Academia divulga 15 inscritos a representar o Brasil no Oscar
“7 Prisioneiros”, de Alex Moratto © Aline Arruda

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais recebeu 15 inscrições de produtores interessados em conquistar, com seus filmes, vaga de semi-finalista ao Oscar internacional em 2022.

Os inscritos vieram de várias regiões do país e têm – como força hegemônica – temática ligada à história e à cultura afro-brasileira. Neste segmento, estão “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos (RJ), “Doutor Gama”, de Jeferson De (SP), “Um Dia na Vida de Jerusa”, de Viviane Ferreira (SP), “Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Salles Bagetti (AL), e “Cabeça de Nêgo”, de Déo Cardoso (CE).

“7 Prisioneiros”, de Alex Moratto, situa-se, em parte, no campo afro-brasileiro, já que seu protagonista Christian Malheiros (de “Sócrates) é negro e sua trama centra-se em questão premente – o trabalho escravo em nossos dias. Neste longa paulistano, homens brancos, negros e mestiços são explorados (escravizados) por empresários gananciosos. Produção da Netflix, o filme traz duas assinaturas carimbadas na produção, o brasileiro Fernando Meirelles e o indiano Ramin Bahrani, de “O Tigre Branco”.

A questão indígena é a força motriz do documentário “A Última Floresta”, de Luiz Bolognesi, que vem fazendo vistosa carreira em festivais internacionais. A trajetória do jornalista e escritor Antônio “Quarup” Callado é o tema do longa documental de Emília Silveira, “Callado”. O terceiro filme de não-ficção na corrida pelo Oscar é “Limiar”, de Coraci Ruiz, exibido no Mix Brasil e no Festival de Ilhabela. Esta produção, que representa o interior de São Paulo – Campinas e sua universidade – nasceu de tese de doutorado de sua realizadora, que é professora da Unicamp. A tese e o filme mostram a transição de Violeta, filha de Coaraci, até que ela se transforme no adolescente Noah.

O Paraná se faz representar por “Deserto Particular”, de Aly Muritiba, o escolhido pelo júri popular em uma das mostras competitivas de Veneza. Brasília, a capital brasileira, participa da seleção com o longa ficcional “Por que Você Não Chora?”, de Cibele Amaral. O Nordeste marca presença, ainda, com a ficção futurista (e terceiro-mundista) “Carro Rei”, de Renata Pinheiro. Outra representante dos muitos Brasis é a gaúcha Luli Gerbase, diretora “A Nuvem Rosa”.

São Paulo, o estado com mais “candidatos a candidato”, inscreveu, ainda, “Meu Nome é Bagdá”, de Caru Alves de Sousa, sobre vivências de skatistas na periferia paulistana, e “Selvagem”, de Diego Costa, sobre o processo de ocupação de escolas públicas por estudantes secundaristas.

O júri convocado pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais para escolher o título que representará o país (ao lado de mais de cem outras nações) compõe-se com a atriz Virgínia Cavendishi (“Através da Sombra”), a produtora Paula Barreto (da Filmes do Equador e L.C. Barreto), os cineastas Allan Deberton (“Pacarrete”), Belisário Franca (“Menino 23”), o montador Felipe Lacerda (de “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa), o produtor Leonardo Ede (da Urca Filmes), e o crítico de cinema Luiz Zanin Oricchio (do Estadão).

O anúncio do filme escolhido está previsto para o final da manhã dessa sexta-feira, 15 de outubro.

OS CANDIDATOS:

. “Cavalo” (Alagoas)
. “Deserto Particular” (Paraná)
. “Cabeça de Nêgo” (Ceará)
. “A Nuvem Rosa” (Rio Grande do sul)
. “Carro-Rei (Pernambuco)
. “Por que Você Não Chora? (Brasília)
. “Callado” (RJ)
. “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos (RJ)
. “Limiar” (Campinas-SP)
. “Um Dia Com Jerusa” (SP)
. “Doutor Gama”, de Jeferson De (SP)
. “A Última Floresta” (SP)
. “Meu Nome é Bagdá (SP)
. “7 Prisioneiros”, de Alex Moratto (SP)
. “Selvagem” (SP)

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