“Preto no Branco”, de Caio César, começa a ser filmado no Rio
Foto © Mariana Vianna
Começaram nesta semana, no Rio de Janeiro, as filmagens de “Preto no Branco”, longa-metragem dirigido por Caio César, que assina o roteiro ao lado de Taiani Mendes, Fernando Cabral e Roger Keesse. Protagonizado por Christian Malheiros e Pietro Antonelli — em sua estreia nos cinemas — o filme aposta numa bem humorada troca de corpos para narrar o encontro entre dois jovens de origens sociais distintas. A produção é de Diogo Dahl e Maria Fernanda Miguel, da Coqueirão Pictures, em coprodução com a Buena Vista International, Pulo do Gato Preto e H2O Produções, e distribuição da H2O Films.
Na trama, Douglas (Christian Malheiros) é um jovem negro de Nilópolis, periferia do Rio de Janeiro, que luta para salvar o NiloShow, centro cultural fundado por sua família e ameaçado pela especulação imobiliária. Frederico (Pietro Antonelli) é um jovem branco de classe alta e herdeiro da empresa Esquema, comandada por seu pai, o autoritário e poderoso Inácio (Paulo Tiefenthaler). Seu sonho é se tornar um rapper de sucesso, mas o pai o força a trabalhar na empresa da família. O caminho dos dois se cruza quando Douglas busca patrocínio da Esquema para manter o NiloShow. Após um incidente misterioso, os dois trocam de corpos e passam a viver a vida um do outro, o que muda completamente suas perspectivas sobre a desigualdade social que os separa. Ao assumir, inesperadamente, um lugar na empresa, Douglas passa a usar essa nova posição para tentar salvar o NiloShow com o apoio de Frederico, que agora entende a importância do centro cultural para a comunidade.
O elenco conta ainda com Paulo Tiefenthaler, Heslaine Vieira, Jonathan Azevedo, Mary Sheyla, Arthur Ferreira, Fernanda Schneider, Dig Verardi, entre outros.
A partir da fórmula da troca de corpos, “Preto no Branco” constrói situações de humor que colocam em choque duas realidades opostas. O contraste racial e social aparece no cotidiano dos personagens, em encontros, deslocamentos e relações atravessadas por diferenças de tratamento, expectativas e privilégios, que se revelam a cada nova situação, a partir de uma perspectiva contemporânea e bem brasileira.
