Festival de Vitória premia saga de líder xamânica indígena, curta queer goiano e “Liberdade de Morar”
Foto: Marcelo Guarani (Wera Djekupe), diretor de “A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté” © Melina Furlan
Por Maria do Rosário Caetano, de Vitória (ES)
O longa documental capixaba “A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté”, registro da saga de liderança feminina Guarani, que partiu da região missioneira do Rio Grande do Sul até chegar ao Espírito Santo, foi o grande vencedor a trigésima-terceira edição do Festival de Cinema de Vitória.
O filme, dirigido por Marcelo Guarani, eleito tanto pelo júri oficial quanto pelo júri popular, ganhou, também, o Troféu Vitória por sua “contribuição artística” e os prêmios Sesc Glória e Stone Milk de Pós-Produção.
O diretor Guarani, seu produtor Ricardo Sá e o fotógrafo Matheus Costa subiram ao palco e não esconderam a emoção. O produtor chorou, enquanto lembrava os anos gastos na reconstituição documental da longa viagem da líder xamânica Tatatxi Ywareté, bisavó de Marcelo Guarani. Ela consumiu 35 anos em sua viagem do extremo-sul ao sudeste brasileiro. Especificamente a Aracruz, onde vivem hoje seus descendentes.
No terreno do curta-metragem, o júri (formado pelos cineastas Carol Benjamin e GG Fakoladé e o diretor do Mix Brasil, André Fischer) dispunha de 15 alternativas. Não promoveu “reforma agrária” de troféus, preferindo concentrar os prêmios em seis títulos (em especial em produções queer). De forma que joias como “Samba Infinito”, de Leonardo Martinelli, passaram em branco. E um filme de muitos méritos – como o alagoano “Ajude os Menor”, de Janderson Felipe e Lucas Litrento – também acabou ignorado.
Os grandes vencedores no formato curta foram “Tião Personal Dancer”, de Goiás (na competição brasileira), e “Liberdade de Morar”, produção capixaba. Registre-se que, no caso da produção made in Espírito Santo, o júri deixou a pegada LGBTQ+ de lado e consagrou filme de temática essencialmente social e política. A luta de mães-solo em busca de teto para seus filhos.
E que estas duas escolhas do trio Carol-GG-Fischer foram cirúrgicas. Ambos, o goiano e o capixaba, receberam, em suas exibições no Cine-Theatro Sesc Glória, aplausos calorosos. Causaram sensação. “Liberdade de Morar” faria jus, também, ao prêmio do júri popular.
“Tião Personal Dancer”, narrativa queer, foi eleito o melhor curta brasileiro. E seu criador, Aristótelis Tothi, o melhor diretor. O filme ouriçou o público com a história de aliciante personal trainer (o ótimo Otto Caetano), ágil como um enguia. Ele prepara idosos para que possam reviver o prazer da dança a dois. O final, catártico e erótico, que aqui não revelaremos, levou a galera ao delírio.
O segundo, “Liberdade de Morar”, mergulho na vida da gente pobre da capital do Espírito Santo, foi, com toda justiça, eleito o melhor curta da mostra Foco Capixaba. Ao clamar pelo direito à moradia de mulheres Sem-Teto, ocupantes de colégio abandonado, arrebatou o público, mas por razões políticas, sociais e afetivas.
Os depoimentos das “ocupantes”, em maioria mães-solo, são amorosos e mobilizadores. E desprovidos dos tradicionais jargões, marcas inseparáveis de lutas sociais. As manifestantes pautam-se pela alegria e pelo afeto. Sem chororô que implore piedade.
O filme realizado na capital capixaba nasceu de projeto de alunos da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) comandado pela jovem Penha Souza. E contou com a ajuda cúmplice do professor Haroldo Vidal. No palco do Sesc Glória, com lágrimas nos olhos, Vidal lembrou que o curta não era um B.O. (baixo orçamento), mas sim um Z.O. (zero orçamento). E ergueu o braço, sob aplausos entusiásticos, em defesa dos movimentos sociais e das instituições educativas mantidas pelo poder público.
O júri que escolheu os melhores longas-metragens do Festival de Vitória (formado com Simone Yunes, do CineSesc, o cineasta Fábio “Tia Virgínia” Meira e o dramaturgo Vinícius Arneiro) apostou na prata-da-casa (o indígena “Tatatxi Ywareté”) e no cinema de manufatura poético-teatral (o paulistano “As Florestas da Noite”).
Para completar seu veredito, a trinca arrumou um prêmio técnico (melhor fotografia) para o lúdico e cativante “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, e duas menções honrosas, uma para o vigoroso e mobilizador documentário “Entre o Sucesso e a Lama”, e outra para a ficção paraibana “Malaika”, de André Morais, narrativa protagonizada por pré-adolescente albina (Vitória Bianco).
Dos sete concorrentes, dois ficaram sem troféus — “Babaçu Love”, chanchada-melodramático-
Dois dos filmes concorrentes foram realmente subestimadas pelo júri. Ambos documentais. “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Capai, rodado em Guaribas, no Piauí, enche a tela de cores e alegria. Uma dúzia de meninas, falantes e espirituosas, narram seus sonhos e realidades, indo do dia a dia na escola à vida em família (algumas delas atormentadas pelo alcoolismo), da religião e do pecado (a maioria é evangélica), sem esquecer a chegada da menstruação.
Quem viu no filme “manipulação das crianças” e “propaganda do Bolsa Família” estava, decerto, procurando chifre em cabeça de burro. Ou estava tomado por predisposição à má vontade. Só um letreiro final lembrará que a cidade (de baixíssimo IDH) funcionou como município-piloto do programa Fome Zero. Quem não esperar pelos créditos finais nem saberá que o Bolsa Família tem a ver com a origem da máquina fabular eliziana.
Aqueles que viram “manipulação das crianças” andam vivendo em mundo paralelo. O filme estabelece jogo lúdico-relacional entre as pré-adolescentes guaribenses e a equipe cinematográfica.
As meninas recebem um mote e criam em cima dele. Dizem que a escola é uma chatice. Que amiga um pouquinho mais velha, depois da menarca, se afastou delas, “virou outra pessoa”. No terreno religioso — sob catequese diuturna e dramatizada de pregadores evangélicos — acreditam piamente na existência do pecado. Quando Eliza Capai diz não comungar da noção de pecado, ouve de uma de suas personagens: “Esse é o seu pecado”. Um filme alto astral, que chega aos cinemas nessa quinta-feira, 30 de julho.
“Entre o Sucesso e a Lama” é mais um drama social (e político) de Cristiano Burlan, do obrigatório “Mataram meu Irmão”. Um drama documental. Moradores da região da Boca do Lixo paulistana, “aqueles que não dispõem de perfil no Google”, encontram no Teatro Contêiner, da companhia Mungunzá, espaço de sociabilização e criação.
O grupo prepara, sob mentoria de Edy Star (do Racionais MCs) e Gaspar Z’Africa, composição coletiva. Um rap que fale de suas agruras cotidianas. Afinal, os 16 rappers-compositores sabem que a polícia está à espreita, aguardando a hora de despejar, armada até os dentes (e com ajuda de helicópteros), o grupo teatral que comanda o Teatro Contêiner.
Os mais exigentes podem achar que o filme demora a engrenar. Mas quando engrena, é para valer. Arrebata. E prestem atenção no jovem funkeiro Nego Bala.
O cara de nome afro-bélico é luminoso. Fala bem e tem o que dizer. Não o conhecia. Burlan deu a ficha: o funkeiro marcou presença na última gravação de Elza Soares (1930-2022). O próprio Bala conta que é filho da Boca do Lixo-Cracolândia e viu a mãe mergulhada nas drogas. No filme, ele garante que já vendeu o produto ilícito, mas que não é usuário. Conhece bem o lugar onde vive. E não esconde.
Em compensação, o júri hipervalorizou o longa “As Florestas da Noite”, de Priscyla Bettim e Renato Coelho. Atribuiu a ele três troféus: melhor direção, roteiro (Priscyla Bettim) e interpretação (Veronica Valenttino). Discípulos do “Cinema de Invenção” e de seu arauto, o crítico Jairo Ferreira (1945-2003), Priscyla e Renato são cultos, apaixonados pelo cinema feito com muita liberdade, orçamentos reduzidos, em diálogo com a poesia, o teatro e o próprio cinema. Frequentadores da Mostra de Tiradentes, eles causaram sensação com o longa-cult “A Cidade dos Abismos” (2021), no qual víamos Arrigo Barnabé, Claudio Willer, Marcelo Drummond e Verônica Vallentino imersos na metrópole abissal.
Passados cinco anos, a dupla regressa aos festivais com mais um mergulho na urbis paulistana. Dessa vez, com elenco all star (pelo menos nos redutos do cinema autoral). Helena Ignez faz participação especial. Verônica Vallentino está de volta (e foi premiada pelo júri vitoriano).
Nomes de ponta no teatro ganham significativo destaque. Helena Albergaria é a musa da Companhia do Latão. Carlos Francisco fez de tudo na Cia Folia D’Artes. Renan Rovida também atuou no Latão. Silvero Pereira, o Lunga de “Bacurau”, soma 26 anos de intensa vida teatral. A eles se agregaram diversos atores da Usyna Uzona ze-celsiana (Teatro Oficina).
“As Florestas da Noite” foi fotografado em 35 milímetros (sim, em película, embora os tempos sejam digitais!) por Rodrigo Pannacci, irmão do codiretor Renato Coelho Pannacci. O resultado, em preto-e-branco, é realmente notável. Mas o filme ressente-se de incômoda teatralidade. Silvero Pereira, que interpreta Jean (homenagem ao dramaturgo marginal Jean Genet), aparece com brilho e imagem renovada. Mas quem rouba a cena é a dupla Helena Albergaria-Carlos Francisco.
Cabe à musa do Latão e ao esteio do Folia (e ator-fetiche da Filmes de Plástico) Carlos Francisco interpretar a parte mais instigante (e convincente) do longa-metragem. Irene está morta. O companheiro (Carlos Francisco) a vela numa noite fria, transido pela dor. Pálida, a morta se compadece do amado. Ergue o braço e puxa o vivente para a “despedida” derradeira.
A dupla enche a tela de “verdade”, embora a sequência seja composta com ingrediente “surreal”. Se todos os segmentos do filme trouxessem o magnetismo impregnado nas interpretações de Carlos e Helena, “As Florestas da Noite” nos conduziriam às escuridões de suas ruas e alamedas.
Quem dirigiu sequência tão atmosférica, convenhamos, há de mostrar-se capaz, mesmo sob os ditames do “cinema de invenção”, de atrair nossa atenção e cumplicidade. Sigamos, pois, os caminhos trilhados por Priscyla e Renato.
Um registro: a dupla é tão aberta ao processo da criação coletiva (prática cara a grupos teatrais), que revelou – no debate do Festival de Vitória – a origem do momento-chave da história da morta e de seu companheiro. A ideia partiu da atriz Helena Albergaria. Ela sugeriu que a morta levantasse o braço, enlaçasse o pescoço do amado e pespegasse nele um beijo ardente, arrebatador. E correspondido. Os diretores adoraram a ideia. Juntos criaram o mais inusitado (e impressionante) clarão na estranha noite do submundo metropolitano.
No terreno dos curtas-metragens, vale destacar o reconhecimento de dois filmes queer até a medula. O capixaba “Irmã”, de Anderson Bardot, e o carioca “Morfeu e Caronte”, de Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr. A este último coube o Troféu Vitória de melhor contribuição artística. Já o filme de Bardot somou melhor interpretação para o infante Arthur Batista Leão, fotografia, para Andie Freitas, e o Prêmio Canal Brasil.
“Morfeu e Caronte” é fruto das pesquisas de Ulian e Jocimar sobre o cinema musical de Hollywood e brasileiro, neste caso, com foco nos filmusicais da Atlântida e nas chanchadas de Watson Macedo (um cineasta gay, que nunca saiu do armário). A dupla conhece profundamente o assunto. Os dois são mestres e doutores titulados pelas melhores universidades brasileiras. São, também, professores.
Quando “Morfeu e Caronte” começa, o instinto nos leva a pensar: “ih! lá vem mais uma emulação do musical hollywoodiano”. Mas o que veremos, no correr da narrativa, resulta em trabalho original, atrevido (censura 18 anos) e criativo.
Um trisal gay, já entrado nos anos e liderado por Zito (o ator e bailarino Bayard Tonelli, ex-Dzi Croquette), é visto na tela. Zito foi diagnosticado em estágio de pré-demência. Ele e seus dois amantes (os que dão título ao filme) viverão entre o sonho, o delírio e a realidade. Farão sexo e se verão em bailados aquáticos coreografados à moda de Busby Berkeley. Os números musicais se multiplicarão.
Dois dispositivos vão impregnar o filme de brasilidade, distanciando-o da condição de mera imitação de Hollywood. Um relógio, o implacável símbolo do tempo, será desenhado na tela. No começo, com formas bem estruturadas. Depois cada vez mais indefinidas (simbolizando o avanço do processo de demência de seu protagonista e o poder avassalador de Cronos). E – o que encantará o público melômano – ouviremos a melhor música brasileira (da era de ouro, tempos de Francisco Alves, Mário Reis e outros bambas). Melodias que marcaram gerações ganharão espaço nobre na trilha sonora.
O curta de Bardot, “Irmã”, também é ousado. Ao longo de 25 minutos, ele soma uma infinidade de assuntos (ancestralidade, memórias familiares, fé evangélica, fanatismo religioso, violência). Para não-iniciados, porém, o filme oferecerá muitas dificuldades de acesso. O júri reconheceu sua fotografia e a presença impregnante do ator-mirim Arthur Batista Leão. Já o júri específico do Canal Brasil (“Irmãs” é o segundo curta do realizador capixaba premiado pelo canal a cabo) destacou o diálogo de “Irmã” com a ancestralidade e a sensibilidade afro-brasileira.
Outro curta capixaba destacado pelo júri oficial foi “O que Faço com isso Agora que Acabou?”, de Julia Uliana e Natália Dornelas, de sintéticos 14 minutos. A dupla constrói obra metalinguística. Duas atrizes, colocadas num teatro, processam memórias sobre o câncer. O fazem para uma equipe de filmagem. Experiência difícil que uma das protagonistas (a codiretora e atriz Julia Uliana, presente em outro curta – “Assalto”) teria vivenciado. Afinal, enfrentara um câncer. Além do Prêmio Especial do Júri, o filme conquistou o Júri Popular. Que, por sua vez, garantiu a “O que Faço…” o Prêmio Stone Milk de Consultoria de Projetos para Pós-Produção.
Outro prêmio do júri oficial, recebido com entusiasmo pelo público, foi o atribuído ao roteiro de “A Tragédia da Lobo-Guará”, de Kimberly Palermo. Trata-se de animação stop-motion, feita de forma artesanal, ao longo de muitos anos. Com ajuda da amiga e diretora de arte Lícia Ferro, Kimberly põe sua protagonista, uma lobo-guará, a perambular pelo Brasil. Afinal, ela deseja encontrar um novo lar.
O filme, cheio de cores e saboroso humor, deve transformar-se, se tudo der certo, num longa-metragem. E seguir com as mesmas marcas do curta — irreverência, hibridismo de gêneros (“fizemos um filme-colagem”, conta a diretora) e diálogo com o próprio cinema.
No palco do Sesc Glória, pela segunda vez, Kimberly Palermo e Lícia Ferro continuaram arrancando risadas do público. E não é para menos. A jovem cineasta fala sem parar, se autodefine como “uma gótica”, mistura seus desejos (“eu queria um rio no filme, queria referenciar o monstro-da-fossa de ‘Saneamento Básico’, queria – e isto acho que conseguimos – fazer um filme ambiental que fugisse da seriedade e do jornalismo informativo”).
Kimberly a todos contagiava com sua alegria, estivesse no palco do Sesc Glória, nos corredores do Hotel Ilha do Boi ou na sala de debates. Uma figura maluquinha e muito simpática. Um jorro de criatividade “meio tosca” – assim ela qualifica algumas soluções adotadas em seu segundo curta (o primeiro, “Cenas de Infância”, é de 2011).
Para a jovem diretora, “A Tragédia da Lobo-Guará” é uma “colagem sonoro-visual para o bem e para o mal”. Que venha, pois, o longa de animação protagonizado pela loba, hoje espalhada “pelos mais diversos biomas brasileiros, até pela Amazônia”.
Feito uma enciclopédia maluca, Kimberly perguntou ao público que foi debater seu curta no Festival de Vitória: “Vocês sabiam que não existem raposas no Brasil?” E explicou: “Nós temos lobos, que são canídeos, mas o lobo-guará, embora lembre uma raposa-vermelha, não é nem raposa, nem lobo”. Como se vê, a divertida cineasta fluminense (de Nova Iguaçu), formada pela UFF (Universidade Federal Fluminense), tem tudo para dar à sua loba-guará, fama similar à do gato Meow, de Marcos Magalhães, que com seu humor e síntese encantou o país e o Festival de Cannes, quatro décadas atrás.
Confira os vencedores:
LONGA-METRAGEM BRASILEIRO
. “A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté”, de Marcelo Guarani (ES) – melhor filme pelo júri oficial e pelo júri popular, melhor contribuição artística, Prêmio Aquisição Sesc Glória, Prêmio Stone Milk de Pós-Produção
. “As Florestas da Noite”, de Priscyla Bettim e Renato Coelho (SP) – melhor direção, roteiro (Priscyla Bettim), interpretação (Veronica Valenttino)
. “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai (RJ-SP) — melhor fotografia (Carol Quintanilha)
. “Entre o Sucesso e a Lama”, de Cristiano Burlan (SP) – Menção honrosa
. “Malaika”, de André Morais (PB) – Menção honrosa
CURTA-METRAGEM BRASILEIRO
. “Tião Personal Dancer”, de Aristótelis Tothi (GO) – melhor filme, melhor direção, Prêmio Stone Milk de Pós-Produção
. “O que Faço com isso Agora que Acabou?”, de Julia Uliana e Natália Dornelas (ES) – Prêmio Especial do Júri, Júri popular, Prêmio Stone Milk de Consultoria de Projetos para Pós-Produção
. “Irmã”, de Anderson Bardot (ES) – melhor interpretação (Arthur Batista Leão), fotografia (Andie Freitas), Prêmio Canal Brasil
. “A Tragédia da Lobo-Guará”, de Kimberly Palermo (RJ) – melhor roteiro (Kimberly Palermo)
. “Morfeu e Caronte”, de Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr. (RJ) – melhor contribuição artística
. “Espírito São – O Lugar de Toda Fé”, de Matheus Costa e Breno Chamon (ES) – menção honrosa
MOSTRA FOCO CAPIXABA
. “Liberdade de Morar”, de Penha Souza – melhor filme pelo Júri oficial e pelo júri popular
MOSTRA CORSÁRIA
. “Filme-Copacabana”, de Sofia Leão (RJ) – melhor filme
. “Depois Levanta Vôo ou Abisma-se”, de Marcus Neves e Aline Dias (ES) – júri popular
. “Vim e Irei Como Uma Profecia”, de Fábio Rogério (SE) – menção honrosa
MOSTRA OUTROS OLHARES
. “Grão”, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS) – melhor filme
. “Pra Morrer Basta Estar Vivo”, de Francisco Xavier (ES) – júri popular
. “Kika Não Foi Convidada”, de Juraci Júnior (RO) – menção honrosa
MOSTRA MULHERES NO CINEMA
. “Núbia”, de Barbara Bello (MG) – melhor filme
. “Lactação”, de Fernanda Taddei (SP) – júri popular
MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE
. “O Pai da Rainha de Angola”, de Rodrigo França (SP) – melhor filme
.”Dentro do Meu Peito Mora um Cão”, de Gabriel Afonso (MG) – júri popular e menção honrosa do júri
MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES
. “Marimbã Está Acontecendo”, de Maryn Marynho (CE) – melhor filme
. “Noites Proibidas”, de Júlio Cesar (ES) – júri popular
. “Picumã”, de Sladká Meduza (SP) – menção honrosa
CINEMA AMBIENTAL
. “Bijupirá”, de Eduardo Boccaletti (BA) – melhor filme (júri oficial e júri popular)
CINEMA FANTÁSTICO
. “Ybi”, de Eliza Telles e Begê Muniz (AM) – melhor filme
. “Cordão de Prata”, de Getulio Ribeiro (RJ) – júri popular
MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
. “Monalisa”, de Lucas Sá. Artista: Frimes (MA) – melhor videoclip, Prêmio Stone Milk de Pós-Produção
. “Filtro”, de Rayan Casagrande e Vinicius Caus. Artista: Inseton (ES) – júri popular
. “Até”, de Victorhugo Amorim, Taciano Faccini e Gabrielle Nalli. Artista: Ronnie Silveira (ES) – menção honrosa
