Curta! Festival anuncia as produções selecionadas para a mostra Outras Janelas

Após três meses de inscrições, com centenas de produções registradas, a curadoria do 4º Curta! Festival – Documentários e Ficções anunciou as 25 obras que integram a mostra Outras Janelas. Com exibição online gratuita para todo o país, entre 1 de junho e 1 de julho, o evento tem patrocínio da Claro através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, e apoio da Academia Internacional de Cinema, Estação NET, Quanta, RioFilme, da Start Locadora, Revista de CINEMA, Associação Brasileira de Cinematografia e da Revista Bula.

Além da Outras Janelas, o Curta! Festival 2026 terá outras três mostras: Produção Canal Curta! e as estreantes Brasiliana e Porta Curtas. Os títulos concorrem a mais de R$170 mil em prêmios. Responsável pela seleção, a curadoria do Curta! se baseou em critérios como a relevância temática, qualidade técnica e artística, e originalidade na abordagem para chegar aos 25 escolhidos para a mostra Outras Janelas, única com inscrições abertas ao público.

Participam da Outras Janela documentários e séries sobre temas como diáspora africana, contracultura e crime organizado. O documentário “Agudás, os “Brasileiros do Benin”, de Aída Marques, investiga vestígios culturais e contradições deixadas por três séculos de relação histórica entre o Brasil e os países da África, a partir das histórias dos descendentes de africanos escravizados no Brasil que retornaram à terra natal com a Abolição. O documentário “Antes que me Esqueçam, meu Nome é Edy Star”, de Fernando Moraes, mergulha na contracultura underground brasileira dos anos 1960 e 1980 pela trajetória do artista juazeirense Edy Star, com depoimento de Caetano Veloso. Já a série documental “Homens sem Lei”, de José Francisco, conta a história da Scuderie Le Cocq, grupo de extermínio surgido no Rio de Janeiro em meados dos anos 60, com depoimentos do escritor Aguinaldo Silva, do jornalista Zuenir Ventura, entre outros.

Os fãs de música poderão assistir a produções como “Villa-Lobos em Paris”, de Marcelo Machado e Alexandre Guerra, e “Eu Sou o Samba, mas Pode me Chamar de Zé Keti”, de Luiz Guimarães de Castro. No primeiro, o compositor revisita Paris após a vaia que levou na Semana de Arte de Moderna de 1922, encontrando figuras como Jean Cocteau, Arthur Rubinstein e Andrés Segovia — experiência que redefiniu sua obra. Já em “Eu Sou o Samba, mas Pode me Chamar de Zé Keti”, a trajetória do compositor carioca é reconstituída com depoimentos do cineasta Cacá Diegues, além de familiares e parceiros. A mostra inclui ainda “Fernanda Abreu — Da Lata 30 Anos” (foto), de Paula Severo, que revisita as gravações do álbum de 1995 com imagens inéditas de estúdio e depoimentos de Herbert Vianna, Lenine, Deborah Colker, entre outros colaboradores da época.

Arte também é tema de destaque, como o documentário “Palco – Cama”, de Jura Capela, mergulho íntimo no universo do teatrólogo Zé Celso Martinez Corrêa, ícone do teatro brasileiro falecido em 2023. Já “Bate Cabelo!”, de Luís Knihs, reconstrói a origem do movimento criado por Márcia Pantera no palco da boate Nostromondo, em São Paulo, no início dos anos 1990 — símbolo que se tornou central para a cena noturna brasileira —, com depoimentos de Silvetty Montilla, entre outros.

A Outras Janelas reúne filmes e séries documentais brasileiros produzidos a partir de 2023, com ou sem exibição prévia em TV ou streaming, alinhados às temáticas da programação do Curta!: Música, Artes, Cena & Cinema, Pensamento e História & Sociedade. Nesta categoria, o público é fundamental: é ele que elege as melhores produções.

O Curta! Festival 2026 conta ainda com mais três mostras: a já consolidada Produção Canal Curta! e as estreantes Brasiliana e Porta Curtas. A Produção Canal Curta! terá filmes e séries documentais sobre Artes e Humanidades, viabilizados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e exibidos no Curta! entre junho de 2025 e maio de 2026. O voto do público define os finalistas; o júri especializado escolhe os vencedores.

A Mostra Brasiliana reunirá filmes de ficção nacional com destaque no streaming Brasiliana TV, de clássicos a contemporâneos. Já a Porta Curtas trará curtas-metragens de ficção, documentário e animação selecionados pelo desempenho no streaming homônimo — e inclui uma categoria Hors Concours com clássicos do curta-metragem nacional, como “Ilha das Flores” (Jorge Furtado, 1989), “Recife Frio” (Kleber Mendonça Filho, 2009), “Nelson Cavaquinho” (Leon Hirszman, 1969) e “A Dama do Estácio” (Paulo Thiago, 1968). Em ambas, o vencedor é definido pelo público. Os streamings fazem parte do Grupo Curta! e estão disponíveis na Claro tv+.

Em agosto, o festival retoma a programação presencial com Salas de Montagem — sessões de filmes em finalização com diretores e montadores, e masterclasses com realizadores. A programação presencial ocorre entre os dias 3 e 6 de agosto e a cerimônia de premiação será 7 de agosto.

Confira abaixo a seleção completa da Mostra Outras Janelas. As demais mostras serão anunciadas em breve.

“Agudás, os ‘Brasileiros’ do Benin” (Documentário), de Aída Marques
“Amazônia Negra — Expedição Amapá” (Documentário), de Marcel Lapa
“Amor e Morte em Julio Reny” (Documentário), de Fabrício Cantanhede
“Antes que me Esqueçam, meu Nome é Edy Star — O Filme” (Documentário), de Fernando Moraes
“Até Onde a Vista Alcança” (Documentário), de Alice Villela e Hidalgo Romero
“Bate Cabelo!” (Documentário), de Luís Knihs
“Black Future, Eu Sou o Rio” (Documentário), de Paula Severo
“Cobra Canoa” (Documentário), de Enio Staub
“Coisas Daqui — 4ª Temporada” (Série), de João Flores
“Como Nascem os Heróis” (Série), de Iberê Carvalho
“Concerto de Quintal” (Documentário), de Juraci Júnior
“Eu Sou Neta dos Antigos” (Documentário), de Adriana Miranda
“Eu Sou o Samba, mas Pode me Chamar de Zé Keti” (Documentário), de Luiz Guimarães de Castro
“Fernanda Abreu — Da Lata 30 Anos” (Documentário), de Paula Severo
“Homens sem Lei” (Série), de José Francisco
“InDUBtável 2 — Reggae Documento” (Documentário), de William Sernagiotto
“Itacoatiaras” (Documentário), de Sérgio Andrade e Patrícia Gouvêa
“Nelson Pereira dos Santos — Vida de Cinema” (Documentário), de Aída Marques
“Palco Cama” (Documentário), de Jura Capela
“Rio — Do Barroco ao Contemporâneo, um Museu a Céu Aberto” (Documentário), de Dario Menezes
“Sede de Rio” (Documentário), de Marcelo Abreu Góis
“Sin Embargo, Uma Utopia” (Documentário), de Fabiana Parra
“Topo” (Documentário), de Eugenio Puppo
“Utopia Tropical” (Documentário), de João Amorim
“Villa-Lobos em Paris” (Documentário), de Marcelo Machado e Alexandre Guerra

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.