O Brasil quer tornar-se, em 10 anos, o 5º maior produtor audiovisual do mundo, atrás de Índia, Estados Unidos, China e Nigéria. A indústria de cinema, TV e video on demand brasileira é o tema do encontro, na próxima terça-feira, 31 de outubro, em Los Angeles. O encontro, patrocinado pela Motion Picture Association Brasil (MPA), entidade que reúne os principais estúdios de Hollywood, e a Câmara de Comércio Brasil-Califórnia, acontece no Luxe Sunset Boulevard Hotel.

O objetivo do encontro é discutir, não apenas os efeitos nocivos da pirataria, mas o cenário legal e regulatório da indústria de filme & TV no Brasil, além dos esforços do país para garantir a proteção dos direitos autorais. Também na pauta está o papel do Estado na construção de modelos de incentivos à produção cinematográfica.

Atualmente, segundo levantamento global da TruOptik, o país figura na lista dos 10 países com maiores índices de pirataria –um dos principais desafios da indústria audiovisual, que movimenta R$ 23 bilhões por ano na economia brasileira, segundo estudo realizado pela MPA em parceria com o Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (SICAV).

A pirataria de filmes hoje no Brasil acontece, sobretudo, no meio digital e gera diversos danos à economia, como a perda de aproximadamente R$ 2 bilhões de reais por ano à indústria de filmes e mais de R$ 720 milhões em perdas tributárias.

Segundo estudos recentes, o setor audiovisual brasileiro, hoje, representa 0,57% do PIB, o que equivale a outros setores da economia, como o turismo e até mais que a indústria têxtil e de moda. A indústria de conteúdos audiovisuais gerou mais de 170 mil empregos diretos e 328 mil empregos indiretos em 2014.

Pela primeira vez, um ministro da Cultura brasileiro participa dos debates. Sérgio Sá Leitão quer mostrar aos parceiros estrangeiros como o intercâmbio entre os dois países pode aumentar. O Ministério da Cultura anunciou, recentemente, que planeja utilizar integralmente os recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para incentivar a produção no país. O Fundo é formado por recursos da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) e já acumulou R$ 7,5 bilhões, dos quais apenas R$ 1,3 bilhões foram utilizados no ano passado. A cada ano, cerca de R$ 700 milhões são adicionados ao fundo, segundo o Ministério da Cultura.

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