Gabriel Motta, premiado em Gramado, é selecionado para o TIFF Directors’ Lab
Foto © Edison Vara/Ag.Pressphoto
O diretor e roteirista gaúcho Gabriel Motta foi selecionado para o TIFF Directors’ Lab 2026, programa do Toronto International Film Festival dedicado ao desenvolvimento artístico e profissional de cineastas em início de carreira. Entre os 20 realizadores selecionados internacionalmente para esta edição, Motta é o único representante da América Latina.
A seleção marca um retorno simbólico a Toronto: há exatamente um ano, o cineasta apresentava no TIFF a estreia mundial do curta-metragem “O Véu”. Agora, volta ao festival para desenvolver o longa-metragem homônimo, que expande o universo narrativo criado no curta e marcará sua estreia na direção de um longa.
A chegada ao Directors’ Lab acontece poucas semanas depois de Motta receber o prêmio de Melhor Direção na Mostra Gaúcha do 54º Festival de Cinema de Gramado, por “O Véu”. Desde Toronto, o curta já passou por 40 festivais, entre eles, o Guadalajara International Film Festival, San Francisco International Film Festival, Bucheon International Fantastic Film Festival (BIFAN), Palm Springs International ShortFest e Cine PE, além do próprio TIFF.
Paralelamente à trajetória do curta, o projeto do longa-metragem “O Véu” foi selecionado para o Hong Kong – Asia Film Financing Forum (HAF), um dos principais mercados de financiamento cinematográfico da Ásia, onde recebeu o Fantastic 7 Award, iniciativa do Marché du Film de Cannes em parceria com o Sitges – International Fantastic Film Festival of Catalonia. Em seguida, foi apresentado no Fantastic 7 do Marché du Film, durante o Festival de Cannes 2026.
O TIFF Directors’ Lab será realizado em Toronto, entre 9 e 13 de setembro, durante a programação do Toronto International Film Festival. O programa proporciona aos cineastas selecionados um espaço de aprofundamento de suas práticas artísticas, intercâmbio com realizadores de diferentes países e contato com profissionais da indústria cinematográfica. Para Motta, a participação representa a continuidade de um percurso que começou com a circulação de seus curtas-metragens e que agora se concentra na realização de seu primeiro longa. O Véu vem sendo desenvolvido internacionalmente desde suas primeiras etapas, passando por mercados, laboratórios e plataformas de apresentação antes mesmo de entrar em produção. O Véu é uma coprodução entre a Fogo Filmes e a Okna Produções, e tem roteiro de Gabriel Motta e Jonts Ferreira. O longa parte do universo do curta-metragem homônimo para desenvolver uma narrativa de terror que aborda fé, manipulação espiritual, família e exclusão queer.
