“Yellow Cake”, de Tiago Melo, participa do Festival de Roterdã, na mostra competitiva Tiger 

Foto © Gilvan Barreto

Único filme brasileiro na Tiger Competition do Festival de Roterdã, “Yellow Cake”, de Tiago Melo (“Azougue Nazaré”), estrelado por Rejane Faria (“Marte Um”), Tânia Maria (revelação de “O Agente Secreto”) e Valmir do Côco (“Azougue Nazaré”), faz sua estreia mundial no evento, no dia 2 de fevereiro.

A première oficial de “Yellow Cake” será seguida de Q&A com o diretor Tiago Melo e a atriz Rejane Faria, que também participam de outro encontro com o público após a sessão do dia 4. Uma terceira sessão está programada para o dia 6.

Ambientado em Picuí, situada em uma região conhecida por ter terras raras, na Paraíba, “Yellow Cake” leva ao cinema o universo particular desta cidade marcada por garimpos e histórias envolvendo minerais como tântalo, nióbio e urânio. A presença da mineração também faz parte do imaginário da cidade, dando origem a histórias sobre mutações e contaminações por esses elementos, que, por sua vez, contribuem para o universo fantástico explorado no longa. A trama acompanha Rúbia Ribeiro (Rejane Faria), uma cientista nuclear envolvida em um projeto secreto para erradicar o Aedes aegypti utilizando urânio extraído da região.

O longa marca o retorno de Tiago Melo ao Festival de Roterdã, onde recebeu o prêmio Bright Future por “Azougue Nazaré”, em 2018. O evento, uma das vitrines mais importantes do cinema mundial, tem como característica a seleção de obras de talentos emergentes, com filmes de estética arrojada e temáticas ousadas.

“Yellow Cake” é uma produção da Lucinda Filmes, Urânio Filmes e Jaraguá Produções, com coprodução da Cinemascópio e Olhar Filmes. A distribuição nos cinemas brasileiros é da Olhar Filmes. O filme foi realizado com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, do Funcultura, Sic Recife e Lei Paulo Gustavo, e conta com apoio do Projeto Paradiso para o lançamento no festival.

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