Nesse domingo, “O Agente Secreto” e “Apocalipse nos Trópicos” representam o Brasil na cerimônia do Bafta
Foto: “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho
Por Maria do Rosário Caetano
Na cerimônia de premiação da septuagésima-nona edição do Bafta, que acontecerá nesse domingo, 22 de fevereiro, o Brasil marca presença tripla. “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, disputa duas categorias – melhor filme internacional e roteiro original – e “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, concorre a melhor longa documental.
A ficção pernambucana enfrentará os mesmos rivais do Oscar – o norueguês “Valor Sentimental”, com oito indicações, é tido como o franco favorito. Mas, quem sabe, a surpresa se insinua e a produção brasileira triunfa! E há a possibilidade de “O Agente Secreto” conquistar o Bafta de roteiro original, desde que derrote “Eu Juro”, o filme britânico mais festejado dessa safra (seis indicações), só superado por “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, da sino-americana Chloé Zhao (oito).
O filme de Zhao, produzido por Steven Spielberg e parceiros ingleses, tem como tema a maior das glórias do Reino Unido, o dramaturgo William Shakespeare. Ele e sua mulher, Agnes Hataway. Ela assume o protagonismo dessa trama engendrada pela escritora Maggie O’Farrell e deve render o Bafta (depois o Oscar) à atriz britânica Jesse Buckley.
Mais três concorrentes a roteiro original estão no caminho de “O Agente Secreto” – o norueguês “Valor Sentimental”, e os norte-americanos “Pecadores” e “Marty Supreme”. Como o Bafta é o prêmio internacional mais parecido com o Oscar – são muitas as coincidências – há, ainda, que se lembrar que há mais um brasileiro na competição – Adolpho Veloso. Ele disputa vaga similar à que o levou ao prêmio hollywoodiano (melhor fotografia, pelo estadunidense “Sonhos de Trem”).
As chances de Petra Costa e seu “Apocalipse nos Trópicos” existem, mas ela terá que derrotar o franco favorito (também na corrida ao Oscar) “A Vizinha Perfeita”, de Geeta Gandbhir. Esta comovente história de litígio entre duas vizinhas, uma afro-americana e uma branca, termina de forma trágica. E causa funda impressão.
A cada nova edição, o Bafta prestigia, em categoria específica, a produção da Inglaterra, Escócia, País de Gales e das duas Irlandas. Este ano, além de “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, destacam-se mais dois filmes – o drama escocês “Eu Juro” (“I Swaer”), de Kirk Jones, e a comédia melancólica “A Balada da Ilha de Wallis”, de James Griffiths (este com três indicações).

“Eu Juro” não conseguiu vaga apenas a melhor filme britânico, pois seu ator protagonista, o ótimo Robert Aramayo, vai enfrentar de igual para igual pesos-pesados como Leonardo DiCaprio (“Uma Batalha Atrás da Outra”), Timothée Chalamet (“Marty Supreme”), Ethan Hawke (“Blue Moon”), Michael B. Jordan (“Pecadores”) e Jesse Plemons (“Bugônia”).
Aos 33 anos, Aramayo, que passou por elencos de “O Senhor dos Anéis” e “Game of Thrones”, está excelente na recriação de personagem real, John Davidson, portador de Síndrome de Tourette, condecorado pela Rainha Elizabeth II. Na disputa a melhor ator coadjuvante, o filme conta com uma legenda do cinema britânico, o ken-loachiano Peter Mullan, escocês de 66 anos, que dá vida a Tommy. Que vem a ser um homem generoso e ousado, que desempenhará papel fundamental na vida de John.
Mullan, de “Meu Nome é Joe”, aparece em “Eu Juro” (narrativa de 123 minutos), por menos de meia hora. Mas ninguém há de esquecê-lo, pois seu desempenho ilumina a tela e arrasa nas sequências em que contracena com Robert Aramayo.
Mullan terá, porém, dois concorrentes fortíssimos pela frente – Stellan Skargård (na verdade, coprotagonista de “Valor Sentimental”) e Sean Penn (“Uma Batalha Após a Outra”). Os outros três – Paul Mescal (“Hamnet”), Benício del Toro (“Uma Batalha Após a Outra”) e Jacob Elordi (“Frankenstein”) – não lhe fazem sombra.
“Eu Juro” é um longa-metragem que tinha tudo para ser colocado no escaninho dos filmes sentimentais (ou chantagistas), aqueles que nos fazem chorar ao nos depararmos com doenças que desestruturam a vida de seus portadores e daqueles que os cercam. Por sorte, isso não acontece no filme britânico. Até porque a Síndrome de Tourette (transtorno neuropsiquiátrico marcado por múltiplos tíques e “língua solta”) acaba desconcertando o público. A coprolalia, ou recorrência a expressões de grosso calão, do escocês John Davidson é o que mais chamará atenção ao longo de toda a narrativa.
E por que? Porque ele proferirá palavras e expressões socialmente inadequadas aos mais diversos ambientes. “Vá se foder!”, “Vadia”, “vagabunda”, “você vai morrer de câncer”, entre outras (ainda mais constrangedoras), se incorporarão organicamente aos diálogos. Nos afligiremos, até ouvirmos do personagem de Peter Mullan, inclusive num tribunal, falas iluminadoras. Mas os transtornos serão muitos e sempre perturbadores. Um filme que, realmente, merece as seis indicações que recebeu (melhor filme britânico, ator, roteiro original, ator coadjuvante, direção de casting e “rising star” – estrela em ascensão).
A outra produção britânica destacada pelo Batfta é a comédia “A Balada da Ilha de Wallis”, de James Griffiths. No elenco, uma estrela londrina, Carey Mulligan, três vezes indicada ao Oscar. Quem não se lembra dela em “Bela Vingança”, “Educação”, “As Sufragistas” e “Maestro”?
Nessa “Balada” ilhenha, a personagem de Carey – a cantora folk Nell – viverá experiência das mais raras. Tudo se passará, como diz o título, na Ilha de Wallis, onde vive o excêntrico Charles (Tim Key), um viúvo bonachão. Fã siderado da famosa dupla Mortimer-McGwyer, composta outrora por Nell e Herb (Tom Basden), ele sonha uni-la. Isso será possível quando Charles ganhar na loteria. De posse da grana ele articulará plano minucioso: um show privé, protagonizado pela dupla desfeita. Oferecerá significativo cachê aos dois músicos folk, sem que eles conheçam suas reais intenções. Herb chegará primeiro à Ilha e passará por maus bocados. Ficará furioso ao saber que, apesar da boa quantia de dinheiro, cantará para uma única pessoa.
Mais espantado ainda ficará ao ver Nell chegar à Ilha, acompanhada de novo parceiro. No passado, os dois artistas formaram um casal também na esfera íntima. Com a separação, nunca mais se viram. E já se passaram nove anos.
Que ninguém espere uma comédia rasgada. O filme, escrito pelos atores Tim Key e Tom Basden, intérpretes dos verdadeiros protagonistas da trama (Carey Mulligan concorre a atriz coadjuvante), é banhado em ironia, sentimentos delicados e muita melancolia. Uma comédia diferenciada, que pode ser vista na Apple TV.

Outro astro britânico (ou melhor, irlandês), o oscarizado Cillian Murphy, o “Oppenheimer” (Christopher Nolan, 2023), protagoniza mais um concorrente ao Bafta de melhor longa britânico – “Steve”, de Tim Mielants.
Projetado mundialmente por “Ventos da Liberdade” (Ken Loach, 2006, Palma de Ouro em Cannes), Cillian desenvolveria carreira entre sua Irlanda natal e os EUA. E conheceria a glória planetária ao receber o Oscar por seu notável desempenho na pele do cientista J. Robert Oppenheimer, intregrante da equipe que criou a bomba atômica.
Dali em diante, esperava-se que o ator, que faz 50 anos em maio próximo, fincasse pé no circuito hollywoodiano, em busca de grandes papeis. Mas deu-se o oposto: ele regressou à sua vida tranquila na Irlanda, com mulher e filhos, e protagonizou um longa independente (“Pequenas Coisas Como Essas”, disponível na Reserva Imovision). Agora, segue pelo mesmo (e alternativo) caminho com “Steve”.
O filme de Tim Mielants, disponível na Netflix, se desenvolve ao longo de um único (e terrível) dia, num reformatório de jovens infratores. Cabe ao personagem de Cillian Murphy, um professor abnegado, tentar manter algum tipo de ordem no local. Mas a barra pesará, de tal forma, que ele terá que recorrer ao álcool e temperá-lo com aditivos ainda mais pesados. No elenco, além de Cillian Murphy, outra estrela britânica, Emily Watson, 59 anos, parceira de Stellan Skargård (“Valor Sentimental”) no magnífico “Ondas do Destino” (Lars von Trier, 1996).
Um dos maiores astros britânicos de todos os tempos, o galês Richard Burton (1925-1984) tem sua juventude recriada em outro filme que concorre ao Bafta – “Mr. Burton”, de Marc Evans. Trata-se de biopic produzida pela BBC, para mostrar a relação de Richard Walter Jenkins Jr (seu nome verdadeiro), interpretado por Harry Lawtey, com seu mentor, Philip Burton (Toby Jones), um professor muito culto e apaixonado pelo teatro. Caberia a ele preparar o aluno pobre, filho de trabalhadores das minas de carvão, para o ofício que o atraía, a arte da interpretação.
A relação se mostrará tensa devido ao nível de exigência do mestre. E à vocação do discípulo pela bebida. A ponto do ator em formação, que adotaria o nome artístico de Richard Burton em homenagem ao mentor, afirmar que o álcool constitui-se como combustível de mineiros desde o nascimento.
Completam a lista de concorrentes ao Bafta de melhor filme britânico o adrenalinado “Morra, meu Amor”, de Lynne Ramsay, com Jennifer Lawrence e Robert Pattinson, “Bridget Jones: Louca pelo Garoto”, de Michel Morris (disponível no Telecine), “Extermínio, a Evolução” (“28 Years Later”), terror apocalíptico de Danny Boyle (HBO Max), “H is for Hawk”, de Philippa Lowthorpe, e o drama homoafetivo “Pillion”, de Harry Linghton, que deve chegar aos cinemas brasileiros em abril.
Na categoria principal do Bafta – melhor filme, independente de sua origem geográfica – destaca-se (como no Oscar) “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson (o recordista de indicações – 15, se contarmos o “Rising Star”), seguido de “Pecadores”, de Ray Coogler (14, também com o Rising Star). Na corrida ao Oscar, o afro-americano “Pecadores” superou o filme de PTA.
Tudo indica que “Uma Batalha Após a Outra” segue como o franco favorito. Mas não se deve desprezar o peso de Shakespeare na cultura britânica. Nem esquecer o que se passou com o superestimado “Shakespeare Apaixonado”.
O filme de Chloé Zhao, porém, não caiu no gosto de todos os conterrâneos do bardo. O ator shakespeareano Ian McKellen, de 86 anos, é um dos que, em entrevista ao The Times, externou suas restrições críticas a trama. Ele duvidou que Agnes Hathaway, esposa de Shakespeare, nunca tivesse visto uma montagem teatral, sendo esse o ofício do marido (escrever e montar peças). Ironizou, também, as bases do roteiro: “Não entendi muito bem. Não tenho muito interesse em descobrir de onde vinha a imaginação de Shakespeare, mas certamente não vinha apenas da vida familiar”.
Um prêmio, porém, é praticamente certo para “Hamnet”, produção que uniu EUA e Inglaterra: o Bafta de melhor atriz para Jessie Buckley, a intérprete de Agnes Hathaway. Láurea que ela deve bisar na cerimônia do Oscar.
Na escolha do melhor filme britânico, as chances de “Hamnet” são imensas. Mas, se der zebra, o vencedor será “Eu Juro”. Se houver zebra dupla, Robert Aramayo também levará o Bafta de melhor ator para casa.
O “Oscar britânico” trabalha com duas categorias que podem indicar os mesmos filmes de animação como finalistas: melhor longa animado, claro, e filme para crianças e família. “Zootopia 2” figura nas duas listas. E “Arco”, do francês Ugo Bienvenu, que estreia em breve nos cinemas brasileiros, é um dos concorrentes a melhor longa de animação. Na segunda categoria, destaca-se o belga “A Pequena Amélie”, de Mailys Vallade e Liane-Cho Han. Os dois filmes têm causado sensação em festivais e figuram na lista de finalistas ao Oscar.
Confiram os concorrentes:
MELHOR FILME
. “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, de Chloe Zhao (EUA, Inglaterra)
. “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson (EUA)
. “Pecadores”, de Ray Coogler (EUA)
. “Valor Sentimental”, de Joachim Trier (Noruega)
. “Marty Supreme”, de Josh Safdie (EUA)
MELHOR FILME BRITÂNICO
. “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, de de Chloe Zhao (EUA-Inglaterra)
. “Eu Juro”, de Kirk Jones (Escócia- Inglaterra)
. “Mr. Burton”, de Marc Evans (BBC-Inglaterra)
. “Morra, Meu Amor”, de Lynne Ramsay (Inglaterra-EUA)
. “Steve”, de Tim Mielants (Irlanda, disponível na Netflix)
. “A Balada da Ilha de Wallis”, de James Griffiths (Inglaterra) – Disponível na Apple TV
. “Bridget Jones: Louca pelo Garoto”, de Michel Morris (Telecine)
. “H is for Hawk”, de Philippa Lowthorpe (Inglaterra)
. “Pillion”, de Harry Linghton (Inglaterra-EUA, nos cinemas em abril)
. “Extermínio, a Evolução” (“28 Years Later”), de Danny Boyle (Inglaterra-EUA, disponível na HBO Max)
MELHOR FILME INTERNACIONAL
. “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
. “Foi Apenas um Acidente”, de Jafar Panahi (França)
. “Sîrat”, de Oliver Laxe (Espanha)
. “Valor Sentimental”, de Joachim Trier (Noruega)
. “A Voz de Hind Rajab”, de Kaouther Ben Hania (Tunísia)
MELHOR DOCUMENTÁRIO
. “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa (Brasil)
. “A Vizinha Perfeita”, de Geeta Gandbhir (EUA)
. “Seymour Hersh – Em Busca da Verdade” (“Cover-up”), de Laura Poitras e Mark Oberhausen (EUA)
. “Mr. Nobody Against Putin”, de David Borenstein e Pasha Talankin (Ucrânia)
. “2000 Metros até Andriivka”, de Mstyslav Chernov (Ucrânia)
MELHOR DIRETOR
. Paul Thomas Anderson (“Uma Batalha Após a Outra”)
. Ryan Coogler (“Pecadores”)
. Chloé Zhao (“Hamnet”)
. Joachim Trier (“Valor Sentimental”)
. Jan Safdie (Marty Supreme)
. Yorgos Lanthimos (“Bugônia”)
MELHOR ATRIZ
. Jessie Buckley (Hamnet, A Vida Antes de Hamlet”)
. Rose Byrne (“Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”)
. Kate Hudson (“Song Sung Blue”)
. Chase Infiniti (“Uma Batalha Após a Outra”)
. Renate Reinsve (“Valor Sentimental”)
. Emma Stone (Bugônia”)
MELHOR ATOR
. Robert Aramayo (“Eu Juro”)
. Timothée Chalamet (“Marty Supreme”)
. Leonardo DiCaprio (“Uma Batalha Atrás da Outra”)
. Ethan Hawke (“Blue Moon”)
. Michael B. Jordan (“Pecadores”)
. Jesse Plemons (“Bugônia”)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
. Inga Ibsdotter Lilleaas (“Valor Sentimental”)
. Carey Mulligan (“A Balada da Ilha de Wallis”)
. Teyana Taylor (“Uma Batalha Após a Outra”)
. Odessa A’zion (“Marty Supreme”)
. Wunni Mosaku (“Pecadores”)
. Emily Watson (“Hamnet”)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
. Stellan Skargård (“Valor Sentimental”)
. Peter Mullan (“Eu Juro”)
. Seann Penn (“Uma Batalha Após a Outra”)
. Benício del Toro (“Uma Batalha Após a Outra”)
. Jacob Elordi (“Frankenstein”)
. Paul Mescal (Hamnet”)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
. Kleber Mendonça Filho (“O Agente Secreto”)
. Kirk Jones (“Eu Juro”)
. Eskil Vogt e Joachim Trier (“Valor Sentimental”)
. Ryan Coogler (“Pecadores”)
. Ronald Bronstein e Josh Safdie (“Marty Supreme”)
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
. Tom Basden e Tim Key (“A Balada da Ilha de Wallis”)
. Paul Thomas Anderson (“Uma Batalha Após a Outra”)
. Chloé Zhao e Maggie O’Farrell (“Hamnet”)
. Harry Lighton (“Passageiro”)
. Will Tracy (“Bugônia”)
MELHOR FOTOGRAFIA
. Adolpho Veloso (“Sonhos de Trem”, EUA)
. Michael Bauman (“Uma Batalha Após a Outra”)
. Durald Arkapaw (“Pecadores”)
. Darius Khondji (“Marty Supreme”)
. Dan Laustsen (“Frankenstein”)
MELHOR ANIMAÇÃO
. “A Pequena Amélie”, de Mailys Vallade e Liane-Cho Han (Bélgica)
. “Zootopia 2”, de Jared Bush e Byron Howard (EUA)
. “Elio”, de Domee Shi, Madeleine Sharafian e Adrian Molina (EUA)
MELHOR FILME PARA CRIANÇAS E FAMILIA
. Arco”, de Ugo Bienvenu (França)
. “Boong”, produção de L. Devi e R. Sidhwani (Índia)
. “Zootopia 2”, de Jared Bush e Byron Howard (EUA)
. “Lilo & Stitch”, de Chris Sanders e Dean DeBois (EUA)
MELHOR ESTREIA
(diretor, produtor ou roteirista britânico)
. “Pillion”, de Harry Linghton
. “The Ceremony”, de Jack King
. “My Father’s Shadow”, de Akinola Davies Jr.
. “A Want in Her”, de Myrid Carten
. “Wasteman”, de Cal McMau
MELHOR CASTING
. Lauren Evans (“Eu Juro”)
. Yngvill Kolset Haga e Avy Kaufman (“Valor Sentimental”)
. Francine Mailser (“Pecadores”)
. Cassandra Kulukundis (“Uma Batalha Após a Outra”)
. Jannifer Venditi (“Marty Supreme”)
MELHOR RISING STAR (Estrela Emergente)
. Robert Aramayo (“Eu Juro”)
. Chase Infiniti (“Uma Batalha Atrás da Outra”)
. Miles Caton (“Pecadores”)
. Posy Sterling (“Lollipop”)
. Archie Madekwe (“Lurker”)
