Comédia “Quem Tem com que me Pague, Não me Deve Nada” estreia no Canal Brasil

Na próxima segunda, no dia 28 de setembro, o Canal Brasil estreia a comédia “Quem Tem com que me Pague, Não me Deve Nada” na faixa Negritudes. Em uma programação especial de 12 horas consecutivas, a maratona exibe este e outros oito títulos, como os longas “Eu Não Ando Só”, “Café com Canela”, “Ilha”, “Ainda Não é Amanhã”, “Virgínia e Adelaide” e“Tijolo por Tijolo”, todos os episódios da série “Navio do Sertão”, além do curta “Caminhos Afrodiaspóricos pelo Recôncavo da Guanabara”.

Na grande estreia da faixa, “Quem Tem com que me Pague, Não me Deve Nada”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, o protagonista é Rodrigo Pandolfo como Henrique Garcia, um cineasta paulista frustrado com a carreira que enxerga em Cristian Mugunzá (Renan Motta), um fenômeno do pagotrap baiano, a chance de mudar de vida.

Glenda Nicácio volta a aparecer na programação com o longa “Eu Não Ando Só”, e, junto com Ary Rosa, com os longas “Café com Canela” e “Ilha”.

No documentário “Eu Não Ando Só”, a diretora mergulha na Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, no Recôncavo Baiano, para evidenciar a força da vida em comunidade como prática de resistência, fé e cuidado coletivo. O documentário também está no DOC Canal Brasil (Prime Video). Já em “Café com Canela”, a dupla apresenta a história de mulheres atravessadas pelo luto e pela reconstrução de laços, em um drama sensível sobre afeto, memória e recomeço. Já em “Ilha”, os diretores contam a história de um jovem que busca realizar seu primeiro filme, em uma narrativa metalinguística que mistura humor e crítica social ao explorar questões de representação e marginalidade.

A maratona segue com os quatro episódios da série “Navio do Sertão”, de Patrícia Pinheiro, que resgata a história da comunidade quilombola de Navio, no Sertão da Paraíba, submersa na década de 1930 durante a construção de um grande complexo hídrico. Na sequência, o longa “Ainda Não É Amanhã”, de Milena Times, acompanha Janaína, jovem de 18 anos que mora com a mãe e a avó na periferia de Recife e, ao conquistar a oportunidade de estudar Direito, vê sua vida transformada, mas precisa lidar com uma gravidez inesperada que desafia seus planos e o futuro da família. Em “Tijolo por Tijolo”, de Victória Álvares e Quentin Delaroche, retrata uma família de Recife que enfrenta a perda de sua casa condenada por risco de deslizamento, desdobrando-se em meio à pandemia, a uma gravidez com busca por laqueadura no SUS e o trabalho da mãe como influenciadora digital para reerguer o lar.

Já no curta “Caminhos Afrodiaspóricos Pelo Recôncavo da Guanabara”, de Wagner Novais, uma viajante afrofuturista reúne dados para a criação de uma mitologia afrodiaspórica no território do Rio de Janeiro.

A programação encerra com o longa “Virgínia e Adelaide”, de Yasmin Thayná e Jorge Furtado, que ilustra a trajetória do encontro de duas mulheres que participaram ativamente da fundação da psicanálise no Brasil: Virgínia Bicudo (Gabriela Correa), uma mulher negra pioneira nos estudos sobre racismo no país que se tornou a primeira psicanalista brasileira, e Adelaide Koch (Sophie Charlotte), psicanalista judia que veio para o Brasil em fuga do regime nazista na Alemanha.

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