Série documental “Transamazônica – Uma Estrada para o Passado” estreia na HBO

Resultado de uma coprodução com a Ocean Films, a série documental “Transamazônica – Uma Estrada para o Passado” narra, em seis episódios, detalhes sobre este marco que foi idealizado e teve as obras iniciadas durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici, no fim dos anos 60. Com o objetivo de unificar a nação, sua construção foi uma saga gigantesca e o maior exemplo das obras faraônicas do governo militar brasileiro. A estrada, que promoveria a integração nacional cortando o país de leste a oeste, ficou mais conhecida por ligar a fome do Nordeste com a miséria da Amazônia, e teve sua construção abandonada.

“Transamazônica – Uma Estrada para o Passado” revisita a rodovia, quilômetro a quilômetro, em um retrato atual da região, mostrando desde a extração ilegal de madeira e os garimpos até o abandono da população. Cada personagem, região e seus conflitos são abordados para apresentar o que foi a Transamazônica e como os seus efeitos repercutem e ecoam ainda hoje.

A obra é assinada por Roberto Rios, Eduardo Zaca, Patricia Carvalho e Rafaella Giannini, da HBO Latin America Originals, e João Roni Garcia e Nuno Godolphim, da Ocean Films. Com direção de Jorge Bodanzky e Fabiano Maciel, que também assina o roteiro ao lado de Thiago Iacocca e Nuno Godolphim, a série documental conta com recursos da Condecine – Artigo 39 e estreia dia 11 de fevereiro, às 21h, no canal HBO Mundi.

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  1. Conheci esta realidade bem de pertinho. Cheguei na transamazônica aos 3 anos, juntamente com minha família, em meados do ano de 1972. Vivenciei momentos bem difíceis. Fomos abandonados pelo governo federal a própria sorte, em plena selva amazônica, sem direito a saúde, educação, alimentos… O sonho da minha família em ter um pedaço de terra pra plantar, virou pesadelo. Me lembro perfeitamente bem em época de inverno as filas quilométricas de carros atolados, pessoas com fome porque não tinha onde comprar.

  2. Uma porcaria. Vi os primeiros episódios e dá vontade de vomitar.
    Um festival de clichês, personagens irrelevantes, truísmos, bobagens de toda a espécie.
    Chega um momento que um “especialista” que ninguém nunca viu – claro – compara Belo Monte a um campo de concentração nazista (?????).
    Dá a impressão que a série é uma obra feita por alienígenas e está contaminada com a visão preconceituosa e ideológica de seus realizadores. É um discurso atrasado, descontextualizado e preguiçoso de uma região com mais de 20 milhões de pessoas que já sofreu e sofre com muitos problemas (e que não tem nada a vê com estes retratados). Mas, também, é palco de feitos extraordinários e que transformou para a melhor a vida de milhões; que a estrada de barro convive com a fibra óptica; que possui hospitais públicos de alta complexidade; obras de engenharia extraordinárias; agricultura e pecuária de precisão construídas com o melhor da engenharia genética..enfim…uma região com um PIB maior do que muitos países mundo afora.
    A região da Transamazônica se tornou inacreditavelmente estratégia para a Economia do País com seus Portos e terras a perder de vistas cuja a exploração, mesmo do jeito que está, produz bilhões e bilhões. Imagine com os avanços que estão chegando?
    Ou seja, os militares viram o potencial da região 50 anos a frente. Nós, ainda, estamos discutindo o sexo dos anjos.
    Mas o Diretor tava preocupado era em dar voz a “produtores” rurais sem Terra, estranhamente, instalados ao redor de Belo Monte, por exemplo. Mesmo estando numa região com mais de 200 milhões de hectares.
    A gente passava todo dia ali e só tinha os produtores instalados a 30 anos. Do nada, apareceram estes.
    Mas é só dá uma olhada na palma da mão deles.

  3. Comecei a assistir o documentário e acabei vendo um documentário TOTALMENTE tendencioso.
    Só é mostrado um lado da história, e todos tem o direito de conhecer os dois lados.
    Sobre a estrada “Transamazônica” e falado muito pouco, o documentário fala só sobre sindicatos.
    Não recomendo pois é muito tendencioso e não parece ser honesto.
    Assim quem quer ter informações sobre a Estrada Transamazônica procure outro documentário pois neste você não vai aprender praticamente nada.
    Uma pena, tanto dinheiro em uma produção jogado fora.

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