Aberto no último sábado (12/09), e com uma programação que vai até o dia 23, o 6º Amazônia Doc 3 em 1 reúne três mostras competitivas e realiza, nesta semana, uma série de atividades, como a oficina “Narrativas Indígenas”, que será conduzida nesta terça-feira, 15/09, das 14h às 16h, pela cineasta Graciela Guarani. A diretora, que também concorre na mostra de curta-metragem do 1º Festival As Amazonas do Cinema, pretende mergulhar na ancestralidade originária, a partir de uma perspectiva feminina. As vagas são limitadas a 40 pessoas e as inscrições podem ser feitas pelo site www.amazoniado.com.br. 

Graciela é também diretora do curta “Opará – Morada dos Ancestrais” (PE), selecionado para a mostra competitiva do 1º As Amazonas do Cinema, festival que integra a programação a partir deste ano, com foco na produção audiovisual feminina. O documentário de 20 minutos estará disponível, gratuitamente, nos dias 17 e 18, no site www.amazoniaflix.com.br.

Para ela, o audiovisual surge como ferramenta política. Nascida e criada na aldeia Jaguapiru, na reserva indígena de Dourados, do Mato Grosso do Sul, ela se tornou cineasta na busca de firmar sua identidade indígena e também colaborar para o fortalecimento e resistência cultural de sua comunidade.

Vem do sertão nordestino, a história do filme “Opará”. O curta nos convida a um passeio às margens do Rio São Francisco, onde comunidades vivem os desafios de manter tradições e seus modos de vida frente aos projetos desenvolvimentistas que transformam a região.

Também nesta terça-feira, dentro da programação do Amazônia Doc, será realizado o Web Encontro de abertura do 1º Curta Escolas, trazendo como tema “O Protagonismo Juvenil na produção audiovisual”, com participação de Lília Melo, Felipe Cortez, Ângela Gomes, Ariela Motzuki e Wellignta Macedo.

E, abrindo 1º As Amazonas do Cinema, haverá, hoje, 14/09, às 19h, o Web Encontro com as cineastas Tata Amaral (SP), Sabrina Fidalgo (RJ), Julia Katharine (SP), Flávia Abtibol (AM) e Zienhe Castro (PA), com mediação da crítica de cinema, roteirista e jornalista Lorenna Montenegro (PA), para debaterem as “Perspectivas das Mulheres sobre o Audiovisual Brasileiro”. As convidadas trazem características próprias em suas trajetórias e prometem levantar um debate plural acerca da atuação feminina no audiovisual brasileiro.

A transmissão dos web encontros será feita pelo canal Youtube do Amazônia Doc, com retransmissão para o Facebook Equatorial Energia e Cine Clube TF.

Já nos dias 18 e 19, às 15h, serão realizadas lives com realizadores selecionados para Mostra Primeiro Olhar.

Este ano, o Amazônia Doc traz ainda duas masterclasses, no dia 17 de setembro, às 19h, “A biografia do documentário e a jornada do documentário, da pesquisa à montagem”, com Susanna Lira, diretora documentarista com reconhecimento na América Latina, e “Documentário em VR”, no mesmo horário. A oficina pretende familiarizar o público com Realidade Virtual como mídia; e fomentar o raciocínio criativo para narrativas para mídias imersivas. Os ministrantes são Nelson Porto e Francisco Studio Almendra, do KWO. Será às 15h, com vagas limitadas.

O Amazônia Doc 3 em 1 fecha sua primeira semana, às 19h deste sábado, 19, com o Webinário de Crítica de Cinema, que traz participação de Cecília Barroso, Kênia Freitas e Flávia Guerra (Coletivo Elvira de Mulheres Críticas), com mediação de Lorenna Montenegro. É necessário se inscrever no site www.amazoniadoc.com.br.

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