Prêmios Platino ampliam espaço para séries de TV e destacam “O Eternauta”, “Chespirito”, “Estado de Fúria” e “Beleza Fatal”
Foto: “Estado de Fúria”
Por Maria do Rosário Caetano
“O Agente Secreto”, festejada ficção de Kleber Mendonça, e “Apocalipse nos Trópicos”, documentário de Petra Costa, são os grandes representantes do Brasil nos Prêmios Platino, cuja cerimônia festiva acontecerá na Riviera Maya, no México, nesse sábado, 9 de maio, com transmissão ao vivo pelo Canal Brasil (a partir das 21h45).
Os dois filmes têm chances de arrebatar os troféus aos quais concorrem. Já “Manas”, de Marianna Brennand, conta com chance mediana na categoria de Opera Prima (filme de diretor estreante), pois enfrentará o franco-favorito “Surda”, da espanhola Eva Libertad, que vem causando sensação por onde passa.
Em sua décima-terceira edição, os troféus Platino, atribuídos ao melhor da produção ibero-americana, dá novo e significativo relevo a realizações para TV e streaming (15 troféus). Uma série brasileira de longa duração – “Beleza Fatal” – destaca-se entre os concorrentes. Mesmo assim, a participação made in Brazil, se comparada com a argentina e a espanhola, resulta bastante modesta.
“Beleza Fatal”, criação de Raphael Montes, desdobra-se em 40 capítulos, reúne elenco estelar (liderado por Camila Pitanga e Giovanna Antonelli) e foi criada para o streaming (HBO Max). Mas conseguiu espaço na TV aberta (Rede Bandeirantes). Para triunfar na Riveira Maya mexicana, o folhetim terá que derrotar concorrentes vindos da Espanha (“Sueños de Libertad” e “La Promesa”) e dos EUA (“Velvet: El Nuevo Império”).
Dos EUA? O que a maior potência audiovisual do mundo tem a ver com os Prêmios Platino? Tudo, nesse caso, já que “Velvet” conta a história de personagens latinos, interpretados por atores originários da América Hispânica e com o espanhol como meio de expressão.
A força dominante do segmento TV é streaming continua, porém, centrada nas séries curtas, aquelas que têm quatro capítulos (“Anatomia de um Momento”), seis (“Yacarta”) e oito (a maioria). Nesta categoria, o duelo, tudo indica, se dará entre a argentina “O Eternauta”, protagonizada por Ricardo Darín (13 indicações), e a espanhola “Anatomia de um Momento”, protagonizada por Álvaro Morte e Eduard Fernández (com 11).
Correndo por fora estão as mexicanas “Chespirito: Sem Querer Querendo” (HBO Max), e “Las Muertas” (Netflix). A primeira desenha biografia de Roberto Mário Gómez y Bolaños (1929-2014), o criador (e protagonista) da série “Chaves”. A segunda recria o romance “Las Muertas”, de Jorge Ibargüengoitia.
“Chespirito: Sem Querer Querendo” compõe-se de oito episódios e narra a história de Bolaños (ou Gómez, para os mexicanos), criador de Chaves e do Chapolin Colorado. O vemos de sua juventude, quando estudava Engenharia, até os anos de consagração na TV. Dono de verve piadista e de capacidade de sintetizar ideias em poucas palavras, o jovem Bolaños parecia interessar-se mais por ofícios ligados à indústria audiovisual que por cálculos estruturais. Tanto insistiu, que encontrou vaga como redator publicitário e, depois, roteirista de TV. Até explodir com “Chaves” (e o bordão “sem querer querendo”) e o super-herói ao avesso, o desastrado Chapolim Colorado.
Na série, Bolaños (interpretado por Pablo Cruz Guerrero) será visto em seus momentos difíceis, marcados por muitas recusas profissionais e dificuldades financeiras. Mas contaria, na retaguarda, com ajuda da dedicada esposa e mãe de seus seis filhos, Graciela Fernández (Paulina Dávila). Um dos filhos do casal, Roberto Gómez Fernández, supervisiona a biografia do pai. E defende, claro, a primeira esposa do humorista, dando à segunda, a atriz Florinda Meza (a Dona Florinda e a Pópis, de “Chaves”), o status de “amante e destruidora de lares”. E ao intérprete de Quico (o ator Carlos Villagrán), com quem Bolaños teve brigas nos tribunais (por direitos autorais), nome fictício, pois será visto como vilão. Florinda será identificada como Margarita Ruíz, e Villagra, Marcos Barrágan. A nova série foi rodada em estúdios e, também, em locações na cidade do México. Sem esquecer o famoso balneário de Acapulco.
A separação do casal Fernández Gómez Bolaños foi traumática, pois o intérprete de Chaves, Chapolim e do Dr. Chapatin apaixonou-se pela atriz Florinda Meza. Para desgosto da esposa oficial, que varara noites costurando figurinos para os programas do marido. Isto nos tempos de vaca-magra. Foi ele que confeccionou o uniforme amarelo, com detalhes vermelhos, do Chapolim Colorado.
Por que a série se chama “Chespirito”? Porque assim que os mexicanos se referiam ao humorista, ator, redator, roteirista e empresário nascido na capital federal, que morreria aos 85 anos, no balneário de Cancún. Para seus compatriotas, ele era “o pequeno Shakespeare do humor infanto-juvenil”.

“Las Muertas” constrói-se como sátira feroz, temperada com ingredientes de western, banhada em sangue e calientes cenas de sexo. Sem esquecer doses feministas, marca de suas diabólicas protagonistas (Paulina Gaitán, a Serafina Baladro, que concorre a melhor atriz, e sua irmã, Arcángela Baladro, interpretada por Arcélia Ramiro).
Jorge Ibargüengoitia (1928-1983) e, também, os roteiristas da “Las Muertas” garantem que o romance e a série baseiam-se em fatos reais. As protagonistas são cafetinas implacáveis que exploram moças bonitas (e muito pobres) em sua casa noturna. Um local onde se bebe muito, se dança e se pratica um dos mais antigos ofícios humanos, o sexo pago. A história da série há de impressionar a muitos, que custarão a acreditar que aquilo tudo possa ter acontecido no México, em pleno século XX (décadas de 1950/60).
Uma preciosidade espanhola – o drama histórico “Estado de Fúria” (HBO Max) – acabou sub-avaliada pelos votantes dos Prêmios Platino. Mas fez por merecer elogio crítico do exigente New York Times. O jornal estadunidense definiu “Fúria” (“Rage”) como “uma comédia dramática ousada, que acompanha mulheres levadas ao limite, misturando humor negro com críticas ao mercado”.
O comitê de votantes do Platino, composto de representantes da Fipca-Egeda (instituições de produtores e de defensores de direitos de autor) e de representantes de Academias de Cinema da Península Ibérica e América Latina, só destacaram um dos trunfos da “furiosa” série: a almodovariana Candela Peña, dona de talento fulgurante, que concorre a melhor atriz.
Caberá, pois, a Candela representar o magnífico elenco reunido pelo criador, roteirista e diretor de “Estado de Fúria”, o espanhol Félix Sabroso. Dono de humor corrosivo, ele uniu atrizes veteranas (e três jovens, duas delas para interpretar casal lésbico) e botou ácido em sua feroz narrativa. Num dos melhores momentos da trama, saberemos como trabalha uma “badaladíssima influencer”.
Os cinéfilos brasileiros conhecem, e bem, duas das atrizes maduras que brilham na série: a argentina Cecília Roth, 69 anos, que interpreta estrela decadente (outrora ela brilhara em comédias eróticas), e a espanhola Ana Torrent. Esta, hoje com 59 anos, tornou-se “cult” desde sua estreia no clássico “O Espírito da Colmeia” (Victor Erice, 1973). Naquele filme, a menina Ana, de imensos olhos negros, e sua irmãzinha, depois de assistir ao filme “Frankenstein”, de 1931, buscavam, em sua vila interiorana, a fantasmagórica figura do monstro de celuloide.
Candela Peña, de 52 anos, é realmente a mais fascinante e desconcertante das atrizes de “Estado de Fúria”. Sua Nat, uma cinquentona solitária, vive para vender confecções de alta costura no Gallery, complexo de lojas de alto padrão. A ultra-arrumada Nat idolatra seus patrões e desdobra-se em gentilezas com suas clientes. Baixinha, quase roliça, ela usa toneladas de maquiagem e figurinos extravagantes (reparem nas mangas bufantes de um de seus modelitos). Vive para defender o bom nome da Gallery.
Nat trabalha com a opaca Rosa (Ana Torrent, que seria, também, a menininha-protagonista do “Cria Cuervos”, de Saura). Sempre vestida com trajes esportivos, Rosa vende roupas das mais importantes marcas do tipo Nike ou Adidas, para jovens descolados. Mas está a anos luz da fulgurante colega vendedora. As duas têm temperamentos opostos, divergem, brigam. E, mesmo na pior, Nat, desempregada, escorraçada pelo patrões e levada ao cárcere, filosofará: “A moda me deu solidez semelhante à que a fé dá a outras pessoas”.
“Estado de Fúria” lembra, em certa medida, o filme “Relatos Selvagens”, de Damián Szifron (2014), mega-sucesso argentino. Mas se, neste filme, muitos dos personagens são masculinos (como o “selvagem” Simón Fisher, representado por Ricardo Darín, tomado pela fúria), na minissérie espanhola, são as mulheres que assumem a rebelião e a vingança.
A argentina Cecília Roth interpreta seu papel com conhecimento de causa. Afinal, ela morou por décadas na Espanha, onde trabalhou com Pedro Almodóvar em muitos de seus loucos primeiros filmes – até chegar ao sublime “Tudo sobre minha Mãe”. Além dela e de Candela Peña e Ana Torrent, há que se prestar atenção nas ótimas histórias protagonizadas por Carmen Machi, artista plástica e performer muito louca; Pilar Castro, a culinarista Vera, que entra em guerra com um crítico gastronômico (Pedro Casablanc); e Natalia Poza, a sofrida Adela, que tem que cuidar da mãe senil (Marilu Marini) e preocupar-se com a filha Tina (Claudia Salas), seduzida pelo patrão (o ótimo Alberto San Juan, que concorre ao Platino como melhor ator pelo filme “La Cena”).

Outra produção espanhola digna de elogios – “Anatomia de um Momento”, criação de Rafael Cobos e parceiros – teve excelente receptividade na Espanha. Sua matriz vem de livro homônimo do grande escritor Javier Cercas. O autor do festejado “Soldados de Salamina” recriou, com seu talento costumeiro, a tentativa de golpe de Estado ocorrida na Espanha, em 23 de fevereiro de 1981. E concentrou-se em três personagens.
O mais destacado é Adolfo Suárez, recriado pelo ator Álvaro Morte. O outro é o líder socialista Santiago Carrillo, interpretado por Eduard Fernandez (o grande ator de “El 47” e “Marco, a Verdade Inventada”). O terceiro e último protagonista será o militar moderado Manuel Gutiérrez Mellado (Manolo Solas).
Estes três homens foram os únicos a resistir, em seus lugares e com coragem, à invasão de militares de extrema direita comandados pelo tenente-coronel da Guarda Civil Espanhola, Antonio Tejero Molina. O grupo (eram 200 guardas armados) invadiu a Câmara dos Deputados pronto para executar o golpe. Tejero, que portava seu tradicional chapéu tricórnio, e seus comandados queriam interromper a Transição Espanhola. Ou seja, derrubar a democracia que nascia depois de décadas de domínio franquista.
Vale destacar mais quatro candidatas aos Prêmios Platino, conferidas pela Revista de CINEMA: a argentina “Menem, o Show do Presidente” (disponível na Amazon), a colombiana “Dissociação” (“Estado de Fuga 1986”, no original, disponível na Netflix), a mexicana “Cometierra” (Prime Video) e a espanhola “Jakarta” (esta ainda não lançada em nossas plataformas).
Essas quatro narrativas contam com atores de grande valor em seus elencos. A começar pelo “Show do Presidente”, sátira cáustica e desabrida à trajetória de Carlos Saúl Menem, o controvertido político que governou a Argentina por dois mandados. Para interpretá-lo foi escalado Leonardo Sbaraglia, de “Plata Quemada” e do novíssimo “Natal Amargo”, de Pedro Almodóvar, que chega em breve aos nossos cinemas. A maquiagem do ator é perfeita (e hilária). As cafonérrimas costeletas de Menem são uma atração à parte.
“Dissociação” (“Estado de Fuga” – não confundir com “Estado de Fúria”) parte de crime que abalou a Colômbia em 1986. O ponto de partida da trama foi um trágico acontecimento – homem que jantava no Pozetta, em Bogotá, matou a sangue frio 30 dos clientes do restaurante.
Os responsáveis pela série conceberam, a partir do massacre, trama ficcional das mais aliciantes. O assassino, um veterano da Guerra do Vietnã de origem bogotana, de nome Jeremias Salgado (o ótimo ator Andrés Parra), sente-se uma reencarnação de Travis Bickle, o “Taxi Driver” de Scorsese. Quer limpar a capital colombiana, que define como “cloaca corrupta”, de todos os males. Tenta fazê-lo enquanto estuda Literatura (do ramo policial) numa universidade. Seu ídolo é Arthur Conan Doyle. Jeremias estabelecerá relações de conturbada amizade com outro estudante de Literatura, Camilo León (José Restrepo), por sua vez apaixonado por Robert “O Médico e o Monstro” Stevenson.
Durante a investigação do crime, que se dará por caminhos alternativos, já que o assassino morreu (suicidou-se?) durante o massacre, León desconfiará que pode estar envolvido, de alguma forma, com o que se passou. Só que ele não se lembra de nada, pois sofre de “dissociação associativa”, mal que o atormenta, em momentos específicos, desde que viu o pai ser brutalmente torturado e, por isso, transformado num inválido, que vegeta num canto da casa.
“Cometierra” também tem uma atriz famosa no elenco: a mexicana Yalitza Aparício, protagonista absoluta de “Roma” (Alfonso Cuarón, 2028), filme vítima de uma das maiores injustiças da história do Oscar (foi derrotado na categoria principal pelo olvidável “Green Book”). Na série mexicana, Yalitza interpreta personagem secundária (por ele foi indicada ao Platino), uma professora que desaparecerá, em circunstâncias misteriosas.
Aylin (Lilith Curiel), a protagonista de “Cometierra”, é uma adolescente que vive em bairro pobre na metrópole mexicana. Ela descobrirá que tem poderes sobrenaturais, ao ser obrigada a comer terra por colegas que a humilham e a espancam. Tais poderes ajudarão na solução de muitos crimes.
A garota se juntará a amigos, desajustados como ela, para tentar encontrar aqueles que são vítimas da violência (e desaparecimentos) ocorridos em sua vizinhança. A série traz a assinatura de Daniel Burman, festejado diretor argentino que, desde fevereiro desse ano, foi escolhido como diretor de Conteúdos Originais da Disney.
“Yakarta” (“Jacarta”, capital da Indonésia) dá nome a essa série espanhola protagonizada por Javier Cámara, grande comediante e ator almodovariano (o enfermeiro de “Fale com Ela”) e pela adolescente Carla Quílez, ambos indicados ao Platino.
O slogan que propaga a série é dos mais curiosos e tem tudo a ver com o estado de espírito de seus protagonistas: “Ninguém joga o bádminton se é feliz”. Joserra é, pois, um ex-jogador de bádminton, que foi afastado de seu ofício e sobrevive como professor de Educação Física em Valleca, bairro dos mais populosos de Madri.
Ele vê futuro em uma de suas alunas, Mar, e resolve treiná-la. Mas os dois não se entendem muito bem. Ao longo de seis capítulos, tentarão se entender, pois o treinador quer levar a jovem às competições de Jacarta, onde ex-jogadores, como ele, são lembrados e festejados como estrelas.
“Yacarta” ganhou três importantes prêmios Feroz, láurea atribuída pela Associação de Críticos Cinematográficos da Espanha: melhor série, melhor ator (Javier Cámara) e melhor roteiro (Diego San José Daniel Castro e Fernando Delgado-Hierro).
A série argentina “O Eternauta”, baseada em HQ do desaparecido político Héctor Germán Oesterheld (1919-1977) e uma das favoritas ao Platino, foi tema de reportagem na Revista de CINEMA (13/05/2025). Ricardo Darín, que interpreta Juan Salvo, o protagonista dessa narrativa futurista e distópica, é, também, o franco favorito ao Platino de melhor ator de TV. Se Wagner Moura ganhar, por seus Armando-Marcelo- Fernando – e tudo leva a crer que ganhará –, o Platino de melhor ator de cinema, os espectadores do Canal Brasil assistirão à consagração de dois grandes intérpretes ibero-americanos. Uma foto dos dois juntos será de grande valia para propagar o audiovisual que tem o espanhol e o português como idiomas.
Com exceção da série “Anatomia de um Momento” (apenas quatro capítulos) e das séries longas (ou novelas) “Sueños de Libertad”, “La Promesa” e “Velvet”, todos os concorrentes citados nessa matéria estão disponíveis em plataformas de streaming brasileiras, com legendas em português (e/ou dubladas).
E, detalhe final, esse ano, para encurtar a cerimônia de premiação de filmes e séries, o comando do Platino dividiu a entrega de troféus em duas fases. Já foram revelados os vencedores em 21 categorias artísticas (como atores coadjuvantes, caso do uruguaio Cesar Trancoso, por “O Eternauta”) e técnicas (“O Agente Secreto” levou montagem, direção de arte e música original). “Sirât”, fotografia, efeitos especiais e som, este assinado por trio de chicas endiabradas – Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas – que concorreram ao Oscar.
Todos os laureados serão chamados ao palco, mas em bloco. A noite, afinal, será marcada pelo anúncio dos 14 prêmios principais. Os atribuídos pelo júri oficial, que se somarão aos escolhidos pelo público. Se “O Agente Secreto” ganhar o Platino de melhor filme, o Brasil será bicampeão (ano passado, “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, sagrou-se o grande vencedor). Mesmo assim, continuará atrás da Argentina e Espanha (com três prêmios cada). E empatado com Chile e Colômbia (com dois cada).
Confira os finalistas (TV/Streaming):
MINISSÉRIE OU TELESSÉRIE
. “O Eternauta” (Argentina – Netflix)
. “Anatomia de um Momento” (Espanha – Movistar Plus+)
. “Chespirito: Sem Querer Querendo” (México – HBO MAX)
. “Las Muertas” (México – Netflix)
MELHOR ATOR (minissérie ou telessérie)
. Ricardo Darín (como Juan Salvo, por “O Internauta”) – Argentina
. Leonardo Sbaraglia (como Carlos Saúl Menem, por “Menem, o Show do Presidente”) – Argentina (Amazon)
. Javier Cámara (como Joserra, em “Yakarta”) – Espanha
. Álvaro Morte (como Adolfo Suárez, em “Anatomia de um Momento) – Espanha
MELHOR ATRIZ (minissérie ou telessérie)
. Candela Peña, como Nat, em “Estado de Fúria” (HBO Max) – Espanha
. Paulina Gaitán, como Serafina Baladro, em “Las Muertas” (Netflix) – México
. Griselda Siciliani, como Vitoria Mori, em “Invejosa – Envidiosa” (Netflix) – Argentina
. Carla Quílez, como a adolescente Mar, em “Jakarta”) – Espanha
MELHOR CRIADOR DE SÉRIE
. Rodrigo Guerrero, por “ Dissociação – Estado de Fuga 1986” (Colômbia)
. Bruno Stagnaro, por “O Eternauta” (Argentina)
. Mariano Varela e Ariel Winograd (“Menén, o Show do Presidente”) – Argentina (Prime Vídeo)
. Rafael Cobos, José Manuel Lorenzo, Fran Araujo e Alberto Rodríguez, por “Anatomia de um Momento” – Espanha – Movistar Plus)
MELHOR SÉRIE DE LONGA DURAÇÃO
. “Beleza Fatal” (Brasil) – HBO MAX
. “Sueños de Libertad” (Espanha) – Antena 3
. “La Promesa” (Espanha) – Canal LA 1
. “Velvet: El Nuevo Imperio (México-EUA) – Telemundo
MELHOR TRILHA SONORA
. Federico Jusid, por “O Eternauta” (Argentina) – vencedor.
. Antônio Pinto e Gabriel Ferreira, por “Angela Diniz: Assassinada e Condenada” (Conspiração) – Brasil
. Manuel J. Gordilho, por “Estado de Fuga: 1986” (Netflix) – Colômbia
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
. Ezequiel Rossi, Pablo Accame e Ignácio Pol, por “O Eternauta” (Argentina, Netflix) – vencedor
. Guille Lawlor, Bruno Fauceglia e Ezequiel Hasl, por “Menem, o Show do Presidente” (Argentina)
. Ricardo Arvizu, por “Cada Minuto Cuenta” (México, Amazon)
. Daniel de la Madri e Alejandro Valente, por “Cometierra” (México e Uruguai) – Amazon
