Após adquirir os direitos sobre o livro que conta a vida de Silvio Santos, a Paris Entretenimento comprou os direitos de “O Delator”, biografia de J. Hawilla, dono da Traffic – uma das maiores agências de marketing esportivo do país –, conhecido pelo seu envolvimento na negociação dos direitos comerciais de grandes competições de futebol e pivô do maior escândalo de corrupção do futebol mundial, o Fifagate, que provocou a prisão de vários dirigentes, incluindo o então presidente da CBF, José Maria Marin, em 2015, e o afastamento definitivo de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, do cenário futebolístico.

Ao longo de dois anos, os autores Allan de Abreu e Carlos Petrocilo tiveram acesso a dezenas de entrevistas e milhares de páginas de documentos, investigando a fundo a vida do empresário. A série, que teve licenciamento da Filme 2B, deve começar a ser rodada no segundo semestre de 2019, com possibilidade de se tornar um longa. A história promete grandes revelações sobre o esquema de corrupção que colocou em cheque a credibilidade de grandes instituições.

A produção irá relatar a trajetória de Hawilla – morto no último dia 25 de maio –, preso pelo FBI em 2013, acusado de obstrução de justiça, que fechou um acordo com a justiça americana e delatou sócios, cartolas e agentes, além de entregar vários documentos às autoridades americanas que comprovaram esquemas que envolviam a Conmebol e CBF e tinham como alvos os direitos televisivos da Copa América, Copa Libertadores e Copa do Brasil.

A trama vai descortinar todo o desenrolar do esquema de corrupção, que envolve não apenas grandes personalidades do esporte como também gigantes marcas internacionais. Hawilla foi acusado de extorsão, fraude, lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

A ligação de J. Hawilla com o esporte começou nos anos 1960, quando era repórter em São José do Rio Preto, no interior paulista. Nos anos seguintes, foi ampliando sua participação no futebol até transformar a Traffic na agência detentora dos direitos comerciais e de transmissão de diversas competições.

O empresário também fundou a rede de jornais Bom Dia, com presença em várias cidades do interior paulista e criou a TV TEM, a partir da compra de algumas afiliadas da Rede Globo e da criação de outras emissoras, grupo que abrange canais em diferentes cidades e regiões do interior de São Paulo.

Sob as acusações de conspiração, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e obstrução da Justiça, Hawilla, ja com a saúde fragilizada, teve sua audiência adiada para outubro no Tribunal de Nova York, quando saberia sua sentença.

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