36º Cine Ceará anuncia filmes selecionados para a mostra Olhar do Ceará

Foto: “O Cio da Terra”, de Rivelino Mourão © Petrus Cariry

A mostra Olhar do Ceará destaca a produção cearense no Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Para a 36ª edição, que acontece de 7 a 12 de novembro, foram selecionados 4 longas-metragens e 15 curtas que refletem a diversidade de formatos, temáticas e olhares da cena local. O Troféu Mucuripe será disputado por filmes ficcionais e documentais, cujas tramas apostam em histórias sensíveis e atuais, contada em diversas linguagens, como a da animação, a partir de temas variados, como os que retratam questões da infância e da terceira idade, das lutas femininas, trans, religiosas e dos movimentos trabalhistas.

Com acesso gratuito a toda a programação, o 36º Cine Ceará vai ocupar o Cineteatro São Luiz e o Cinema do Dragão, onde será exibida a mostra Olhar do Ceará e as exibições especiais. Além das mostras competitivas Olhar do Ceará, Brasileira de Curta-metragem e Ibero-americana de Longa-metragem, o festival realiza exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens, cursos, entre outras atividades.

Para a mostra Olhar do Ceará foram selecionados os longas-metragens documentais “Adulto/Homem”, de Pedro Diógenes, que se pergunta o que pode dizer o rosto de 20 atores que esperam por um teste de elenco; “Douvina”, de Márcio Câmara, que propõe um convite silencioso à contemplação da memória e dos rastros do presente; “O Cio da Terra”, de Rivelino Mourão, que une fiéis e brincantes na celebração da Festa do Pau da Bandeira; e “Pessoal do Ceará – Lado A Lado B”, de Nirton Venâncio, que aborda a música cearense, focado no movimento Pessoal do Ceará, durante o período do golpe militar.

Os curtas-metragens selecionados foram: “Deu Praia”, de Amanda Pontes, ficção sobre um date na praia entre o delírio e a realidade; “Kaira e o Temporal”, de Wagner Nogueira Mendes, ficção que traz a jovem Kaira como símbolo de esperança para enfrentar a Máquina-Metrópole Cronos e reacender as memórias perdidas de um povo; “Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, de Adeciany Castro, Weyna Macedo, Mariana Smith e Lucas Parente, documentário que retrata um movimento comunitário religioso bombardeado pela força aérea brasileira em 1937 que, hoje, é citado como exemplo de autonomia camponesa; “Era Vânia”, de Ticiana Augusto Lima, ficção que acompanha Vânia, uma mulher que está sozinha na sala de estar, em meio a uma rotina cotidiana; “Erô”, de Coletiva – Cinema Instantâneo, documentário sobre Erodimar, uma heroína no sertão.

Concorrem também na mostra os curtas de animação “Janaína e a Concha”, de Malu Meneses, sobre uma sereia que se casa com um pescador e vive como humana na solidão de boa esposa, até que a morte de seus filhos mais velhos mudam o curso de seu destino; e “Marimbã Está Acontecendo”, de Maryn Marynho, sobre como pessoas trans se imaginam no futuro.

A seleção de curtas traz ainda “Pirexia”, de Nico da Costa, ficção sobre o rockstar Baby, que fica impossibilitado de criar músicas novas, até que ele decide compor com seu ex-companheiro musical uma nova melodia de cura e ressurreição; “Plano Secreto de Ali”, de Lux Faria Silva, uma animação centrada em Ali, uma criança sonhadora que embarca em uma aventura com um calango para devolver todas as estrelas para o céu; “Quase à Meia-Voz”, de Maria Tamires e Victor Emanuel Borges, ficção que acompanha duas mulheres na terceira idade que exploram o desejo e a paixão de forma livre; “Rua 16”, de Ryan Lopes, ficção sobre moradores que decidem instalar placas solares para evitar apagões, mas divergências colocam em xeque essa reunião.

Completam a lista os curtas: “Sinal”, de Barbara Matias Kariri, ficção sobre o agricultor João, que faz parte de um grupo de Penitentes e foge de sua comunidade levando uma pedra; “Stênio”, de Yan Tavares, documentário sobre o xilogravurista Stênio Diniz, cujo fazer artístico mantém viva a cultura popular; “Umbuzeiro”, de Emílio Ribeiro, ficção que acompanha uma mulher marcada pela violência, cuja dor inspira seu filho a escrever um livro revelando sofrimentos e reviravoltas que dão um novo significado à história; e “Vejo Você de Repente”, de Aída da Costa, documentário em que a filha do artista plástico Da Costa recorre a poucas pistas para revisitar o fantasma do pai.

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