“O Último Azul” conquista o Prêmio do Júri Ecumênico e o Prêmio do Júri de Leitores, em Berlim

Dirigido por Gabriel Mascaro (“Boi Neon” e “Divino Amor”), “O Último Azul” (“The Blue Trail”, em inglês) acaba de conquistar dois prêmios dos júris paralelos à competição principal da 75ª edição do Festival de Berlim: o Prêmio do Júri Ecumênico e o Prêmio do Júri de Leitores do Berliner Morgenpost. Hoje (22/02), às 12h30, será o tapete vermelho, que terá a presença de Gabriel Mascaro, Denise Weinberg, Rodrigo Santoro e da produtora Rachel Daisy Ellis, e a partir das 14h, a cerimônia de premiação, onde serão anunciados os vencedores do Urso de Ouro e Urso de Prata. O Brasil segue na disputa pelo Urso de Ouro com o filme de Mascaro. A transmissão ao vivo pode ser assistida por meio do link https://www.youtube.com/watch?v=f7S7hlS56lM.

O Prêmio do Júri Ecumênico (Ecumenical Jury Prize) é concedido ao diretor cujo filme retrata ações que estejam de acordo com os Evangelhos ou que sensibilizaram os espectadores por sua temática espiritual, humana ou social. Já o Prêmio do Júri de Leitores do Berliner Morgenpost (Berliner Morgenpost Reader’s Jury Award) é concedido pelos leitores do jornal Berliner Morgenpost, cujo júri é composto por 12 membros, que premiam um dos filmes na competição oficial. Segundo os votantes, “‘O Último Azul’ aborda a idade, a liberdade, a autodeterminação e amizade em um mundo distópico e hostil de um jeito alegre e colorido. Uma joia de esperança.”

Protagonizado por Denise Weinberg, com Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás, no elenco, o longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão “desfrutar” seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza (Denise), uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. O filme foi extremamente aplaudido durante a estreia mundial na Berlinale, no dia 16 de fevereiro.

Uma aventura sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia, “O Último Azul” tem previsão para chegar aos cinemas brasileiros ainda em 2025, com distribuição da Vitrine Filmes.

Mascaro já esteve na Berlinale em 2019, quando “Divino Amor” foi exibido na Mostra Panorama. “O Último Azul” é o primeiro filme brasileiro a competir pelo Urso de Ouro desde 2020. Anteriormente, o Brasil venceu o prêmio com “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles, que também recebeu o Urso de Ouro de Melhor Atriz, para Fernanda Montenegro, e “Tropa de Elite” (2008), de José Padilha.

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, “O Último Azul” foi produzido por Rachel Daisy Ellis (“Boi Neon”, “Rojo”) e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de “Roma”, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

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