Ecofalante apresenta “Nossa Terra”, diálogo de Lucrécia Martel com o Vídeo nas Aldeias, e homenageia Zita Carvalhosa

Foto: “Nossa Terra”, de Lucrécia Martel

Por Maria do Rosário Caetano

Lucrécia Martel, Annie Ernaux, Barbara Kopple, Zita Carvalhosa, Paulo Freire, Vincent Carelli e João Moreira Salles são nomes de destaque nos créditos (ou temas) dos longas documentais que serão apresentados na décima-quinta edição da Mostra Ecofalante de Cinema, em São Paulo, que começa dia 28 de maio e prossegue até o dia 10 de junho.

Durante 13 dias, serão exibidos 104 filmes (51 deles brasileiros), sendo os outros 53 originários de 27 países. Seguindo a tradição da Ecofalante, destacam-se produções com temas relacionados às mudanças climáticas, ameaça aos territórios dos povos originários, saúde mental, educação, lutas feministas e conflitos no Oriente Médio.

O foco principal recai sobre o “cinema verde”. Ou seja, em filmes preocupados com a natureza e sua preservação (o que não impede a Ecofalante de manter sintonia fina com o mundo social e político). No segmento ecológico, o núcleo duro da mostra, destaca-se “O Urso Inconveniente”, de Gabriela Osio Vanden e Jack Weisman, vencedor do Sundance Festival (categoria documentário). O filme, uma produção do Canadá, EUA e Reino Unido, é o convidado da noite inaugural da Ecofalante, na quarta-feira, 27 de maio. A sessão será exclusiva para convidados (depois, o filme ganhará sessão aberta ao público).

Outros títulos se destacam na busca de diálogo com as origem da Ecofalante. Caso de “Nossa Terra”, primeiro longa documental da cineasta argentina Lucrécia Martel, e “Minha Terra Estrangeira”, mergulho na imensidão da Amazônia empreendido pelo Coletivo Lakapoy, em parceria com Louise Botkay e João Moreira Salles. Estes filmes se somam aos norte-americanos “O Grande Lago Salgado”, de Abby Elis, e “À Deriva: 76 Dias Perdido no Mar”, de Joe Wein, que contaram, em sua realização, com o apoio de Leonardo DiCaprio e Ang Lee, apresentados como produtores executivos. Nos EUA, atores (Di Caprio, Brad Pitt e Danny Glover, este nos créditos do filme de Lucrécia) costumam apoiar projetos comprometidos com o “cinema verde”, entre outras causas sociais relevantes.

“Nossa Terra”, que terá sua primeira sessão pública em São Paulo, é, sem dúvida, a mais sedutora das atrações da mostra. Primeiro, pelo talento de sua realizadora, que soma ficções de alta intensidade e inventividade como “O Pântano”, “A Menina Santa”, “A Mulher sem Cabeça” e “Zama”, este realizado em parceria com o Brasil e com Matheus Nachtergaele no elenco.

O que teria levado a diretora do perturbador “O Pântano” a realizar longa-metragem documental sobre o assassinato de um indígena?

Ela explicou sua motivação à revista Cahiers du Cinéma: “o líder indígena Javier Chocobar foi assassinado em 2009. Em 2010, comecei a pesquisar o que se passara. Um ano depois fui, pela primeira vez, visitar a comunidade. Ainda não sabia qual seria minha forma de me solidarizar com eles. Se escreveria uma carta de apoio ou faria um pequeno filme”.

Optou pela realização de um grande filme, um épico com duas horas de duração, que estreou no Festival de Veneza. O resultado é apaixonante e tem muito a ver com o Brasil. Afinal “Nossa Terra” pode ser visto como parente, um “hermano”, do cinema realizado pelo coletivo Vídeo nas Aldeias, projeto seminal comandado por Vincent Carelli e Ernesto de Carvalho.

Antes de buscarmos o elo de ligação de “Nuestra Tierra” com o Vídeo nas Aldeias, vale voltar um pouco no tempo. “Zama” (2017) já trazia, no campo da ficção, a presença de povos originários. E, há que se registrar, Lucrécia Martel foi consultora de roteiro de um dos mais premiados filmes nascidos da ação fertilizadora do Vídeo nas Aldeias – “A Transformação de Canuto” (2023), de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho – premiado no IDFA (o Festival Internacional de Documentários de Amsterdã), no Festival de Brasília e no Gauchão gramadense.

A diretora de “Zama” envolveu-se em profundidade com as reflexões que cercaram “Canuto”. Durante as discussões do roteiro desse estranho e apaixonante documentário de Kuaray e Carvalho, ela se fez presente e estabeleceu laços significativos com a trupe gaúcho-pernambucana. Tanto que convidou Ernesto de Carvalho para assinar a fotografia de “Nossa Terra”, esse trágico e complexo registro da luta de povos originários por seus territórios usurpados.

Lucrécia, que escreveu o roteiro de “Nuestra Tierra” com a atriz e “niña santa” Maria Alché, continua inquieta e preocupada com a qualidade ético-estética das imagens mostradas em seus filmes. Já na abertura, o espectador se vê arremessado na imensidão do cosmos. Depois, será transferido para um tribunal, onde donos de terra, brancos, se defendem da acusação de serem responsáveis pela morte de um indígena, Javier Chocobar, da comunidade Chuschagasta. Sem pressa, a diretora construirá sua elaborada narrativa, com um quê de ficção, capaz de registrar o roubo histórico das terras de comunidades indígenas, que resistem como podem. Infelizmente, têm podido pouco.

“Arquivo Vivo”, de Vincent Carelli

Outro trunfo da Ecofalante 2026 tem tudo a ver com o Vídeo nas Aldeias: “Arquivo Vivo” é um dos dez filmes da competição de longas brasileiros. Trata-se de realização do mais importante artífice do coletivo cinematográfico, Vincent Carelli, de 73 anos. E o filme chega para sequenciar as lutas do cineasta pelos direitos das comunidades originárias, em especial o direito à terra. Sua poderosa Trilogia Indígena, formada com “Corumbiara”, “Martírio” e “Adeus, Capitão”, é  incontornável. A première mundial de “Arquivo Vivo” acontecerá na Ecofalante. Se Lucrécia Martel estivesse em São Paulo, decerto assistiria a esse longa-metragem que recapitula quatro décadas de atuação do Vídeo nas Aldeias junto a diversas comunidades indígenas.

De nome aparentemente burocrático, mas salvo pelo adjetivo que evoca vida, “Arquivo Vivo” reúne — nas palavras de Carelli — “acervo histórico acumulado em processo de comunhão” (e formação de cineastas indígenas), empenhado em “devolver essas imagens às novas gerações das primeiras populações visitadas”.

“Minha Terra Estrangeira”, outra atração da Ecofalante, traz em seus créditos nome de grande prestígio no documentário brasileiro, João Moreira Salles, de 64 anos (“Santiago”, “No Intenso Agora”). O cineasta uniu-se ao Coletivo Lakapoy (formado por indígenas) e à realizadora Louise Botkay, para acompanhar a candidatura de Almir Suruí a deputado federal e, também, a decidida atuação de sua filha, Txai Suruí. Para tanto, os realizadores registraram vivências na selva em meio às articulações políticas necessárias em qualquer processo eleitoral. E pôde mostrar, em plena campanha de 2022, a floresta amazônica sob ataque. E a luta empreedida pelos líderes indígenas contra o desmatamento.

Outra estrela cinematográfica (embora vinda da literatura, que lhe valeu o Prêmio Nobel), a marcar presença nas telas da Ecofalante, é a francesa Annie Ernaux, de 85 anos. Um longa-metragem, de 90 minutos, dedicado a ela (“Escrevendo a Vida – Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes”, de Claire Simon) foi programado para o segmento Feminismos, Corpo e Lutas de Gênero.

Que ninguém espere um filme como “Os Anos do Super 8” (2002), que Ernaux realizou com o filho David Ernaux-Briot e que resgatou registros de sua vida familiar, impressos na bitola doméstica do título. Nem adaptações como “O Acontecimento”, de Andrey Diwan (2021), transcriação de um de seus romances mais famosos. O projeto de Claire Simon é mais modesto, mas igualmente interessante.

“Escrevendo a Vida – Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes” é o que diz seu título: um documentário que ouve colegiais de diversas origens (e cor de pele) sobre a obra da escritora Prêmio Nobel. Filmado em subúrbios de Paris e em Caiena, na Guiana Francesa, o filme mostra adolescentes em sua relação com os escritos duros e realistas da romancista. Alguns se constrangem com as palavras e temas por ela escolhidos (o aborto, em especial). Muito se falará de sua condicão de “transfuga de classe”. Afinal, Ernaux saiu de ambiente proletário para o meio acadêmico e intelectual parisiense. Os estudantes buscados por Claire Simon também têm origens modestas. Por isso, o tema ganha relevo.

No campo da educação, outro segmento abarcado pelo amplo leque curatorial da Ecofalante, destaca-se a presença de Paulo Freire (1921-1997), o pedagogo da libertação. Ele é a razão de ser do filme “Lendo o Mundo”, dirigido pela californiana Catherine Murphy e pela brasileira Iris de Oliveira. O filme venceu o Troféu Kikito de melhor longa documental do Festival de Gramado, ano passado, e, quatro meses depois, foi exibido no Festival de Havana (e agraciado com um curioso troféu – Prêmio Corazón Feliz).

“Lendo o Mundo”, nascido da paixão da educadora (e documentarista) norte-americana, se atém aos anos (e fatos) que marcaram a consolidação do prestígio de Paulo Freire no campo da educação. Em especial, a experiência de alfabetização de adultos em Angicos, pequenina cidade potiguar, no início dos anos 1960. Num Brasil governado pelo presidente João Goulart.

No Rio Grande do Norte, o educador pernambucano daria o necessário destaque ao seu Método de Alfabetização, mas pagaria alto preço por suas ideias e práticas. Caíria em desgraça com o triunfo do golpe militar de 1964, seria exilado. Depois de atuar no Chile (e mais tarde na Guiné Bissau) transformar-se-ia em um dos mais importantes pensadores da educação mundial. Publicação italiana o elegeria – ao lado de Confúcio, Rousseau, Maria Montessori, Jean Piaget, John Dewey e poucos outros – um dos esteios do pensamento educacional ao longo dos tempos.

Para Freire – mostrará o documentário – a educação é uma ferramenta de conscientização e transformação social. Em seus escritos e práticas, o pernambucano e cidadão do mundo pregaria o rompimento com modelos tradicionais de ensino, baseados na autoridade do professor e na subserviência do aluno.

A Ecofalante, que se orgulha de contar “com 56,7% de filmes dirigidos por mulheres”, tem outra novidade feminina na programação de sua décima-quinta edição: o documentário norte-americano “Sem Dó nem Piedade” (“No Merci”), de Isa Willinger.

A cineasta reúne, em seu filme militante, mas elaborado (com belas imagens e significativo uso de arquivos), um time de realizadoras veteranas e jovens. A soviética Kira Muratova (1934-2018), de “Breves Encontros” e “Síndrome Astênica”, reina soberana ao longo dos 105 minutos de narrativa. Willinger dedicou seus estudos acadêmicos a esta diretora nascida na Moldávia, então parte da URSS, e faz questão de, com ênfase, destacar a importância da obra muratoviana na fertilização do cinema realizado por mulheres.

Uma questão (o cinema feminino se caracteriza por uma dureza particular?) será proposta a um time de cineastas da pesada – Alice Diop, Apolline Traoré, Céline Sciamma, as subversivas Virginie Despentes (também escritora) e Catherine Breillat, Margrit Czenki, Valie Export, Nina Menkes, Monika Treute, Marzieh Meshkini, Mouly Surya e Joey Soloway.

A partir das respostas – e de trechos dos filmes das entrevistadas –, o documentário investigará assuntos explosivos como poder, violência e representação. O badalado Films de Femmes (Festival Internacional de Cinema das Mulheres), realizado desde 1979, em Créteil, na França, se faz presente no filme pelo testemunho de sua criadora e diretora Jackie Buet. Ela e a presença impregnante de Muratova estabelecem ligação de “No Merci” com o passado. Com um tempo em que, na ‘pátria lumière’ do cinema, só se ouvia falar em Agnès Varda, Marguerite Duras e Chantal Akerman”.

Hoje, nos poderosos arquivos do festival francês, há pastas para Marta Meszáros, Claire Denis, Jane Campion e centenas de outras realizadoras que passaram por Créteil para mostrar e debater seus filmes. Um depoimento (de Alice Diop) e um longa-metragem (“Saint Omer”, 2022, torpedo avassalador e perturbador) enriquecem, em tom reflexivo, a potência do novo documentário programado pela Ecofalante.

O festival dedicado ao “cinema verde” promoverá muitos debates, seminário e masterclass. Uma das discussões programadas é fruto de parceria com a Anistia Internacional e vai refletir sobre tema de grande importância – Democracia, Ética e Justiça.

O ponto de partida do encontro (dia 2 de junho) será o longa-metragem espanhol “O Silêncio da Terra”, de Frank Gutiérrez. Mais um filme que tem a ver com o Brasil, pois trata dos assassinatos de quatro defensores do meio-ambiente latino-americano: Berta Cáceres (Honduras), Ildefonso e Aldo Zamora (México) e Paulo Paulino Guajajara (Brasil). Inédito em nossas telas, o documentário se propõe “como um testemunho direto da luta de comunidades e famílias que continuam a enfrentar ameaças, criminalização e impunidade”.

Vale, ainda, destacar filmes de tema momentosos selecionados pela curadoria. Um deles, “Desmascarando Elon Musk”, de Andreas Pichler, traça a ascensão meteórica de Musk e sua guinada em direção a Donald Trump e à extrema-direita. Já “Soldados da Luz”, de Julian Vogel e Johannes Büttner, explora “o cenário crescente de influenciadores, coaches e os autoproclamados curandeiros, que espalham narrativas conspiratórias e mantêm laços estreitos com movimentos antidemocráticos”.

No terreno da causa palestina, que hoje mobiliza tantas sensibilidades (inclusive as do ator Javier Bardem e do cineasta Ken Loach), o destaque é “Partition”, de Diana Allan. A cineasta mescla, em seu documentário, imagens de arquivo da Palestina sob ocupação britânica com áudios de refugiados palestinos no Líbano. E cumpre seu propósito: trazer ao público histórias que há muito tempo permanecem à margem da sociedade. O faz “com ousadia, utilizando montagem dialética e som assíncrono”.

No núcleo histórico da Ecofalante – uma mostra que tem o tempo presente como horizonte, mas não só – destaca-se a participação do Flaherty Film Seminar, referência entre cineastas, artistas, curadores e críticos. O evento prestará tributo ao estadunidense Robert J. Flaherty (1884-1951), documentarista pioneiro, que marcou a história do cinema com “Nanook, o Esquimó”.

A Ecofalante vai, pois, sediar o “The Flaherty Way e os Contra-Cinemas”, mostra e debates que reunirão cinco títulos que têm sua história ligada ao Seminário, sediado em Nova York. Entre eles destacam-se, claro, “Nanook, o Esquimó” (1922), em versão restaurada, “Harlan County: Tragédia Americana”, de Barbara Kopple (vencedor do Oscar de 1976), e “Sombras Reveladas” (2025), de Sami van Ingen, bisneto de Flaherty. Sami estará em São Paulo para ministrar masterclass sobre o processo de pesquisa de suas “Sombras Reveladas”.

 

COMPETIÇÃO DE LONGAS BRASILEIROS

. “Arquivo Vivo”, de Vincent Carelli
. “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai
. “Amazônia Oktoberfesta”, de Sérgio Oliveira e Felipe Drehmer
. “Até Onde a Vista Alcança”, de Alice Villela e Hidalgo Romero)
. “Futuro Futuro”, de Davi Pretto
. “Minha Terra Estrangeira”, do Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles
. “Movimento Perpétuo”, de Leandro Alves
. “Na Passagem do Trópico”, de Francisco Miguez
. “Nimuendajú”, de Tania Anaya
. “Mounir”, de Juliana Borges
. “Benvindos”, de Luana Cabral
. “O Jardim de Maria” , de Jade Rainho

COMPETIÇÃO DE CURTAS BRASILEIROS

. “A Nave que Nunca Pousa”, de Ellen Morais (Paraíba)
. “A Cachoeira”, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (Bahia)
. “A Pele do Ouro”, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (Roraima)
. “Floresta Cicatriz”, de Lian Gaia (RJ)
. “Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (SP)
. “Grão”, de Gianluca Cozza (RGSul)
. “O Ponto do Mel”, de Mirian Oliveira e Pedro Lessa (Paraíba)
. “A Tragédia da Lobo-Guará”, de Kimberly Palermo (animação)
. “Baixada: Nas Águas de Cubatão”, de Renato de Castro (SP, Cubatão)
. “Ponto Cego”, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán (Ceará)
. “Praia dos Milagres”, de Rita Carelli e Laura Mansur (Pernambuco)
. “Replikka”, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (Paraná-Xingu)
. “Caldeirão”, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (Piauí)
. “Kakxop Pahok: As Crianças Cegas”, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (animação)
. “Lomba do Pinheiro”, de Iuri Minfroy (RGSul)
. “Maira Porongyta – O Aviso do Céu”, de Kujãesage Kaiabi e Coletivo Ema’ē Jeree (Mato Grosso)
. “O Mapa em que Estão meus Pés”, de Luciano Pedro Jr. (Alagoas)
. “Ontem Lembrei de minha Mãe”, de Leandro Afonso (documentário ensaístico)
. “Uma Menina, um Rio”, de Renata Martins Alvarez (animação)

MOSTRA-TRIBUTO À PRODUTORA ZITA CARVALHOSA

. “O Cineasta da Selva”, de Aurélio Michiles (longa doc)
. “Carvão”, de Carolina Markowicz (longa ficional)
. “Fé”, de Ricardo Dias (longa doc)
. “Distraída para a Morte”, de Jeferson De (curta ficcional
. “A Alma do Negócio”, de José Roberto Torero (curta ficcional)
. “Onde São Paulo Acaba”, de Andrea Seligmann (curta ficcional)

XV Mostra Ecofalante de Cinema
Data: 28 de maio a 10 de junho, entrada franca
Programação: 104 filmes, seminários, debates, oficinas e masterclass
Sessões gratuitas: Reserva Cultural (Av. Paulista, 900), Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro-Paraíso) e em 28 espaços do Circuito Spcine
Online: Itaú Cultural Play e Spcine Play disponibilizarão parte da programação, após o festival
Mais informações: ecofalante.org.br

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