Trabalhou na indústria fonográfica na área de divulgação artística e editoras musicais. Foi diretor de produção do documentário It´s all true (É tudo verdade), que reconstituiu o filme inacabado de Orson Welles rodado em 1942 no Brasil. Também atuou como produtor executivo no Brasil da primeira co-produção luso-brasileira O judeu (1995), de Jom Tob Azulay. Fez cursos de especialização de produção e direção na UCLA (University of Califórnia Los Angeles) e AFI (Americam Film Institute – LA). Produziu recentemente as seguintes séries para TV: Cinco Vezes Machado e Sonoridades (parceria com o Canal Brasil), Capoeira e AmazôniAdentro (co-produção com a TV Brasil). Está lançando o documentário (longa-metragem) Um Dia de Praia com Roberto DaMatta, com direção de Marcos Bernstein.

Criação de Vídeo-poemas

O arte-educador Igor Amin e a educadora física Bruna Carvalho preparam para a oficina Criação de Vídeo-poemas, a ser realizada nos dias 6 e 7 de outubro para 20 crianças (dez por dia, cinco alunos de uma escola de Goiânia e cinco crianças do público em geral), um conteúdo programático de 4 horas/aula. Iniciativa do projeto “O que queremos para o mundo?” (www.oquequeremosparaomundo.org), que propõe às crianças uma interação com as novas mídias e dispositivos móveis, a atividade prevê dinâmicas e brincadeiras com as crianças, que serão conduzidas a metodologias de interação para a expressão artística por meio da palavra e do registro audiovisual. A oficina será realizada das 15 às 19 horas, na Fnac – Shopping Flamboyant.

Igor Amin é artista multimídia, arte-educador e sócio-diretor da Cocriativa Conteúdos Audiovisuais. Coordena projetos de Cinema, Infância e Educação como “O que queremos para o mundo?”. Desde 2006, realiza oficinas de audiovisual e criatividade por todo o Brasil. Bruna Carvalho é educadora física, com especialização em Biopsicologia pelo Instituto Visão Futuro.

Seminário: Pós-produção na Era Digital

Além da exposição de metodologias de trabalho na captação digital de imagem, em câmeras HD e HDSLR (equipamentos e acessórios) e da definição do conceito de workflow e das funções de assistente de vídeo (logger e DIT), o produtor e professor José Augusto de Blasiis, coordenador do seminário Pós-produção na Era Digital, vai estabelecer, no dia 6 de outubro (4 horas/aula), as diferenças fundamentais entre os sistemas de definição padrão e alta definição; os codecs mais comuns do mercado e o seu uso no workflow de correção de cor. São oferecidas 200 vagas para a atividade, a ser realizada das 9 às 13 horas, no Teatro do Centro Cultural UFG.

Blasiis é bacharel em História pela PUC-SP, especialista pela Universidade Metodista de São Paulo e mestrando em Comunicação Social pela mesma universidade, com 30 anos de experiência no mercado de cinema e vídeo e 25 anos de atuação no magistério superior na área de comunicação. Trabalhou por mais de 20 no mercado de produção e pós-produção publicitária, tendo atuado nas principais produtoras deste segmento em São Paulo. Foi diretor de operações do Laboratório Megacolor de 1999 a 2003 onde implantou todo o projeto técnico do laboratório, tanto na área de revelação quanto no parque técnico de pós-produção óptica. De 1999 a 2001, foi diretor geral de operações dos Estúdios Mega, onde implementou o desenvolvimento de todo parque técnico de pós-produção em HDTV e SD. A partir de 2003 assumiu a coordenação de operações do CasablancaLab, laboratório de cinema do grupo Casablanca/Teleimage onde atua junto ao mercado de cinema nas áreas de Transfer Back to Film, a partir dos conceitos de intermediação digital (ID), com captação em cinema e vídeo HD e SD. Em 2006 passou a coordenar o curso de Cinema Digital da Universidade Metodista de São Paulo, primeiro curso no Brasil a enfocar a formação para cinema no universo das novas tecnologias digitais – da captação à pós-produção e a exibição digital. É membro efetivo da ABC – Associação Brasileira de Cinematografia. Nos últimos anos, trabalho nos longas Cidade de Deus, O Invasor, Carandiru, Casa de Areia, Cidade Baixa, A Dona da História, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, O Cheiro do Ralo, Durval Discos, Rock Brasília, entre vários outros. Trabalha no mercado de curtas-metragens e documentários, na formatação dos set ups técnicos de câmeras digitais DSLR, Data 2k e 4K e outros formatos para uma melhor adequação cinematográfica no processo de transfer para película.

Palestra: Vivências de escritor e roteirista profissional

Por meio de sua experiência como roteirista de cinema (Carandiru, Cazuza – O tempo não pára e Lula – o Filho do Brasil, entre outros), de TV, (Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum para a TV Cultura de São Paulo e Força Tarefa para a Rede Globo de Televisão), além de obras em literatura e teatro, o roteirista, dramaturgo e escritor Fernando Bonassi vai conversar sobre o que toca um escritor, como se apresentam encomendas, se desenvolvem as ideias e se estruturam roteiros, assim como criação coletiva no teatro, livros, adaptações de obras literárias para outras linguagens e também como a indústria cultural nos vê e se somos de verdade o que pensam de nós.

Bonassi nasceu em 1962, no bairro da Moóca, em São Paulo. É roteirista, dramaturgo e escritor de diversas obras, entre elas: Subúrbio, Passaporte e Declaração Universal do Moleque Invocado. No cinema, destacam-se os roteiros de Os Matadores (Beto Brant); Estação Carandiru (Hector Babenco), Cazuza – O Tempo Não Pára (Sandra Werneck e Walter Carvalho) e Lula – O Filho do Brasil (Fábio Barreto). No teatro, as montagens de Apocalipse 1,11 (em colaboração com o Teatro da Vertigem) e Arena Conta Danton (direção de Cibele Forjaz). Vencedor da bolsa de artes do DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio), passou o ano de 1998 trabalhando em Berlim. Colunista do jornal Folha de São Paulo entre 1997 e 2006, escreve atualmente – em parceria com Marçal Aquino – o seriado Força Tarefa, na Rede Globo de Televisão.

Encontro Ancine: Audiovisual – novas perspectivas para a produção regional

Diante das novas políticas de regionalização da produção audiovisual da Agência Nacional do Cinema do Ministério da Cultura para o desenvolvimento dos mercados nacional e regional de programação, o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, fala a 100 interessados sobre as possibilidades para a produção regional, no dia 5 de outubro, das 14h30 às 18 horas (4 horas/aula), no Hotel Papillon.

Mais informações: 62 3218-3779 / producaogmc@icumam.com.br

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