“O Agente Secreto” enfrenta “Valor Sentimental”, “Sirât”, “Uma Batalha Após a Outra” e “Black Dog”, nessa quinta-feira, noite dos Prêmios César
Foto: “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho
Por Maria do Rosário Caetano
“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, terá que enfrentar concorrência pesada na noite dessa quinta-feira, 26 de fevereiro, para conquistar o César, o Oscar francês, na categoria melhor filme internacional. A cerimônia acontecerá no Olympia de Paris, sob a presidência da atriz Camille Cottin, intérprete da encantadora publicitária homoafetiva da série “Dix por Cent”.
Primeiro, o filme brasileiro terá que derrotar o “longa da hora”, o norte-americano “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, detentor de 13 indicações ao Oscar de Hollywood e vencedor de seis troféus Bafta, incluindo o de melhor filme. Se superar essa barreira, “O Agente Secreto” terá mais três “obstáculos” a vencer – os fortíssimos “Valor Sentimental”, do norueguês Joachim Trier, “Sirât”, do espanhol Olivier Laxe, e “Black Dog”, do chinês Guan Hu.
A Academia Francesa não se entusiasmou com o tunisiano “A Voz de Hind Hajab”, de Kaouther Ben Hania. Preferiu o “Cão Preto” chinês, que causou sensação junto à crítica francesa e ao público (279 mil espectadores). O filme de Guan Hu triunfou na mostra Un Certain Régard do Festival de Cannes 2024 e recebeu cotações altíssimas, inclusive de veículos exigentes (cinco estrelas da Positif, quatro da Cahiers du Cinéma, Le Monde, Liberation e Les Inrock).
Afinal, o que “Black Dog” tem de tão especial?
Tem uma história densa (e marginal) para narrar. Um rapaz, de nome Lang (Eddie Peng), sai da prisão disposto a recomeçar sua vida nas cercanias de um deserto. Lá, arrumará emprego que soma a função de agente sanitário com coletor de carrocinha. Afinal, integrará equipe responsável pelo recolhimento de cães soltos, capazes de transmitir o mal da “raiva” aos moradores da região.
No exercício de tal função, Lang acabará criando amizade com um dos cães mais perigosos do lugar (o Black Dog do título). Tudo isso acontece em 2008, no momento em que a China se prepara para sediar as Olimpíadas de Pequim. E mergulha em busca desenfreada pela modernização e pelo progresso. Por isso, destroi, em ritmo frenético, construções e símbolos do passado.
Outro ingrediente que dá força ao filme é o elenco. O protagonista Eddie Peng é notável. Constrói seu enigmático Lang com gestos econômicos, cara metálica e diálogos rarefeitos. Os que o cercam são, também, excelentes atores (profissionais ou “naturais”). Um deles é muito familiar aos cinéfilos brasileiros – o cineasta Jia Zhang-Ke (“Still Life – Em Busca da Vida”). Ele interpreta Yao, tio do protagonista. E a bela Tong Liya, numa narrativa dominada por homens brutos, dá vida a acrobata circense, que cruzará o caminho de Lang e tentará agregá-lo à trupe. Ele, afinal, fôra, antes da fase carcerária, motociclista do globo da morte.

O que encantará aos cinéfilos é a soma de drama social com western, temperada com cenas de ação. O filme traz o mesmo mal-estar que impregna os filmes de Jia Zhang-Ke. E a eles soma o solo desértico, com rolos de capim em giro incessante, movidos pelo vento. O protagonista – onipresente e solitário (como um cowboy desgarrado) – canaliza suas energias em obsessivas e arriscadas ações sobre uma motocicleta, substituta contemporânea dos cavalos nos westerns de outrora.
As chances de “Black Dog” podem estar mais no campo da cinefilia, que no gosto dos quase cinco mil integrantes da Academia Francesa. Nem sempre os filmes que encantam os críticos (e cinéfilos) são capazes de seduzir os profissionais envolvidos com a produção e realização audiovisual. E estes, nunca é demais lembrar, compõem a força majoritária de uma Academia de Cinema.
Os acadêmicos responsáveis pelo César, mesmo inseridos num país de cinefilia evidente, costumam defender, primeiro, os profissionais (diretores, atores e técnicos) praticantes do ofício que escolheram como forma de vida. Para a instituição há que se festejar o cinema como arte e indústria.
Os outros três rivais de “O Agente Secreto” são igualmente desafiadores. Nenhum deles custou tanto quanto “Uma Batalha Atrás da Outra” (120 milhões de dólares), nem dispõe de créditos tão estrelados (diretor e roteirista respeitadíssimo, elenco sustentado por DiCaprio, Sean Penn, Benício del Toro e equipe técnica de sonhos).
Para complicar, “Uma Batalha Atrás da Outra” tem tudo para sair como o grande vencedor do Oscar, na cerimônia do próximo dia 15 de março. A Academia Francesa vai escolhê-lo? Ou vai apostar num dos dois concorrentes europeus (“Sirât” e “Valor Sentimental”)?
“Sirât” tem, entre seus produtores, o manchego Pedro Almodóvar. E parceiros franceses. Aliás, Oliver Laxe costuma passar mais tempo na França, seu lar adotivo, que na sua Espanha natal. E, para mostrar seu peso no mercado francês, basta registrar que “Sirât” foi visto por 745 mil espectadores (bem mais que na Espanha – 440 mil). Um espanto para um filme de imensas qualidades, mas que divide (polariza) o público. Em São Paulo, durante a Mostra Internacional de Cinema, que o escolheu como filme inaugural, verificou-se quase um cisma. Sua estreia no nosso circuito comercial acontece nessa quinta-feira, 26 de fevereiro.
Já “Valor Sentimental” é o fenômeno cult da temporada. No Oscar, recebeu nove indicações, algo muito significativo para um filme nórdico (seu elenco, liderado por Renate Reinsve, Stellan Skarsgård e Inga Lilleaas, ocupa vagas de melhor protagonista, Renate, e melhores coadjuvantes, Stellan e Inga). No Brasil, foi visto, ao longo de nove semanas, por 180 mil espectadores. Na França, vendeu 440 mil ingressos.
Os dados franceses de “O Agente Secreto”, coprodução franco-germânica-holandesa, ainda não estão consolidados, mas, no Brasil, o filme vendeu, em 16 semanas, 2.416.000 ingressos. No terreno da crítica francesa, o filme de KMF teve recepção avassaladora. Cahiers du Cinéma, Le Monde, Libération, Positif, Les Inrock, Band à Part e mais 16 veículos cravaram cotação máxima (cinco estrelas). Outros 15, quatro. Um (o Critikat.com), três. Nao há nenhum registro de veículo que tenha atribuído duas ou uma só estrela ao filme brasileiro. Na média final, o portal AlloCiné calculou a média de “O Agente Secreto”: 4,6 (em cinco).
O campeão de indicações entre a produção made in France, razão de ser do César, é curiosamente um filme (“Nouvelle Vague”) dirigido por um norte-americano, o prolífico Richard Linklater. Ele foi destacado em dez categorias (incluindo o prêmio principal).
O diretor de “Boyhood” e “Blue Moon” fez de “Nouvelle Vague” uma espécie de making of póstumo do seminal “Acossado”, de Godard. Daí, o reconhecimento de que seu DNA é 100% francês (trama, idioma, atores, técnicos e produtores). O mesmo não se pode dizer de outro concorrente produzido com capitais franceses, o iraniano “Foi Apenas um Acidente”, de Jafar Panahi.
Linklater constrói irresistível declaração de amor à geração que transformou a Nouvelle Vague em um exercício de busca de liberdade narrativa. Um movimento que quebrou com muitas das regras do cinema clássico e experimentou tudo que fosse possível. Caso, em especial, do iconoclasta Jean-Luc Godard, representado com frescor e carisma pelo jovem Guillaume Marbeck, indicado a ator revelação.
Três filmes seguem “Nouvelle Vague”, na disputa, com oito indicações cada: “Dossiê 137”, de Dominik Moll, diretor do thriller atmosférico “A Noite do 12”, vencedor do César 2023, “O Desconhecido do Grande Arco”, de Stéphane Demoustier, sobre arquiteto dinamarquês responsável pela criação do Arco de la Défense, e “L’Attachment” (“O Apego” ou “Os Laços que nos Unem”), de Carine Tardieu.
“La Petite Dernière” (“A Caçula”) é um dos destaques da festa do César número 51. O longa de estreia da atriz Hafsia Herzi como diretora recebeu sete indicações. Ela constrói, com delicadeza, fascinante narrativa homoafetiva. Aos 39 anos, esta francesa de origem tunisiana realiza uma estreia surpreendente e madura. Hafsia, nunca é demais lembrar, nos foi revelada pelo longa-metragem “O Segredo do Grão” (2009), do mesmo diretor de “Azul é a Cor Mais Quente”, Abdellatif Kechiche (como ela de origem magrebiana).
“A Mulher Mais Rica do Mundo”, sobre a bilionária que comandou o império da beleza representado pela marca L’Oreal, conquistou seis indicações, escoradas, claro, na griffe Isabelle Huppert, a atriz mais festejada da França, ao lado de Juliette Binoche (Catherine Deneuve, aos 82 anos e com problemas de saúde, anda recolhida).
Com quatro vagas (cada um) destacam-se “O Estranho”, de Francois Ozon (a partir do famoso romance de Albert Camus), a animação “Arco”, de Ugo Bienvenue, também finalista ao Oscar, e “Partir, Um Dia”, de Amélie Bonnin.
O mais espantoso nessa quinquagésima-primeira edição do César é o gelo endereçado ao vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2025, “Foi Apenas um Acidente” (apenas duas míseras indicações). Bancado por produtores franceses, o filme foi escolhido para representar a nação bleu-blanc-rouge na festa do Oscar. Atingiu seu objetivo (integra a lista de cinco finalistas), mas, com o passar dos meses, foi perdendo gás.
A recepção fria dos acadêmicos do César mostra que a escolha não agradou aos profissionais do cinema francês. O filme de Panahi é iraniano até a medula (história, atores, técnicos etc. etc.). Mesmo estando presente na lista de oscarizáveis, só encontrou vaga (no César) como melhor filme e melhor roteiro original. Nada mais. Nem direção, nem fotografia, direção de arte, montagem ou figurinos.
Atores, então, nem pensar. E olha que um dos concorrentes ao César, esse ano, é um artista dinamarquês – Claes Bang. Há, porém, uma grande diferença: Claes protagoniza um filme 100% francês (falado na língua de Proust, com alguns trechos em inglês ou dinamarquês). E história 100% francesa: o Governo François Mitterrand promoveu, na década de 1980, concurso para construção do Arco de la Défense, cuja inauguração aconteceria no Bicentenário da Revolução Francesa (1989).
Ao abrir os envelopes, uma surpresa deixou os presentes aturdidos. O vencedor era um desconhecido arquiteto da Dinamarca, cujo currículo somava cinco obras (sua casa própria e quatro igrejas).
A imprensa tinha muitas perguntas a fazer a Johan Otto von Spreckelsen, o laureado. Afinal, o via como um provinciano, além de religioso demais para mexer na arquitetura da Cidade Luz. Seria a pessoa certa para criar monumento arquitetônico que seria construído nas imediações (e poderia ser vista pela imensa cavidade) do emblemático Arco do Triunfo?
O elenco do filme causou sensação na lista de finalistas ao César. Além de Claes Bang, como protagonista, brilham três candidadtos a coadjuvante – o canadense Xavier Dollan, que interpreta Jean-Louis Subillon, importante assessor de Mitterrand, o luminoso Swann Arlaud (de “Anatomia de uma Queda”), na pele do arquiteto-auxiliar Paul Andreu, e Michel Fau (François Mitterrand). Nesse último caso, há que se lembrar que o ator não guarda nenhuma semelhança com o ex-presidente francês.
Quem assistiu ao monumental “O Brutalista”, de Brady Corbet, que concorreu ao Oscar, encontrará alguns pontos em comum com esse filme francês (embora o norte-americano seja infinitamente melhor e mais ambicioso). O principal deles é a busca de mármore especial, in loco, na referencial Carrara italiana.
O “desconhecido arquiteto do Arco de la Défense” levou 240 mil espectadores aos cinemas franceses.

Número significativo, mas bem menor que “Minha Mãe, Deus e Sylvie Vartan” (1,5 milhão de ingressos), que divide com “Jane Austen Destruiu minha Vida”, o posto de título mais curioso entre os concorrentes ao César número 51. Estes dois filmes, assitidos pela Revista de CINEMA, concorrem a poucas categorias. O primeiro, a dois (atriz protagonista e direção de arte). O segundo, a um (atriz revelação).
A francesa de origem argelina Leïla Bekhti protagoniza, na pele de Esther, a comédia dramática “Minha Mãe, Deus e Sylvie Vartan”, dirigida pelo canadense Ken Scott. A produção é 100% dedicada à cultura popular francesa, a começar pela onipresença da cantora citada no título, Sylvie Vartan.
A chanteuse, de 81 anos e (ainda) na ativa, ex-companheira de Johnny Halliday (1943-2017), estará no pano de fundo da trama e na trilha sonora. Neste caso, com os maiores sucessos de seus anos de ouro (as décadas de 1960 e 70).
Na parte final do filme, Vartan entrará em ação, como convidada especial, interpretando a si mesma. Ou seja, uma diva da canção francesa, que se relacionará profissional e afetivamente com a família da matriarca interpretada por Leïla Bekhti. Cinemão de boa manufatura e grande apelo popular, o filme começa como comédia rasgada, com figurinos de telenovela, para depois ganhar alguns contornos dramáticos.
Esther é mãe de quatro filhos, o mais novo com má-formação num dos pés. Tal circunstância o impede de caminhar. A jovem mãe usará de sua imensa fé religiosa para lutar pela cura do menino. Tanto fará, que um dia o garoto conseguirá sair do leito. E deixará de se arrastar pelo chão como um inválido. A “ajuda divina” evocada pela mãe devota se domará à ação de “ortopedista” sem formação acadêmica e de… Sylvie Vartan.
São as canções da estrela que encherão de alegria a vida do menino ‘handicapé’. Esther, esteio da família Perez (o marido não passa de simpático coadjuvante), será sempre vista com maquiagem impecável (rímel de anúncios cosméticos) e vestida como se fosse a um baile. Enfrentará as agruras domésticas e criação da filharada sem suar uma gota ou descompor um fio que seja de seus elaborados penteados.
“Minha Mãe, Deus e Sylvie Vartan” baseia-se em livro homônimo, escrito por Roland Perez, justamente o menino que passou a infância e a pré-adolescência na cama, por causa da má formação de um de seus pés. Ele viria, no futuro, a transformar-se em bem-sucedido advogado e prestaria serviços a… (não vamos contar a quem). E sua mãe seria condecorada pelo Presidente Jacques Chirac, por sua dedicação aos filhos, em especial ao que portava deficiência física.
Esther, atrevida e obstinada como ela só, enfrentaria até a rigorosa lei francesa, que exige a presença de crianças para que sejam alfabetizadas em instituições devidamente acreditadas para tal. Depois de muito custo e muitos métodos “pedagógicos”, um dos irmãos de Roland Perez conseguirá alfabetizá-lo com recurso didático infalível — as “canções de Sylvie Vartan”.
Detalhe importante: Jeanne Balibar, a musa de Rivette, que concorre a melhor atriz coadjuvante por “Nino”, interpreta na comédia vartaniana papel de uma quase vilã. Muito bem-caracterizada, ela incorpora a funcionária da República Francesa encarregada de visitar o lar dos Perez para obrigar a mãe a liberar o menino. A Lei exige que ele seja submetido ao devido processo de alfabetização. E siga sua consequente trajetória escolar. Até agentes policiais serão levados à residência da família com a missão de conduzir o menino a um reformatório do Estado. Isso se Mamãe Perez, a loba protetora, permitir.
“Jane Austen Arruinou minha Vida” (disponível no Prime Video), filme de estreia de Laura Piani, conseguiu ao menos uma indicação ao César (atriz revelação): a de sua protagonista Camille Rutherford, que interpreta a jovem escritora Agathe. Ela trabalha na legendária Livraria Shakespeare and Company, criada em 1919, na Rive Gauche parisiense, por Sylvia Beach, amiga de James Joyce.
A moça, que vive um “namorico” com o amigo sedutor Felix (Pablo Pauly), usa seu tempo livre para esboçar os primeiros capítulos de um romance. O rapaz, por gentileza, mandará carta à Jane Austen Residence (Chawton House), na Inglaterra, solicitando vaga para a funcionária da Shakeaspeare and Company.
Frente à resposta positiva surge a questão: Agathe irá? Afinal, existe um impasse, pois ela vive atormentada por trauma advindo de grave acidente de carro, no qual seus pais morreram e só ela, que era criança, sobreviveu.
Como se trata de comédia romântica ambientada no mundo da leitura e da literatura, a jovem acabará superando alguns de seus medos e indo para a Jane Austen Residence. Lá conhecerá Oliver (Charles Anson), um belo rapaz, suposto descendente da família de Jane Austen (1775-1817), cheio de encucações e muita timidez. A estampa do rapaz lembra a do Hugh Grant de “Quatro Casamentos e um Funeral” e “Um Lugar Chamado Notting Hill”.
O casarão ajardinado que abriga a Residência Literária Jane Austen é uma maravilha oitocentista. Permite intensas trocas literárias e…culinárias (será que a cozinha inglesa é capaz de satisfazer o paladar francês?). Detalhe essencial: o maior salão da Chawton House ambienta baile à fantasia, à moda dos tempo vividos pelos personagens dos seis romances da famosa escritora britânica.
O filme, singelo e delicado, há de cativar emocionalmente os leitores de Jane Austen. E, no final, dentro do espaço parisiense da Livraria Shakespeare and Company, os cinéfilos terão uma epifania, pois verão o nonagenário documentarista Frederick Wiseman, que faleceu dias atrás, interpretando o poeta Jack Hirschman e declamando versos de grande beleza. Um preâmbulo para o final feliz, que elegerá um parceiro amoroso para a jovem (e insegura) escritora francesa.
Confira os finalistas:
MELHOR FILME
. “ Dossiê 137”, de Dominique Moll (8)
. “L’Attachment” (“O Apego” ou “Os Lacos Que nos Unem”), de Carine Tardieu (8)
. “La Petite Dernière” (“A Caçula”), de Hafsia Herzi (6)
. “Foi Apenas um Acidente”, de Jafar Panahi (2)
MELHOR FILME INTERNACIONAL
. “Sirât”, de Oliver Laxe (Espanha)
. “Valor Sentimental”, de Joachim Trier (Noruega)
. “Black Dog”, de Guan Hu (China)
. “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson (EUA)
MELHOR ANIMAÇÃO (longa)
. “A Pequena Amélie” (“Amélie et la Métaphysique des Tubes”, de Maïlys Vallade, Liane-Cho Han (Bélgica e França)
. “Arco”, de Ugo Bienvenu (França)
. “La Vie de Château, Mon Enfance à Versailles”, de Clémence Madeleine-Perdrillat, Nathaniel H’Limi (França)
MELHOR DOCUMENTÁRIO (longa)
. “Le Chant des Forêts”, de Vincent Munier
. “Le Cinquième Plan de la Jetée”, de Dominique Cabrera
. “Personne n’y Comprend Rien” (Sarkozy – Gaddafi: the Scandal of Scandals), de Yannick Kergoat
. “Put Your Soul On Your Hand and Walk”, de Sepideh Farsi
MELHOR DIREÇÃO
. Richard Linklater (Nouvelle Vague)
. Hafsia Herzi (“A Caçula”)
. Carine Tardieu (L’Attachement” – O Apego)
. Dominik Moll (“Dossiê 137”)
. Stéphane Demoustier (“O Desconhecido do Grande Arco”)
MELHOR ATRIZ
. Isabelle Huppert (“A Mulher Mais Rica do Mundo”)
. Valeria Bruni Tedeschi (“O Apego”)
. Léa Drucker (“Dossiê 137”)
. Mélanie Thierry (“O Quarto de Mariana”)
. Leïla Bekhti (“Minha Mãe, Deus e Sylvie Vartan”)
MELHOR ATOR
. Benjamin Voisin (O Estrangeiro”)
. Claes Bang (“O Desconhecido da Grande Arca”)
. Bastien Bouillon (“Partir um Dia”)
. Laurent Lafitte (“A Mulher Mais Rica do Mundo”)
. Pio Marmaï (“O Apego”)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
. Jeanne Balibar (“Nino”)
. Dominique Blanc (“Partir um Dia”)
. Marina Foïs (“A Mulher Mais Rica do Mundo”)
. Ji-Min Park (“A Caçula”)
. Vimala Pons (“O Apego”)
MELHOR ATOR COAJUVANTE
. Xavier Dolan (“O Desconhecido do Grande Arco”)
. Michel Fau (“O Desconhecido do Grande Arco”
. Pierre Lottin (“O Estrangeiro”)
. Raphaël Personnaz (“A Mulher Mais Rica do Mundo”)
MELHOR ATRIZ REVELAÇÃO
. Camille Rutherford (“Jane Austen Arruinou Minha Vida”)
. Manon Clavel (“Kika”)
. Suzanne Lindon (“A Chegada do Futuro”)
. Nadia Melliti (“A Caçula”)
. Anja Verderosa (“A Provação do Fogo”)
MELHOR ATOR REVELAÇÃO
. Guillaume Marbeck (“Nouvelle Vague”)
. Idir Azougli (“Météors”)
. Sayyid El Alami (“La Pampa”)
. Félix Lefebvre (“A Provação do Fogo”)
. Théodore Pellerin (“Nino”)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
. Dominik Moll, Gilles Marchand (“Dossiê 137”)
. Pauline Loquès (“Nino”)
. Holly Gent, Vince Palmo (“Nouvelle Vague”)
. Franck Dubosc, Sarah Kaminsky (“Um Urso no Jura”)
. Jafar Panahi — “Foi Apenas um Acidente”
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
. Carine Tardieu, Raphaële Moussafer, Agnès Feuvre (“O Apego”)
. Stéphane Demoustier (“O Desconhecido do Grande Arco”)
. Hafsia Herzi (“A Caçula”)
TRILHA SONORA ORIGINAL
. Arnaud Toulon (“Arco”)
. Olivier Marguerit (“Dossiê 137”)
. Fatima Al Qadiri (“O Estrangeiro”)
. Alex Beaupain (“A Mulher Mais Rica do Mundo”)
. Amine Bouhafa (“A Caçula”)
MELHOR SOM
. Jean Minondo, Serge Rouquairol, Christophe Vingtrinier (“Nouvelle Vague”)
. Nicolas Becker, Andrea Ferrera, Damien Lazzerini (“Arco”)
. Romain Cadilhac, Marc Namblard, Olivier Touche, Olivier Goinard (“O Canto das Florestas”)
. François Maurel, Rym Debbarh-Mounir, Nathalie Vidal (“Dossiê 137”)
. Rémi Chanaud, Jeanne Delplancq, Fanny Martin, Niels Barletta (“Partir um Dia”)
MELHOR FOTOGRAFIA
. David Chambille (“Nouvelle Vague”)
. Elin Kirschfink (“O Apego”)
. Patrick Ghiringhelli (“Dossiê 137”)
. Marine Atlan (“L’Engloutie”)
. Manu Dacosse (“O Estrangeiro”)
MELHOR MONTAGEM
. Catherine Schwartz (“Nouvelle Vague”)
. Stan Collet (“13 Dias, 13 Noites”)
. Christel Dewynter (“O Apego”)
. Laurent Rouan (“Dossiê 137”)
. Géraldine Mangenot (“A Caçula”)
MELHOR FIGURINO
. Pascaline Chavanne (“Nouvelle Vague”)
. Céline Guignard (“La Condition”)
. Corinne Bruand (“Drácula”)
. Jürgen Doering (“A Mulher Mais Rica do Mundo”)
. Pierre-Yves Gayraud (“A Chegada do Futuro”)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
. Katia Wyszkop (“Nouvelle Vague”)
. Jean-Philippe Moreaux (“Chien 51”)
. Catherine Cosme (“O Desconhecido do Grande Arco”)
. Riton Dupire-Clément (“Minha Mãe, Deus e Sylvie Vartan”)
. Marie Cheminal (“A Chegada do Futuro”)
EFEITOS ESPECIAIS
. Alain Carsoux (“Nouvelle Vague”)
. Cédric Fayolle (“Chien 51”)
. Rodolphe Chabrier, Benoît de Longlée (“O Homem que Encolhe”)
. Lise Fischer (“O Desconhecido do Grande Arco”)
MELHOR ANIMAÇÃO (curta-metragem)
. Raphaël Jouzeau (“Les Belles Cicatrices”)
. Jocelyn Charles (“Dieu Est Timide”)
. Sandra Desmazières (“Fille de l’Eau”)
MELHOR DOCUMENTARIO (curta-metragem)
. Margaux Fournier (“Au Bain des Dames”)
. Laïs Decaster (“Car Wash”)
. Paul Kermarec (“Ni Dieu ni Père”)
