Mostra de Tiradentes traz programação para São Paulo
"Dossiê Jango", de Paulo Henrique Fontenelle

A Mostra de Cinema de Tiradentes, de Minas Gerais, ganha uma edição em São Paulo a partir deste ano. O CineSesc exibirá, de 4 a 11 de julho, 24 filmes da Mostra Tiradentes desse ano.

A sessão de abertura da Mostra de Tiradentes no CineSesc, que acontece na noite da quinta-feira, dia 4 de julho, às 20h30, terá a exibição, em pré-estreia nacional, do filme “Dossiê Jango”, de Paulo Henrique Fontenelle. O longa, co-produzido pelo Canal Brasil foi o vencedor do prêmio de melhor filme pelo júri popular da 16ª edição da Mostra, realizada em janeiro desse ano.

Entre os demais destaques da Mostra Tiradentes em São Paulo estão os longas “Linz – Quando Todos os Acidentes Acontecem”, de Alexandre Veras Costa, e “Matéria de Composição”, de Pedro Aspahan, ambos premiados na edição da Mostra de Tiradentes de 2013, além de “Boa Sorte, meu Amor”, elogiado filme do diretor Daniel Aragão. Entre os curtas, destaque para “Pouco Mais de um Mês”, de André Novaes Oliveira, recentemente premiado na edição desse ano do Festival de Cannes, e “O Ouvido de Vinícius”, de Sérgio Oliveira e Ezequiel Pierri.

A edição da Mostra de Tiradentes no CineSesc segue o tema central “Fora de Centro e o Centro do País”, tema esse que propõe uma discussão sobre a produção cinematográfica brasileira realizada fora do eixo Rio-São Paulo e as relações entre essa produção com o cinema paulista, considerado o principal centro produtor do audiovisual no Brasil.

A Mostra de Tiradentes no CineSesc terá dois debates centrados nesse tema, mas que pretendem abordar outras questões relevantes para a produção e distribuição do atual cinema independente nacional. No dia 6 de julho, acontece o debate Perspectivas do Cinema Paulista, em que serão discutidos os modos de realização cinematográfica em São Paulo, o estado com maior investimento em cinema do país. Já no dia 7 de julho, Fora de Centro discute a descentralização da produção, a partir de uma nova economia e ecologia de realizações.

Completa a programação paralela da Mostra de Tiradentes no CineSesc, o Cinema da Vela (encontro mensal realizado no CineSesc), que no dia 10 de julho abordará o tema O Cinema Brasileiro dos Anos 2000: Perspectivas Expandidas.

A edição paulista do festival conta ainda com o lançamento do livro “Cinema sem Fronteiras”, com artigos, crônicas e entrevistas de 50 profissionais de diversas áreas do cinema que participaram das 16 edições do evento em Tiradentes. A mostra no CineSesc irá premiar um dos longas em exibição com o Troféu Barroco, concedido por um júri jovem formado entre estudantes paulistas de cinema e audiovisual.

Com 16 edições já realizadas em Minas Gerais, a Mostra de Tiradentes se consolidou no cenário cultural brasileiro como um espaço enriquecedor de formação, reflexão, exibição e difusão do cinema brasileiro contemporâneo que, a cada edição, coloca em debate novos paradigmas e apresenta a multiplicidade do audiovisual nacional.

Confira a programação da Mostra Tiradentes no CineSesc:

FILMES DA MOSTRA

Dossiê Jango (Brasil, 2012, 102’ cor, digital) Direção, Roteiro e Montagem: Paulo Henrique Fontenelle.  “Dossiê Jango” traz à tona o conturbado período em que o ex-presidente João Goulart viveu no exílio e as nebulosas circunstâncias de sua morte. Partindo desse fato, o documentário alimenta o debate em torno da necessidade de investigação e esclarecimento publico desse período obscuro de nossa História, a era das ditaduras militares latino-americanas. 4/7. Quinta, às 20h30.

Vertigem Branca. (Brasil, 2012, 65’, cor, digital) Direção: Breno Silva, Dellani Lima e Simone Cortezão. O que me resta é promover a minha própria ruína. Consciente da solidão. 5/7. Sexta, às 19h.

Linz – Quando Todos os Acidentes Acontecem. (Brasil, 2013, 81’, cor, digital) Direção: Alexandre Veras Costa. Como imprevisto, o acidente se coloca numa linha de frente, um confronto, como aquilo que provoca uma aderência ao corpo, para o corpo, atravessa e rasga um corpo possível e se move. 5/7. Sexta, às 21h.

Ferrolho. (Brasil, 2012, 91’, p&b, digital) Direção: Taciano Valério. Enquanto um time de futebol realiza seus jogos, acontecimentos são vivenciados nos interiores das casas. Noutros espaços o barro é a medida do conflito de uma família. 6/7. Sábado, às 19h.

O Sol nos Meus Olhos. (Brasil, 2012, 70’, digital) Direção: Flora Dias e Juruna Mallon. Um homem chega em sua casa depois de um dia de trabalho e encontra sua mulher morta. Em um surto silencioso, pega o corpo e parte em uma viagem rumo ao mar. 6/7. Sábado, às 21h.

Ventos de Valls. (Brasil, 2013, 88’, cor, digital) Direção: Pablo Lobato. Ventos de Valls é um ensaio dedicado à infância. As linhas do filme convergem à menina Ana, num enlace de gerações. Seu pai dirige o documentário, nos tempos da câmera, na proposição da viagem. A família Panadés, da qual Ana descende, está reunida, de volta à terra natal catalana após mais de cinquenta anos de imigração para o Brasil. 7/7. Domingo, às 19h.

A Balada do Provisório. (Brasil, 2012, 92’, p&b, digital) Direção e roteiro: Felipe David Rodrigues. Dois dias na vida de um vagabundo profissional chamado André Provisório. Morador do bairro carioca Catete – onde circulam carrinhos de bebê, craqueiros e seresteiros asmáticos. 7/7. Domingo, às 21h.

Sessão de curtas. Serão exibidos os filmes : O Ouvido de Vinícius (Direção: Sérgio Oliveira e Ezequiel Pierri). Alguém no Futuro Vinícius (Direção: Salomão Santana).Pouco Mais de Um Mês (Direção: André Novais Oliveira). A Voz do Poço (Direção: Patrícia Black). Cova Aberta (Direção: Ian Abé). 8/7. Segunda, às 19h.

Boa Sorte, meu Amor. (Brasil, 2012, 95’, p&b, 35mm) Direção e roteiro: Daniel Aragão. Boa Sorte, Meu Amor é um antirromance do impacto entre a música e o silêncio.8/7. Segunda, às 21h.

Semana Santa. (Brasil, 2013, 71’, cor, digital). Direção: Leonardo Amaral e Samuel Marotta. “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem!” 9/7. Terça, às 19h.

Sessão de Curtas. Serão exibidos os filmes: Pátio (Direção: Aly Muritiba). Quando o Céu Desceu ao Chão (Direção: Marcos Yoshi). Meu Amigo Mineiro (Direção: Gabriel Martins e Victor Furtado). Através (Direção: Amina Jorge). A Onda Traz, O Vento Leva (Direção: Gabriel Mascaro). Púrpura (Direção: Tavinho Teixeira). 9/7. Terça, às 21h.

Nas Minhas Mãos Não Quero Prego. (Brasil, 2012, 70’, cor, digital) Direção e roteiro: Cris Ventura. Maurino de Araújo mora no bairro Primeiro de Maio (Belo Horizonte) já mais de 30 anos, escultor reconhecido internacionalmente, tem uma vasta produção de obras em madeira, vive numa casa modesta e dança pelas ruas com seu guarda-chuva em dias de sol. 10/07. Quarta, às 19h.

Um Filme para Dirceu. (Brasil, 2012, 70’, cor, digital) Direção e roteiro: Ana Johann. Aso 17 anos, Dirceu ficou paraplégico e depois de um ano voltou a andar. Dirceu é gaiteiro e seu sonho é viver da música. A proposta é acompanhar a vida de Dirceu durante três anos e incorporar o próprio processo do filme dentro do documentário.10/07. Quarta, às 21h.

Matéria de Composição. (Brasil, 2012, 85’, cor, digital) Direção: Pedro Aspahan. Documentário sobre o processo de criação da composição musical erudita contemporânea brasileira na relação com o cinema. 11/7. Quinta, às 19h.

Em Busca de um Lugar Comum. (Brasil, 2012, 70’, cor, digital) Direção: Felippe Schultz Mussel. Rio de Janeiro, 2011. Anunciadas mundo afora como principal cenário das mazelas sociais brasileiras, as favelas cariosas se consolidaram como um dos pontos mais visitados do Rio. Imerso nos passeios pela Favela da Rocinha, o documentário investiga os desejos e as imagens envolvidas na construção deste disputado destino turístico. 11/7. Quinta, às 21h.

DEBATES

 Perspectivas do Cinema Paulista. O debate coloca em discussão os modos de realização em São Paulo, o estado com maior investimento em cinema do país. 6/7. Sábado, das 16h às 18h30.

 Fora do Centro. O debate discute a descentralização da produção, a partir de uma nova economia e ecologia de realizações. 7/7. Domingo, das 16h às 18h30

CINEMA DA VELA

10/07 quarta-feira, 19h30

TemaO CINEMA BRASILEIRO DOS ANOS 2000: PERSPECTIVAS EXPANDIDAS

A Mostra Tiradentes é testemunha da renovação no cinema brasileiro. O debate pretende apresentar e refletir como se deu essa renovação etária-geracional no cinema brasileiro? Delineou algum movimento estético? Investiu em um novo caminho de organização dramática de personagens e ações? Quais os  diferentes segmentos estilísticos da produção brasileiras nos últimos 13 anos?

 

MOSTRA DE TIRADENTES NO CINESESC
De 4 a 11 de julho
CINESESC - Rua Augusta 2.074 – São Paulo – SP – Fone: (11) 3087-0500
Ingresso: Grátis

 

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