Noite dos Otelos tem três filmes pernambucanos na lista de favoritos aos prêmios da Academia Brasileira de Cinema

Por Maria do Rosário Caetano

Quem vai ganhar o Prêmio Grande Otelo, o “Oscar brasileiro”, cuja vigésima-quinta edição acontecerá nessa terça-feira, 4 de agosto, no Theatro Municipal carioca, sob os auspícios da Academia Brasileira de Cinema?

Tudo leva a crer que um longa ficcional pernambucano empunhará o troféu que reverencia um dos maiores nomes do cinema brasileiro, mas não só, o ator Grande Otelo. Afinal, vem do estado de Pernambuco o mais forte dos candidatos – “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.

Se der zebra – o que parece improvável –, o troféu caberá a outra produção pernambucana, “Manas”, de Marianna Brennand. Ou “O Último Azul” (foto), de Gabriel Mascaro, também oriundo do mesmo estado nordestino.

Os outros dois candidatos a melhor filme representam São Paulo – “Homem com H”, vibrante cinebiografia de Ney Matogrosso, dirigida por Esmir Filho, e “O Filho de Mil Homens”, de Daniel Rezende, adaptação de livro do lusitano Valter Hugo Mãe.

Um longa matogrossense, realizado em parceria com o Rio Grande do Sul – “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini – poderia, por seus méritos (foi o grande vencedor de Gramado), figurar nessa lista. Mesmo caso de “A Fúria”, fecho da Trilogia dos Fuzis, de Ruy Guerra. Em debate na Cinemateca Brasileira, o cinemanovista garantiu que seus produtores, Rune Tavares e Rodrigo Sarti Werthein, “programaram o lançamento do filme dentro de prazo que o habilitaria a disputar os troféus da Academia Brasileira de Cinema”. O filme não foi (como assim?) lembrado.

A festejada produção do cuiabano Bruno Bini viu-se reduzida a raras vagas. Uma delas, no mínimo excêntrica: melhor adaptação de um curta-metragem! Nunca se viu algo semelhante na história de premiações brasileiras. Geralmente, filmes têm roteiros adaptados de obras literárias ou teatrais. Será que roteiros de remakes de longas-metragens, em ocasiões futuras, serão considerados obras adaptadas de filmes anteriores? Aguardemos, pois, as curiosas “inovações” da Academia pátria.

Como 2024 e 2025 foram anos muito bons para o cinema brasileiro, graças ao êxito de “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e “O Agente Secreto”, de KMF, o Prêmio Grande Otelo ainda trabalha com ótima safra de filmes. Mesmo que, lamentavelmente, seja entregue em data tardia (no segundo semestre, bem depois do Globo de Ouro, do Goya, do Bafta, do César, do Oscar, do Donatello, etc. etc).

O sucesso dos filmes de WSJr e KMF nos festivais de Veneza (“Ainda Estou Aqui”) e Cannes (“O Agente Secreto”), no Globo de Ouro, na badalada festa do Oscar e em dezenas de festivais mundo a fora ainda joga luz sobre o nosso Grande Otelo. Quem quiser acompanhar a cerimônia, que será apresentada por mãe e filha (as atrizes Marieta Severo e Silvia Buarque), poderá fazê-lo pelo Canal Brasil ou pelo YouTube.

“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho © Victor Jucá

Os espectadores que se preparem. A festa será extenuante, pois serão entregues 31 troféus a longas, curtas e séries brasileiras e um ao melhor longa ibero-americano. Registre-se, aqui, que a representação dos ‘hablantes de español’ está muito bem escolhida. Em parceria com Academias da Argentina, Chile, Colômbia e República Dominicana foram indicados “Belén – Uma História de Injustiça”, de Dolores Fonzi; o drama queer “O Olhar Misterioso do Flamingo”, de Diego Céspedes; o desconcertante (e fascinante) “Um Poeta”, de Simón Mesa, e o delirante “Pepe”, de Nelson Carlo de los Santos, sobre hipopótamo que teria pertencido a Pablo Escobar e depois saiu fantasmagoricamente percorrendo diversos cantos do mundo. O quinto filme – o afro-lusitano-brasileiro “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho – foi o que mais frisson causou entre os cinéfilos brasileiros.

O Agente Secreto” tem pelo menos duas categorias praticamente asseguradas: a de melhor filme e a de melhor ator. Afinal, nenhum longa brasileiro causou tamanho furor em nossas telas, jornais e redes sociais como ele, em temporada recente (segunda metade de 2025 e começos de 2026). Além de vender 2,5 milhões de ingressos, ganhou dois prêmios em Cannes (incluindo melhor diretor para KMF e melhor ator para Wagner Moura), concorreu a quatro Oscar (incluindo a categoria principal, ao lado de pesos pesados do mundo anglo-saxão), melhor ator , filme internacional e direção de elenco (categoria que a Academia ainda não adotou).

Quem há de derrotar o baiano Wagner Moura, que interpreta três personagens (Marcelo, Armando e Fernando), ganhou a Palma de Ouro e o Globo de Ouro (ator dramático), e brilhou na festa do Oscar, com simpatia e discurso consistente?

No campo das interpretações (o elenco inteiro é formidável), “O Agente Secreto” marca presença em várias categorias – atriz principal para Tânia Maria, a hilária Dona Sebastiana; atriz coadjuvante (para Hermila Guedes e Alice Carvalho) e atores coadjuvantes (o mineiro Carlos Francisco, o cearense Robério Diógenes e o carioca Gabriel Leone).         

Aqui, temos que, mais uma vez, comentar a “criatividade” da Academia Brasileira de Cinema. A potiguar Tânia Maria é uma força da natureza, divertida, alto astral, capaz de arrancar gargalhadas das mais diversificadas plateias. Mas ela não é atriz-protagonista em “O Agente Secreto”. É coadjuvante. O filme, de quase três horas de duração, a tem presente, luminosa, mas em poucos minutos. Papel maior ela desempenha em outro filme pernambucano, “Yellow Cake”, de Tiago Melo (ainda inédito nos cinemas). Mesmo assim, continua coadjuvante. Esperemos, pois que os acadêmicos recobrem o juízo e entreguem o Grande Otelo a Denise Weinberg, protagonista absoluta e full time de “O Último Azul”.           

No campo dos atores coadjuvantes não tem para ninguém. Carlos Francisco, em desempenho notável, já pode preparar o terno e o discurso (sintético, pelo amor de Deus!). Poderá, no máximo, dividir a estatueta com Robério Diógenes, o delegado cínico e safado de “O Agente Secreto”. Os dois estão no mesmo filme e brilham como o sol sobre as areias escaldantes de um deserto. Gabriel Leone também brilha em papel arriscado. Deixou a boniteza de lado e saiu da zona de conforto. Virou matador do Terceiro Mundo. Mas Carlos Francisco e Robério estão demais!!! O apelo à síntese é dirigido a todos os possíveis laureados. O mineiro de “O Agente Secreto” nunca foi prolixo.       

No terreno das atrizes coadjuvantes, quem merece levar o troféu é a brasiliense Camila Márdila, muito bem na pele de uma mãe, Simone, em “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo. Um filme delicado, sutil, que se distancia do catecismo queer. Mas, suavemente, nos ensina a prática da tolerância. Por sorte, Rafaela é uma das finalistas à categoria diretor de ópera prima (primeiro filme, obra de estreia). Camila Márdila, sim, poderia ser considerada atriz protagonista. Mas, nesse caso, os acadêmicos reconheceram nas duas crianças (Laura Brandão e Serena), que protagonizam “Coisas Invisíveis”, as verdadeiras almas do filme. Se, porém, os votantes estiveram concentrados na “avalanche” de “O Agente Secreto”, o prêmio pode ir parar nas mãos da pernambucana Hermila Guedes. Ou da potiguar Alice Carvalho.       

Há algumas categorias nas quais, historicamente, o cinema brasileiro mostra graves fragilidades  – longa infantil e/ou longa de animação. Dessa vez, ambas estão bem representadas na Noite dos Otelos. Houve ano em que não havia produção para preencher as cinco vagas disponíveis. Nesse ano 25 do Grande Otelo, há cinco longas (todas as vagas preenchidas) feitos para a criançada-adolescentes. E quatro (faltou um candidato) para os que amam a animação.       

A primeira categoria está demais. O paulista Jeferson De marca presença com “Narciso”, o mineiro Maurilio Martins, da Filmes de Plástico, com o instigante “O Último Episódio”, e o gaúcho Gustavo Spolidoro com “Os Dragões”. Completam a lista o envolvente “Diário de Pilar na Amazônia”, dos cariocas de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, e o também carioca, com colaboração candanga, “Thiago e Isis e os Biomas do Brasil”, de João Amorim. Seis diretores tarimbados que, felizmente, levaram a sério o ditado “é de pequenino que se torce o pepino”. Ou seja, pensaram (apostaram) na formação de plateia. Como é que a molecada que só vê filme norte-americano vai se interessar por cinema brasileiro? Afinal, raramente preocupado com esse segmento de público.   

No terreno da animação, um filme se destacou nos últimos doze meses e pode levar o Prêmio Grande Otelo: “Eu e meu Avô Nihonjin”, de Célia Catunda, brasileira de origem nipônica, uma das criadoras da TV Pinguim. O filme é lindo, delicado e capaz de dialogar com plateia brasileiras, japonesas etc. “Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul”, de Alê Camargo e Jordan Nugem, também está no páreo.

Confira os finalistas:

MELHOR LONGA DE FICÇÃO

O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho (PE)
MANAS, de Marianna Brennand (PE)
O ÚLTIMO AZUL, de Gabriel Mascaro (PE)
HOMEM COM H, de Esmir Filho (SP)
O FILHO DE MIL HOMENS, de Daniel Rezende (SP)

MELHOR LONGA – COMÉDIA

AGENTES MUITO ESPECIAIS, de Pedro Antonio (RJ)
C.I.C – CENTRAL DE INTELIGÊNCIA CEARENSE, de Halder Gomes (SP)
SEXA, de Gloria Pires (RJ)
SONHAR COM LEÕES, de Paolo Marinou-Blanco (Brasil-Portugal)
UMA MULHER SEM FILTRO, de Arthur Fontes. Produção (RJ)
VELHOS BANDIDOS, de Claudio Torres (RJ)

MELHOR LONGA – DOCUMENTÁRIO

APOCALIPSE NOS TRÓPICOS, de Petra Costa (RJ)
A QUEDA DO CÉU, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha (RJ)
HORA DO RECREIO, de Lucia Murat (RJ)
MAMBEMBE, de Fabio Meira (RJ)
RITAS, de Oswaldo Santana e Karen Harley (SP)

MELHOR LONGA – INFANTIL

NARCISO, de Jeferson De (SP)
O DIÁRIO DE PILAR NA AMAZÔNIA, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put (RJ)
O ÚLTIMO EPISÓDIO, de Maurilio Martins (MG)
OS DRAGÕES, de Gustavo Spolidoro (RS)
THIAGO E ÍSIS E OS BIOMAS DO BRASIL, de João Amorim (RJ-DF)

MELHOR LONGA – ANIMAÇÃO

EU E MEU AVÔ NIHONJIN, de Celia Catunda (SP)
TAINÁ E OS GUARDIÕES DA AMAZÔNIA – EM BUSCA DA FLECHA AZUL, de Alê Camargo e Jordan Nugem (RJ-SP)
AUTHENTIC GAMES NO IMPÉRIO DESCONECTADO, de Bruno Murtinho (RJ)
NOSSO LOUCO AMOR, de Nelson Botter Jr.

MELHOR LONGA IBERO-AMERICANO

BELÉN, de Dolores Fonzi (Argentina)
LA MISTERIOSA MIRADA DEL FLAMENCO, de Diego Céspedes (Chile)
O RISO E A FACA, de Pedro Pinho (Portugal)
PEPE, de Nelson Carlo de los Santos Arias (República Dominicana)
UN POETA, de Simón Mesa Soto (Colômbia)

MELHOR DIREÇÃO

MARIANNA BRENNAND (Manas)
DANIEL REZENDE (O Filho de Mil Homens)
ESMIR FILHO (Homem com H)
GABRIEL MASCARO (O Último Azul)
KLEBER MENDONÇA FILHO (O Agente Secreto)

MELHOR DIREÇÃO DE LONGA (ESTREANTE)

RAFAELA CAMELO (A Natureza das Coisas Invisíveis)
DOUGLAS SOARES (Papagaios)
GLORIA PIRES (Sexa)
JÚLIA JORDÃO (Perfeitos Desconhecidos)
MÁRCIA FARIA (A Procura de Martina)

MELHOR ATRIZ

DENISE WEINBERG como Teresa por O Último Azul
CAMILA PITANGA como Sabina por Malês
CAROLINA DIECKMMANN como Kátia por (Des)controle
JAMILLI CORREA como Marcielle por Manas
TÂNIA MARIA como Dona Sebastiana por O Agente Secreto

MELHOR ATOR

WAGNER MOURA como Marcelo, Armando e Fernando por O Agente Secreto
JESUÍTA BARBOSA como Ney Matogrosso por Homem com H
ANTONIO PITANGA como Pacífico Licutan por Malês
ARY FONTURA como Rodolfo por Velhos Bandidos
IRANDHIR SANTOS como Valério por Os Enforcados
RODRIGO SANTORO como Crisóstomo por O Filho de Mil Homens

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

CAMILA MÁRDILA como Simone por A Natureza das Coisas Invisíveis
ALICE CARVALHO como Fátima por O Agente Secreto
DIRA PAES como Aretha por Manas
GRACE PASSÔ como Maria por O Filho de Mil Homens
HERMILA GUEDES como Claudia por O Agente Secreto

MELHOR ATOR COADJUVANTE

CARLOS FRANCISCO como Seu Alexandre por O Agente Secreto
ROBÉRIO DIOGENES como Delegado Euclides por O Agente Secreto
RÔMULO BRAGA como Marcílio por Manas
ADANILO como Ludemir por O Último Azul
ALEJANDRO CLAVEAUX como Adriano por Ruas da Glória
AUGUSTO MADEIRA como Doutor Batista por Os Enforcados
GABRIEL LEONE como Bobbi por O Agente Secreto
RODRIGO SANTORO como Cadu por O Último Azul

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

ANNA MUYLAERT por A Melhor Mãe do Mundo
ESMIR FILHO por Homem com H
GABRIEL MASCARO e TIBÉRIO AZUL por O Último Azul
KLEBER MENDONÇA FILHO por O Agente Secreto
RAFAELA CAMELO por A Natureza das Coisas Invisíveis
FELIPE SHOLL, MARCELO GRABOWSKY, MARIANNA BRENNAND, CAROLINA BENEVIDES, ANTONIA PELLEGRINO e CAMILA AGUSTINI por Manas

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

BRUNO BINI por Cinco Tipos de Medo – adaptado do curta-metragem “Três Tipos de Medo”, de Bruno Bini
ALY MURITIBA e JESSICA CANDAL por Barba Ensopada de Sangue, adaptado da obra “Barba Ensopada de Sangue”, de Daniel Galera
DANIEL REZENDE por O Filho de Mil Homens, adaptado da obra “O Filho de Mil Homens”, de Valter Hugo Mãe
ERYK ROCHA e GABRIELA CARNEIRO DA CUNHA por A Queda do Céu, adaptado do livro “A Queda do Céu”, de Davi Kopenawa e Bruce Albert
MARCO DUTRA por Enterre seus Mortos, baseado no livro “Enterre seus Mortos”, de Ana Paula Maia
WAGNER DE ASSIS por O Advogado de Deus, adaptado da obra “O Advogado de Deus”, de Zíbia Gasparetto e Lucius

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

AZUL SERRA, ABC, por Homem com H
AZUL SERRA, ABC, por O Filho de Mil Homens
EVGENIA ALEXANDROVA por O Agente Secreto
GUILLERMO GARZA por O Último Azul
PIERRE DE KERCHOVE por Manas

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

DAYSE BARRETO por O Último Azul
DINA SALEM LEVY por Um Lobo Entre os Cisnes
MARCOS PEDROSO por Manas
THALES JUNQUEIRA por Homem com H
THALES JUNQUEIRA por O Agente Secreto

MELHOR FIGURINO

GABRIELLA MARRA por Homem com H
GABRIELLA MARRA por O Último Azul
KIKA LOPES por Manas
MANUELA MELLO por O Filho de Mil Homens
RITA AZEVEDO por O Agente Secreto
RÔ NASCIMENTO por Malês

MELHOR MAQUIAGEM

ANDREA TRISTÃO por Barba Ensopada de Sangue
JULIANA BOLZE por O Último Azul
MARISA AMENTA por O Agente Secreto
MARTÍN MACÍAS TRUJILLO por Homem com H
MARTÍN MACÍAS TRUJILLO por O Filho de Mil Homens

MELHOR MONTAGEM DE FICÇÃO

BRUNO BINI por Cinco Tipos de Medo
EDUARDO SERRANO e MATHEUS FARIAS por O Agente Secreto
GERMANO DE OLIVEIRA por Homem com H
ISABELA MONTEIRO DE CASTRO por Manas
MARCELO JUNQUEIRA por O Filho de Mil Homens

MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO

ANDRÉ FELIPE SILVA e JOÃO WAINER por Zico – O Samurai de Quintino
CRISTINA AMARAL por Ecos do Teatro Experimental do Negro
FABIO MEIRA, JULIANO CASTRO e AFFONSO UCHÔA por Mambembe
JORDANA BERG por Cazuza, Boas Novas
OSWALDO SANTANA, AMC, por Ritas
DAVID BARKER, TINA BAZ, NELS BANGERTER, JORDANA BERG, VICTOR MIACIRO e EDUARDO GRIPA por Apocalipse nos Trópicos

MELHOR EFEITO VISUAL

MASSAO ASAGA por Homem com H
ALEXANDRE BOIRON, LUUK MEIJER e DAVID VAN HEESWIJK por O Agente Secreto
CLAUDIO PERALTA por O Diário de Pilar na Amazônia
EDUARDO KURT, MAGDALENA MAIA, SOFIA SUSSEKIND, BEATRIZ PAIXÃO e VANDRÉ HUPPES por O Último Azul
JULIANO STORCHI por O Filho de Mil Homens

MELHOR SOM

ANA LUIZA PENNA, MARTÍN GRIGNASCHI e ARMANDO TORRES JR por Homem com H
LIA CAMARGO, ABC, TOCO CERQUEIRA e ALAN ZILLI, MPSE, por O Filho de Mil Homens
PEDRO MOREIRA, MOABE FILHO, TIJN HAZEN e CYRIL HOLTZ por O Agente Secreto
VALÉRIA FERRO, MIRIAM BIDERMAN, ABC, RICARDO REIS, ABC e ARMANDO TORRES JR, ABC, por Manas
LILIANA VILLASEÑOR, HEVERSON BATISTA, MARÍA ALEJANDRA ROJAS, ARTURO SALAZAR RB e VINCENT SINCERETTI por O Último Azul

MELHOR TRILHA SONORA

TOMAZ ALVES SOUZA e MATEUS ALVES por O Agente Secreto
ANDRÉ ABUJAMRA e GEORGE NAHSSEN por A Melhor Mãe do Mundo
ANTONIO PINTO e BARULHISTA por Malês
FABIO GÓES por O Filho de Mil Homens
GUILHERME AMABIS, MARIANA AMABIS e RICA AMABIS por Homem com H

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE FICÇÃO (para TV aberta, TV paga ou streaming)

ÂNGELA DINIZ: ASSASSINADA E CONDENADA – 1ª temporada – Produção: Conspiração
BELEZA FATAL – 1ª temporada – Produção: Coração da Selva
CANGAÇO NOVO – 2ª temporada – Produção: O2 Filmes
EMERGÊNCIA RADIOATIVA – 1ª temporada Produção: Gullane
MÁSCARAS DE OXIGÊNIO NÃO CAIRÃO AUTOMATICAMENTE – 1ª temporada – Produção: Morena Filmes

MELHOR ATRIZ SÉRIE DE FICÇÃO (para TV aberta, TV paga ou streaming)

ADRIANA ESTEVES como Cibele por Os Outros
ALICE CARVALHO como Dinorah por Cangaço Novo
THAINÁ DUARTE como Dilvânia por Cangaço Novo
BRUNA LINZMEYER como Léa por Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente
CAMILA PITANGA como Lola por Beleza Fatal
MARJORIE ESTIANO como Ângela Diniz por Ângela Diniz: Assassinada e Condenada

MELHOR ATOR SÉRIE DE FICÇÃO (para TV aberta, TV paga ou streaming)

ALLAN SOUZA LIMA como Ubaldo Vaqueiro por Cangaço Novo
CHICO DÍAZ como Galego por Os Donos do Jogo
JOHNNY MASSARO como Fernando por Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente
JOHNNY MASSARO como Márcio por Emergência Radioativa
RAVEL ANDRADE como Raul Seixas por Raul Seixas – Eu Sou

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE DOCUMENTÁRIO (para TV aberta, TV paga ou streaming)

A MULHER DA CASA ABANDONADA – 1ª temporada – Produção: Coiote Produções
CAÇADOR DE MARAJÁS – 1ª temporada
CAZUZA: ALÉM DA MÚSICA – 1ª temporada – Produção: Conspiração
CHICO ANYSIO – UM HOMEM À PROCURA DE UM PERSONAGEM – temporada única – Produção: Casé Filmes
CONGONHAS: TRAGÉDIA ANUNCIADA – temporada única – Produção: Pródigo e Sobretudo Produção
O TESTAMENTO: O SEGREDO DE ANITA HARLEY – temporada única – Produção: Globo

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE ANIMAÇÃO (para TV paga, TV aberta e streaming)

AS AVENTURAS DE TITA – 1ª temporada – Produção: FK Sound e Viu Cine
ESQUADRÃO DO MAR AZUL – 2ª temporada – Produção: Belli Studio
ESSE É O BICHO! – 2ª temporada – Produção: Sabiá Educacional
GNAKS! – 1ª temporada – Produção: Mandra Filmes
O MUNDO SEM FILTRO DE ANY MALU – 1ª temporada – Produção: Combo Estúdio Animações
OSMAR, A PRIMEIRA FATIA DO PÃO DE FORMA – 3ª temporada – Produção: 44 Toons
SENNINHA NA PISTA MALUCA – 3ª temporada – Produção: Gullane

MELHOR CURTA-FICÇÃO

AMARELA, de André Hayato Saito
ARAME FARPADO, de Gustavo de Carvalho
BOIUNA, de Adriana de Faria
KLAUSTROFOBIA, de João Londres
PEIXE MORTO, de João Fontenele
PRESÉPIO, de Felipe Bibian

MELHOR CURTA (DOCUMENTÁRIO)

CARTAS PELA PAZ, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
CONSELHO, de Alice Riff
FILME SEM QUERER, de Lincoln Péricles
REPLIKA, de Piratá Waurá e Heloisa Passos
SEBASTIANA, direção: Pedro de Alencar

MELHOR CURTA (ANIMAÇÃO)

A TRAGÉDIA DA LOBO GUARÁ, de Kimberly Palermo
COMO NASCE UM RIO, de Luma Flôres
MÃE DA MANHÃ, direção: Clara Trevisan
SAFO, de Rosana Urbes
SEU VÔ E A BALEIA, de Mariana Elisabetsky
UMA MENINA, UM RIO, de Renata Martins Alvarez

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