CineSesc abre Mostra Farol com “Surda”, um dos vencedores dos Prêmios Goya, e exibe “O Riso e a Faca”, “I Will Follow” e “Alpha”

Foto: “Surda”, de Eva Libertad

Por Maria do Rosário Caetano

O longa espanhol “Surda”, laureado com três Prêmio Goya, abre a Mostra Farol – O Cinema Entre a Memória e o Agora, que ocupará a imensa tela do CineSesc, dessa sexta-feira, 20 de março, até dois de abril.

A mostra soma 27 filmes, sendo parte deles inédita no circuito comercial, e parte ligada à memória do cinema. Alguns são primeiros longas-metragens de realizadores hoje consagrados, caso da francesa Claire Denis, do canadense David Cronenberg e dos estadunidenses Richard Linklater e Irmãos Coen.

“Surda”, o filme inaugural, fez por merecer três dos seis “cabeçudos” (apelido carinhoso do Goya espanhol) que disputou: melhor diretora estreante, para Eva Libertad, atriz revelação, para Miriam Garlo, e ator coadjuvante (Álvaro Cervantes). Antes do “Oscar espanhol”, “Surda” havia se destacado no segmento Panorama, do Festival de Berlim, no qual recebeu o reconhecimento do Júri Popular.

O filme de Eva Libertad acompanha a gravidez de Angela, portadora de deficiência auditiva. O marido, mesmo que de maneira sutil, acabará externando suas preocupações com o destino da criança. A mãe será capaz de criá-la? Ela deverá viver mais próxima dos falantes, como ele, ou mais próxima da mãe, que se expressa pela linguagem de sinais?

A narrativa é seca e impregnada pela poesia do cotidiano. A cineasta, irmã de Miriam Garlo, conduz a trama sem apelos sentimentais. E o Goya de intérprete revelação serviu para mostrar a sensibilidade de Garlo, primeira atriz surda reconhecida pela Academia de Cinema da Espanha. A sessão do CineSesc acontecerá com recursos de acessibilidade (legendas descritivas, audiodescrição e Libras).

A Revista de CINEMA destaca, abaixo, alguns dos filmes que compõem a Mostra Farol – O Cinema Entre a Memória e o Agora, lembrando o espaço nobre aberto ao cinema feminino. Será exibida a distopia “Alpha”, da francesa Julia Ducournau, premiada em Cannes com “Titane” e cultora do “terror corporal”, assim como “Aqui Não Entra a Luz”, de Karol Maia, e “Papaya”, de Priscilla Kelly (ambas brasileiras), “Palestina 36”, da franco-palestina Annemarie Jacir, “A Maçã”, da iraniana Samira Makhmalbaf, “Fuck the Polis”, da portuguesa Rita Azevedo Gomes, “I Will Follow”, de Ava DuVernay, e “As Virgens Suicidas”, de Sofia Coppola, ambas norte-americanas. Outra brasileira, Maria Clara Escobar, divide a direção de “Dolores” com Marcelo Gomes.

Quem desejar assistir a um filme criativo, ousado e provocador não pode perder o lusitano “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho. Por isso, começamos por ele, essa lista de atrações-destaque da Mostra Farol:

O RISO E A FACA, de Pedro Pinho (Portugal, Brasil, França, Romênia, 2025) – Este filme, que tem lançamento garantido no Brasil e foi filmado na África Ocidental, dura 211 minutos (3h31’). Vale a pena assisti-lo? A resposta é sim para os dotados de espírito livre, aqueles que encaram a vida como uma grande aventura. Escolhido como um dos dez melhores longas-metragens do ano passado pela revista Cahiers du Cinéma, “O Riso e a Faca” é um filme marcado pelo deslocamento geográfico. Sérgio (Sérgio Coragem), o protagonista, é um engenheiro ambiental a serviço de uma ONG. Ele exercerá seu ofício junto aos que constróem estrada que ligará o deserto à selva. Ele conhecerá dois moradores do lugar, que marcarão sua vida – a jovem Diára (Cleo Diára) e Gui (Jonathan Guilherme). A partir desse trio de personagens, Pinho, um cidadão do mundo (com passagens por Paris, Lisboa, Barcelona, Maputo e Ilha de Cabo Verde), discute heranças sociais e mergulha, sem amarras, na intimidade de seus personagens. E o faz com uma câmara livre, aberta ao risco. A jovem Diára foi eleita a melhor atriz da mostra Un Certain Regard, em Cannes. Ela é realmente luminosa.

I WILL FOLLOW (EUA, 2010) – Essa produção estadunidense, realizada quinze anos atrás, quando os afro-americanos viviam a euforia Barak Obama, marca a estreia de Ava DuVernay no longa ficcional. E que estreia! Sensível, delicada, sutil e muito sintética (o filme dura apenas 1h28′). A cineasta afro-californiana, de 53 anos, tornou-se conhecida entre nós por causa do longa “Selma: Uma Luta pela Igualdade”, sobre a marcha comandada por Martin Luther King para garantir direito de voto aos afro-descendentes. Este filme foi indicado ao Globo de Ouro, quebrando tabu (Ava tornou-se a primeira realizadora negra a disputar o troféu). E o filme seria um dos finalistas ao Oscar. Depois, a diretora causaria sensação com documentário sobre a Décima-Terceira Emenda à Constituição dos EUA (“13th”), lançado pela Netflix, em 2016. Em foco, a conexão entre a abolição da escravatura nos EUA e o encarceramento em massa da população negra, consequência da referida emenda. Para realizar “I Will Follow”, Ava inspirou-se em sua tia Denise Sexton. Filmou esta cativante trama, que parece simples demais, mas não é, em apenas 14 dias e gastou, pasmem!, apenas U$50 mil. O resultado é apaixonante. O tema idem. Uma instrumentista afro-americana, vítima de câncer, vive seus dias finais sob os cuidados de uma sobrinha (a bela e carismática atriz Salli Richardson-Whitfield). Quando a baterista morre (a veremos em flashbacks ao longo do filme) cabe à sobrinha desmontar a casa. E receber quase uma dezena de visitantes, com os quais terá relações profissionais (caso dos carregadores da mudança), amorosas ou parental-conflituosas. Tudo flui como as águas tranquilas (só na aparência) de um rio.

A SOMBRA DO MEU PAI (Reino Unido, 2025) – Produção inglesa, dirigida por Akinola Davies Jr., cineasta de origem nigeriana. Vencedor do Bafta de melhor estreia britânica (categoria roteiro original), o filme causou sensação na Mostra de Cinema de São Paulo. Só não foi aceito pelos nigerianos para representar o país no Oscar por tratar-se de longa-metragem filmado, sim, na Nigéria, mas por cineasta radicado em Londres. E com recursos 100% britânicos. “A Sombra do meu Pai” nasceu de lembranças de seu diretor e roteirista. Akinola Davies Júnior evoca relatos ouvidos do pai. No pano de fundo de suas lembranças, ambientadas nos anos 1990, em Lagos, capital nigeriana, estão um golpe de Estado, que se mistura com o massacre de Bonny Camp. O filme, uma ficção de base documental, tempera sua narrativa com ingredientes fantásticos.

CHOCOLATE (França, 1988) – A francesa Claire Denis, que no próximo 21 de abril completará 80 anos, fez de seu filme de estreia, o memorialístico “Chocolate”, um primeiro registro de sua profunda relação com a África. Embora nascida em Paris, Claire cresceu em Camarões (entre outros países da África Ocidental), pois seu pai era funcionário do Governo (colonial) Francês. O filme “Beau Travail”, considerado por muito sua obra máxima, também teve a África como cenário. Com “Chocolate”, a realizadora constrói um filme sensorial, desprovido portanto de discursos, centrado no camaronês Protée (Isaach de Bankolé), que presta serviços à casa onde vive a menina France Dalens (Cécile Ducasse). O pai, Marc Dalens (François Cluzet, do blockbuster “Intocáveis”) não para em casa. A mãe Aimée (Giulia Boschi) cuida da menina, com a ajuda de Protée. O filme começa e termina com France, já adulta, revistando a África de sua infância. As tensões raciais são expostas nas entrelinhas. Os desejos são sublimados.

PALESTINA 36 (Palestina, França, Inglaterra, Dinamarca, Noruega, Catar, Jordânia e Arábia Saudita, 2025) – Produção de verdadeira “ONU cinematográfica”, esse que é o terceiro longa-metragem de Annemarie Jacir, que constrói-se como uma ficção de época. Em 1936, conflitos se processam na Palestina ocupada pelo Império Britânico. Em cada vilarejo, dá-se a insurgência contra o poder colonial. Yusuf tenta levar sua vida longe de tais agitações políticas. Mas a história acabará por afetar sua existência. Com o aumento do número de imigrantes judeus, que chegam à região fugindo da Europa, já conflagrada pelo Nazismo, ninguém conseguirá permanecer à margem. Annemarie Jacir nos revelará muito da história do Oriente Médio, passados 90 anos das rebeliões que agitaram a colônia palestina. Em tempo do genocídio de Gaza, muitos hão de se interessar pelo filme que mobilizou produtores de tantos países.

AQUI NÃO ENTRA LUZ (Brasil, 2025) – Este longa documental de grande força narrativa e personagens cativantes (cinco trabalhadoras domésticas) rendeu à sua realizadora, Karol Maia, o Troféu Candango de melhor direção no Festival de Brasília, ano passado. Karol iniciou seu trabalho investigando a arquitetura das casas brasileiras e a manutenção de marcas da herança escravocrata. Acabou transformando “Aqui Não Entra a Luz” num filme de alma feminina, graças ao carisma das mulheres que lhe contam suas vidas como domésticas. Muitas delas se iniciaram no ofício ainda adolescentes. E nele seguiram até a maturidade. Veremos, sim, os espaços exíguos que elas habitam (os segregadores “quartos de empregada”), mas o que ganha realmente relevo no documentário são as falas dessas mulheres, todas muito substantivas e reveladoras. E vale lembrar que Karol, filha de uma trabalhadora doméstica, conduzirá com muita sensibilidade, o processo de convencimento da mãe, de início resistente, a dar seu testemunho ao filme.

PAPAYA (Brasil, 2025) – Longa de animação brasileiro, dirigido por Priscilla Kelly. Participa da Mostra Farol no Cineclubinho, dedicado ao público infanto-juvenil. Mas adultos poderão assisti-lo, e nele encontrarão pontos em comum com “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu (aliás, um dos produtores de “Papaya”). O filme de Priscila foi exibido no Festival do Rio, na Mostra de São Paulo e de Tiradentes e, depois, no segmento Generation K-Plus do Festival de Berlim. A trama engendrada pela cineasta é rarefeita e traz protagonista inusitada: uma semente de mamão. A conheceremos pequenina, com características antropormórficas, sugando um peito materno. E com desejos comuns aos seres humanos: voar. Mas ela, a semente, vê nascer suas raízes, que poderão fixá-la à terra. O oposto de seu sonho. Para evitar tal sedentarismo, a semente se coloca em estado de permanente movimento. E, melhor, descobrirá que suas raízes poderão levá-la a trilhar misteriosos caminhos. E ajudá-la a defender a Natureza. Tudo se processa em apenas 72 minutos, de forma frenética, sensorial e algo delirante. Não há diálogos. Só imagens e muita música. Que, às vezes, lembra composições da Banda de Pífanos de Caruaru. A cantora Tulipa Ruiz é parceira de Priscilla nesse projeto. A trilha sonora é de Talita del Collado.

DOLORES (Brasil, 2025) – Dirigido por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, que trabalharam sobre roteiro herdado do cineasta Chico Teixeira (1958-2019), o filme acompanha três gerações de mulheres de baixa renda, que lutam pela sobrevivência. Uma delas, a Dolores do título (Carla Ribas) vai completar 65 anos. Um sonho a induz a crer que as dificuldades econômicas por ela enfrentadas cessarão. Afinal, conseguirá montar o que sempre alimentou seus desejos: ser dona de um cassino. Sua filha única, Deborah, aguarda o momento da saída do namorado do cárcere. A neta de Dolores, a jovem Duda, sonha em imigrar para os EUA. Gomes e Escobar fecharam, com amor e generosidade, a “Trilogia dos Afetos”, concebida e realizada (as duas primeiras partes) por Chico Teixeira (“A Casa de Alice” e “Ausência”). O cineasta não viu o filme pronto, pois sua morte precoce o impediu de concretizá-lo. Se tivesse podido assistir ao filme de seus “herdeiros artísticos”, decerto o criador do inesquecível “Criaturas que Nasciam em Segredo” aprovaria, com louvor, o resultado.

CALAFRIOS (Canadá, 1975) – Produção canadense dirigida pelo então estreante David Cronenberg. Vale a pena conferir esse drama de horror distópico, pois ele aponta os caminhos que o consagrado diretor de “Gêmios, Mórbida Semelhança” e “Crash – Estranhos Prazeres” trilharia em sua longa trajetória. O cineasta, que continua na ativa, acaba de completar 83 anos. “Calafrios”, obra da juventude, típico exemplar do terror corporal, começa com anúncio de obra imobiliária. A propaganda enaltece as qualidades de condomínio moderníssimo, dotado de tudo que um ser humano sonha ter como lar. Mas um dia, um dos moradores, infectado por vírus, transformará o paraíso imobiliário em verdadeiro inferno. O público poderá assistir, também, a “O Senhor dos Mortos” (2025), um Cronenberg menor e terrivelmente mórbido. Tanto que não atraiu o público nem entusiasmou a crítica. Só aos fãs mais fieis. “O Senhor da Morte” situa-se no futuro e mostra pessoas que se apegam, de forma doentia, ao cultivo do luto. Ou seja, recorrem aos serviços de empresa capazes de colocar câmaras dentro das sepulturas do morto, de forma que seus familiares possam acompanhar o lento declínio dos corpos.

GOSTO DE SANGUE (EUA, 1984), de Ethan e Joel Coen, e OS MATADORES (Brasil, 1997), de Beto Brant – Dois filmes de suspense. O primeiro marca a estreia dos irmãos Coen no longa-metragem (Joel na direção, Ethan na produção e os dois no roteiro). Um dos filmes mais violentos da dupla. O roteiro, muito engenhoso, prende o espectador na cadeira e exige nervos de aço. O personagem de M. Emmet Walsh (o detetive Visser) parece o protótipo do terrível Anton Chigurh (Javier Bardem) de “Onde os Fracos Não têm Vez” (Oscar de melhor filme em 2008). “Gosto de Sangue” parte de triângulo amoroso em desalinho para construir sua trama desestabilizadora. A narrativa em primeira pessoa, que abre o filme, deixa claro que no Texas tudo é possível. E será. Já “Os Matadores”, longa de estreia de Beto Brant, ponto inaugural de sua fértil parceria com o escritor Marçal Aquino, pega mais leve que sanguinolento filme dos Coen. Acompanhamos, em narrativa sintética, a vida de um matador (interpretado por Chico Diaz), de composição ambígua. Não na linha dos psicopatas Visser e Chigurh.

A MAÇÃ (Irã, 1998) – Filme de estreia da iraniana Samira Makhmalbaf, que tinha apenas 17 anos quando realizou essa obra singela, inspirada em caso real. A trama acompanha duas meninas mantidas trancadas em casa pelos pais por longos onze anos. “A Maçã” soma o documentantal e o ficcional e nos aproxima do destino das duas meninas privadas de liberdade. Pouco se tem ouvido falar das novas produções dos integrantes da Makhmalbaf Film House, centro de produção que gerou filmes mobilizadores do cineasta Mohsen “Gabbeh” Makhmalbaf, de sua esposa e filhos. Os destinos do Irã, claro, têm a ver com a diminuição do número de realizações do clã artístico. E o próprio Mohsen vem dedicando-se mais à formação de novos cineastas, que à produção de seus filmes e dos de seus filhos-artistas. “A Maçã” participa da Mostra Farol em diálogo com “As Virgens Suicidas” (1999), primeiro longa de Sofia Coppola. A cineasta estadunidense também fala de meninas privadas de liberdade. Elas vivem em uma espécie de confinamento num subúrbio norte-americano, na década 1970. As irmãs Lisbon permanecem sob a vigilância dos pais e são observadas, à distância, pelos garotos do bairro.

RIO 40 GRAUS (Brasil, 1955) e SLACKER – A Mostra Farol colocará, em diálogo, o primeiro filme de Nelson Pereira dos Santos, “Rio 40 Graus”, e o estadunidense “Slacker” (1991), de Richard Linklater. Rever o septuagenário longa-metragem que deu início à prolífica trajetória de Nelson (1928-2018) numa tela grande será, temos que reconhecer, uma experiência enriquecedora. E compará-lo ao filme de estreia de Linklater, que viveu em 2025 um ano de glória (com a boa recepção a seus dois filmes – “Nouvelle Vague” e “Blue Moon” – festejados em festivais, no Oscar, no César e pelo público), também constitui experiência instigante. Aos 65 anos, Linklater dispõe de lugar cativo no coração dos cinéfilos, em especial por “Boyhood” (2014), sua mais longa e bem-sucedida aventura fílmica. Já Nelson Pereira dos Santos marcou a história do cinema brasileiro com o seminal “Rio 40 Graus”, origem de sonhada Trilogia do Rio. A segunda parte foi realizada (“Rio Zona Norte”, 1958). O terceiro título não foi feito. Mas há quem veja em “El Justicero” (1967) uma espécie de “Rio Zona Sul”. O pioneiro “Rio 40 Graus” se passa, claro, na Cidade Maravilhosa. Mas vista por moradores de suas regiões mais pobres. Cinco meninos afro-brasileiros, oriundos das favelas, descem do Morro do Cabuçú, num dia quente de verão, para vender amendoim torrado em pontos turísticos (Copacabana, Pão de Açúcar, Corcovado, Estádio do Maracanã e Quinta da Boa Vista). Com olhar humanista, Nelson retrata um dia na vida de sua cidade adotiva (ele nasceu e estudou na capital paulista, formando-se na mesma Faculdade de Direito onde estudou Castro Alves). “Slacker” (em tradução literal “folgado”, aquele que não gosta de pegar no batente), se passa entre jovens moradores da texana Austin, nos EUA. Os protagonistas do filme de estreia de Linklater são jovens que não trabalham, nem estudam. São o que chamamos de “encostados”. Como diz a sinopse do filme, eles “fazem o mínimo de esforço para sobreviver, embora vivam cheios de energia e imaginação”. Mas não encontram “oportunidades para extravasar seus sonhos”. Daí que “o ambiente urbano em que se inserem se transforma em cenário de vivências permeadas por apatia e rompantes de violência”.

OUTROS FILMES PROGRAMADOS

. “Fuck the Polis”, de Rita Azevedo Gomes (Portugal, 2025)
. “Alpha”, de Julia Ducournau (França, 2025)
. “O Dia de Peter Hujar”, de Ira Sachs (EUA, 2025)
. “Queerpanorama”, de Jun Li (China, Hong Kong, 2025)
. “Diamantes”, de Ferzan Özpetek (Itália, 2025)
. “Robocop”, de Paul Verhoeven (EUA, 1987)
. “Dente Canino”, de Yorgos Lanthimos (Grécia, 2009)
. “Branca de Neve e os Sete Anões, de David Hand (EUA, 1937)

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