Festival de Gramado revela o “Segredo” de Grace Passô, ilumina trajetória de Gonzaguinha e premia Maria Fernanda Cândido

Foto: Equipe de “Nosso Segredo”, de Grace Passô © Cleiton Thiele/Ag.Pressphoto

Por Maria do Rosário Caetano, de Gramado (RS)

A sétima noite da quinquagésima-quarta edição do Festival de Cinema de Gramado começou com a entrega de um Kikito de Cristal para a atriz Maria Fernanda Cândido. Este ano, o Kikito transparente, forjado na fábrica Cristais de Gramado, foi entregue, excepcionalmente, a dois atores, Selton Mello e Maria Fernanda.

A atriz, de 52 anos, com sua elegância costumeira, recebeu o troféu e proferiu agradecimento sintético. Lembrou que recebera, em Gramado, 23 anos atrás, seu primeiro Kikito, feito de bronze, por seu trabalho no filme “Dom”, adaptação de Moacy Goes para o “Dom Casmurro” machadiano. E acrescentou: “Receber esse Kikito de Cristal na mesma semana em que perdemos Laura Cardoso e Glória Menezes me faz pensar em legado”. Para concluir: “Um dos motivos mais bonitos de uma homenagem é que ela não é só uma celebração do passado, mas da nossa responsabilidade”.

A maratona cinematográfica, que encerrou as competições de longas ficcionais e documentais (e de curtas), começou com a exibição de “Nosso Segredo”, primeiro longa-metragem da atriz, dramaturga e cineasta mineira Grace Passô, de 46 anos. E prosseguiu com os curtas “Revelação”, da carioca Gabriela I. Gaia, “Mulher Papaya”, da paulistana Camila Tarifa, e “Maior que a Casa Toda”, dos amazônidas (de Rondônia) Fabiano Barros e Neto Cavalcante. A noite se encerrou com o longa documental “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”, da carioca Susanna Lira.

A expectativa pela estreia brasileira de “Nosso Segredo” era imensa. O filme, que chega ao público na próxima quinta-feira, 27 de agosto, fez sua première mundial na mostra Perspectiva do Festival de Berlim.

Grace Passô subiu ao palco com seus atores (destaque para Robert Frank, Ju Colombo e o menino Efraim Santos), seu produtor Ricardo Alves Jr., sua diretora de fotografia Wilssa Esser e com uma convidada muito especial, a escritora Ana Maria Gonçalves, autora de “Um Defeito de Cor” e membro da Academia Brasileira de Letras.

Nos últimos anos, Ana Maria e Grace trocaram impressões sobre o roteiro de “Nosso Segredo”, recriado como adaptação cinematográfica da peça teatral “Amores Surdos”, escrita e encenada pela própria Grace.

“Nosso Segredo” se passa numa casa belo-horizontina, onde uma família negra, liderada por Suely (Ju Colombo) vive com os filhos. O mais velho, Gilson (Robert Frank), é taxista. O caçulinha, Tutu (o encantador Efraim Santos, de seis anos), guarda segredo que ajudará seus parentes a superar a dor de luto advindo da perda paterna.

Qualquer resumo que se fizer da complexa e metafórica trama de “Nosso Segredo” será vão. Afinal, a narrativa da dramaturga e roteirista Grace Passô, embora fincada em universo concreto, vê-se enriquecida com elementos metafísicos. Líquido lamacento escorre pelas paredes, um hipopótamo aparece dentro da casa, aparelho desligado da tomada, portanto privado de energia elétrica, continuará emitindo sons.

Maria Fernanda Cândido, homenageada com Kikito de Cristal © Edison Vara/Ag.Pressphoto

No debate do filme, Grace discorreu sobre diversos aspectos criativos de seu primeiro longa-metragem. Quem viu no filme citações (ou atmosfera) das invenções de Apichatpong Weerasethakul ou de “O Iluminado”, de Kubrick, deparou-se com outras referências:

— Comecei a escrever o roteiro de “Nosso Segredo” durante a pandemia. Já na sequência de abertura (o taxista Gilson transporta e conversa com o personagem de Mateus Aleluia) me inspirei nos filmes de Jafar Panahi. Ele tem um jeito muito especial de filmar carros e as pessoas que estão dentro deles. E o trabalho de Wilssa (Esser, a diretora de fotografia) com a câmara foi fundamental. Como moramos juntas, pudemos conversar demoradamente sobre os ângulos desejados. Outra referência é o cinema de Abbas Kiarostami, com seu jeito de filmar aldeias, lugares e de fazer retratos de comunidades.

Grace Passô encantou o público que lotou o auditório do Hotel Serra Azul para debater “Nosso Segredo”. Em especial em dois momentos. Em suas demonstrações de carinho pelo menino Efraim Santos (agora com sete anos) e na narrativa sobre a escolha dele para interpretar Tutu:

— Odeio testes. Todo mundo sabe que tinha um pé atrás com o cinema, nesse aspecto, por ver diretores mimados (risos) estarem sempre exigindo testes e mais testes dos atores. Ao realizar “Nosso Segredo” tive que me dar por vencida, pelo menos em relação à escolha de personagens infantis. No roteiro, a personagem seria uma menina. Mas aí, durante os testes, apareceu Efraim, de óculos escuros, com um jeans muito fashion e muito do mal-humorado (risos). Comecei a conversar com ele e fiquei encantada. É ele!, decidi. Até conversei com Amanda Gabriel, preparadora de elenco pernambucana, e ela me alertou: “ele é muito novo, ainda não foi alfabetizado, não poderá ler o roteiro, por que você não escolhe uma criança de sete ou oito anos?”. Mesmo assim, não desisti. O jeito dele, sua sinceridade, já havia me conquistado.

Sobre o irmão mais velho, o taxista Gilson, Grace Passô trouxe suas reflexões:

— Gilson é aquele que trabalha o dia inteiro no trânsito e, ao chegar em casa, troca a lâmpada, continua atento ao que acontece na casa (aliás, residência onde a atriz e cineasta cresceu e viveu em família). Ver esse homem negro, que muitas vezes desempenha o papel de substituto do pai, se despir e ficar em posição fetal me pareceu muito forte.

O ator Robert Frank, de 43 anos, protagonista do filme, fez — a pedido da Revista de CINEMA — um resumo de sua trajetória artística e lembrou a construção de seu personagem.

— Nasci em Belo Horizonte e, desde a adolescência, iniciei minha carreira de músico (na banda Pelos). Sempre dei muita atenção ao palco e tive a sorte de conhecer diversas pessoas ligadas à atuação. Principalmente, a turma da produtora Filmes de Plástico. Mas, claro, não me considerava preparado como ator. A minha formação, até interpretar Gilson em “Nosso Segredo” foi se construindo aos poucos. Além de músico, sou artista plástico e designer. Fiz o cartaz de “Marte 1”, filme do Gabriel Martins (indicado, pelo Brasil, ao Oscar internacional). Para o longa “No Coração do Mundo” (Gabriel e Maurilio Martins, 2019), no qual atuei, fiz a trilha sonora. Ser convidado para interpretar Gilson em “Nosso Segredo” mostra a confiança bonita que Grace depositou em mim. Ela nos deu muita liberdade, nos deixou soltos. A mim teve a generosidade de me ofereceu um personagem desse tamanho!

A Revista de CINEMA pediu a Grace Passô que falasse do processo de adaptação de seu texto teatral para o cinema e comentasse a escolha dos músicos Mateus Aleluia, como ator (o sábio passageiro do táxi de Gilson), e Amaro Freitas para compor a trilha sonora.

— Vou começar pelo Mateus Aleluia e pelo Amaro Freitas. Sou fã dos dois. Aleluia é como se fosse um mentor, um encantado. Por isso, ele aparece no prólogo do filme. Cabe a ele preparar os personagens para o que virá. Eu necessitava de um ser com conhecimento da ancestralidade, um conselheiro espiritual. Mateus Aleluia e a personagem da Tássia Reis cumprem esse papel. Os dois representam a dimensão dos mistérios da vida. Já Amaro Freitas é um compositor iluminado, maravilhoso. Capaz de improvisações incríveis. Wilssa e eu assistimos a um show dele e ficamos em estado de encantamento. Ele criou a sonoridade que desejávamos para o filme.

Sobre a adaptação da peça “Amores Surdos” para o roteiro do filme Grace comentou:

— Há filmes que nascem de peças teatrais e, ao assisti-los, percebemos sua fonte, sua origem. Caso de “O Convite”, esse longa com a Penélope Cruz, que continua em cartaz. Eu quis tomar caminho oposto. Quis buscar a essência da história, realizar articulação de linguagem. E olhe que foi difícil, pois durante 10 anos, atuei em montagem da minha peça, interpretando a mãe da família. Então, para fazer o filme, eu tive que quebrar, romper, com o que estava na minha memória. Tinha que entender que, no teatro, não existe realismo. Já no cinema, a questão da verossimilhança é bem mais exigente. Eu tinha uma casa real, concreta, que vi crescer, ganhar novos cômodos, lentamente, da minha infância à juventude. Ela ambientaria o filme. Eu tinha uma família realista posta nos cômodos daquela casa. Não tinha como fugir de uma textura realista.

Sólida biografia — “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”, da carioca Susanna Lira, encerrou a competição de longas documentais do Festival de Gramado e colocou-se, junto com “O Projeto”, de Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic, como forte candidato ao Kikito.

Diretora de duas dezenas de documentários e séries (destaque para “Torre das Donzelas” e “Nada sobre meu Pai”), Susanna define com síntese e clareza seu propósito ao cinebiografar o filho de Gonzagão e Odaléia, dançarina das noites brasileiras: “resgatar em letras, imagens e sons a fúria e a poesia de um dos artistas mais importantes de nossa história democrática”.

O resultado é impactante e, em muitos momentos, comovente. A documentarista abandona, por completo, o dispositivo das “cabeças falantes”. Ninguém fala sobre a obra de Luiz Gonzaga Jr. (1945-1991), que partiu cedo (aos 45 anos, vítima de acidente de carro na rodovia PRC 280, no Paraná).

As palavras se somam na vivência pessoal do artista carioca. É ele que rememora sua vida, sua infância no Morro de São Carlos, o amor por sua mãe Odaléia, que morreu cedo (de tuberculose), e por Dina, sua mãe adotiva.

O cantor e compositor falará, também, de sua difícil relação com o pai, o rei do baião e criador de maravilhas como “Asa Branca” e “Assum Preto”. E da reconciliação com a exuberante figura paterna, que se daria na estrada e nos meses de intensa convivência. Afinal, protagonizaram, juntos, a bem-sucedida turnê de “Vida de Viajante”.

Gonzaguinha não esconderá sua opção política (sempre junto às esquerdas) e o uso (instrumentalização) que forças conservadoras (ditatoriais) fizeram de seu pai e de seus baiões e xaxados. Com o pleno consentimento do velho artista nascido na pernambucana Exu, também ele um conservador, que vivera parte inicial de sua vida como militar.

Entre a sanfona paterna e o violão da turma do M.A.U. (Movimento Artístico Universitário) — que ele fundou com Aldir Blanc, Ivan Lins e Cesar Costa Filho —, Gonzaguinha escolheu o violão. Nunca quis tocar sanfona. Sentiu a falta do pai pernambucano, mas usufruiu do carinho do pai adotivo carioca, marido de Dina, que além de carinho lhe deu os primeiros ensinamentos musicais.

O rapaz magricela enfrentou a tuberculose por duas vezes. Inimigo ainda mais destruidor ele encontrou no Departamento de Censura Federal, repartição do Ministério da Justiça. Para o primeiro disco, enviou 26 composições. Só seis foram liberadas. Militou com seus colegas (Aldir Blanc, Sergio Ricardo, Chico Buarque, entre muitos outros) pela redemocratização do país. Participou de shows coletivos, incluindo o do Primeiro de Maio, no Rio Centro (1981), que por pouco não terminou em tragédia. Dois militares de extrema direita levaram duas bombas para explodir o cenário do show. Uma delas explodiu no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário. Morria o mensageiro do atentado. Seu colega, o Capitão Wilson Luís Chaves, ficou ferido. No palco, Gonzaguinha relataria o que sabia do atentado que poderia ter resultado em tragédia coletiva.

Susanna Lira, diretora de “Gonzaguinha, da Maior Liberdade” © Cleiton Thiele/Ag.Pressphoto

Susanna Lira e sua equipe levantaram imagens raras, além das já conhecidas de Luiz Gonzaga Jr. Vemos entrevistas concedidas a emissoras de TV, gravações domésticas, fotos de acervos fotográficos. O mais comovente dos registros audiovisuais mostra o artista, já famoso, em conversa com a mãe adotiva, Dina. Juntos lembram os tempos modestos vividos no Morro de São Carlos (e de penúria, quando o garoto morou com os pais em reduzido quarto, os três na mesma e única peça).

Outros momentos da vida de Gonzaguinha foram retirados de duas longas entrevistas que ele deu ao Pasquim. Para dar visualidade aos melhores trechos dessas conversas, Susanna convocou o ator André Dale. Ele encena as respostas dadas pelo compositor às perguntas de outros dois jornalistas (interpretados por Ernesto Leão e Gedivan Albuquerque) seguindo à risca o que o cantor dissera a Jaguar e trupe.

O recurso da reconstrução, por atores, de cenas (ou falas) nem sempre alcança o resultado esperado em documentários de arquivo. Mas, em “Da Maior Liberdade”, o recurso dá bom resultado, pois seu uso é discreto e eficiente. E André Dale se parece muito com o magérrimo Gonzaguinha. Saber do enfrentamento de duas internações do compositor por tuberculose nos ajuda a compreender a compleição física do filho do rechonchudo Gonzagão.

Outro recurso bem utilizado no documentário é o das palavras impressas na tela. Versos de Gonzaguinha renascem em letreiros, assim como trechos essenciais de suas declarações políticas e artísticas. Não há panfletarismo, nem redundância nas escolhas.

Das músicas “raivosas” dos tempos duros da ditadura (“Comportamento Geral” é a mais simbólica, já que “Pois É, Seu Zé” ficou de fora) até o hit dos hits, “Explode Coração”, muitas melodias e versos serão ouvidos pelo público. Como deve ser. Afinal, de um documentário sobre um músico, esperamos que traga, em sua trilha sonora, muitas criações musicais.

Mas “Gonzaguinha, da Maior Liberdade” não seria um ótimo filme se não soubesse tirar o melhor proveito possível do material de arquivo. Para evocar a infância do futuro artista, da qual inexistem registros, Susanna Lira (auxiliada por seu montador Italo Rocha) recorreu a imagens do passado e construiu belos poemas visuais.

Vemos tocantes registros de moleques brincando na enxurrada, jogando bola, correndo atrás de blocos de carnaval, enfim, vivendo a infância solta de tempos menos vigiados e menos violentos.

Num programa de TV, voz inquisidora perguntará ao Gonzaguinha adulto se ele tem aquela cara enfezada por ter vivido uma “infância infeliz”. De pronto, ele rebate: “você está enganado, eu vivi uma infância muito, muito!, feliz”.

Os três curtas da noite seguiram a trilha da seleção desse ano. Deram seus recados, mas nenhum deles arrebatou, provocou, instigou, correu riscos. Nenhum deles superou “Grão”, da dupla Cozza e De Rosa, que brilhou em Tiradentes, Vitória e no Curta Gauchão (quatro troféus Assembleia Legislativa, incluindo o de melhor filme). Mas — vai entender! — não foi selecionado para a competição nacional.

O carioca “Revelação”, da tijucana Gabriela Gaia, encerra “Trilogia do Encontro”, com um mix de ficção científica e comédia rasgada. A trama se desenvolve numa agência publicitária que promove “Chás de Revelação”. Revelação do sexo de aguardados (pelos pais) bebês.

O que assistimos estaria impresso “num disco rígido encontrado num sitio arqueológico do Méier, antigo subúrbio carioca”. Nele estão registradas “imagens da preparação de ritual festivo — o da Revelação do sexo do bebês – celebrados nos Anos do Surto”.

As intenções são boas, mas falta ao conjunto da obra (de 17 minutos de duração) humor mais cortante.

“Mulher Papaya” tem uma atriz de primeira linha, Magali Biff, no papel da protagonista Hilda, mulher de 70 anos, que vive encerrada num apartamento com o marido inválido (Nino Costa). Uma jovem cuidadora (Kelly Campello) atende às necessidades do doente. E, na medida do possível, atende, também, a pequenos desejos de Hilda.

O filho do casal (Luiz Bertazzo) aparece de vez em quando, mal-humorado e apressado, para suprir as necessidades mais prementes dos pais (fralda geriátrica, alimentos etc.). Inquieta, Hilda deseja deixar o apartamento gelado e, quem sabe, mudar-se para uma casa de idosos. Não há dinheiro para tanto. Um toque especial em determinada parte do corpo da infeliz septuagenária irá mudar sua vida.

Magali Biff brilha mais uma vez, mas o roteiro não parece muito convincente em seu desenvolvimento. Ficam a metáfora do Papaya mofado dentro de uma gaveta e as imagens (e diálogos) do encontro familiar, aquele que abre o filme de 19 minutos.

Três ou quatro anos atrás, o Festival de Gramado exibiu o curta rondoniense “Ela Não Mora Mais Aqui”, rebatizado como “Dom Caixote”, pois era assim que sua protagonista, uma vendedora ambulante, se referia ao célebre Quixote, de Cervantes. Ela soube da existência da história do Cavaleiro Andante, pelo relato (sempre interrompido) de jovem leitora que utilizava a mesma linha de ônibus. Os diretores do filme (Fabiano Barros e Rafael Rogante) levaram três troféus Kikito para Porto Velho (júri popular, melhor atriz, para Agrael de Jesus, e melhor roteiro).

Fabiano Barros regressa a Gramado com novo parceiro (Neto Cavalcanti) e novo filme — “Maior que a Casa Toda”. Trata-se de ficção de 15 minutos, que aposta na ternura e nos pequenos sonhos de pessoas humildes e esquecidas.

Dois irmãos (Dudu e Lukinha) dormem no mesmo quarto. O mais velho numa rede e o mais jovem, cadeirante, na cama. Dudu ganha um novo par de chinelos. Dukinha quer experimentá-los. Dormirá, satisfeito, calçado nos pés. No dia seguinte, Dudu vai para a escola, conduzindo o irmão cadeirante por rústicos caminhos. Seguem, ainda assim, felizes e solidários. Enquanto as avós dos meninos trabalham, eles estudam. E Dudu joga futebol depois das aulas. Postado no gol, ele acabará inutilizando parte da sandália. Com medo de regressar ao lar e ser repreendido, Dudu acaba trazendo imensas preocupações às suas avós.

Mais uma vez, Rondônia disputa o troféu Kikito com história edificante e enternecedora. A equipe do filme (com mais de dez pessoas) regressará ao estado amazônico com novos troféus? Aguardemos.

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