Festival Francês traz Laure Calamy e Benoît Magimel ao Brasil e exibe o díptico “De Gaulle” e “O Sentido da Vida”, de Hamaguchi
Foto: “De Gaulle: A França Livre”, de Antonin Baudry
Por Maria do Rosário Caetano
Os paulistanos ainda estão mergulhados na maratona de mais de 350 filmes programados pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (que os cinéfilos chamam de “monstra”) e já dispõem de outro banquete cinematográfico, o Festival de Cinema Francês do Brasil, reconhecido (e famoso) até dois anos atrás pelo sintético nome de Varilux.
Dessa quinta-feira, 29 de outubro, até 11 de novembro, 100 cinemas, de 50 cidades brasileiras, mostrarão 21 filmes produzidos pela França e seus parceiros. Dezenove são realizações contemporâneas (18 longas e um curta, vencedor do Oscar) e dois títulos do passado (núcleo histórico). Duas capitais, Rio de Janeiro e São Paulo, receberão delegação de artistas que virão apresentar e debater seus filmes com o público. Alguns dos integrantes da caravana ministrarão masterclass aberta a profissionais do cinema.
A trupe inclui duas estrelas de grande prestígio – Laure Calamy, da série (e filme) “Dix pour Cent”, e Benoît Magimel, revelado no polêmico “A Professora de Piano” (com Isabelle Huppert) e astro absoluto do apaixonante “Pacifiction” (uma ficção no Pacífico), de Albert Serra.
Laure Calamy tornou-se conhecida e causou sensação na pele da secretária Noémie Leclerc, de “Dix pour Cent”. Apaixonada pelo patrão e desajeitada, ela tornou-se a queridinha da hora e hoje só perde em prestígio para Camille Cottin, a agente homoafetiva “rouba-cena” da famosa agência de atores. A série gaulesa, produção da Netflix, correu mundo e ganhou remakes em diversos países.
A jovem Calamy vai apresentar, no Festival Francês, o longa-metragem “O que é o Amor?, de Fabien Gorgeart. Ela chega ao Brasil com um Prêmio César de melhor atriz, por “Minhas Férias com Patrick” (Caroline Vignal, 2021), e um Prêmio Orizzonti, em Veneza, pelo tocante “Contratempos”, de Eric Gravel, no qual interpreta uma mãe de baixa renda, que se desdobra entre o trabalho estafante e os cuidados com filho pequeno.
Em “O que é o Amor?”, a atriz interpreta Marguerite, ex-mulher de Fred, papel de Vincent Macaigne, grande comediante (no sentido brasileiro!) do cinema francês contemporâneo. Lembram dele como o alterego de Olivier Assayas na deliciosa série “Irma Vep”? Hilário e desajeitado. Atualmente, Macaigne encanta os frequentadores da Reserva Cultural com o cult “As Cores do Tempo” (“La Venue de l’Avenir”, de Cedric Klapich).
Benoît Magimel chega ao Brasil para apresentar o díptico “De Gaulle: A França Livre” (“La Bataille De Gaulle”), de Antonin Baudry. Um filme que vendeu mais de 5 milhões de ingressos em território francês. Cabe a Magimel interpretar o General Pierre Kœnig, herói da Batalha de Bir Hakeim, travada em 1942. Já que a obra dedicada ao presidente (e herói da Resistência francesa) tem espaço nobre no ex-Varilux, vale lamentar, aqui, a ausência (na programação dessa décima-sétima edição) de filme da maior importância – “Um Homem do seu Tempo” (“Notre Salut”, Nossa Salvação).

Se “De Gaulle” evoca um personagem que a França admira e cultiva, o filme esquecido pelos programadores do ex-Varilux evoca um dos maiores (senão o maior) tabu da história francesa – o Colaboracionismo. Seu diretor, Emmanuel Marre, conta a história de Henry Marre, seu bisavô (na vida real), que chega a Vichy, “capital” da França ocupada (e gerida pelo colaboracionista Pétain).
O engenheiro Henry Marre carrega em sua pasta de trabalho um manifesto (impresso às próprias custas) com o qual espera colaborar, patrioticamente, com a grandeza de sua Nação (aliada de Hitler). O burocrata espera, além de prestar serviço ao Governo Pétain, escapar de sua própria ruína financeira e familiar. Inicia sua colaboração prestando pequenos serviços ao governo de Vichy, e, gradualmente, sua participação na perseguição e deportação de judeus irá ganhando relevo.
“Notre Salut” causou sensação em Cannes 2026 junto com outra produção francesa, “O Sentido da Vida” (“Soudain”, De Repente), do japonês Ryusuke Hamaguchi. Este filme recebeu a Palma de Ouro de melhor interpretação feminina (dividida entre a belga Virginie Efira, e a nipônica Tao Okamoto). Já o polêmico drama histórico de Emmanuel Marre, que chegou a ser cotado para a Palma de melhor filme ou de melhor ator (para Swann Arlaud), só foi reconhecido como melhor roteiro. Em compensação, encapou a Cahiers du Cinéma de setembro, que o reconheceu com cinco estrelas e a ele dedicou 10 páginas internas. E a Cahiers não está sozinha nessa consagração. O filme de Emmanuel Marre recebeu cotação máxima do Le Monde, Libération, Band à Part, Les Inrock, e quatro do comunista L’Humanité e (até) do conservador Le Figaro.
“O Sentido da Vida” integra a programação do ex-Varilux. Embora traga a assinatura do japonês Ryusuke Hamaguchi (vencedor do Oscar internacional com o belíssimo “Drive my Car”), “Soudain”, resulta de real parceria entre o país europeu e o asiático. Conta com atores franceses e japoneses e é interpretado nos dois idiomas (a belga Efira tem longa fala em japonês, que ela decorou foneticamente). Ao contrário do que ocorreu com o iraniano “Foi Apenas um Acidente” e o russo “Minotauro” – duas últimas indicações da França ao Oscar – “O Sentido da Vida” ganhou nacionalidade francesa por razões que vão muito além da grana nele investida.
O filme de Hamaguchi foi exibido, com imenso sucesso, na Mostra SP. Parte da crítica encantou-se com a história de Marie-Lou Fontaine (Virginie Efira), diretora de instituição para idosos guiada por ideias progressistas. Como o italiano Franco Basaglia (1924-1980), ela é defensora de cuidados baseados na escuta e na dignidade dos residentes. Seu encontro com Mari (Tao Okamoto), diretora de teatro japonesa (abalada por um câncer), irá enriquecer suas experiências laborais. Os internos assistirão às apresentações cênicas de experiente ator japonês, que traz, em sua companhia, um jovem autista de terceiro grau. As duas mulheres transformarão suas trajetórias em verdadeira comunhão de princípios e amizade. E buscarão novas possibilidades para a existências dos abrigados na casa de idosos.
Em momento de grande força (há quem o veja como parte dispensável da narrativa, pois “carregada de didatismo”), ouviremos densa reflexão (da japonesa Mari) sobre o Capitalismo contemporâneo, a mercantilização do tempo livre e sua influência direta na preocupante baixa dos índices de natalidade. O trabalho tornou-se tão degradado (e escasso), que famílias temem gerar filhos. Que futuro poderão oferecer a eles?
Os que não apreciam a força dessa reflexão – nem o desenvolvimento da trama de Hamaguchi (baseada livremente no livro japonês “Quando a Vida Muda de Repente”) – tacham o filme como “obra menor do cineasta”. E mais: “contaminada por espírito ONG”. Claro que o filme não tem a grandeza de “Drive my Car”, mas é poderoso, fascinante e está longe de rótulos simplificadores como “obra didática” ou “ONG movie”.

Abaixo, a lista completa de atrações do ex-Varilux número 17. Para os fãs de Isabelle Huppert, há que se lembrar que a incansável atriz, de 73 anos, protagoniza (com Sandrine Kiberlain) “A Ilustre Desconhecida”, comédia de Marc Fitoussi.
Há filmes de vários gêneros e para todos os gostos. O ecletismo marca o festival francês, que pretende funcionar como uma grande vitrine de tudo que se produz no audiovisual francês. Somando filmes de empenho artístico aos mais comerciais. A se lamentar que o núcleo histórico esteja sendo contaminado por proposta menos arriscada. Por que não buscar joias do passado francês, grandes filmes (esquecidos) de Abel Gance, Jean Renoir, Marcel Carné, Henry Clouzot, Alain Resnais ou do prolífico Claude Chabrol?
Por que não exibir, por exemplo, cópia restaurada de “A Mulher Infiel” (1969), matriz chabroliana do arrebatador “Minotauro”, do russo Andrej Zvyagintsev? Aliás, filme de alma profundamente eslava, que vai representar (com vaga praticamente garantida) a França no Oscar. No lugar do preterido, e 100% gaulês, “Notre Salut”. Outra sugestão para o núcleo histórico do ex-Varilux: resgatar o riquíssimo cinema “noir” francês, aquele que eles chamam de “polar”. Há títulos de tirar o fôlego guardado em muitas prateleiras.
Por fim, um registro. Além de Laure Calamy e Benoît Magimel, uma atriz francesa, que virá em pessoa prestigiar o festival, marca presença em dois filmes – “Bem-vindos à la Comédie-Française”, comédia de Martin Darondeau e Bertrand Usclat, e “Uma Menina de Ouro”, de Jean-Luc Gaget. Pauline, de 39 anos, é (por enquanto) desconhecida do público brasileiro. Vem do teatro e trabalhou com a brasileira Christiane Jatahy, que a dirigiu em “A Regra do Jogo”. Em solo parisiense.
FILME A FILME
NÚCLEO CONTEMPORÂNEO:
. “Victor, como Hugo” (Victor Comme Tout le Monde), de Pascal Bonitzer, distribuído pela Autoral. A trama centra-se no melancólico ator Robert Zucchini, que, inspirado no romancista Victor Hugo, lota todas as noites as salas de espetáculo, transmitindo seu amor pelas palavras. Até o dia em que reaparece sua filha, que ele não viu crescer. O ator começa a se questionar se amar seria melhor do que admirar.
. “Molière, Cyrano e o Pequeno Rei” (Les Caprices de l’Enfant Roi), de Michel Leclerc, distribuído pela Pandora. Registro da história do jovem Luís XIV, que precisa se esconder em uma companhia de teatro para escapar de ameaça à monarquia francesa. Sob a proteção de D’Artagnan e Cyrano de Bergerac, o futuro rei descobre um mundo marcado pela arte e pela liberdade. O longa foi apresentado no Festival de Cannes, como atração do Cinéma de la Plage (exibições ao ar livre para “a turma do sereno”).
. “Bem-vindos à La Comédie-Française” (De la Comédie-Française), comédia de Martin Darondeau e Bertrand Usclat com Pauline Clément. Na trama, às vésperas de sua estreia como diretora na tradicional companhia teatral francesa, Nina precisa lidar com atrasos, problemas técnicos e desentendimentos que ameaçam a apresentação. A produção, distribuída pela Bonfilm, conquistou quatro troféus no Festival Internacional de Cinema de Comédia de l’Alpe d’Huez, incluindo o Prêmio do Público e o Prêmio Especial do Júri, e superou 900 mil espectadores na França.
. “Uma Menina de Ouro” (Une Fille en Or), de Jean-Luc Gaget, distribuído pela Bonfilm. Segundo filme a ser apresentado pela atriz Pauline Clément, integrante da Comédie-Française, que visita o Brasil. Ela interpreta mulher que passa a questionar seu próprio valor após conhecer um empresário autoritário.
. “O Beijo Elétrico” (La Vénus Électrique), de Pierre Salvadori, comédia romântica ambientada em Paris, em 1928, convidado da noite inaugural do Festival de Cannes 2026. O longa acompanha Antoine Balestro, um jovem pintor que perde a inspiração após a morte da esposa e tenta entrar em contato com ela por meio de uma vidente. O que ele não sabe é que a mulher é, na verdade, uma artista de circo que participa de farsa para ajudá-lo a recuperar a criatividade. Estrelado por Pio Marmaï, Anaïs Demoustier e Gilles Lellouche, o filme ultrapassou 600 mil espectadores na França. Distribuição da Bonfilm.
. “A Casa das Mulheres” (La Maison des Femmes), de Mélisa Godet. O drama mostra o cotidiano de uma equipe dedicada a acolher mulheres vítimas de violência e ajudá-las a reconstruir suas vidas. A produção destaca a importância da solidariedade, da escuta e do trabalho coletivo e já foi vista por mais de 500 mil espectadores na França. Distribuição da Bonfilm.
. “O Canto da Floresta” (Le Chant des Forêts), de Vincent Munier. O filme chama atenção para a urgência das questões ambientais. Trata-se de um documentário blockbuster (mais de 1,3 milhão de espectadores nos cinemas franceses), laureado com dois Prêmios César 2026 – melhor documentário e melhor som. A narrativa acompanha o diretor, seu pai e seu filho em imersão pelas florestas dos Vosges, região onde Munier nasceu e desenvolveu, ainda na infância, seu interesse pela natureza e pela fotografia de vida selvagem. Distribuição da Bonfilm.
. “A Busca de Charli” (Les Matins Merveilleux), primeiro longa-metragem de Avril Besson, integrou a programação de sessões especiais no Festival de Cannes e concorreu ao Caméra d’Or (láurea dedicada a estreias na direção). O filme acompanha Charlie, uma jovem que parte em uma viagem levando discos de vinil da avó. Pelo caminho, conhece pessoas que a ajudam a lidar com o luto e a descobrir novas possibilidades para sua vida. O elenco reúne India Hair, Raya Martigny e Eric Cantona, grande jogador de futebol e personagem de Ken Loach. Distribuição da Bonfilm.
. “Sem Piedade” (Sans Pitié), de Julien Hosmalin. Drama social exibido no Festival de Cinema Francófono de Angoulême. Passados vinte anos de traumático sequestro, dois irmãos se reencontram após a morte da mãe. Quando um deles reconhece seus sequestradores entre os amigos do irmão, eles terão que escolher entre a vingança e o perdão. Distribuição da Bonfilm.
. “De Gaulle: A França Livre” (La Bataille De Gaulle, de Antonin Baudry, que levou mais de cinco milhões de espectadores aos cinemas franceses e foi exibido fora de competição em Cannes. Produção histórica protagonizada por Simon Abkarian, Simon Russell Beale e Florian Lesieur, tem a participação de Benoît Magimel. Ambientado em junho de 1940, durante a ocupação nazista, o longa acompanha a decisão do general Charles de Gaulle de, a partir de Londres, liderar a Resistência Francesa. Distribuição da Synapse.
. “Júpiter” (Jupiter), de Alexandre Smia. Exibido fora de competição no Festival de Veneza em setembro último, este thriller político será visto pelo público brasileiro antes dos franceses (sua estreia aontecerá em 18 de novembro). O longa, protagonizado por Denis Ménochet, André Dussollier e Reda Kateb, apresenta a tensa história do fictício presidente recém-eleito Paul Archambault, que precisa enfrentar crise internacional que pode resultar em escalada nuclear. Grande parte da narrativa se passa dentro do Posto de Comando Júpiter, espaço real localizado sob o Palácio do Eliseu, em Paris, e utilizado pelo presidente francês em situações de crise. Distribuição da Califórnia Filmes.
. “A Ilustre Desconhecida” (Ni Vue ni Connue), de Marc Fitoussi. Comédia protagonizada por Isabelle Huppert e Sandrine Kiberlain. Huppert é Corinne Maclou, uma figurante que participa de vários filmes na esperança de conseguir protagonismo. Ao se aproximar de uma atriz famosa, ela acredita ter a chance de realizar seu sonho. O filme aborda com humor as ambições, relações profissionais e desafios de quem busca reconhecimento no universo cinematográfico. O filme participou da noite inaugural do Festival de Cinema Francófono de Angoulême e encerrou o Festival de Locarno, ambos em agosto último. Distribuição da Bonfilm.
. “O que é o Amor?” (C’est quoi l’Amour?), de Fabien Gorgeart, aposta no humor para abordar as relações familiares e os recomeços. Na trama, Fred pede à ex-esposa, Marguerite, que anule o casamento religioso para que possa se casar novamente. Com isso, o ex-casal acaba indo a Roma acompanhado dos filhos e dos novos cônjuges em uma viagem de aventuras e descobertas para todos. Estrelado por Laure Calamy e Vincent Macaigne, o longa conquistou o Grande Prêmio do Festival Internacional de Cinema de Comédia de l’Alpe d’Huez de 2026, onde Laure Calamy também foi premiada por sua atuação. Distribuição da Fênix.
. “Compostela, o Caminho da Terapia” (Compostelle), de Yann Samuell. Um encontro inesperado muda a vida de duas pessoas. O filme acompanha Fred e Adam, um adolescente em crise, que partem juntos em uma peregrinação a Santiago de Compostela. Ao longo do caminho, os dois enfrentam conflitos, compartilham experiências e constroem uma relação de confiança. A produção ultrapassou 800 mil espectadores na França. Distribuição da Pandora.
. “Minha Vida de Sereia” (Miss Mermaid), comédia dramática das diretoras Pauline Brunner e Marion Verlé. Algo começa a mudar quando uma sereia profissional passa pela região onde Fanny, um mulher recém-divorciada, reside. O encontro faz com que ela tome decisões represadas que alimentavam seu desejo de liberdade. Distribuição da Bonfilm.
. “O Fantasma da Ópera” (Le Fantôme de l’Opéra), de Alexandre Castagnetti. Os diversos recantos do suntuoso e misterioso Palais Garnier estão no centro dessa nova versão de “O Fantasma da Ópera”, um drama, ambientado na Paris de hoje. Uma jovem bailarina, Anastasia, ingressa na prestigiada Ópera de Paris. Enquanto ensaia “Orfeu”, obra amaldiçoada que teria sido composta pelo Fantasma da Ópera, ela se apaixona por um misterioso pianista. Acidentes inexplicáveis e revelações perturbadoras envolvem Anastasia em uma história de amor impossível, entre o real e o fantástico. Distribuição da Califórnia.
. “O Sentido da Vida” (Soudain), de Ryūsuke Hamaguchi, concorreu à Palma de Ouro e ganhou o prêmio de interpretação feminina (ex-aqueo para Virginie Efira e Tao Okamoto). Duração de três horas e 16 minutos. Distribuição da Vitrine.
. “Duas Pessoas Trocando Saliva” (Deux Personnes Échangeant de la Salive), de Natalie Musteata e Alexandre Singh, que recebeu o Oscar 2026 de melhor curta-metragem em live action. Ambientada em uma sociedade repressiva, a história acompanha duas mulheres que se aproximam em contexto no qual o beijo é proibido e punido com a morte. A obra se destaca, pelo olhar singular sobre o desejo, a vigilância e as normas sociais.
NÚCLEO HISTÓRICO:
. “O Rei e o Pássaro” (Le Roi et L’Oiseau), de Paul Grimault. Clássico da animação francesa, um cult movie. Inspirado no conto “A Pastora e o Limpador de Chaminés”, de Hans Christian Andersen, começou a ser desenvolvido em 1946, a partir da parceria entre Grimault e o poeta Jacques Prévert. O filme comemora 80 anos e traz muito humor, poesia e reflexões filosóficas nos diálogos de Prévert. Já foi visto por mais de 2,3 milhões de espectadores nos cinemas desde seu lançamento. Esta animação integra o programa educativo promovido pelo ex-Varilux com sessões para jovens de escolas da rede pública. Distribuído pela Bonfilm.
. “A Grande Escapada” (La Grande Vadrouille), de Gérard Oury. Comédia de apelo popular francesa, realizada há 60 anos. Lançada em 1966 e estrelado por Bourvil, Louis de Funès e Claudio Brook, o filme acompanha dois civis franceses que ajudam pilotos britânicos a escapar da ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Com mais de 17 milhões de espectadores na França e mais de 60 milhões em todo o mundo, a produção, distribuída pela Bonfilm, permanece como um marco da comédia francesa.
