Ouro Preto celebra produção indígena e memória do cinema
“Poropopó”, de Luís Antônio Igreja

Por Maria do Rosário Caetano

No momento em que o país vive o luto pelo brutal assassinato de dois defensores dos povos originários e da preservação da Amazônia – o indigenista brasileiro Bruno Pereira e o repórter britânico Dom Phillips – a CineOP (Mostra de Cinema de Ouro Preto), cuja décima-sétima edição inicia-se nesta quarta-feira, 22 de junho, dedica-se ao tema “Cinemas Indígenas: Memórias em Transmissão”. Uma trágica (e mobilizadora) coincidência.

De volta ao formato presencial, o festival, ambientado na mais preservada das cidades do Barroco Mineiro, apresentará 151 filmes, sendo 20 longas-metragens, 14 médias e 117 curtas, em maioria brasileiros (vindos de 21 unidades da Federação). Alguns são títulos produzidos na Argentina, Bolívia, EUA, Israel, Peru, Rússia e Uruguai.

A CineOP não se apresenta como festival semelhante aos mais tradicionais do país e do mundo. Inexistem mostras competitivas, não há distribuição de prêmios. Foi criada para transformar uma cidade (a antiga Vila Rica, marco de nossa história colonial, por causa da Inconfidência Mineira e de seu mártir, Tiradentes) em território dedicado ao audiovisual vocacionado ao cultivo da História, da Memória e da Preservação. Estes três segmentos ganham mostras audiovisuais específicas, que se complementam com outras cinco (Educação, Cine-Escola, Homenagem, Mostrinha e Contemporânea).

Além dos filmes, o festival sedimenta-se em núcleo reflexivo dos mais sólidos. Dois importantes encontros, o Fórum da Rede Kino (Encontro de Educação) e o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros, são enriquecidos por múltiplos debates, seminários, masterclasses e mesas-redondas.

O crítico, pesquisador e professor universitário Cleber Eduardo assina a curadoria da Mostra Histórica, que carrega o motivo temático dessa edição – “Cinemas Indígenas: Memórias em Transmissão”. Ele observa que, “nos últimos 20 anos, vivenciamos transição progressiva para a autocriação de filmes de povos indígenas, sem interferências na construção da estética e da linguagem de não-indígenas”. Tal condição possibilita “percepção e recepção cada vez mais amplas das singularidades formais dessa produção”. Por isso, ele evitou “recorte puramente histórico, como se convencionou em outras edições”, e fez questão de “priorizar universos fílmicos que soassem mais urgentes e palpitantes”.

Dessa forma, Cleber chegou à produção indígena, percebendo que ela acabava sempre “tratada um tanto na paralela do cinema brasileiro, e nunca a ele organicamente agregada”. Então – explica – “me interessava mergulhar nesses filmes e detectar mudanças de fases e traços de singularidade ou, no nosso palavrório branco-ocidental, buscar alguma autoralidade”.

O curador selecionou 35 títulos vindos da criação de 17 povos distintos, que ele encaixa em “dois grandes grupos de filmes muito particulares”: aqueles que “giram em torno da terra, do território, das demarcações, das invasões, nos quais a presença branca representa sempre o inimigo, sejam atritos do passado ou do presente”, e os que “trabalham a resistência de certas tradições, rituais e reelaborações identitárias a partir de suas espiritualidades”.

Cleber reuniu no segmento “Políticas da imagem e terras em disputa”, os filmes “Já me Transformei em Imagem” (Zezinho Yube, 2008) e “Zawxiperkwer Ka’a – Guardiões da Floresta” (Jocy Guajajara e Milson Guajajara, 2019). Já em “Mitos, espíritos e a vida”, uniu “Nguné Elu: O Dia em que a Lua Menstruou” (Takumã Kuikuro, Maricá Kuikuro, 2004) e “Watoriki Xapiripë Yanopë: Casa dos Espíritos” (Morzaniel Iramari, Dário Kopenawa, 2010).

Uma dupla de realizadores indígenas – M’bya Guarani: Kuaray (Ariel Ortega) e Pará Yxapy (Patrícia Ferreira) – será homenageada pela CineOP. E o público assistirá a filmes realizados por eles. Inclusive os títulos convidados para a noite de quinta-feira, 23 de junho: “Bicicletas de Nhanderú” (2011) e o curta-metragem “Nossos Espíritos Seguem Chegando – Nhe’e Kuery Jogueru Teri” (2021).

Quem for a Ouro Preto para assistir à CineOP, além de desfrutar das atrações artístico-arquitetônicas de uma das mais belas cidades históricas do país (com igrejas e esculturas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, entre outros grandes nomes do Barroco brasileiro), poderá ver (ou rever) filmes muito especiais (alguns raros).

Entre os longas-metragens há ótimos títulos, espalhados por diversas mostras (na CineOP, há que faíscar, como um bom garimpeiro). Caso de “O Bom Cinema”, de Eugenio Puppo, mergulho no ‘cinema de invenção’ praticado pela turma de Carlão Reichenbach, que estudou na Escola São Luís, em São Paulo, mantida por religiosos jesuítas. Houve um tempo em que a Igreja viu no cinema meio de comunicação tão poderoso, que resolveu formar quadros, criar festivais, dar prêmios (OCIC, Signis, Margarida de Prata) etc.

Puppo, cineasta e produtor, deixa os propósitos religiosos de lado para dedicar-se, por inteiro, às imagens e pensamentos gerados pela turma que se uniu, direta ou indiretamente, a Reichenbach, como João Callegaro, José Agripino de Paula, Márcio Souza, Ana Carolina e, por linhas tortas, os autodidatas José Mojica Marins, Ozualdo Candeias e Rogério Sganzerla. Sem esquecer o professor Luiz Sérgio Person. Enfim, a turma que fez da Boca do Lixo paulistana efervescente centro de produção cinematográfica.

Ainda no terreno do “Cinema sobre Cinema”, a CineOP vai apresentar pelo menos mais três longas recomendáveis, pois afinal, tratam de personagens ou situações integralmente dedicadas às imagens. Caso de “Tempo Ruy”, de Adilson Mendes, documentário sobre o nonagenário Ruy Guerra, em pleno vigor criativo. Nesse exato momento, ele prepara o fecho de trilogia iniciada com “Os Fuzis” (1965) e sequenciada com “A Queda” (1976).

César Meneghetti comparece com “Glauber, Claro”, que resume em criativos 80 minutos, a aventura glauberiana em Roma, onde o baiano filmou um de seus filmes mais experimentais e menos conhecidos (“Claro”, 1976). Vale lembrar que, no meio dos 117 curtas programados pela CineOP, o diretor de “Terra em Transe”, que se vivo fosse, teria 83 anos, é lembrado em “Carta para Glauber”, documentário de 12 minutos, dirigido por Gregory Baltz.

O terceiro título que vive em torno do cinema (sem nenhum escapismo, já que totalmente plugado em nossa trágica realidade social) é “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil. Em enxutos 74 minutos, o cineasta paulistano revisita clássicos do cinema, como “Crepúsculo dos Deuses”, de Billy Wilder (reencenado por moradores Sem-Teto), “A Grande Ilusão”, de Jean Renoir, “Noites de Circo”, de Bergman, “Julio Cesar”, de Mankiewicz, e “Pão, Amor e Fantasia”, de Comencini.

Outro programa obrigatório na Mostra ouro-pretana chega dos primórdios da União Soviética – “História da Guerra Civil”, de Dziga Vertov e Nikolai Izvolov, realizado em 1921, enquanto o Exército Vermelho, liderado por Leon Trotsky, enfrentava o Exército Branco, ligado às forças czaristas. Por duas horas e 13 minutos, os dois cineastas soviéticos, um deles autor do “maior documentário de todos os tempos” (“Um Homem com a Câmera”), mostram um país em convulsão, com pontes sendo dinamitadas e a fome grassando. Mas a resistência vai crescendo, até o triunfo bolchevique final.

“A Mãe de Todas as Lutas”, de Susanna Lira, outro longa programado pela CineOP, dialoga com a temática indígena. A prolífica realizadora carioca acompanha a trajetória de Shirley Krenak e Maria Zelzuita, mulheres que estão envolvidas com a luta pela terra, para buscar relações entre “a natureza e o corpo feminino, organismos que compartilham inclusive a violência”. Por isso, ressalta “a importância da atuação feminina nas pautas ambientais e traz questionamentos e buscas de ações capazes de nos possibilitar futuro sustentável”

De Tiradentes (e sua Mostra de Cinema), outra importante cidade do Circuito do Ouro das Minas Gerais, chega ótima opção para as noites ouro-pretanas: “Bem-Vindos de Novo”, de Marcos Yoshi, nipo-brasileiro formado pela ECA-USP. Quem acompanhou todos os filmes da competição tiradentina (meu caso) torceu pela vitória deste longa de estreia de estudante uspiano. Afinal, trata-se de obra original, densa e de grande valor afetivo. E, o que é louvável, trata-se de importante mergulho no mundo do trabalho.

Alguns (poucos) discordam dos méritos do filme de Yoshi. Não entendem o que os admiradores de “Bem-Vindos de Novo” viram na história daquela família, registrada em fotos e filmes domésticos colhidos ao longo de muitos anos. Pois que revejam o filme. Seus méritos estão na sinceridade das conversas de pais, filhos (e avós), na franqueza com que são abordadas as relações de trabalho, a valorização (excessiva?) do dinheiro, a dor do fracasso, a necessidade de estar sempre recomeçando (inclusive como dekassegui no distante Japão). E este eterno recomeço se dá com pessoas que já poderiam estar descansando depois de anos, décadas, de labuta.

Outro documentário feito com imagens de arquivo pessoais (e neste caso de muitas canções) que há de encantar a quem ama a MPB, é “Belchior – Apenas um Coração Selvagem”, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti. Sem nenhuma “cabeça falante”, o filme se constrói em fluxo afetivo, guiado pela inteligência cortante e desconcertante do artista cearense. Bom demais. Para ver e rever.

“Quem Tem Medo?”, de Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves, é um filme de urgência e extrema importância, pois trata do avanço da extrema direita no Brasil e sua implacável perseguição aos artistas. Caso do performer acusado por fundamentalistas de ser “pedófilo” por ter usado o corpo (nu) como forma de expressão. Uma criança, acompanhada da mãe, aproximou-se daquele corpo. Hordas de moralistas viram ali a blasfêmia das blasfêmias.

“Poropopó”, de Luís Antônio Igreja, é uma ficção infanto-juvenil, protagonizada por André Abujamra, Letícia Pedro, Daniel Gonzaga, Ludmila Silva e Luigi Montez, que se constroi em torno de uma família de palhaços. Seus integrantes deixam o circo e seu cotidiano saltimbanco, para fixar-se na cidade, em busca de vida melhor e mais segura. Só que passarão a enfrentar dificuldades, preconceitos e muito autoritarismo. O farão, porém, com o instrumento que herdaram de seus antepassados – a magia e o humor.

A turma que ama a relação do Cinema com a Educação, não pode perder “Atravessa a Vida”, de João Jardim, autor do tocante “Pro Dia Nascer Feliz”. O cineasta, de obra importante e fincada em temas relevantes, é um dos poucos, no Brasil, a voltar seus olhos para nossas escolas e estudantes. Nesse filme, ele se concentra numa escola pública sergipana. Estudantes do terceiro ano colegial preparam-se para a prova que definirá seus destinos rumo à universidade.

“Atravessa a Vida” acompanha sonhos, prazeres adolescentes, problemas familiares e, principalmente, as angústias dos estudantes, naquele momento tão importante. Não pensem que a narrativa de Jardim e equipe carece de inspiração por causa do título (tão sem graça!) que a embala. Não faltou inspiração ao filme, que é bom. Faltou ao unir as palavras “Atravessa a Vida”. Quem encontrou em Cazuza o inspirado “Pro Dia Nascer Feliz”, poderia ter garimpado algo bem melhor em nosso cancioneiro. Quem sabe na poesia de cordel.

“São Paulo em Hi-Fi”, de Lufe Steffen, resgata histórias das noites gays da São Paulo dos anos 1960, 1970, parte dos 80 e a relação dos homoafetivos com a ditadura, a explosão do vírus HIV e suas consequências. Aquele período, considerado a era de ouro das festas ambientadas em clubes como o Medieval, o Corintho e Homo Sapiens, sofreu um baque com a Aids. O documentário, que dura 101 minutos, conta com depoimentos de João Silvério Trevisan, Celso Curi, Elisa Mascaro, Leão Lobo, Kaká Di Polly, Greta Star, entre outros.

Na programação de filmes do segmento “Preservação”, o espectador poderá conhecer trabalhos de autoria desconhecida, como “Viagem a Manaus”, título atribuído pelos restauradores. Este filme integra programa de cinco produções silenciosas captados em bitola 9,5 mm do acervo do Lupa-UFF (Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense).

Por fim, um registro: um “ovni” pousará na CineOP. Quem gosta de exumar filmes esquecidos tem encontro marcado com “Katharsys – Histórias dos Anos 80”, de Roberto Moura, uma ficção carioca, realizada em 1992, com elenco liderado por ninguém mais, ninguém menos que Grande Otelo (com Célia Maracajá, Breno Moroni, Vera Setta, Maria Sílvia e Sebastião Lemos na retaguarda). Ao longo de 94 minutos, acompanhamos Tolstoi, um cineasta que transita pela modernidade implacável da década de 1980 (sim aquela dos neons, dos yuppies). Frustrado pelas expectivas, que alimentara nos 1970, Tolstoi tenta adaptar-se às exigências dos novos tempos. Envolve-se em cooperativa de técnicos e artistas e começa a produzir um novo filme, de nome dos mais instigantes (“Vargas na Veia”), cuja trama contará a estória de um professor de História fascinado pela figura de Getúlio Vargas.

O filme de Roberto Moura não chegou às telas do circuito comercial. Pelo que se sabe, ele nasceu com 150 minutos (2h30) e foi apresentado como trabalho acadêmico para obtenção do título de doutor na ECA-USP (sob orientação do professor Ismail Xavier) e depois reduzido para sua versão “comercial” (94 minutos). Mesmo assim, com a hecatombe da Era Collor, o filme ficou guardado nos escaninhos de nossa “cíclica história cinematográfica”.

Na ampla mostra de curtas e médias-metragens, uma produção vem chamando atenção. Primeiro, por seu título provocador (“Não Vim ao Mundo para Ser Pedra”), segundo por seu personagem, Sebastião Prata, o mineiro (de Uberlândia) Pratinha, que se tornou o notável Grande Otelo, ator que encantou Orson Welles e Werner Herzog. “Não Vim ao Mundo para Ser Pedra”, de Fábio Rodrigues Filho, dura 25 minutos e é fruto de parceria entre a Bahia e Minas Gerais. Vale colocá-lo na lista de prioridades e conferir. Otelo, se não tivesse morrido aos 78 anos, em Paris, no Aeroporto de Orly, teria hoje 106 anos.

Outro título a conferir, entre os curtas, é “A Ordem Reina”, de Fernanda Pessoa, autora de três longas, aqui comandando documentário de apenas 18 minutos. A inquieta diretora, em tom ensaístico, pergunta: “A revolução está viva? Podemos imaginar alternativas para um mundo capitalista? O socialismo falhou?” A partir de tais indagações, empreende viagem (no tempo) internacionalista por sete países que passaram por experiências revolucionárias ao longo do século XX e é acompanhado por voz que recita o último texto de Rosa Luxemburgo (escrito em 1919, um dia antes dela ser assassinada).

No núcleo temático da CineOP número 17, destacam-se vários curtas e médias de temática indígena. Três deles: “Shuku Shukuwe – A Vida é para Sempre”, de Ika Muru Huni Kuin (Agostinho Manduca Mateus), “Yãy Tu Nũnãhã Payexop: Encontro de Pajés”, de Sueli Maxakali, e “Ka’a Zar Ukyze Uá – Os Donos da Floresta em Perigo”, de Flay Guajajara, Edivan dos Santos Guajajara e Erisvan Bone Guajajara,

Em seu núcleo de convidados internacionais, a CineOP contará com a professora e realizadora argentina Aldana Loiseau, que ministrará masterclass sobre processos de criação envolvendo técnica da animação na qual os elementos a serem animados estão vinculados à terra. Serão exibidos os filmes “Tierra Animada” e “Pacha: Somos Barro”, que mostram seus trabalhos em stop motion.

Da Bolívia virá o realizador Miguel Hilari. Ele apresentará trabalhos recentes como “O Curral e o Vento”, conectado à sua origem aymara, com imagens e sons que evocam o tempo e espaços andinos, “Companhia” e “Bocamina”, estes de clara inspiração nas suas origens e em defesa da educação no campo. O cineasta estará em Ouro Preto para falar de seus processos de criação e dos processos de formação que empreende com jovens bolivianos.

Longas-metragens

. “Katharsys”, de Roberto Moura (Ficção, 94 min., RJ)
. “Poropopó”, de Luís Antônio Igreja (Ficção, 80 min., RJ)
. “O Bom Cinema”, de Eugenio Puppo (Doc., 82 min., SP)
. “Bem-Vindos de Novo”, de Marcos Yoshi (Doc. 105 min., SP)
. “Tempo Ruy”, de Adilson Mendes (Doc., 72 min., RJ)
. “Belchior – Apenas um Coração Selvagem”, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti (Doc., 90 min., SP)
. “Glauber, Claro”, de César Meneghetti (Doc., 80 min., SP)
. “Quem Tem Medo?”, de Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr (Doc., 71 min., SP)
. “A Mãe de Todas as Lutas”, de Susanna Lira (Doc., 84 min., MG/PA)
. “Atravessa a Vida”, de João Jardim (Doc., 82 min., RJ)

Núcleo de Preservação

. “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil (Doc., 74 min., SP)
. “História da Guerra Civil”, de Dziga Vertov e Nikolai Izvolov (1921-2021) – (URSS- Doc., 133 min.)
. “São Paulo em Hi-Fi”, de Lufe Steffen (Doc. 101 min., SP)

Curtas e Médias-Metragens

. “Não Vim ao Mundo para Ser Pedra”, de Fábio Rodrigues Filho (Doc., 25 min., BA/MG)
. “Carta para Glauber”, de Gregory Baltz (Doc. 12 min., RJ)
. “A Ordem Reina”, de Fernanda Pessoa (Doc.18 min., SP)
. “Shuku Shukuwe – A Vida é para Sempre”, de Ika Muru Huni Kuin – Agostinho Manduca Mateus (Doc., 43 min., MG)
. “Yãy Tu Nũnãhã Payexop: Encontro de Pajés”, de Sueli Maxakali (Doc., 26 min., MG)
. “Ka’a Zar Ukyze Uá – Os Donos da Floresta em Perigo”, de Flay Guajajara, Edivan dos Santos Guajajara, Erisvan Bone Guajajara (Doc., 14 min., SP)
. “Terra Farta”, de Charles dos Santos e Gustavo Maan (Ficção, 24 min., SP)
. “Ewé de Òsányìn: o Segredo das Folhas”, de Pâmela Peregrino (Animação, 22 min., AL, BA, RJ)
. “Guairaka’ija – O Dono da Lontra”, de Wera Alexandre Ferreira (Doc., 11 min, SP)
. “Xupapoynãg”, de Isael Maxakali (Doc.,16 min., MG)
. “Mãtãnãg, a Encantada”, de Shawara Maxakali, Charles Bicalho (Anim., 14 min., MG)
. “Filmes Domésticos do Lupa-UFF”, de Salvatore Santoro (filmes familiares e de viagem, 18 min., RJ)
. “Armarinho Aracy”, de Camila Matos (Doc., 10 min., MG)
. “Ava Marangatu”, de Genito Gomes, Valmir G. Cabreira, Jhonn N. Gomes, Jhonatan Gomes, Edina Ximenez, Dulcídio Gomes, Sarah Brites e Joilson Brites (Doc., 15 min., MG)
. “Wehsédarasé – Trabalho da Roça”, de Larissa Ye’padiho Duarte Tukano (Doc., 23 min., MG)
. “Santo Rio”, de Lucas P. de Oliveira e Guilherme Nascimento (Doc., 22 min., MG)
. “Quem de Direito”, de Ana Galizia (Doc., 21 min., RJ)
. “A Cosmopolítica dos Animais”, de Juliana Fausto e Luisa Marques (Exp., 20 min., RJ/PR)
. “Lá e de Volta Outra Vez”, de Mateus Rameh (Doc., 19 min., PE – RJ)
. “Lágrimas de Diamante Kunha Potyrã”, de Alberto Alvares (Doc., 15 min., RJ)
. “Maternal”, de Will Nogueira (Doc. 14 min., RJ)
. “Através dos Sentidos”, de Gilson Nascimento (Ficção, 13 min., RJ)
. “Sei que É Tudo Memória”, de Nathália Oliveira (Doc., 12 min., RJ)
. “Tecido, Sigilo”, de Lucílio Jota (Doc., 15 min., RJ)
. “Vermelho Guanabara”, de Andrea França (Exp., 10 min., RJ)
. “Aurora – A Rua que Queria ser um Rio”, de Radhi Meron (Anim., 10 min., SP)
. “Contra-Monumento Cena #1”, de Arthur Medrado (Doc., 10 min., MG)
. “Um Conto Indígena”, de Rodrigo Soares Chaves (Anim., 10 min., MG)
. “Ressaca”, de Andrea França (Doc., 9 min., RJ)
. “A Viagem Sem Fim”, de Priscyla Bettim; Renato Coelho (Exp., 10 min., SP)
. “Álbum de Família(s)”, de Karla Lopes Beck (Exp. 2 min., SP);
. “No Fazer…”, de Noale Toja (Exp., 2 min., RJ)
. “O Recreio”, de Nilda Alves (Anim., 2 min., RJ)
. “Antígona 442 a.C. – Prólogo”, de Maurício Farias (Experimental, 3 min, RJ)
. “Bonzinho, o Cão Guia!”, de Monique Oliper (Anim., 3 min., SP)
. “Como os Botbots Conheceram a Terra”, de Victor R. Brito e Aline C. Begossi (Anim., 3 min., SP)
. “História Cotidiana”, de Denis Bevenuto (Fic., 3 min, SP)
. “Iara”, de Karla Beck, Laura Lavínia dos Santos e Alice Paula Gonçalves (Exp., 3 min., SP)
. “Mas Eu Balanço”, de Vanessa Lima (Exp., 2 min., SP)
. “O Triste Fim”, de Gabriela Luz Rodrigues (Ficção, 2 min., SP)
. “Onde o Cinema Pode te Levar?”, de Karla Lopes Beck e Mirtes Silvestre (Doc., 2 min., SP)
. “Pequenos Detalhes da Vida Perdidos na Correria do Mundo”, de Luis Guilherme Alves Anastacio (Exp., 3 min., SP)
. “Por Dentro das Árvores”, de Francisco de Paula (Anim., 3 min., SP)
. “Tudo Tem o Seu Tempo”, de Karla Lopes Beck, Kemilly O. da Silva e Laura F. de Almeida (Exp., 3 min., SP)
. “Distanciamento”, de Matheus Alberto, Daniel Hott, Lucas Fernando e Daniel Marques (Exp., 2 min., MG)
. “Como eu Vejo o Mundo”, de Amanda Menezes (Exp., 2 min., MG)
. “Zootropo”, de Raul Lima Possati e Aline Caetano Begossi (Anim., 1 min., SP)
. “The Uno”, de Rhaianny Ribeiro Martins (Fic., 1 min., SP)
. “A Notícia”, de: Isabelly Cristina Oliveira Chaves (Exp., 1min., SP)
. “Asas”, de Vania Brega (Exp., 1 min., SP)
. “E=mc²”, de Vania Brega (Exp., 1 min., SP)
. “Porta dos Sonhos”, de Ana Clara Agostinho, Davi Assunção, Geovana Cristina, Isabela Ferreira e Sofia Luiz (Exp., 1 min., MG)
. “Silêncio”, de Sueli Santos (Exp. 3 min., MG)
. “Womanhood”, de Ana Clara Scigliano (Exp., 1 min., MG)
. “A Montanha Mágica”, da professora Liana Lobo e crianças do CP/UFMG (Anim., 1min., MG)
. “A Floresta Mágica”, da professora Liana Lobo e crianças do CP/UFMG (Anim., 1min., MG)
. “As Amizades”, da professora Liana Lobo e crianças do CP/UFMG (Anim., 1 min., MG)

 

17ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto
Edição presencial na cidade histórica mineira
Data: 22 a 27 de junho
Serão exibidos mais de 100 filmes de curta, média e longa-metragem no Cine Praça e Centro de Convenções, haverá debates, masterclasses internacionais, rodas de conversas, oficinas, seminários, Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros, Encontro de Educação – Fórum da Rede Kino, Mostrinha de Cinema para Crianças, sessões de Cine-Escola, Festa Junina, lançamento de livros, exposição, atrações artísticas no Centro de Artes e Convenções e na Praça Tiradentes.
Todas as atividades têm entrada franca.
Muitas atividades (e programa de filmes) poderão ser acompanhadas pela plataforma cineop.com.br, onde há também informações detalhadas sobre a programação do festival mineiro.

Relacionados

Compartilhe

(0) Comente

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>