4º Curta! Festival expande janela de valorização do cinema nacional com duas novas mostras

O Curta! Festival – Documentários e Ficções BR, apresentado pela Claro, segue como principal evento de valorização e promoção do cinema independente ao apresentar uma novidade para a 4ª edição: agora, às tradicionais mostras Produção Canal Curta! e Outras Janelas se juntam as estreantes Brasiliana e Porta Curtas. Ao todo, serão mais de 50 produções neste ano, divididas entre as quatro competitivas. O festival terá exibição online e gratuita para todo o país, entre os dias 1º de junho a 1° de julho.

Os títulos concorrem a mais de R$ 170 mil em prêmios que serão divididos entre os vencedores. O evento tem patrocínio da Claro através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, e apoio da Academia Internacional de Cinema, Estação NET, Quanta, RioFilme, da Start Locadora, Revista de CINEMA, Associação Brasileira de Cinematografia e da Revista Bula.

A Brasiliana traz 14 filmes de ficção nacional com destaque no streaming Brasiliana TV, de clássicos a contemporâneos, em um recorte que vai dos anos 70 aos dias de hoje. Estão na lista filmes como “Dona Flor e seus Dois Maridos” (foto), de Bruno Barreto; “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues; “A Hora da Estrela”, de Suzana Amaral; “Saneamento Básico, o Filme”, de Jorge Furtado.

A Porta Curtas é composta por 17 curtas-metragens de ficção, documentário e animação. A mostra é dividida em duas classificações: uma competitiva com dez filmes de realizadores em ascenção, como “Eu, Negra”, de Juh Almeida, sobre identidade e pertencimento; “O Condutor da Cabine”, de Cristiano Burlan, uma homenagem aos projecionistas de cinema; e “Vão das Almas”, de Santiago Dellape e Edileuza Penha de Souza, sobre os mitos e tradições do Quilombo Kalunga.

E outra, “Pérolas do Acervo”, com sete produções e que homenageia clássicos do curta-metragem nacional, como “Ilha das Flores” (Jorge Furtado, 1989), “Recife Frio” (Kleber Mendonça Filho, 2009), “Nelson Cavaquinho” (Leon Hirszman, 1969) e “A Dama do Estácio” (Paulo Thiago, 1968).

Em ambas competitivas, o vencedor é definido pelo público. Os streamings fazem parte do Grupo Curta! e estão disponíveis na Claro tv+.

MOSTRA PRODUÇÃO CANAL CURTA! DESTACA FILMES E SÉRIES DE SUCESSO

Na já tradicional competitiva Produção Canal Curta! estão 20 produções, divididas em Artes e Humanidades, viabilizadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e exibidos no Curta! entre junho de 2025 e maio de 2026. O voto do público define os finalistas; o júri especializado escolhe os vencedores.

Integram documentários como “O Brasil que Não Houve – As Aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas”, de Arnaldo Branco e Renato Terra, que faz uma bem-humorada retrospectiva da política brasileira a partir da trajetória de sátiras e provocações do jornalista Aparício Torelly; “Paraíso”, de Ana Rieper, que debate a herança colonial nas instituições e na sociedade brasileira a partir de três elementos: a escravidão, o latifúndio e a família patriarcal. E a série “Fronteiras da Memória”, de Stela Grissoti. Em três episódios, a produção expõe a violência e traumas das Ditaduras Militares na Argentina, Brasil e Chile, resgatando histórias e experiências que mostram como os países lidam com a memória deste período.

Além de produções que exaltam a carreira de grandes nomes da música brasileira, como “Cazuza: Boas Novas”, de Nilo Romero e Roberto Moret, que apresenta imagens inéditas da produção dos três últimos álbuns e os últimos anos do cantor; e a segunda temporada de “Os Ímpares”, de Isis Mello e Henrique Alqualo, que resgata obras marcantes de Rita Lee, Dona Ivone Lara, Odair José, entre outros. E homenagens ao cinema nacional, a terceira temporada de “Grandes Cenas”, de Ana Luiza Azevedo e Vicente Moreno, com dez episódios que analisam filmes como “Medida Provisória” e “O Auto da Compadecida” a partir de uma cena marcante.

COMPETITIVA OUTRAS JANELAS REÚNE MOMENTOS DA CULTURA E DA HISTÓRIA

A mostra Outras Janelas reúne filmes e séries documentais brasileiros produzidos a partir de 2023, com ou sem exibição prévia em TV ou streaming, alinhados às temáticas da programação do Curta!: Música, Artes, Cena & Cinema, Pensamento e História & Sociedade. Nesta categoria, o público é fundamental: é ele que elege as melhores produções. Responsáveis pela seleção das obras, a curadoria do Curta! se baseou em critérios como a relevância dentro das áreas especificadas, a qualidade técnica e artística, e a originalidade e inovação na abordagem do tema para chegar aos escolhidos, única com inscrições abertas ao público.

A mostra inclui “Fernanda Abreu — Da Lata 30 Anos”, de Paula Severo; O documentário “Antes que me Esqueçam, meu Nome é Edy Star”, de Fernando Moraes, mergulha na contracultura underground brasileira dos anos 1960 e 1980 pela trajetória do artista juazeirense Edy Star, com depoimento de Caetano Veloso. E “Agudás, os “Brasileiros do Benin”, de Aída Marques, investiga vestígios culturais e contradições deixadas por três séculos de relação histórica entre o Brasil e os países da África, a partir das histórias dos descendentes de africanos escravizados no Brasil que retornaram à terra natal com a Abolição.

EVENTOS PRESENCIAIS

Em agosto, o festival retoma a programação presencial com Salas de Montagem — sessões de filmes em finalização com diretores e montadores, e masterclasses com realizadores. A programação presencial acontece entre os dias 3 e 6 de agosto; a cerimônia de premiação, em 7 de agosto.

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