Mix Brasil aposta no “persistir”
"Retrato de uma Jovem em Chamas", de Céline Sciamma

Por Maria do Rosário Caetano

“Retrato de uma Jovem em Chamas”, quarto longa-metragem da cineasta francesa Céline Sciamma, premiado como melhor roteiro em Cannes e vencedor da Queer PalmCom, abre, na noite desta quarta-feira, 13 de novembro, no Auditório Ibirapuera, a vigésima-sétima edição do Festival Mix Brasil. O evento prossegue em diversas salas paulistanas, até o dia 20.

Sob o lema “Persistir” e com intensa programação de debates, conferências, teatro, música, performances, literatura, laboratório audiovisual, festas e o Game Jam da Diversidade, o festival apresentará 110 filmes brasileiros e internacionais. Todas as atividades são gratuitas.

A competição de longas brasileiros, que disputarão o Troféu Coelho de Ouro, conta com dez títulos, oriundos de diversos Estados. Cinco são 100% inéditos:”Transamazonia”, do trio Renata Taylor, Débora Mcdowell e Bea Morbach, ”Eu, Um Outro”, de Silvia Godinho,”Música para Morrer de Amor”, de Rafael Gomes, ”A Batalha de Shangri-lá”, de Severino Neto e Raphael de Carvalho, e ”Uma Garota Chamada Marina”, de Candé Salles (a cantora e compositora Marina Lima, razão de ser deste documentário, será homenageada com o prêmio “Ícone Mix”).

Outros cinco títulos da competição já foram exibidos em festivais brasileiros, mas seguem inéditos no circuito comercial: “Alice Júnior”, de Gil Baroni, “Indianara”, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, “Seus Ossos e seus Olhos”, de Caetano Gotardo, “A Rosa Azul de Novalis”, de Gustavo Vinagre, e “Mr. Leather”, de Daniel Nolasco.

A produção brasileira em longa-metragem contará, ainda, com a mostra “Vozes do Brasil Real”, que propõe-se, com quatro títulos, a mostrar “as vivências de diferentes populações ignoradas ou marginalizadas do nosso país”: ”Tente Entender o que Tento Dizer”, de Emília Silveira, que pediu seu título emprestado a escritos de Caio Fernando Abreu, “Um Filme de Verão”, de Jô Serfaty, “Que os Olhos Ruins Não te Enxerguem”, de Roberto Maty, e ”Rua Guaicurus”, de João Borges. Haverá ainda competição de curtas-metragens e mostras informativas.

Na programação internacional, além do filme de Sciamma, diretora dos essenciais “Garotas”, “Lírios D’Água” e “Tomboy” “, serão exibidos títulos que passaram por importantes festivais mundo afora, como “Matthias e Maxime”, o novo longa do canadense Xavier Dolan, “Breve História do Planeta Verde”, de Santiago Loza (sua protagonista, Romina Escobar virá apresentar o filme aos paulistanos), “O Príncipe”, de Sebastián Muñoz, “E Então Nós Dançamos”, de Levan Akin (pré-candidato da Suécia ao Oscar estrangeiro), “O Chão sob meus Pés”, de Marie Kreutzer, “Port Authority”, de Danielle Lessovitz, “Rumo às Estrelas”, de Martha Stephens, e “Monstros”, de Marius Olteanu.

Hanna van Vliet, protagonista da websérie “Anne+” (sobre o cotidiano de uma jovem lésbica de Amsterdã) virá apresentar, dentro do programa “Mix Holanda”, seu trabalho. A parceria entre o Mix Brasil e o festival holandês Roze Filmdagen, mostrará, também, “Galore”, documentário intimista sobre a famosa drag da cena europeia Lady Galore, e sessão de curtas metragens “Dutch Delights”.

Pelo quarto ano, o Mix Brasil promoverá o MixLab Spcine, encontro que se propõe a promover intercâmbio de experiências e relações profissionais. Nesta edição, profissionais da Spcine promoverão diálogos sobre o papel da empresa no fomento de projetos audiovisuais paulistas.

Como o Mix Brasil encerrará sua edição de número 27, no Dia da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares, a multiartista Jup do Bairro (coprotagonista de “Bixa Travesty”, de Claudia Priscila e Kiko Goifman) convidará Brioni para apresentação especial.

27° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade
Data: 
13 a 20 de novembro
Local: São Paulo – CineSesc, Espaço Itaú Augusta, Centro Cultural São Paulo, Spcine Olido, MIS, Centro Cultural da Diversidade, Biblioteca Mário de Andrade e Auditório Ibirapuera
Exibição, em sessões gratuitas, de 110 filmes brasileiros e internacionais. Conferência Mix Brasil sobre identidade, saúde e feminismo em 13 mesas, encontros, debates e rodas de conversas como “Mulheres Invisíveis no Cinema”, “Mídias Sociais & HIV”, e “Despatologização da Saúde Trans”
Com direção de André Fischer e direção-executiva de Josi Geller
A Spcine Play apresentará alguns dos filmes programados do festival (via streaming , ao longo de 30 dias a partir do início do evento)

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